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TRABALHADORES DO PRIVADO PERDEM DE CERTEZA UM SALÁRIO EM 2013; MAS PODEM PERDER DOIS

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Todos, funcionários públicos e trabalhadores no sector privado, vão ter uma redução no seu rendimento em 2013 que será superior ao corte de um dos subsídios e, nalguns casos, será de dois subsídios. Mais, portanto, do que foi desde ontem noticiado.

Os funcionários públicos, como sofrem ainda o efeito da mudança de escalão de IRS por diluição de um dos subsídios, vão perder mais do que o equivalente a dois subsídios.

Em causa está uma conta: o aumento dos sete pontos percentuais incide sobre o salário bruto, sendo descontado na totalidade ao salário líquido. Quanto mais alto é o salário, maior é percentualmente o desconto face ao salário líquido. Assim será a não ser que a proposta apresentada pelo primeiro-ministro seja alterada. Tal como está, ela ainda pior do que parece para os trabalhadores portugueses.

Faça você mesmo
O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciou na sexta-feira, dia 6 de Setembro, que “o Governo decidiu aumentar a contribuição para a Segurança Social exigida aos trabalhadores do sector privado para 18%”. A actual taxa é de 11%. Em contrapartida, anunciou o primeiro-ministro, isso permitirá “descer a contribuição exigida às empresas também para 18%”.

Em termos brutos, o agravamento da taxa corresponde a uma redução de 7%. Mas, em termos líquidos, quanto maior for o salário, maior é o corte, atingindo-se muito rapidamente, à medida que os salários sobem, uma redução no rendimento equivalente a dois salários.

Contactado o Ministério das Finanças para comentar esta notícia, o gabinete de Vítor Gaspar preferiu não comentar.

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Salário mensal de 1000 euros brutos
A perda de rendimento líquido ultrapassa o equivalente a um salário líquido logo a partir dos mil euros de salário bruto, o que atinge pessoas que levam para casa, neste momento, cerca de 800 euros. Neste caso passa a receber 730 euros, mantendo-se as actuais taxas de IRS, o que corresponde a um corte de 8,8%.

Salário mensal de 2000 euros brutos já perde mais de um salário e meio
Com este salário já se perde mais do que um subsídio e meio, em termos líquidos. Quem está a receber cerca de 1400 euros (ou seja, ganha cerca de dois mil euros brutos), vai deixar de receber 10% do seu rendimento mensal o que corresponde a perder mais de um salário e meio em termos anuais.

Salário mensal de 3000 euros brutos perde 10,9%
Um salário bruto de três mil euros para um casal com dois titulares e dois dependentes verá o seu rendimento líquido mensal cortado em 10,9% – perda mensal de 210 euros por aumento da taxa social única -, o que corresponde, em termos anuais, a cortar 1,7 subsídios. A perda anual é de 2.940 euros.

A partir dos 7 mil euros brutos, desaparecem dois salários
A redução no rendimento que se leva para casa atinge os 14%, ou seja, o equivalente aos dois subsídios, de férias e de Natal, a partir de salários brutos de sete mil euros ou líquidos da ordem dos 3.900 euros.

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Notícia da comunicação social,dia 8de Setembro de 2012

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TABELAS  PUBLICADAS NO JORNAL DE NEGÓCIOS

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VÍTOR GASPAR – UM MINISTRO IMCOMPETENTE QUE DISFARÇA BEM…

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* A Direcção-Geral do Orçamento (DGO) divulgou esta segunda-feira o boletim da execução orçamental do primeiro semestre, que mostra que as administrações públicas cumpriram em Junho o objectivo do saldo do segundo trimestre definido pelo programa de ajustamento: o défice foi de 4137,8 milhões de euros, menos 262,2 milhões do que o limite fixado pela troika.

O défice do Estado caiu quase 50% até Junho, atingindo os 3,2 mil milhões de euros, enquanto o défice da Administração Central (Estado mais Serviços e Fundos Autónomos, como universidades, institutos públicos e hospitais) e da Segurança Social atingiu os 1,23 mil milhões. Contudo, estas contas beneficiam do efeito da transferência da parte remanescente dos fundos de pensões dos bancários (no valor de 2,68 mil milhões), que fez disparar em 252,8% as receitas de capital.

As receitas fiscais continuam em queda, acumulando até Junho uma diminuição de 3,1%, acima do crescimento de 2,6% esperado no Orçamento do Estado Rectificativo (OER). Os impostos indirectos estão a ser os principais responsáveis pela derrapagem, caindo 5,2%, com destaque para o IVA (-1,8%).

Ainda assim, destaca a DGO, houve alguma recuperação face ao mês anterior, particularmente no caso do IVA. Até Maio, as receitas fiscais estavam a cair mais (-3,5%) e o IVA estava a apresentar um recuo de 2,8%. Já as receitas dos impostos directos (IRS e IRC) estão a aumentar 0,4%.

