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Archive for the ‘ECONOMIA RENTISTA’ Category

DESEMPREGO JOVEM: OS ÊXITOS DO PSD SÃO FENOMENAIS

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Notícia hipócrita da comunicação social, dia 6 de Junho de 2012

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Portugal é o quinto país, num total de 26, com mais jovens empregados em trabalhos temporários. Um total de 56,4% dos empregados com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos encontram-se nessa situação, contra apenas 19,9% dos adultos. Os dados são de 2011 e foram revelados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), num relatório ontem disponibilizado.

Cruzando aquela percentagem com o valor médio do emprego jovem em 2011, dado recolhido junto do Instituto Nacional de Estatística (INE), conclui-se que há 175 mil jovens com trabalhos precários em Portugal, numa população empregada, na faixa dos 15 e 24 anos, que totalizava 310,3 mil em 2011 (valor médio anual).

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Notícia da comunicação social acerca dos êxitos do actual governo, dia 22 de maio de 2012.

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Por favor, aplaudam estes êxitos do PSD e do governo.

Eles são mesmo bons a fazer merda da grossa.

PSD E PEDRO PASSOS COELHO REJEITAM SEPARAÇÃO ENTRE BANCA COMERCIAL E BANCA DE INVESTIMENTO

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Rejeitada separação entre banca comercial e de investimento

Para viabilizar o acto adicional proposto pelo PS, PSD e CDS exigiram que os socialistas recuassem no regime jurídico que imponha “separação entre bancos comerciais e de investimento”. *

Na proposta de resolução que será hoje viabilizada pela maioria, Passos Coelho fica apenas mandatado para, na Europa, promover a “construção de um sólido sistema de supervisão bancária a nível europeu”.

Os social-democratas alteram, no total, três pontos do projecto de resolução do PS, eliminando, por exemplo, o lançamento de obrigações pelo Banco Europeu de Investimento (BEI) que os socialistas queriam, mantendo apenas o reforço da capitalização do banco para aumentar a capacidade de financiamento de projectos de investimento em áreas como os transportes, energia, redes digitais e comunicações.

A maioria também não aceitou que a mobilização de novos recursos para a economia fosse exclusiva para os Estados intervencionados, retirando do projecto essa precisão.

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* de forma absolutamente violenta António José Seguro e o PS abstiveram-se…sobre a própria proposta que tinham apresentado.

Notícia da comunicação social, sobre a “adenda ao tratado europeu, apresentada pelo PS, dia 23 de Maio de 2012

O PSD, O GOVERNO E AS ESTRANHAS COMPRAS DE SOFTWARE DE COMPUTADOR NA ADMINISTRAÇÂO PÚBLICA PORTUGUESA…

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Governo investe 9 milhões em software da Microsoft sem fazer concurso.

A Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas (ESOP) diz que o Ministério da Administração Interna (MAI) gastou nove milhões de euros na compra, por ajuste direto, de software da Microsoft.

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FONTE 1: MÁ DESPESA PÚBLICA

FONTE 2: EXAME INFORMÁTICA

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FONTE: JORNAL SOL, DIA 28 DE MARÇO DE 2012

EDP – A COMPOSIÇÂO DOS PREÇOS EXAGERADAMENTE ALTOS EM 2012

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Deve-se notar que a componente de preços resulta do mercado de electricidade.

Diz-se.

Com uma única  empresa a dominar um mercado a expressão mercado de electricidade é engraçada. ILUDE-NOS de que existe um mercado de electricidade….

Existe a Endesa, mas chamar ao que a Endesa faz” mercado” é ridículo.

(1) A energia: inclui os custos de comercialização do produto…

(2) As redes: inclui o custo da gestão global do sistema…

(3) Os custos de interesse económico geral (CIEG): incluem os sobrecustos com a produção em regime especial, com a produção em regime ordinário e  as rendas pagas aos Municípios (esta é uma especificidade que só existe em Portugal: os municípios recebem uma taxa da EDP por deixarem passar postes de iluminação nos municípios que depois são também cobrados como custos aos consumidores…).

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A composição de preços por cliente divide-se em 3 partes:

(A) consumidores  industriais designadamente  em Média  Tensão  (MT)

(B)   e em  Baixa Tensão  Especial  (BTE)   

(C) consumidores  domésticos  em Baixa  Tensão  Normal (BTN).

Notas:

  1. Regra geral todos estes clientes são mal servidos.
  2. Regra geral pagam todos a mais do que deveriam pagar.
  3. Regra geral, quando uma empresa concentra em si, características de monopólio natural ,com características de monopsónio, é isto que acontece.

É a própria ERSE – entidade que regula isto que nos informa.

Informa-nos em 3 dimensões.

DUAS NOTAS:

  1. Os preços a azul (nos quadros abaixo)  correspondem a produção de energia (Uma EDP pública que não visasse ter lucros, mas sim produzir energia o mais barata que fosse possível e acessível a todos, estaria perto deste horizonte de preços).
  2. Os portugueses quiseram votar em partidos políticos que defenderam a privatização da EDP, sem existir qualquer ideia ou interesse estratégico por detrás desta privatização. Agora os preços são 40% mais caros do que deveriam ser.

