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Archive for the ‘LIBERDADE DE EXPRESSÃO’ Category

O PSD E PEDRO PASSOS COELHO: VAIADOS EM GOUVEIA NO DIA 19 DE FEVEREIRO DE 2012

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Não foi uma receção muito calorosa a de Passos Coelho, à chegada a Gouveia para uma visita a uma feira regional. O primeiro-ministro foi vaiado e insultado por dezenas de populares. Pedro Passos Coelho ainda tentou o diálogo, mas sem sucesso, acabando por ser retirado do local pelos seguranças. Logo a seguir Passos Coelho falou aos jornalistas, salientando que tem de estar preparado para este tipo de situações.

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Notícia da comunicação social, dia 19 de Fevereiro de 2012

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PSP reforçou protecção do primeiro- -ministro com mais uma equipa. Já são 15 os homens que protegem Passos

A previsão de maior contestação social às medidas do governo, maiores riscos de tumultos e aumento das ameaças à integridade física de Pedro Passos Coelho levaram a PSP a reforçar, há cerca de um mês, o Corpo de Segurança Pessoal que acompanha o primeiro-ministro. Passos, que antes teria 10 ou 11 seguranças, tem agora mais uma equipa a assegurar a sua protecção. Ao todo, são já 15 os elementos da PSP que seguem os passos do primeiro-ministro, avançou fonte daquela força de segurança ao i.

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Notícia da comunicação social, dia 20 de Fevereiro de 2012.

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Wikipedia : Caudilho

MANIFESTAÇÔES EM PORTUGAL: OS SUSPEITOS ANARQUISTAS DO COSTUME

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O selecionador grego, Fernando Santos, disse na sexta-feira à Agência Lusa que não teme uma convulsão social no País, sublinhando que os portugueses não possuem “uma cultura anarquista como existe na Grécia”.
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“Não acredito que haja uma convulsão. O que aconteceu na Grécia não foi assim tão dramático. Eu nunca via a Grécia a ferro e fogo e no entanto os telejornais abriam com a Grécia a ferro e fogo. É uma clara mentira. As manifestações ocorreram numa praça semelhante à do Rossio [em Lisboa]”, precisa o treinador português que orienta a formação helénica.

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Notícia da comunicação social  (nem sei como é que a deixaram passar, os censores estão a perder qualidades), dia 26 de Novembro de 2011.

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Os ataques com cocktails molotov contra várias repartições de Finanças, em Lisboa, na madrugada desta quinta-feira, podem ter vindo de grupos anarquistas, segundo fontes policiais adiantaram ao JN.

(…)

As suspeitas recaem sobre anarquistas devido a informações já anteriormente recolhidas pela PSP, que davam conta de movimentações de grupos mais radicais para a prática de actos de vandalismo.

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Notícia da comunicação social, encomendada (descaradamente diga-se) acerca de uns supostos grupos mais radicais (o que é que é mais e menos neste contexto, não se sabe…), dia 24 de Novembro de 2011.

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Para a semana ou mês que vem, conforme der jeito: a al kaida (outra coisa qualquer…) está por detrás do lançamento de fogo de artificio em Lisboa aquando da passagem de ano, segundo informações recolhidas pela PSD PSP.

O PERIGO IMINENTE

Eles são o pior grupo de amigos, compadres e jovens empresários que se juntou depois do 25 de Abril.

Eles são um conjunto maldoso de oportunistas, arrivistas e predadores.

Eles são os que aparecem com o disfarce de beatas e ratos de gabinete teóricos e palavrosos, mas aos quais falta qualquer substancia e qualidade humana. E como poderiam te-la?

Os psicopatas juntam-se uns aos outros precisamente porque são desprovidos de substancia e qualidade humana.

As pessoas “normais” que reparem neles; não os conseguem suportar.

Imediatamente irão olhar para eles e vê-los como aquilo que verdadeiramente são: lixo humano, perigoso para o resto da sociedade.

Eles não tem qualquer contemplação em atingir as  classes sociais mais desfavorecidas.

Ou quem aparente nâo ter poder.

