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Archive for the ‘IGREJA CATÓLICA’ Category

A ESCOLHA DO PROVEDOR DE JUSTIÇA

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O blog “Activismo de sofá” decidiu fazer um post sobre as estranhas actividades circenses, florais e silvestres relacionadas com a escolha dessa figura inútil que é o Provedor de Justiça – um ornamento democrático ineficaz e inútil, despesista e gastador que nos faz fingir perante olhos de terceiros que até somos uma “República normal”…cheia de preocupações pelos direitos dos cidadãos quando contactam com a “administração”…

E fez o post que mostro a seguir chamado “E Mota Amaral para Provedor de justiça?”

(O cargo em questão está à espera de ser ocupado há oito meses; o senhor que ainda é Provedor fez o favor de estar à espera que os madraços parlamentares resolvessem o assunto)

activismo-de-sofa-mota-amaral-para-provedor

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Jorge Miranda, o nome que o PS avançou para ser Provedor ou que lança para o ser é constitucionalista, membro do PSD.

O PSD não aceitou este nome.

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Agora ao que parece, já está a zunir outro nome com outro som, o de Mota Amaral para Provedor de Justiça.

Mota Amaral é deputado, foi chefe dos Açores, e é do PSD.

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Agora reorientemos este post para o cinema e avancemos numa estranha e maravilhosa viagem ao filme de ficção cientifica e terror que dá pelo nome de “PREDATOR”.

Paul Anderson, o realizador quis que fosse feita uma capa “especial” para o filme.

Nessa capa existia uma expressão de promoção do filme que dizia” whoever wins, we lose”, pondo os dois monstros a olhar um para o outro com ar feroz.

Tradução: “Ganhe quem ganhar, nós perdemos”.

Consta que Anderson estava, metaforicamente, a referir-se à campanha eleitoral de 2004, nos EUA,entre George Bush e Jonh Kerry.

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Jorge Miranda é membro da sociedade secreta Opus Dei.

Mota Amaral é membro da sociedade secreta Opus Dei.

Ø

Ganhe quem ganhar, nós perdemos.

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Written by dissidentex

26/03/2009 at 0:41

JOÃO CÉSAR DAS NEVES E MAIS UM ATAQUE À DEMOCRACIA…

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Temos aqui (um pequeno exemplo) de como a materialização no concreto e na prática de como os conceitos de (falsa) tolerância adoptados pelas esquerda política após os 25 de Abril permitiram que abominações como este senhor do qual transcrevo uma notícia do Jornal Metro de 23 de Outubro de 2008, emerjam e sistematicamente pratiquem um discurso anti democracia e anti pensamento científico. (Apesar dos defeitos que ambos tem…)

São os “ressaltos” disso, do falso conceito de tolerância, que se materializam 30 anos depois, na prosa repugnante deste senhor, no asco que este discurso mete, pela apologia constante do totalitarismo, pelos ataques sistemáticos á democracia, como sistema político e social.

Nesta coluna de veneno, o senhor Neves decide escrever sobre cuidados paliativos, isto é, ajudar uma pessoa que está a morrer, a morrer com menos sofrimento e com mais dignidade.

O senhor Neves odeia os cuidados paliativos.

Odeia que uma pessoa possa morrer com dignidade. Porque a Igreja Católica e a corrente dentro da Igreja católica a qual o senhor Neves odeiam a dignidade e odeiam o actual conceito de morte que existe nas sociedades actuais.

Para eles, (Neves e companhia) todos devem viver e morrer cheios de sofrimento. Só assim alcançarão algo de melhor na vida do além…

Por isso, e como é óbvio, o senhor Neves odeia a ciência e a medicina em particular por esta ter permitido que se possa morrer, apesar de tudo, actualmente melhor, do que nos tempos gloriosos da Inquisição e das pessoas mandadas queimar na fogueira pelos antepassados cristãos do senhor Neves.

É apenas e só pelo facto da ciência criar um pensamento “científico” que afasta a crendice que o senhor Neves e os amigos do senhor Neves gostam muito que o senhor NEVES ARROTA O VENENO:

“O nosso tempo tem uma confiança cega nas possibilidades cientificas de regulação da nossa existência”.

Pergunta-se?

E porque não deveria ter?

A resposta, de acordo como senhor Neves, deve-se ao facto de a ciência condenar as pessoas a uma situação em que “ a vida tem de ser vivida dentro de um espartilho de teorias e modelos, técnicas e diagnósticos , regulamentos e sondagens, rigor cientifico e solidez epistemológica .