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Notícia da comunicação social, dia 23 de Julho de 2012

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Segundo fonte das Finanças, os números da execução orçamental vêm confirmar os riscos já identificados nas contas até Maio. Este será, aliás, um dos temas quentes que vai estar em cima da mesa na próxima avaliação da troika, no final de Agosto. Os últimos números do Instituto Nacional de Estatística – os únicos que são directamente comparáveis com os compromissos assumidos com a troika visto que estão expressos em contabilidade nacional (a óptica usada no reporte a Bruxelas) – mostram que o défice ficou em 7,9% no primeiro trimestre, bem acima da meta de 4,5% com que o Governo de comprometeu atingir no final do ano.

Segurança Social com excedente cada vez menor

Enquanto o Estado fechou o primeiro semestre com um défice de 3,2 mil milhões de euros, o subsector dos Serviços e Fundos Autónomos registou um excedente de 1,7 mil milhões. A contribuir para isso esteve a transferência para o Serviço Nacional de Saúde da primeira tranche de 750 milhões de euros para pagamento de dívidas em atraso.

O Orçamento Rectificativo prevê que, no total, sejam transferidos 1500 milhões, provenientes das receitas conseguidas com a transferência dos fundos de pensões dos bancários. O processo deverá ficar concluído até ao final de Agosto.

Já o saldo da Segurança Social continua a registar um excedente, de 273,8 milhões, mas cada vez mais tímido, devido ao impacto que a recessão e o desemprego estão a ter nas contas, diminuindo as receitas provenientes das contribuições e quotizações e aumentando as despesas com prestações sociais, nomeadamente com o subsídio de desemprego.

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Notícia da comunicação social, dia 23 de Julho de 2012

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* O cartaz está também relacionado com o conteúdo deste post

PEDRO PASSOS COELHO E O PSD: DÍVIDA PÚBLICA AUMENTA. Isto sim, é que é boa gestão…)

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Fiquemos pois,  galvanizados e em êxtase individual e colectivo perante tão magníficos resultados….

Um aplauso, impõe-se…

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Notícia da comunicação social, sobre os êxitos estrondosos deste governo, dia 23 de Julho de 2012

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Um aplauso, impõe-se…

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Mas não fiquemos preocupados nem em estado alarmista. Estes rapazes estão apenas  ganhar balanço, para chegarem rapidamente a valores superiores…

ÁLVARO SANTOS PEREIRA: “PORTUGAL ESTÁ MUITO MELHOR” OU A INCOMPETÊNCIA COMPLETA DE UM MINISTRO SEM QUALIDADE

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O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, garantiu hoje que Portugal está “em condições muito melhores” do que quando o Governo tomou posse, considerando que a “evolução da economia nacional vai depender” da evolução económica europeia.

Em declarações aos jornalistas à margem de um conjunto de visitas a empresas que hoje realiza no distrito de Aveiro, Álvaro Santos Pereira defendeu que a boa nota da ‘troika’ e “os elogios que têm sido feitos ao Governo e ao povo português somente” dão mais alento para continuar o caminho que está a ser feito.

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Declarações que já nem se estranham tendo em conta quem as faz, comunicação social, dia 28 de Fevereiro de 2012

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A taxa de desemprego em Portugal disparou para o recorde de 14,8% em janeiro, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat. Há 815 mil portugueses sem trabalho. Um em cada três jovens está desempregado, reflexo de uma taxa de 35,1%.

É um valor bem acima do registado na Zona Euro. Na média dos países que partilham a moeda única a taxa geral subiu uma décima em relação a dezembro, para os 10,7%, e sete décimas face a 2010. Durão Barroso fez as contas e concluiu que é a mais alta desde outubro de 1997.

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Notícia sobre as “melhorias” da taxa de desemprego em Portugal, comunicação social, dia 1 de Março de 2012

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O PSD E PEDRO PASSOS COELHO: 2012 SERÁ UM ANO DE VIRAGEM (andando 10 anos para trás, por enquanto…)

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2012 será de “viragem”, garante Passos Coelho
O primeiro-ministro, Passos Coelho, defendeu hoje que 2012 será “inequivocamente um tempo viragem”, em que o défice estrutural baixará “significativamente”, mantendo a previsão desse défice em 2,5 por cento do PIB.

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Declarações absurdas do capataz encarregado pelos mercados de destruir o que resta disto,  comunicação social, dia  20 de Janeiro de 2012

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Deve notar-se que este gráfico é citado a partir do The economist, que, como toda a gente sabe,  é um perigoso jornal comunista…

Fonte

GOVERNO DO PSD: OS MAGNÍFICOS ÊXITOS (da treta) NOS JUROS DA DÍVIDA PÚBLICA PORTUGUESA

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Mercado secundário

Juros da dívida portuguesa a dez e a dois anos voltam a subir

Os juros da dívida portuguesa com maturidades de dez e dois anos retomaram hoje a tendência de subida, ao contrário dos títulos italianos e espanhóis, que estão a acentuar a trajectória de recuo das últimas semanas.