O seu único anseio é “servir”; estar ao serviço dos mais poderosos grupos empresariais.

A sua protecção é oferecida às administrações publicas e privadas, incompetentes e semi responsáveis pelo pré estado de falência em que a localidade se encontra.

A corrupção é a sua arma preferencial, quer seja nas vertentes morais quer seja nas vertentes económicas e financeiras.

O seu método é a falta de palavra e de honra, excepto quando tratam de “assuntos” com os seus interesses e os seus amigos.

Eles são um cancro perigoso, porque maligno ao pior nível da malignidade.

Tem que ser derrubados e a ideia cultural (baseada no mais completo nojo e desprezo pelos seres humanos) que representam tem que ser obliterada.

E de forma permanente!

A SIC, O JORNAL EXPRESSO, PINTO BALSEMÃO E AS SONDAGENS EM INTERESSE PRÓPRIO

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Na independente comunicação social, chamada “Jornal Expresso”, cujo dono é o fundador número um do partido social democrata, uma sondagem de 31 de Maio de 2011 dá uma RETUMBANTE e esclarecedora vitória ao PSD.

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Aleluia por tanta imparcialidade e despojamento jornalístico.

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Na televisão SIC, cujo dono é o fundador número um do partido social democrata, deseja-se despedir trabalhadores recorrendo à chantagem.

2011/MAI/27
Chantagem na SIC para forçar adesão a rescisões
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) acusa a Comissão Executiva da SIC de estar a pressionar os trabalhadores para conseguir adesões ao “Programa de Rescisão Amigável” que está em vigor até 17 de Junho, com a ameaça de que, se o resultado não for o desejado, a Administração pode vir a recorrer a “soluções previstas nas anunciadas alterações da legislação laboral”.

Em comunicado, que a seguir se transcreve na íntegra, o SJ considera que a forma como foi apresentado o referido programa “configura uma descarada chantagem que só vem confirmar os piores receios deixados pela recente mensagem do presidente da SIC, Francisco Pinto Balsemão, que acompanhou a informação sobre o desempenho da empresa no primeiro trimestre”.

Balsemão faz chantagem com anunciada revisão da lei laboral

1. A Comissão Executiva da SIC comunicou ontem, ao final do dia, aos trabalhadores, a abertura, até ao dia 17 de Junho próximo, de um “Programa de Rescisão Amigável”, no âmbito do qual se propõe pagar a cada trabalhador que aceite rescindir o seu contrato de trabalho uma compensação equivalente a 1,25 do valor médio da retribuição certa mensal dos 12 últimos meses, por cada ano de antiguidade na empresa.

2. “Em função do desfecho deste processo”, remata a comunicação, a Administração “poderá implementar, ou não, outras medidas no âmbito da reestruturação relacionada com a área dos recursos humanos, eventualmente recorrendo a soluções previstas nas anunciadas alterações da legislação laboral”.

3. O SJ considera que a forma como esta comunicação é feita configura uma descarada chantagem que só vem confirmar os piores receios deixados pela recente mensagem do presidente da SIC, Francisco Pinto Balsemão, que acompanhou a informação sobre o desempenho da empresa no primeiro trimestre.

4. Este “Programa” da Administração da SIC constitui mais uma prova de que há empregadores, infelizmente em grande número, que conseguiram impor a ideia de que para vencer a crise é necessário reduzir os direitos laborais, ansiando agora pela rápida aprovação das medidas anunciadas para tornar os despedimentos mais fáceis e mais baratos.

5. De facto, tal mensagem significa que um número não determinado de trabalhadores só pode escolher, em prazo muito curto, entre sair de imediato com uma indemnização que a empresa pretende apresentar como razoável ou sair a seguir em condições muito piores, dilema que traduz uma forma de pressão absolutamente inaceitável que não se compagina com os princípios da boa fé negocial.

6. O SJ apela aos jornalistas ao serviço da SIC para que se mantenham unidos e combatam esta ofensa, reafirmando claramente e sem hesitar que, além das duas alternativas apresentadas, existe uma terceira muito mais justa – o direito à manutenção do emprego!

