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Archive for the ‘DISCURSO ECONÓMICO MAINSTREAM’ Category

O PSD, A CRISE E ÁLVARO SANTOS PEREIRA, UM MINISTRO QUE É APENAS UM PROVINCIANO INCOMPETENTE

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O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou hoje que 2012 é o ano que irá certamente marcar o fim da crise, iniciando o caminho da retoma dos anos seguintes.

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Declarações perfeitamente absurdas e incompetentes à comunicação social, dia 14 de Novembro de 2011.

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Ministro da Economia corrige afirmação de «fim da crise»

Álvaro Santos Pereira corrigiu, esta tarde, a afirmação sobre o «fim da crise», reconhecendo que, em 2012, vai haver ainda mais desemprego e recessão.

«Eu não anunciei o fim da crise. O que eu disse foi que 2012, assim como os indicadores mostram, será o princípio do fim da crise», afirmou o ministro.

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Declarações à comunicação social, na tarde do mesmo dia onde foram feitas as primeiras afirmações acima descritas, dia 14 de Novembro de 2011.

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Entre isto e os discursos marxistas Leninistas dos amanhãs que cantam não existe diferença nenhuma.

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PORQUE É QUE A SONAE NAO PAGA IMPOSTOS E O CHEFE DA SONAE AINDA GOZA COM OS PORTUGUESES

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“Portugueses estão asfixiados por impostos” – Belmiro de Azevedo

O empresário Belmiro de Azevedo afirmou hoje que “os portugueses estão asfixiados por impostos”, considerando que “o esforço fiscal incide sempre sobre os mesmos desproporcionadamente”, acusando o Estado de ser “calaceiro”.

“O esforço fiscal incide sempre sobre os mesmo desproporcionadamente e, ainda por cima, na praça pública é dito ao contrário”, afirmou hoje o ‘chairman’ da Sonae, considerando que “os novos aumentos de tributação é populismo gratuito”.

O empresário realçou que “há uma pequena fatia de contribuintes que paga a esmagadora maioria dos tributos”, acrescentando que “não seria fatal se o retorno desses aumentos permitissem relançar a competitividade, mas o conjunto de impostos deixa muito pouco para que cidadãos e empresas possam poupar e, portanto, investir”.

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Declarações inacreditáveis pelo descaramento e falta de vergonha que contém, à comunicação social, dia 18 de Outubro de 2011

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A Sonae vai lançar a Oferta Pública de Aquisição sobre a Portugal Telecom com recurso a uma empresa subsidiária na Holanda, para beneficiar da isenção do pagamento do imposto de selo, de acordo com a edição de hoje do “Diário Económico”.

De acordo com o jornal, o não pagamento do imposto de selo associado à garantia bancária do banco financiador da operação, o Santander, está avaliado em 57,5 milhões de euros.

Na Holanda as empresas estão isentas do pagamento deste tipo de imposto em operações financeiras, enquanto em Portugal o regime fiscal obriga ao pagamento de uma taxa de imposto de selo de 0,5 por cento.

As isenções de que beneficiará a Sonae – caso se concretize a OPA sobre a PT – estendem-se também ao pagamento de imposto sobre mais-valias e sobre dividendos e à retenção na fonte dos juros bancários.

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Notícia da comunicação social sobre alguns portugueses que “legalmente” não pagam impostos apesar de carpirem magoas na imprensa sobre os “portugueses” que estão asfixiados de impostos.

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(…) Como explicar que 17 dos 20 maiores grupos económicos (PT, Sonae, Jerónimo Martins, Galp, Petrogal, Mota-Engil, etc) cotados na bolsa portuguesa detenham sociedades gestoras de participações sociais (SGPS) sedeadas na Holanda e Irlanda que lhes permite escapar ao pagamento de impostos em Portugal?! Noutros casos, Bancos cotados no PSI20 (BES, BPI e Banif), escolheram as Ilhas Caimão ou paraísos fiscais similares para fugir ao fisco nacional.(…)

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Imprensa regional em artigo de opinião, dia 22 de setembro de 2011

O PSD E O NOVO IMPOSTO SOBRE O SUBSÍDIO DE NATAL QUE ERA PARA TODOS MAS AFINAL NAO É PARA TODOS

No dia 30 de Junho de 2011, o novo ministro das finanças disse:

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O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, esclareceu esta quinta-feira que as mais-valias serão sujeitas a tributação no âmbito das medidas de «agravamento do IRS» anunciadas pelo Governo.