As taxas implícitas às Obrigações do Tesouro portuguesas com prazo de dez anos praticadas nos mercados secundários avançavam ao início da tarde para os 12,81%. (…)

Desde que a 30 de Janeiro os títulos portugueses bateram um recorde de 17% de juros na era da moeda única, as obrigações nacionais nesta maturidade iniciaram uma tendência de queda generalizada até 15 de Fevereiro, altura a partir da qual voltaram a subir, até registarem um ligeiro recuo ontem.

As obrigações com prazo de dois anos estão hoje também em alta, com uma taxa implícita de 12,84%,

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Notícia da comunicação social, dia 24 de Fevereiro de 2012

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«Rating voltará a subir com medidas do PSD»

Carlos Moedas não tem dúvidas de que notas voltarão a subir quando mercados perceberem que PSD vai cumprir as metas de défice

«Assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, e fará tudo o que for necessário para que se cumpram essas metas até porque foi o PSD que sempre anda atrás do Governo para cortar, essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal», assegura.

«Com as reformas que o PSD vai implementar, eu digo-lhe que ainda vão subir o rating, não sei se nos próximos 6 meses, se nos próximos 12 meses, ainda não se sabe quando haverá um novo Governo», acrescentou.

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Carlos Moedas, propaganda notícias da comunicação social,dia 24 de Março de 2011

ANGELA MERKEL E A MADEIRA COMO MAU EXEMPLO DA APLICAÇÂO DOS FUNDOS ESTRUTURAIS

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A chanceler alemã, Angela Merkel, deu hoje a Madeira como um mau exemplo da aplicação dos fundos estruturais europeus, sublinhando que naquela região autónoma estas verbas “serviram para construir túneis e autoestradas, mas não para aumentar a competitividade”.

Na opinião de Merkel, os referidos fundos devem servir para apoiar financeiramente as pequenas e médias empresas, por exemplo, como ficou decidido no recente Conselho Europeu, em Bruxelas, e não mais para construir estradas, pontes e túneis, como sucedeu, na sua opinião, naquela região autónoma portuguesa.

“Quem já esteve na Madeira, deve ter ficado convencido que os fundos estruturais europeus foram bem aplicados na construção de muitos túneis e autoestradas, mas isso não conduziu a que haja mais competitividade”, observou a chefe do governo alemão, numa palestra proferida perante alunos, na Bela Foundation, em Berlim, noticiada esta noite pela RTP.

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Notícia da comunicação social, dia 8 de Fevereiro de 2012

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“A chefe do governo alemão, Angela Merkel, produziu declarações ignorantes sobre a Madeira, mas que explicam as opções erradas da actual situação económica europeia bem como a gritante insensibilidade social que se vive na Europa”, lê-se no comunicado emitido pela Presidência do Governo Regional na sequência do comentário da chanceler alemã sobre a aplicação de fundos estruturais na Região.

Para Alberto João Jardim a líder da Alemanha desconhece a realidade insular anterior à autonomia e à adesão do país à CEE e revela a “ilusão de tornar competitivo um mercado de apenas duzentas e oitenta mil pessoas ferido pela insularidade, sem infra-estruturas adequadas, através de mão-de-obra barata, com micro empresas, e ao qual é negado o poder legislativo bastante para assumir livremente as suas opções”.

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Notícia revolucionária da comunicação social, (acerca da próxima invasão feita pela Madeira à Alemanha para dar na Merkel um enxerto de porrada), dia 8 de Fevereiro de 2012, (antecedida de uma cerimónia de adesão de Alberto João Jardim ao Bloco de esquerda).

PEDRO PASSOS COELHO, O PSD E O ORÇAMENTO DE ESTADO COMO CAMINHO PARA A DESGRAÇA

“Há mais de mês e meio que digo que este não é o caminho, este é caminho para desgraça”, diz Miguel Sousa Tavares* em reacção ao Orçamento do Estado (OE) para 2012. O comentador da SIC é da opinião que “as pessoas vão começar a fugir ao Fisco mais do que até aqui”. Sousa Tavares defende também que “não há nenhum corte nas gorduras do Estado” – e, realça que “há funcionários públicos que em dois anos vão perder 25 por cento do salário”.

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Notícia da comunicação social, dia 17 de outubro, no jornal nacional da Sic

* Apesar da citação ser de Miguel Sousa Tavares e de ser aqui citada, o autor do blog não simpatiza com outras posições de MST em relação a outros assuntos embora apoie esta em específico.