Lisboa, 27 de Maio de 2005

A Direcção

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ISTO É O EMPRESARIADO PORTUGUÊS.

DINÂMICO A DESPEDIR.

SÉRIO A SONDAJAR

IMPARCIAL A NÃO TOMAR LADOS.

LU XIAOBO, PRÉMIO NOBEL ( (GEO) POLÍTICO) DA PAZ

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A atribuição do prémio Nobel da paz do ano de 2010 não foi uma coincidência.

A atribuição do prémio Nobel da paz é uma cerimónia que concentra as atenções mediáticas do mundo inteiro.

Atribuir o prémio Nobel da paz a um cidadão chinês, no actual contexto geopolítico e económico internacional é uma estratégia. Não um acaso.

O prémio foi atribuído pelo facto de os direitos humanos estarem em causa na China (verdade), mas não só.

Uma rede de activistas de direitos Humanos e ONG´s (organizações não governamentais) alimentou esta candidatura.

Estas ONG´S são controladas pelos Estados Unidos e tem servido fielmente a política externa americana e os seus interesses geopolíticos.

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Ao atribuir-se a este homem o prémio Nobel da paz, por ser activista dos direitos humanos, escritor dissidente e vítima do regime repressivo chinês está-se a também a procurar almejar outra coisa: preparar o terreno (mediático e político) para apresentar a China como o “novo inimigo” do mundo.

Lu Xiaobo é apenas o idiota/oportunista útil que serve de meio para atingir o fim.

Os direitos Humanos que são violados em vários lugares (muito na China) são assim, postos de parte,  desvalorizados e “misturados” , sendo assim usados como arma de arremesso política, e sendo usados como manipulações de origem geopolítica, que nada tem a ver com  a verdadeira defesa dos direitos humanos.

Que deveria assentar em ser sempre feita sem estes interesses particulares geopolíticos por detrás…

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Liu Xiaobo foi “promovido” a Nobel da paz porque existia genuíno interesse pelos seus problemas com o Estado repressivo Chinês e existia interesse em contribuir para ajudar a resolver os problemas da China, no que toca a violações de direitos humanos, ou porque isso serve a política externa dos EUA?

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A posição dos verdadeiros e altruístas  activistas dos direitos humanos é assim contaminada, e descredibilizada, em qualquer parte do mundo em que se encontrem a trabalhar e a arriscar a vida.

Haverá sempre alguém que lhes mandará à cara este tipo de decisões e de “prémios” que tem interesses geopolíticos ocultos por detrás.

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Lu Xiaobo tem amigos curiosos.

Foi presidente de uma organização de escritores (PEN),  na variante chinesa chamada Independent Chinese Center até 2007.

Actualmente tem um lugar no Conselho de administração.

O problema é que o PEN, a organização de escritores em que Lu Xiaobo está presente, não é uma organização de escritores que se decidiram juntar como se fossem uma tertúlia literária, visando defender a liberdade de escrita ou de expressão, por si só,  um valor universal a defender.

Não é um conjunto aleatório de escritores cheio de boas intenções que se decidiram organizar para tal.

Faz parte do conjunto de ONG´s apoiadas e financiadas pelos Estados Unidos.

Essas organizações influenciam e servem como instrumento para conseguirem determinados objectivos políticos dos que as patrocinam.

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O PEN declara-se como sendo a mais antiga organização de defesa dos direitos humanos… (uma tentativa de definir a organização como sendo a verdadeira e legítima…)

Foi criada nos anos 20 do século 20 por H.G. Wells e G.B.Shaw (entre outros).

Só por acaso eram – à época – dois dos mais importantes estrategas geopolíticos do Império britânico.

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Nos dias de hoje, o PEN é apoiado financeiramente por fundações e empresas americanas e europeias, entre as quais as Bloomberg e o ministério norueguês dos negócios estrangeiros.

Entre as suas declarações de intenções está a “criação de uma “cultura mundial”, seja lá o que isso for ou significar… ou seja lá isso uma tentativa de criar um padrão de escrita mundial… organizado segundo os cânones do modelo mental e económico dos E.U.A.