O senhor Neves é economista e professor Universitário de profissão.

Estará o senhor Neves a dizer-nos que a vida não deve ser vivida na Economia ( o senhor Neves é professor de economia) com esta coisas todas acima enunciadas?

Pelo meio fala de modas culturais do momento ( por oposição à Igreja católica e aos seus 2000 mil anos de existência e às doutrinas da mesma com igual idade…) como se algo relacionado com a morte e com a maneira como se morre fosse uma “moda do momento”.

E como se fosse o senhor Neves o autorizador mor de alvarás que decretam qual é a moda do momento aceitável e qual não é.

Imbuído também do mais alto grau de loucura ainda diz que ” Que vida tão boa que eles querem que nos vivamos”

Eles quem? Os mesmos especialistas de economia e gestão que criaram os modelos econométricos que o senhor Neves não gosta? Mas o senhor Neves não é economista?

(ao usar a expressão “eles” o senhor Neves deve estar a fazer um exercício pessoal de cariz prático, libertando-se a si mesmo da canga dos espartilhos e das teorias… e libertar-se assim pessoalmente e simbolicamente desses malandros cientistas e ateus que nos obrigam a morrer de acordo com as modas do momento…)

Está a pensar demitir-se da profissão? Renegar o “poder mágico dos números” como solução para organizar a vida em sociedade?

O mais espantoso é que ainda termina, dizendo que não quer morrer afogado em peritos que andaram anos na Universidade para aprenderem a maneira como eu devia “bater a bota”.

Senhor Neves. Faço-lhe um apelo. Demita-se da sua Universidade em protesto! Faça greve de fome! Organize uma manifestação!

De cada vez que estiver com gripe e quiser tomar uma aspirina, não o faça, uma vez que a aspirina foi produzida de acordo com:

“um espartilho de teorias e modelos, técnicas e diagnósticos , regulamentos e sondagens, rigor cientifico e solidez epistemológica.

Não tome vacinas, senhor Neves!

As teorias e os espartilhos são maus…especialmente porque são ciência e o senhor Neves odeia uma parte do pensamento científico.

Só a doutrina da igreja misturada com o neoliberalismo económico misturada com pensamento neo medieval é que são bons e desde que seja o senhor Neves a afirmá-lo.

OS MILHÕES DA IGREJA CATÓLICA

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FONTE: NOTÍCIA DESTAK DO DIA 19 DE MARÇO DE 2008
CITA-SE NOTÍCIA COMPLETA

Os milhões da Igreja

19 | 03 | 2008 10.46H

Hotéis, urbanizações, acções e fundos de investimento são negócios que movimentam milhões de euros e que são controlados em Portugal por padres de dioceses e santuários.

Por muito bem que corram alguns tipos de investimentos, dificilmente têm uma valorização semelhante a um grande loteamento que os salesianos possuem em Vendas Novas.

Segundo a SÁBADO, este negócio estava parado até ao Governo ter decidido transferir a construção do novo aeroporto de Lisboa da Ota para o Campo de Tiro de Alcochete, a 20 minutos de Vendas Novas. Foi uma espécie de Euromilhões.

Este negócio de 5 milhões de euros está nas mãos do padre Manuel Pinhal, um salesiano que fez voto de pobreza e que vive mensalmente de um fundo de maneio que oscila entre os 200 e os 300 euros.

Mais a norte do País, a Irmandade de Nossa Senhora da Penha, controlada pela Arquidiocese de Braga, contribuiu com cerca de 300 mil euros para a construção do teleférico que liga Guimarães ao santuário. Esta arquidiocese também controla 70% de quatro hotéis junto ao Santuário do Bom Jesus e investiu 4,5 milhões de euros num Spa da Confraria do Sameiro.

O património global da Igreja nacional impressiona: mais de 20 mil edificios, entre santuários, igrejas, capelas, seminários, templos e museus. A Igreja também tem beneficiado de um aumento no número de contribuintes que doam 0,5% do seu IRS. Em 2007, o montante chegou aos 11,2 milhões.

Estamos a falar de uma empresa privada que já anda há 2000 mil anos neste negócio.

Em 21 de Setembro de 2008 temos o Boomerang que volta sempre e acerta sempre nesta empresa. Só temos que estar atentos…

FONTE: CORREIO DA MANHÃ – 21 DE SETEMBRO DE 2008

A CULPA.