QUADRO 1

QUADRO 2

QUADRO 3

FONTE: ERSE 2012

ANTÓNIO BORGES, O PINGO DOCE, O ESTADO PORTUGUÊS, PEDRO PASSOS COELHO, O PSD E O ÓBVIO CONFLITO DE INTERESSES

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Há conflito de interesse quando alguém obtém uma vantagem indevida, direta ou indireta, utilizando-se de algum poder dentro da empresa. O interesse da empresa (seu direito) é que todos os seus recursos sejam empregados para os fins legítimos e legais a que ela se propõe. O interesse do colaborador (seu dever) é realizar seu trabalho de modo adequado para receber sua devida remuneração e isso implica em fazer com que os recursos da empresa sejam empregados exclusivamente de acordo com seu propósito. Tirar proveito pessoal indevido desses processos é uma transgressão ética. Conflito de interesse também é entrar em concorrência desleal com a empresa, por exemplo, realizando serviços que são próprios da empresa e cobrando por fora, por eles. Observe-se que não apenas o conflito de interesse real é condenável, mas também o aparente: pois todo conflito afeta a imagem da empresa e isso nem sempre pode ser corrigido. O público externo deve ter todas as evidências de que todos os procedimentos da empresa visam exclusivamente aos seus objetivos legítimos e legais.

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WIKIPEDIA, acedido a 17 de Março de 2012

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Fonte: comunicação social, propriedade do principal concorrente comercial, em Portugal, da Jerónimo Martins.

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A pessoa que foi colocada como responsável pela comissão que vai fazer privatizações vai trabalhar para um grupo privado que pode ser um dos interessados em comprar algo a privatizar.

E quer-se fazer crer às pessoas, com o maior dos descaramentos, que não existe conflito de interesses entre as posições desta pessoa e os seus cargos a desempenhar.

Entre isto e comunismo de estado, não há diferença nenhuma.

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Este senhor faz parte da comissão que avalia as parcerias público privadas.

Se a Jerónimo Martins quiser fazer parcerias publico privadas com o estado português, este senhor defende os interesses de quem?

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(…) No caso de ser nomeado administrador para a Parpública, a jurista Olinda Magalhães não tem dúvidas: «Seria incompatível – aplica-se o regime de incompatibilidade de titulares de cargos públicos; o que obriga a uma série de requisitos como regime de exclusividade e permanência. Mas até agora não dispomos de informações sobre a nomeação».(…)

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Notícia da comunicação social, dia  16 de Março de 2012

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Um grupo privado que passa a ter informação privilegiada sobre os negócios do Estado e que pode eventualmente beneficiar disso passou a ser considerado normal com o PSD no governo…

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“Não podemos ignorar que muitos dos nossos problemas económicos têm numa origem política. Demasiadas vezes colocámos um grupo contra o outro, incentivámos um jogo de interesses que prejudica todos”, disse.

(…)

Em síntese, para Pedro Passos Coelho, as pessoas e as empresas “exigem uma economia com mais concorrência, pois é a concorrência que confere a todos uma oportunidade de ter sucesso e elimina núcleos de privilégio injustificados”.

(…)

Numa crítica ao passado do país, Pedro Passos Coelho lamentou que “durante demasiado tempo” se tenha “permitido que interesses particulares obtivessem vantagens que são necessariamente desvantagens para outros e sobretudo para o todo da economia e da sociedade”.

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Notícia da comunicação social, dia 21 de Janeiro de 2012

A ECONOMIA DE RENDAS, O PSD E ANTONIO NOGUEIRA LEITE

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O economista António Nogueira Leite disse hoje que o Estado português foi “capturado por grandes grupos”, proporcionando “bons negócios em que toda a gente quer estar”. As declarações foram feitas na conferência “Portugal 2011, o estado da nação”.
 

O social-democrata deu um nome a esta captura: “Economia de rendas”. “Isto é a coisa mais perversa que pode existir, porque faz com que as grandes empresas e as maiores cabeças do país estejam a criar obras que não interessam a ninguém.”

O resultado foi, segundo o economista, o atrofiamento do sector de bens transaccionáveis, que não foi alvo de “benesses” semelhantes por parte do Estado. Ou seja, bens exportáveis que contribuem para diminuir a dependência do exterior.

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Estas declaraçoes corajosas e desassombradas foram proferidas à comunicação social no dia 12 de Maio de 2011.
 
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“”Como a ponta de um iceberg, os mais notórios globetrotters dos conselhos de administração são Mira Amaral, Nogueira Leite, Joaquim Ferreira do Amaral, Murteira Nabo e Luís Todo Bom.” (Os Donos de Portugal, 2010, p. 321). “”
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 António Nogueira Leite – wikipédia
– retirado no dia 12 de Maio de 2011.
 
“…Actualmente é administrador executivo da CUF, da SEC, da José de Mello Saúde, da EFACEC Capital, da Comitur Imobiliária e administrador (não executivo) da Reditus, da Brisa e da Quimigal, presidente do Conselho Geral da OPEX, membro do Conselho Nacional da CMVM, vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank, membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações e vogal da Direcção do IPRI. “
 
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Das 5 empresas em que antónio Nogueira leite é listado como administrador executivo, apenas uma é, marginalmente, uma empresa que exporta bens transaccionáveis (SEC).
Todas as outras são empresas rentistas.
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Das 3 empresas em que António Nogueira Leite é listado como administrador não executivo, apenas uma (REDITUS), é marginalmente uma empresa que exporta bens transaccionáveis.
Todas as outras são empresas rentistas.
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Das duas entidades que trabalham com produtos financeiros, em que António Nogueira Leite é listado como fazendo parte, nenhuma delas exporta nada transaccionável.
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Das restantes 3 entidades, em que António Nogueira Leite é listado, uma é um banco , outra é um grupo de estudo subsidiado pelo estado português, e a terceira é uma associaçâo/grupo de pressão para o sector das telecomunicaçôes.
Nenhuma das três entidades exporta bens transaccionáveis.