O PEN faz parte de uma rede maior chamada IFEX.

Um dos membros da IFEX ( International Freedom of Express exchange) é a organização Freedom House, um Think Thank financiado pelo Departamento de Estado norte americano.

O NED – National Endowment for Democracy também.

Esta rede tem perto de 90 ONG´s, todas afirmando estarem a defender ” o direito à liberdade de expressão”. Seja lá o que isso significar, no contexto mundial actual…

Os termos em que esse direito é ou não defendido, são outro assunto, que a IFEX não esclarece… verdadeiramente…

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A Freedom house foi criada em 1941, visando (primeiro) promover a entrada dos EUA na segunda guerra mundial, e subsequentemente(depois) ajudar a desenvolver propaganda anti comunista.

Tem estreitas ligações com a CIA e um dos seus anteriores presidentes  directores foi James Wolsey, que foi director da CIA.

Não é uma organização “neutra”.

A Freedom House desempenhou “papeis” nas recentes actividades revolucionárias nos mais variados países do mundo, desde a Ucrânia até ao Tibete.

Written by dissidentex

13/11/2010 at 11:48

GRÉCIA. UM JORNALISTA FOI ASSASSINADO À PORTA DE CASA NO DIA 19 DE JULHO DE 2010 COM 10 BALAS

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No dia 19 de Julho de 2010, na Grécia, em Atenas, na sua casa, o jornalista grego Socratis Giolias,37 anos,  foi assassinado.

Foi assassinado em frente à sua casa, por um grupo de 3 pessoas que dispararam10 vezes.

Socratis Giolias era director de informação da rádio grega chamada “Thema 88,9”. Além disso mantinha um blog, chamado “Troktiko”, muito popular junto da população grega, por revelar inúmeros escândalos económicos relacionados com as  mais variadas figuras gregas.

Socratis era um muito bom jornalista de investigação, que com as suas reportagens; tinha incomodado bastante gente com os seus dossiers sobre figuras publicas. Especialmente relacionados com “escândalos económicos”.

Compare-se com o que se vê em Portugal, com a generalidade da classe a babar-se para cima de onde sente ou sonha existir poder….

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Na livre imprensa portuguesa apenas se consegue descortinar  uma notícia pequena, minúscula e microscópica apresentada e   copiada  do despacho que a agência noticiosa “Reuters faz deste mesmo assunto.

A “livre” imprensa portuguesa consegue deixar passar em claro um assunto deste tipo.

A “livre” imprensa portuguesa não noticia jornalistas que são assassinados na Grécia, por desvendarem escândalos económicos, até porque os donos da livre imprensa portuguesa são empresas…

podemos ter problemas de contágio com a Grécia….

e nós não queremos isso, pois não?

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A polícia grega e o “regime” grego já declararam que os suspeitos principais e exclusivos, são um grupo de extrema esquerda que colocou uma bomba numa estação de televisão em 2008.

Tudo decorre segundo o plano quinquenal.

O grupo em questão não se ufana de ter sido o praticante do acto.

Pelo contrário, mantém o silêncio não reivindicando a autoria do atentado contra a vida de Socratis Giolias.

Tendo em conta que é um grupo que se afirma ser contra o capitalismo e contra os grandes grupos económicos gregos é estranho que  (se considere que…) assassine um jornalista que fazia investigação sobre escândalos económicos e a divulgava ao público grego.

Tudo decorre segundo o plano quinquenal. Até os assassinatos…

CENSURA EM PORTUGAL: O MINISTÉRIO PÚBLICO PROÍBE SÁTIRA DE CARNAVAL

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No dia 19 de Fevereiro de 2009, o Ministério público enviou um fax à Câmara Municipal de Torres Vedras ordenando a retirada do conteúdo visível num carro alegórico, onde estava uma imagem do computador Magalhães + senhoras nuas

O computador Magalhães é um programa de incentivo às “novas tecnologias” através da oferta de um computador de brinquedo  aos alunos do ensino primário para que estes brinquem à informática.

jornal-publico-magalhaes

A notícia é do jornal Público.