«A medida que foi anunciada relativamente ao agravamento do IRS não se limita ao rendimento dos trabalhadores, engloba todo o rendimento que é coberto e sujeito a englobamento no IRS (…) engloba as mais-valias. As mais-valias estão cobertas na base sujeita a englobamento no IRS», disse, no debate sobre o programa do Governo.

Respondendo a uma pergunta formulada pelo líder da bancada do PCP, Bernardino Soares, Vítor Gaspar reforçou: «Os rendimentos que é possível englobar são os rendimentos sujeitos a englobamento em IRS».

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Notícia da comunicação social, dia 30 de Junho de 2011

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Há duas semanas, os portugueses ficaram a saber que vão ter um corte de 50% sobre o subsídio de Natal excluindo o salário mínimo nacional. O anúncio de Passos Coelho, no debate do programa de Governo no Parlamento, não foi aos detalhes da medida.

Hoje, será  dia de os portugueses ficarem a saber como, na prática, vão pagar a nova contribuição. A hipótese mais provável é a introdução de uma sobretaxa no IRS entre 2,5% e 3,5%, consoante os rendimentos, que acabará por ter um efeito equivalente ao corte no subsídio de Natal.

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Mais-valias ficam de fora

No discurso inicial, quando anunciou o novo imposto, o Primeiro-ministro disse que a “Contribuição Especial para o Ajustamento Orçamental que incidirá sobre todos os rendimentos que estão sujeitos a englobamento no IRS, respeitando o princípio da universalidade, isto é, abrangendo todos os tipos de rendimento”. Ou seja, rendimentos como juros, dividendos ou mais-valias não estão sujeitos a englobamento e pagam uma taxa liberatória.

Esta decisão de deixar de fora alguns rendimentos deverá merecer fortes críticas da oposição e dos parceiros sociais,

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Notícia da comunicação social, dia 14 de Julho de 2011

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Passaram 15 dias entre as declarações do ministro da finanças feitas a 30 de Junho e o que hoje se sabe.

AGÊNCIAS DE RATING: DÊ UMA PORRADA PATRIÓTICA NA SUA ANTES QUE SEJA TARDE

Agências de rating americanas perdem clientes em Portugal

Pelo menos oito entidades nacionais suspenderam ou não renovaram contratos. Este número deve aumentar.

Em apenas um dia – sexta-feira passada – cinco entidades públicas portuguesas romperam ou decidiram não renovar contratos com as agências de rating americanas: Moody”s, Standard & Poor”s e Fitch. * O rompimento com as agências é quase sempre acompanhado por duras críticas à actuação destas instituições na análise das situações específicas de cada cliente. Pelo menos oito entidades nacionais – Brisa, BES, Espírito Santo Financial Group, câmaras de Lisboa, Porto, Cascais, Sintra e ANA – Aeroportos de Portugal – anunciaram decisões nesse sentido no último ano. Açores e Madeira contestaram durante a despromoção.

…É o chamado contágio vertical, que é praticamente automático: se a dívida soberana de um país baixa, as entidades que dependem do Estado, sejam empresas ou autarquias e regiões autónomas, são imediatamente desclassificadas.

* O principal accionista (dono) da Fitch é francês.

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Jornal I, notícia de dia 11 de Julho de 2011

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O Governo português está a planear pedir sanções à ONU e a FIFA?

O DISCURSO CONTRA AS PESSOAS

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Para essa gente és a escória da terra.

Tu e eu.

Eles detestam-te e desprezam-te.

Detestam o que tu és , detestam o que eu sou.

Detestam toda a gente que não seja do circulo deles.

Podes ser professor de economia em Coimbra, ou empregado de escritório em Beja, mas eles detestam-te, porque dizem que não és do círculo deles.

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E detestam que tu saibas a escumalha – de fato e gravata –  que eles são.

E detestam que tu saibas que eles não valem nada.

