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Archive for the ‘CONCEITO DE POBREZA’ Category

OS “ÊXITOS” DO GOVERNO DO PSD (E CDS) NA ÁREA DO VESTUÁRIO E DA CONSULTA HOSPITALAR…

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Três milhões sem comprar roupa

A política de austeridade não está apenas a deixar os bolsos dos cidadãos mais vazios. Está também a torná-los mais velhos e usados. Cerca de 2,96 milhões de portugueses, o equivalente a 34,4% da população com mais de 15 anos, não compraram qualquer peça de vestuário nova, entre o início de Abril de 2011 e o final de Março de 2012, de acordo com um estudo da Kantar Worldpanel, especialista em hábitos de consumo, encomendado pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição.

Os resultados são um sinal de que a privação económica está a afectar as famílias portuguesas. Apesar de o estudo não o indicar, o sociólogo e investigador do Observatório das Desigualdades, Renato Miguel do Carmo, diz serem as classes média e baixa as mais prejudicadas pela crise económica e financeira, levando-as a abdicarem de bens como o vestuário.

«Parece haver uma reconfiguração dos hábitos de consumo das famílias», refere ao SOL o investigador. «Tudo é cortado, até os bens mais básicos, como o vestuário e até a alimentação».

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Tal obriga as empresas portuguesas do sector a cortarem custos – despedir trabalhadores e fechar lojas – para se adaptarem à redução do consumo. João Costa tem esperança que a economia atinja «um ponto de inversão».

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Notícia da comunicação social, sobre os êxitos comerciais” da política de austeridade do actual conjunto de pessoas pouco recomendáveis que estão no governo, dia 26 de Junho de 2012

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Dispara tempo de espera nas consultas hospitalares

Escreve o Jornal de Notícias que disparam tempos de espera para consultas e cirurgias. Os hospitais estão a piorar os tempos de resposta aos doentes encaminhados para primeiras consultas. No ano passado, só 1/3 dos urgentes teve resposta em um mês.

Segundo o Jornal de Notícias, no ano passado, só 33% dos doentes encaminhados pelos centros de saúde para uma consulta de especialidade “muito prioritária” conseguiram resposta dentro de um mês quando, no ano anterior, a capacidade de resposta dos hospitais era de 84%.

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Notícia da comunicação social, sobre os êxitos do actual governo do PSD (e CDS) cheio de pessoas pouco recomendáveis, relacionado com os tempos de espera para atendimento na área da saúde.

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ASSUNÇÂO CRISTAS E O IVA NA FRUTA NATURAL: APENAS A IMCOMPETÊNCIA DE UMA MINISTRA

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“A ministra da Agricultura desvalorizou hoje a subida do IVA na alimentação para bebés, afirmando que as alturas de crise são alturas para “voltar a dar fruta em estado natural às crianças”.

(…)

A ministra acrescentou que “as alturas de crise são também alturas para os pais reflectirem sobre o que dão às crianças e voltar a dar fruta em estado natural, que não tem IVA”. E rematou: “não vejo ninguém da área da saúde com essas preocupações”.

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Notícia da comunicação social, dia 18 de Novembro de 2011

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Só existe um pequeno problema com esta teoria filosófica: a fruta “natural” já tem IVA à taxa reduzida incorporado no seu preço.

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Como se pode ver , alias no ponto 1.6 da imagem.

Tabela da página das finanças acedida, no dia 18 de Novembro de 2011

Mas paga-se mesmo um ordenado a esta gente?

É isto que é governar?

Dar palpites nos jornais sobre taxas de Iva?

Isto é que é mérito e competência?

AMNISTIA INTERNACIONAL – UMA ORGANIZAÇÃO PROFUNDAMENTE FALHADA

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A amnistia internacional é uma “organização”  profundamente falhada.

Em vários aspectos.