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Após ter adquirido uma catapulta nova, afirmo que deveremos lançar um pouco de especulação analítica para cima da mesa para tentar perceber-se o que se está a passar.

No espaço de poucos dias acontecem duas situações claras e objectivas de  censura – de comportamento objectivo de censura que apenas são tolerados e aceites em sociedades estritamente totalitárias.

Nessas é que estes actos são apoiados pelo poder político via legislação e via actos e acontecem. O outro acontecimento que foi um acto objectivo de censura foi pornocracia- ou como a censura em Portugal está de volta.

E porquê é que sucederam?

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Ambos os actos reflectem o “clima” no qual Portugal se está a tornar e a transformar.

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Também reflectem a seguinte situação: o insidioso manto de totalitarismo que cobre a sociedade portuguesa aperta e expande-se em pequenos pormenores.

Já não é um manto exclusivo de partidos políticos que estejam momentaneamente no poder – quaisquer que sejam os partidos, visando desestabilizar o sistema.

É uma lógica, um “modo de pensar”, que se baseia num “ideal” de confronto e discriminação.

De intimidação praticada por instituições que deveriam – supostamente – defender os cidadãos, mas que os estão a atacar – para já, de forma “colectiva” e difusa.

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Num qualquer cenário especulativo ou real em que se pense na criação de  micro nacionalismos totalitários como ideologia, e que depois evoluam para se virem a tornar “movimentos de rua” o que costuma suceder – em termos médios –  é o seguinte.

(1) Primeiro é necessário buscar inspiração. Ouais serão os “valores” nos quais nós (movimento pretendente a ser nacionalista totalitário)  nos deveremos apoiar?

(2) Após definir isso, surgem as formas de nacionalismo inspiradas em tipologia nazi, cristâ, muçulmana, ou outra que esteja à mão de semear e que sirva para o objectivo.

(3) Normalmente estas “forças” após surgirem, tem que  definir um inimigo.

(4) O inimigo é tudo o que não partilha as suas ideias e não seja nacionalista.

Se são nacionalistas, isso indica um critério de exclusividade. São exclusivas de si próprias as suas ideias; logo, ideias exteriores a esta “exclusividade” são rejeitadas.

É também por isso que rejeitam uma qualquer ideia de “Globalização” que surja e que seja vendida à população de um país ou do mundo.

(NOTA: Estas “forças” ganham bastante com isto e com esta teorização, porque existem imensas pessoas, que não sendo marxistas, ou de extrema direita, e acreditando na democracia como sistema também detestam a Globalização”… o que significa que estes movimentos estão- na prática, a apanharem boleia dos legítimos oponentes à globalização, só para dar um exemplo…)

(5) Para imporem as suas ideias tem que recorrer à força e à violência, pela persuasão não o conseguem, não há hipótese de convencer a maioria da população.

Logo, estas forças defendem uma sociedade (A) baseada na violência da força e (B) na glorificação do confronto e na suposta “tesão épica” do mesmo.

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As pessoas percebem o que é a “tesão épica” – de um ponto de vista humorístico e de profundo gozo – ao observarem esta personagem do filme animado Valiant.

O malvado General Von Talon, um Falcão peneirento, gongórico, vaidoso e tonitruante que toma banho a cantar opera e diz que é vegetariano, embora só equipe  com capas de cabedal preto… uma alusão a uma homossexualidade latente…

Na imagem vemos o General (Malvado) Von Talon, mas os seus dois ajudantes maus (os seus lacaios do mal) …e imbecis como tudo, que o detestam porque ele após tomar banho muda de ideias várias vezes sobre as toalhas e as cores da capas… que os ajudantes lhe deverão trazer, para secar as penas…

Ao olharmos para esta imagem de uma personagem animada ultra ridícula e extremamente cómica do Von Talon, mais as suas medalhas prussianas percebemos melhor o que é a “tesão épica”... pelo menos assim espero.

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Reorientando este texto após uma incursão pelos domínios do Von Talon, para se conseguir alcançar o atrás exposto e conseguir fazê-lo; ir fazendo-o com “tesão épica” é necessário definir uma lógica.