E detestam que tu e eu saibamos que eles é que são a verdadeira escória da terra.

E detestam que tu não te importes nada por não seres do círculo deles.

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A atitude destas pessoas é extremamente confrontacional para com todos os outros.

Como uma matilha de lobos reuniram-se.

Eles só respeitam força e poder, nada mais.

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Defendem uma lógica muito perigosa quando aplicada à vida em sociedade porque mais cedo ou mais tarde irá gerar  conflitos extremamente violentos.

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Podem viver em Massamá ou em Cascais, na Lapa ou em Bélem, mas a lógica destas pessoas e o comportamento publico em termos de discurso que adoptam é exactamente essa: um discurso violento contra as pessoas.

Podem viver em Massamá ou em Cascais, na Lapa ou em Belém, mas o discurso neoliberal, conservador, fanático, anti democrático é muito perigoso e divisor e gera um tipo de violência subterrânea muito perigosa.

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Estamos debaixo de ataque, tu e eu, por parte deste discurso violento e subterrâneo.

Estamos debaixo de ataque,tu e eu, por parte das consequências deste discurso violento e subterrâneo.

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É um discurso que gera uma sociedade cheia de pessoas extremamente alienadas umas das outras.

É um discurso completamente fascizante e que sistematicamente incita a divisões entre cidadãos de um país.

É um discurso que apela a que pessoas decentes deixem de o ser e passem a apoiar actos de discriminação e violência que vão muito para lá daqueles que são os tradicionais.

Agora demonizam-se desempregados, demoniza-se pessoas com mais de 45 anos de idade, demoniza-se a cidadania, demoniza-se tudo e procuram-se culpados falsos.

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Guerra psicológica para condicionar cidadãos também se faz.

Guerra psicológica para condicionar pessoas decentes também se faz.

Mas tu eu eu, vemos isso.

OS BANQUEIROS PORTUGUESES E O FMI

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Fernando Ulrich (BPI):

29 Outubro (DE 2011) – “Entrada do FMI em Portugal representa perda de credibilidade”
26 Janeiro DE 2011 – “Portugal não precisa do FMI”
31 Março – “por que é que Portugal não recorreu há mais tempo ao FMI”

 


Santos Ferreira (MBCP):

12 Janeiro – “Portugal deve evitar o FMI”
2 Fevereiro – “Portugal deve fazer tudo para evitar recorrer ao FMI”
4 Abril – “Ajuda externa é urgente e deve pedir-se já”

Ricardo Salgado (BES):

25 Janeiro – “não recomendo o FMI para Portugal”
29 Março – “Portugal pode evitar o FMI”
5 Abril – “é urgente pedir apoio .. já”

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Compilação feita pela comunicação social, num raro momento de independência  – blog sem embargo – dia 7 de Abril de 2010.

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Os astrólogos são mais confiáveis.

A usurpação de funções  entre as profissões de astrólogo e banqueiro não devia ser permitida por lei.

DÍViDA EXTERNA PORTUGUESA E OS MERCADOS

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Os mercados, essa entidade desconhecida que não foi eleita, exigiram que um país pequeno e cheio de traidores e vendidos em todos os lados, aplicasse um orçamento bizarro.

Um orçamento que significa a implementação da austeridade ( mas não para todos) e a implementação de cortes nas despesas (mas não para todos) para que os mercados finalmente se acalmem.

Apesar de os mercados serem uma entidade desconhecida que não foi eleita, parece que existe a necessidade de os acalmar.

Chá de camomila não funciona.

A diferença no spread da taxa de juro desses magníficos produtos financeiros que dão pelo nome de “Cds”  – credit default swaps” está a aumentar.

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E a maquina de propaganda manifesta-se.

Agora começa a ser-nos explicado que os mercados  – essa entidade que é desconhecida e não foi eleita – estão desconfiados do orçamento e como tal não acreditam no seu cumprimento.

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É uma explicação tão falsa como outra qualquer explicação que se possa inventar.

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Para a semana, os mercados exigirão que se sacrifiquem cabras num altar.

Daqui a duas semanas terá que sacrificar-se uma virgem recém nascida.

E os vendidos aplaudirão com entusiasmo.

Especialmente os que querem chegar depressa ao poder.