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Archive for the ‘DISCURSO POLÍTICO MAL FEITO’ Category

PEDRO PASSOS COELHO E O DESEMPREGO: ESTAR DESEMPREGADO TEM QUE REPRESENTAR UMA “LIVRE ESCOLHA”?!?!

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“Estar desemprego não pode ser um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma. Tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida. Tem de representar uma livre escolha, uma mobilidade da própria sociedade”, afirmou Pedro Passos Coelho na apresentação do programa +E+I.

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Notícia da comunicação social, declarações de um primeiro ministro incompetente sobre uma situação que nunca conheceu na vida, (porque tem amigos e ter amigos é bom)  o desemprego, dia 11 de maio de 2012

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Portugal é o quinto país, num total de 26, com mais jovens empregados em trabalhos temporários. Um total de 56,4% dos empregados com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos encontram-se nessa situação, contra apenas 19,9% dos adultos. Os dados são de 2011 e foram revelados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), num relatório ontem disponibilizado.

Cruzando aquela percentagem com o valor médio do emprego jovem em 2011, dado recolhido junto do Instituto Nacional de Estatística (INE), conclui-se que há 175 mil jovens com trabalhos precários em Portugal, numa população empregada, na faixa dos 15 e 24 anos, que totalizava 310,3 mil em 2011 (valor médio anual).

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Que bom. É a livre escolha destas pessoas a funcionar…

Notícia da comunicação social acerca dos êxitos do actual governo, dia 22 de maio de 2012.

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Aplaudam os êxitos deste governo do PSD de pé , por favor…

O PSD E MIGUEL RELVAS: UM POLÍTICO QUE DEVIA SER CONVIDADO A SAIR DE PORTUGAL DE FORMA PERMANENTE

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OE 2012

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, admitiu hoje que “todas as propostas (para o Orçamento do Estado) são possíveis de ser avaliadas”, incluindo a manutenção de um dos subsídios dos funcionários públicos, como pretende o secretário-geral do PS.

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Notícia da comunicação social, dia 5 de Outubro de 2011.

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OE 2012

Miguel Relvas afirmou que “não há almofadas” que permitam manter um subsídio.

O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse hoje que “não há almofadas” no Orçamento do Estado para 2012 que permitam manter um dos subsídios salariais na função pública.

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Notícia da comunicação social, dia 8 de Outubro de 2011

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Decorreram 3 dias entre as duas declarações.

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O PSD E PEDRO PASSOS COELHO – “NINGUÉM PEDE AJUDA PARA FICAR PIOR”

Em campanha pré eleitoral, Pedro Passos Coelho, no dia 8 de abril de 2011, afirmava perante uma plateia de carneiros universitários acríticos e crédulos, nas jornadas organizadas pela Universidade Lusófona, pomposamente intituladas (presunção e agua benta cada um toma a que quer…)  ” Um novo modelo de governação de Portugal” ( com os mesmos maus resultados de sempre…); que:

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“ninguém pede ajuda para ficar pior”

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(Quase) Todos temos verificado que estamos muito melhor, após variados aumentos de impostos e de preços, conjugados com o aumento do desemprego.

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PRIVATIZAÇÃO DA AGUA NO CARTAXO – A REUNIÂO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE DIA 26 JULHO 2011

Empresa Cartágua-Águas do Cartaxo promete investimento e água mais barata do País.

A Cartágua – Águas do Cartaxo S.A., empresa responsáveL pela Gestão e Exploração dos Serviços Públicos de Distribuição de Água e Drenagem de Águas Residuais do concelho do Cartaxo foi apresentada publicamente no dia 14 de Fevereiro, no Centro Cultural do Cartaxo.

A Cartágua é participada a 60% pela Aquália * e a 40% pela Lena Ambiente – Gestão de Resíduos S.A. (Grupo Lena).**

O contrato de concessão da Gestão e Exploração dos Serviços Públicos de Distribuição de Água e Drenagem de Águas Residuais, entre o Município do Cartaxo e a Cartágua, foi assinado a 18 de Março de 2010 e desde o mês de Outubro que a Cartágua desenvolve actividade efectiva no concelho do Cartaxo, enquanto gestora do serviço de águas e saneamento.

Nos quatro indicadores – tarifa, renda, investimentos e colaboradores – o Município do Cartaxo ficou a ganhar significativamente em todas as frentes”, afirmou Paulo Caldas ***

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Notícia do Portal “Tinta Fresca” – jornal de arte, cultura e cidadania, dia 18 de Fevereiro de 2011

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A sessão da assembleia do Cartaxo realizou-se no dia 26 de Julho de 2011. (Vídeo acima)

A população do Cartaxo não apreciou a simpatia do seu presidente de Câmara. *** (ingratos…)

(Paulo Caldas foi apupado e insultado na reunião da Assembleia Municipal do Cartaxo…)

” Agua é do povo”, grita-se no vídeo e com razão.

As “explicações” do autarca, dadas no vídeo são algo a ver…

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Não se esqueçam, pessoas do Cartaxo, de voltar a votar neste senhor daqui a dois anos ou noutros que digam que querem privatizar (TOTALMENTE) a agua e que avancem para essa solução.

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Alguma vez autorizaram este senhor a negociar em vosso nome uma concessão com uma empresa privada para gerir a agua? ? ?

Alguma vez autorizaram este senhor a negociar em vosso nome uma concessão com uma empresa privada com a duração de 35 anos? ? ?