E neste, isto é “dentro”, deste “ovo da serpente”, a lógica é a de  identificação de minorias, quais quer que elas sejam, como o “inimigo”.

Na definição das minorias, não existem critérios de exclusividade. Isto é ,todas as formas de vida, quer sejam vistas como alternativas ou não o sendo,  género ou raça, podem ser inclusas (definidas como algo a atacar e abater…no ideário …).

A definição do inimigo, é assim “Globalizante” (todos os que não concordem com o ideário), por oposição à ideia de Globalização que por aí se vende, que é detestada e atacada”por estes grupusculos.

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Quaisquer minorias ( adeptos de géneros sexuais alternativos servem, mas coleccionadores de selos também…) são “identificados como potenciais alvos”.

Estes potenciais alvos são vistos pela restante parte da sociedade como sendo “diferentes”ou estranhos” ou “não como nós somos”, ou “metem medo  por serem diferentes”.

O caminho está preparado para a “ignição do medo”.

E quando se faz ignição algo se acende. Um sentimento de “discriminação” subtil, como “nevoeiro negro”, começa a inserir-se  e a manifestar-se na cabeça das pessoas – na cabeça dos cidadãos comuns – aqueles que não são especialmente “diferentes” ou diversos ( Ou acham que não são…).

E a partir daí estes cidadãos perante as acções de um qualquer grupo extremista sentem – facilmente – sentimentos difusos de medo.

Também o sentem perante as acções dos grupos ou pessoas “diferentes”.

Dois tipos de sentimentos difusos de medo acotovelam-se no cidadão comum…

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A seguir ao medo vem –  na maior parte da vezes – a passividade e a descrença/ indiferença da generalidade dos cidadãos.(No caso português especialmente patrocinada pelos políticos…)

e da indiferença, nasce a apatia da generalidade da população que se deve a três coisas diferentes.

A) a indiferença pelo sofrimento dos outros.

B) o facto de não se sentir segura na maneira como vive, e perceber que é o actual sistema que origina essa insegurança; daí o anseio por “alguém” que faça existir ordem (estes grupelhos de extrema qualquer coisa, caem como sopa no mel aqui…)

C) (Paralelamente a B) ) O medo que se sente dos actos destes grupos inspirados na especulação que estou aqui a criar.

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É o que é que tem esta lógica de explicação a ver com o Ministério Público de Torres Vedras e os actos de censura?

Tem porque, na minha opinião (vale o que vale; atiçem-me o Von Talon…)  algumas semelhanças de comportamento com o que grupelhos neonazis ou de outro tipo de inspiração fazem, existe claramente aqui.

Violência estatal organizada que patrocina actos de censura perfeitamente ilícitos , visando intimidar cidadãos e os seus gostos.

Visando intimidar.

Mais: a coisa é mais grave ainda quando o “Carnaval” é desde sempre uma época e umas festividades que existiram para fazer aquilo que o apito na panela de pressão faz, quando se está a cozer a sopa: despressionar a panela, retirar pressão.

Aqui metafóricamente, temos o Carnaval como o apito que vai despressionar a sociedade, permitindo-lhe que esta faça certas actos que  em circunstâncias normais não poderia fazer.

E temos um Estado –  através dos seus agentes a utilizar métodos comparativamente paralelos – a mesma linha de raciocínio a agir – que um qualquer grupusculo neo qualquer coisa usa: a intimidação.

A forma como faz é que varia. Aqui existe uma “lei” emanada de “orgãos” competentes que supostamente legitima o acto.

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Podemos também considerar ainda uma outra hipótese alternativa.

O actual governo querer apresentar-se como “menos radical” e ter patrocinado estas duas jogadas, para depois poder vir dizer (estamos em ano de eleições) que só oactual Governo é que concede recusar e combater os radicalismos que existem na sociedade portuguesa, quer os praticados pelo Estado, quer fora dele.

Estas “demonstrações de força, da polícia de Braga, e do Delegado doMinistério público de Trres Vedras, forneceram um serviço: com estas óbvias demonstrações de estupidez extremista e não cumprimento da lei, misturada com falta de bom senso, conferem a quem os denuncie como estando errados, uma aura de credibilidade.