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Entre dificuldades para conseguir ser coerente na defesa dos direitos humanos;

entre escolhas selectivas de assuntos; ignorando outros;

entre secções de alguns países que apenas funcionam como montras sociais das respectivas “pseudo elites” locais, para que estas ostentem no seu currículo o facto de pertencerem a tal instituição;

entre funcionar como agência “política” de empregos para certas pessoas;

entre promiscuidade com certos partidos políticos;

entre ter secções em vários países cujos dirigentes (presume-se) apenas funcionam numa zona de conforto … muito pessoal;

tem a amnistia internacional destruído um legado que até começou bem e com boas intenções.

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Não sendo uma organização de caridade, destinada a aliviar problemas de fome e carência alimentar, tem um ramo da sua organização orientado para essa área.

Chama-se …. Amnesty International UK Section Charitable Trust.

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Após ter feito uma auditoria às contas deste “braço armado na luta contra a fome”, a actual direcção (estamos  no ano de 2011) descobriu que duas das combatentes  principais  (a chefe/ estratega e a sub chefe), na luta contra as condições que criam a  fome  e a indignidade,  até ao ano de 2009, de seu nome Irene Khan e Kate Gilmore receberam mais de, respectivamente, 530 mil libras e 320 mil libras. (No caso de Irene Khan, isso era 4 vezes mais o seu salário).

Apenas porque se demitiram e receberam uma gloriosa compensação… por terem feito tal.

 

A senhora Khan, durante o ano de 2009, discursou no lançamento de uma nova treta iniciativa da Amnistia internacional, chamada “Amnesty’s global Demand Dignity campaign”.

A campanha foi criada para lutar contra os abusos que levam à existência de pobreza.

Presume-se que, emocionada, declarou:

“, Ms Khan said the world needed “a new global deal” on human rights…”

e ainda;

”Solutions to global problems must be underpinned by global values of human rights – and those at the top table of world leadership must begin by setting an example”.

E a senhora Khan e a sua sub chefe deram o exemplo.

Written by dissidentex

27/02/2011 at 19:11

ESTAMOS MAIS POBRES, DIZ BELMIRO DE AZEVEDO…

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Um homem pobre fala de pobreza.

É preciso coragem, nos tempos que correm, para o fazer.

Um homem pobre apenas ganha 435.900 euros por ano e é dono de uma empresa que vale dois biliões de euros.

Fonte da imagem abaixo:  relatório e contas da empresa Sonae – anexo à proposta 1 – ano 2009, página 71

Não estão incluídos prémios pelas participações nas reuniões do Conselho de administração (930 euros por reunião), nem uma remuneração anual  pela responsabilidade assumida (valor entre os 1900 e os 3000 euros)  – página 69

Este homem está mais pobre.

Não foi aumentado de 2008 para 2009.

Written by dissidentex

22/11/2010 at 20:11

CONCEITO DE POBREZA.

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Para se conseguir alterar uma cultura num determinado país (com o objectivo de, posteriormente vir a dominar esse mesmo país impondo padrões culturais e económicos do agrado de quem pretende vir a dominar) é necessário criar um “conceito de pobreza”, com o qual os habitantes  desse determinado país se possam a vir a identificar. 

Como se cria um conceito de pobreza?

Uma das maneiras é quando uma civilização ou país, tecnologicamente ou socialmente mais avançado, consegue convencer outros  (povos), que são muito mais pobres do que na realidade são.

Quando consegue convencer “outros” que a maneira como vivem é “pobre”.

E como se avança a partir daí?

Como é oficialmente declarado pobre, através da implementação deste novo conceito de pobreza, é necessário apresentar uma “nova solução” para combater este novo e recém criado conceito de pobreza (este flagelo) aplicado ao país que agora passa a ser assim designado.

Após um país ou área geográfica ter adquirido este conceito de pobreza, novos “mercados se seguem.

O conceito de pobreza passa assim a ser vendido (a outros povos, por exemplo) como um novo “bem de mercado a adquirir”. Ao qual depois será “através do “mercado” – corrigido o problema.

A “coisa” é a doença e é simultaneamente a passagem para ser o caminho para um novo antídoto.

Qual é o antídoto?