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Chegamos à situação em que nos fazem sentir culpados para que nos vejamos obrigados a sentir-mo-nos na obrigação de pagarmos as dívidas deles e da gerações anteriores, e das posteriores e dos erros deles actuais e futuros e pensados e sonhados”
– Gostava de perceber porque é que os portugueses são especialmente vulneráveis a esta culpabilização, a este assumir de um fardo que não é seu e não se viram para uma verdadeira criação de si, confiante e alegre.
“especialmente vulneráveis a esta culpabilização…”

À propósito desta caixa de comentários

Historicamente, porque é um país com “tradição” nessa área de especialização. Festivais de angústia e sonatas de desespero sempre fizeram parte do caldo de cultura português.

Influência da Igreja católica. Uma religião onde a culpa é sempre omnipresente.

Evolução histórica do país e uma tendência 8/80.

Mas com o peso da história pode-se bem.

——

Após 25 de Abril de 1974, tal aconteceu porque (tem acontecido) a auto nomeada “esquerda” vendeu este discurso desde imediatamente a seguir ao 25 de Abril de 1974. *

Embora com algumas nuances que penso que sucederam. A lógica foi sempre muito simples.
Antes (Salazar) existia o mal absoluto ( o que era verdade…).

Mas depois, os”democratas” trouxeram a luz, o Sol, a liberdade, a democracia, etc e tal e restante parafernália argumentativa.

Aqui importa fazer um pequeno desvio deste tema e da culpa:

A “técnica” usada consistiu em afirmar-se que, com o advento da liberdade e da democracia, etc e tal, por obra e graça divina de uma santo qualquer, o país se iria desenvolver automaticamente, toda a gente recitaria Kant e Hegel ao pequeno almoço sabendo o que significavam ambos, e tudo estaria bem, e o país recuperaria a sua grandeza no concerto das nações.

Os portugueses seriam os mais erectos da Europa e arredores.

No entanto é óbvio e salta imediatamente à vista desarmada, que qualquer planificação estratégica para fomentar o desenvolvimento ( atenção que estou a dizer desenvolvimento, não crescimento, que são duas coisas diferentes) nunca foi feita.

Quando e se alguém, independentemente da sua filiação política, ideológica ou outra questionava isto – este pseudo modelo de desenvolvimento – a partir daí avançava-se para a técnica da culpabilização das pessoas.

Estas novas pessoas culpabilizadas seriam então colocadas numa nova categoria, seriam lançadas no mais vil óprobio possível, em que toda a carga negativa lhes seria associada vinda do antigamente: a de fascistas ou saudosistas do antes, ou pessoas de extrema direita, ou de extrema esquerda, ou radicais ou o que seja que fosse conveniente no momento para alcunhar as pessoas.

E as pessoas, os cidadãos, crentes na sua maior parte em quem julgavam e achavam que os tinha salvo e a cima de tudo a confiarem na “protecção”, naquilo que julgam ser a protecção que retirariam dessas pessoas deixaram-se levar pelo discurso da culpa.

Discurso esse que vinha, como memória próxima, do Salazarismo, e que os democratas de esquerda e de direita, nunca combateram em tempo algum e situação alguma. **

Ou seja, os democratas de esquerda e os de direita, sabedores de que poderiam vir a precisar de explorar essa “fragilidade” que tinha sido sempre produzida quer historicamente, no passado distante, quer no passado recente, isto é, no Salazarismo, em vez de fazerem um corte radical com esses métodos, usaram-nos.

É por isso que esta “ilusão” se mantém. E a “culpa”, como factor de formação profissional e pessoal continua alegremente a ser explorada com todos os requintes e de todas as formas pela suposta classe e elite dirigente.

Precisam dessa predisposição latente nas pessoas, nos portugueses para existirem e parecerem alternativas.

Este “jogo” de culpas e de jogar com as culpas, foi feito quer pela esquerda, quer pela direita políticas.

Na direita percebe-se que o tenham feito, porque, até 1985, nunca aceitaram o jogo democrático de eleições ( excepção aSá Carneiro, mas esse era outra louça…), porque não as ganhavam.

Fim do desvio

Técnicas de culpa – alguns exemplos.

1.

– Vamos alterar as condições laborais para nos aproximarmos do modelo laboral chinês?
– Não, não queremos!

Se os senhores não querem é porque não são de esquerda, são fascistas.

2.

– Vamos impor gravações de dados pessoais e câmaras de vigilância por todo o país, para combater o terrorismo?
– Não, não queremos!

Se os senhores não querem é porque fazem parte da esquerda sectária e anti democrática, anti americana que põe em causa o 25 de Abril de 1974 e gostaria de viver em Cuba.