O mandato político deste senhor não contempla isso, nem a legitimidade dele enquanto Presidente de Câmara o autoriza a desenvolver esse tipo de negociações.

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Querem ver serem aumentados os vossos tarifários em percentagens enormes apenas porque é necessário satisfazer a necessidade de lucros dos accionistas destas empresas que querem gerir a vossa agua?

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Teresinha Dias, que reside num apartamento na cidade, nem queria acreditar quando olhou para o valor que consta da última factura que recebeu: 502,58 euros.

“Pensei logo que só podia ser engano”, disse ao nosso jornal esta consumidora, que costumava pagar cerca de 60 euros por mês, em média.

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Pagavam todos os meses cerca de 8 euros, valor que vai subir para perto dos 20 euros, num aumento que considera “abusivo”.

Mas o caso piora; “fomos à Cartágua para mandar tirar o contador e exigiram-nos uma certidão de óbito e uma habilitação de herdeiros para o fazer”,* explica José Silva, para quem isto não faz sentido nenhum.

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Da freguesia da Ereira, Maximina Morgado, que garante dar a “leitura certinha todos os meses”, também não percebe porque pagou 25,39 euros em Maio e agora lhe pedem 60,04 euros, referentes a Junho.

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Diz que a empresa o obriga a ter um contador industrial, cujo aluguer aumentou de 2,36 euros para 5,86 euros.

“E disseram-me que no mês seguinte vai passar para 21,25 euros, independentemente de gastar água ou não”, acrescentou.

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Só do Lar de São João, a Santa Casa da Misericórdia do Cartaxo passou de uma factura de 679,65 euros, em Maio, para uma de 2.122,64 euros, em Junho.

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Cinco resumos de algo já amplamente detalhado AQUI

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Imagem de capa da edição  27 de Fevereiro de 2009, da revista online “País Positivo.

A Revista pode ser descarregada AQUI

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NOTA: A entrevista contida dentro da revista vale a pena ser lida pelos habitantes do Cartaxo, apesar de ser um longo bocejo cheio de elogios totalmente desproporcionados em relação ao “autarca do Cartaxo”… e à sua “acção civilizadora… (antes dele o Cartaxo era um monte de escombros, como se sabe … depois dele é a nova Veneza da Europa….).

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NOTA: O “autarca” representa o pior em  que os municípios (pelo país todo…) se transformaram e representa tudo aquilo que um Presidente de Câmara (num mundo autárquico ideal)  não deveria ser, seja qual for a Câmara municipal e seja qual for o partido político pelo qual seja um autarca eleito.

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* A “Aqualia” pode ser encontrada AQUI

** A “Lena Ambiente” pode ser encontrada AQUI

O PSD, VÍTOR GASPAR E O DESVIO COLOSSAL DO SUBSÍDIO DE NATAL

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou perante o Conselho Nacional do PSD que o Governo encontrou um “desvio colossal em relação às metas estabelecidas” para as contas públicas.

De acordo com um dos elementos presentes na reunião do Conselho Nacional do PSD, que decorre num hotel de Lisboa, Passos Coelho reiterou que o Executivo não se vai queixar da “herança” do PS, mas não deixou de fazer uma observação sobre o estado das contas públicas portuguesas.

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Pedro Passos Coelho, declarações à comunicação social, dia 13 de Julho de 2011.

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Um dia depois:

«A expressão “desvio colossal”, de acordo com a informação que eu julgo ter sobre o assunto, deve-se a uma… — como hei-de dizer? — omissão de palavras que foram usadas entre “desvio” e “colossal”. Isto é: foi usada a expressão “desvio”, foram ditas algumas palavras após as quais apareceu “colossal”. Fazendo a eliminação das palavras intermédias fica: “desvio colossal”.

A minha interpretação da frase entre “desvio” e “colossal” é que foram detectados ‘desvios’ e que a consolidação orçamental nos vai exigir um trabalho ‘colossal’. Esta versão é da minha pura responsabilidade. Eu não tenho nenhuma informação autêntica sobre as palavras que terão sido proferidas entre “desvio” e “colossal”. Mas esta versão agrada-me particularmente.

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Vítor Gaspar, ministro das finanças, declarações à comunicação social, conferência de

imprensa, dia 14 de Julho de 2011.

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Esta conferência de imprensa teve vários objectivos.

(1) Retirar carga negativa do “cargo” ministro das finanças; (2) criar uma aura de mistério sobre o senhor que é ministro para lhe (tentar) criar credibilidade junto da opinião pública; (3) criar confusão sobre as ideias económicas do senhor em jornalistas e restante publico; (4) ajudar a construir a aura deste ministro aquando da apresentação de medidas absolutamente neoliberais e agressivas para com a população (desviando a atenção das mesmas)  (5) e apresentar uma narrativa cujo único objectivo da mesma é criar confusão e baralhar, inserindo elementos de humor cínico e hipocrisia  no contexto em que foi criada, para deixar eventuais críticos sem reacção.

(Como bónus adicional, coloca o primeiro ministro numa posição de fragilidade ainda maior do que já está; em que um simples ministro corrige as declarações públicas de um primeiro ministro quando normalmente costuma ser o contrário que se verifica…)

( Com excepção ao que se passou em relação ao primeiro ministro… ) A manobra de criação de uma carga positiva pró ministro das finanças e de criação de confusão relativamente ao que pensar-se acerca do ministro das finanças e do governo, falhou.

Continuem a tentar e continuem a falhar… e irão falhar nesta guerra de propaganda.