O antídoto são os investimentos e o dinheiro que virão – no futuro – a resolver os problemas criados por este novo conceito de pobreza.

Aos pobres que foram convencidos que eram mesmo muito pobres, promete-se que, através de investimentos e dinheiro, esses pobres passarão, num futuro hipotético – a trabalhar de outra maneira  – mais eficiente.

E essa maneira nova – mais eficiente –  levá-lo-á a  sair da situação de pobreza (o novo conceito de pobreza que adquiriram) em que estão.

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Nota: isto é, parcialmente, o que tem estado a suceder em Portugal.

Temos estado a ser “envergonhados”, pelo menos nos últimos 20 anos,  porque não somos “suficientemente europeus” ou “suficientemente ocidentais” e como tal teremos que – supostamente – fazer um esforço para os acompanhar, na aquisição dessas novas “características”.

No fundo é uma forma de jogar com o nosso provincianismo”, dizendo-nos que deixaremos de o ser se “adoptarmos” uma maneira exterior de fazer as coisas – a maneira exterior de quem nos vende o “conceito de pobreza”.

O resultado está à vista: estamos a jogar um jogo em que está, desde o inicio do mesmo, pressuposto, que será impossível nós,enquanto país, acompanhar-mos.

As regras foram feitas por outros para sermos nós a apanhar-mos com as consequências dessas regras. Não os outros.

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Após se criar um conceito de pobreza sob estes termos é necessário legitimá-lo “tecnicamente”.

Surgem os consultores, os especialistas, os psicólogos, os académicos.

Toda uma legião de técnicos (que tem interesse próprio em especular intelectualmente com ideias e que ganha dinheiro ilegitimamente com isso) que irá continuar  a produzir trabalhos académicos que visam fazer essa legitimação.

Aos pobres de um dado país, por exemplo, será demonstrado que a pobreza deles é diferente do que eles pensavam ser.

E que são eles – toda essa legião de técnicos legitimadores, – que possui a solução para os pobres deixarem de ser pobres.

Normalmente atrás das balelas  proferidas pelos “estudiosos”  que tem interesse próprio nos assuntos, surgem também, maciços investimentos em dinheiro.

Normalmente são primeiramente feitos em agricultura, para que, os “países pobres” e os camponeses dentro desses países pobres, percebam que irão deixar de estar na pobreza e passar a viver melhor.

Quando, os pobres munidos do seu novo conceito de pobreza, apesar disso, não conseguem sobreviver no seu novo ambiente de nova “produtividade”, tem que mudar de vida (isto é, são “convencidos a isso…).

E passarem para os serviços.

Onde continuarão a ser pobres, mas dotados de um novo “status” que os fará – acaso pensem sequer nisso – pensar que já não são pobres.

E assim chegamos ao Quénia.

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Kenyan carvers do the Simpsons

Abagusii tribespeople in the remote village of Tabaka in Kisii, Kenya, have a contract to carve busts of Simpsons figurines using ages-old traditional techniques. The contract pays six times their usual carving rate — and the busts will be sold in British shops called Craft Village UK.


The Tabaka Classic Carvers are licensed to produce 12 models of the show’s characters, and they are keen to expand their portfolio.

Pauline Kemunto and her husband work with the Simpsons team in Tabaka; he carves the figures and she smoothes the soapstone afterwards

“I don’t know who they are,” she says about the dysfunctional cartoon family.

“But I like them because I earn from them.”

Link

Onde camponeses ganham dinheiro, não a fazerem agricultura ou a viverem da agricultura, mas sim a esculpirem pequenos bonecos do Simpsons.

Os cínicos neo liberais dirão que é uma maneira nova de fazer com que pessoas pobres ganhem dinheiro.

A divulgação da cultura local fazendo esculturas locais e o dinheiro futuro que se ganharia com isso é assim posto de lado.

A autonomia deste país, também.

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O conceito de pobreza do Quénia é por camponeses a esculpir estatuetas dos Simpsons.

O conceito de pobreza português é afirmar que, doravante  os portugueses (quase todos) deverão ser empresários por conta própria.