Especulemos um pouco com esta imagem –Jornal Público:

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Repare-se no facto de uma pessoa – aparentemente democrática – afirmar que “não temo o julgamento democrático”, e ao mesmo tempo utiliza métodos que quem pactua com forças totalitários também utiliza.

Isto é, pactuar com elas, mas apresentar-se a si mesmo como ” o que está contra as soluções radicais…”

Nota: nada do que foi escrito em cima significa que eu ache que o actual governo mandou directamente a polícia apreender 5 livros em Braga ou o MP de Torres Vedras mandar um fax a uma Camâra.

Nota 2: como é que se pode defender a democracia, quando o mordomo encarregado de geri-la utiliza metódos que também são utilizados por quem quer subverter a democracia?

Nota 3: tire as conclusões quem quiser, acerca do nevoeiro que nos começa a cercar…

PORNOCRACIA- OU COMO A CENSURA EM PORTUGAL ESTÁ DE VOLTA

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a-origem-do-mundoPor causa desta imagem de Courbet colocada na capa de um livro, que estava a ser promovido numa feira do livro na cidade de Braga, Portugal, no dia 25 de Fevereiro de 2009, alguém chamou a policia e esta apreendeu todos os exemplares do livro que se chama Pornocracia, da autora francesa Catherine Breillat.

O novo Portugal democrático agora é isto…

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Cite-se o blog Obvious:

Estávamos em 1866 e Courbet era já um pintor conhecido em França pela sua destreza técnica mas sobretudo pela sua atitude crítica e corrosiva em relação à sociedade e moral burguesas, que não perdia ocasião de afrontar. Courbet era um socialista convicto, arrogante e autoconfiante, é preciso dizer. No entanto talvez isso não baste para justificar a obra que realizou nesse ano e que havia de o celebrizar mais do que todas as outras. Ao representar frontalmente as coxas e o sexo de uma mulher, A Origem do Mundo abalou profundamente o meio artístico da época. E não só!

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O quadro é profundamente perturbador ou mesmo chocante. O incómodo sentido pelo observador ao olhar de modo tão directo para o sexo que ali se exibe ostensivamente é enorme. Há uma espécie de pudor, de vergonha quase instintiva que se revela em nós ao observá-lo. Mais do que violentar a intimidade do objecto retratado, o artista violenta o público. De resto, Courbet adorava fazê-lo embora nunca tivesse ousado ir tão longe. Porque se atreveu desta vez?

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Esta tela surge assim como um manifesto contra o academismo mas também contra a falsidade vigente na Arte e na Sociedade oitocentista. Representa a libertação definitiva do artista de todos os estereótipos! Significativo é o facto da polémica se ficar a dever ao tema e à forma como foi abordado e não às qualidades pictóricas do quadro – se estava bem pintado ou não. A Origem do Mundo foi uma obra inspirada, visionária talvez, um acto estético da maior importância e uma obra de arte de primeira grandeza. A Pintura Moderna talvez tenha começado aqui, com origem no sexo de uma mulher.

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E cite-se o JN:

A apreensão pela PSP, anteontem, de cinco exemplares de um livro com uma capa considerada pornográfica” – “Pornocracia”, de Catherine Breillat – era assunto obrigatório entre os visitantes, a maior parte dos quais contra a intervenção policial.

…É o caso de Bruno Mendes, para quem o incidente reflecte o estado actual do país: “Há cada vez mais descontentamento das pessoas, o que leva a mais acções de controlo por parte das forças policiais”. O jovem, que fez questão de se dizer de “direita”, estranha a acção da Polícia face ao livro em questão, pois “já vi que há outros com conteúdos e capas piores expostos por aí”.

…É assim que se sente o livreiro António Lopes…“Sei que a PSP não recebeu ordens do Ministério da Cultura, mas a verdade é que se sentem, actualmente, à-vontade para adoptar medidas deste género”, critica.

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Importa perguntar:

e porquê  – exactamente agora – se sentem à vontade para adoptar medidas deste genero?