3.

– Vamos meter o país na Europa à força, não perguntando a ninguém a opinião?

– Não, não queremos!

Se os senhores não querem a Europa, é porque são perigosos nacionalistas de extrema direita e tem a culpa de quererem atrasar o desenvolvimento português que nos foi trazido pela Europa, querendo instituir a ditadura.

É assim e milhares de outros exemplos como este se poderiam dar e que ilustram como as coisas se passam.
Chantagem permanente apoiada em poderosos meios de comunicação social, por sua vez apoiada numa mensagem totalitária de demonização do outro, de constante comparação com o antigamente para
dessa forma,
não resolver os problemas do presente, e para nos condicionar a (quase) todos em nome de uma pseudo esquerda que nos defende; aceitarmos viver numa situação de semi escravos. (Isto é válido também para a maior parte da direita portuguesa…)

É precisamente por este tipo de razões e pela culpa adjacente a elas que nunca se governou bem neste país.

As motivações.

Nunca se tendo governado bem neste país foi necessário deixar viver o partido comunista português.

Acaso se tivesse governado bem ou existisse esse objectivo, as pessoas, os cidadãos, deixariam automaticamente de considerar ser necessário votar no PCP.

Mas não. Como é necessário fomentar – sempre – esta “culpa” latente as coisas são o que são e é necessário que as pessoas se sintam devedoras destes magníficos heróis.

Toda a busca de um herói deve começar com algo que um herói requere: um vilão.

Para existir vilão, deve existir medo nos que serão as potenciais vitimas do vilão auto designado para o efeito.

Se existe um vilão, e as correspondentes vitimas nomeadas para tal, não sentem medo, é necessário instilar-lhes culpa, para que sintam medo.

Estes são os métodos das ditaduras normais e comuns. **

E são os métodos da democracia portuguesa que sempre precisou dos vilões e da culpa a eles associada e da culpa feita sentir a quem não se junta aos “democratas” para lutar contra os vilões.

Essa culpa foi sempre “trabalhada”.

Cito Adolfo Casais Monteiro, nos anos 50:

Pré 25 de Abril de 1974

Página 46.

” Infelizmente, eu não consigo esquecer- eu que tão pobre memória tenho! – as palavras há muitos anos proferidas por um outro alto dignitário da Igreja, o cónego Correia Pinto. Pois disse ele (e não há notícia de que a igreja tivesse condenado as suas declarações) que a humanidade futura seria constituida por «ricos generosos e pobres agradecidos»…”

“…E isto mostra que a responsabilidade da Igreja na instauração do Estado Novo não foi um acidente, mas correspondeu a uma «política» por ela seguida ao longo de muito anos.

——-

“Tinha eu 18 anos incompletos quando a ditadura se instalou no poder…”

“… Eu tinha grandes discussões com o dono de uma banca, um dos mais activos propagandistas do partido.

Nem ele deixou de o ser, nem eu me «converti». Éramos todos sobretudo adversários dos broncos militares reaccionários, que se tinham apoderado do poder com a conivência tácita de uma grande parte dos políticos, sem terem que disparar um tiro.

Não se falava ainda no »perigo comunista», mas só no perigo que seria a permanência da ditadura.

Conto isto para lembrar que a arma psicológica chamada «anti comunismo » só viria a surgir por obra e graça da própria ditadura, e que não exprimia qualquer problema real da vida política portuguesa.

Embora ilegal, o comunismo não era visto por nós, jovens liberais” … “como um inimigo.”

Página 84

“… Discussão política propriamente não havia. Pelo seu lado, a confusão intencionalmente criada pelos porta vozes intelectuais ( ? ) do governo sobre as tendências de esquerda, todas englobadas sob a cómoda designação de bolchevistas, incluindo as liberais, não podia deixar de criar uma tácita solidariedade entre as vitimas, por mais violentamente se degladiassem – nas prisões por exemplo, numa das quais estive dois meses sem falar ao único companheiro de cela, que era um Estalinista ferrenho e tacanho…

Pagina 85

…Mas acresce também que só falsos oposicionistas poderiam ir na onda do »anti comunismo» artificialmente insuflado pela política e pela imprensa oficial.

E nem vou citar mais:

Disclamer: isto não significa qualquer apoio ao partido comunista da minha parte.

O ponto é outro: é necessária esta culpa de tamanho gigante e estes “inimigos úteis” ( o partido comunista serve como serve o bloco de esquerda…como serve a associação recreativa da Pontinha e Alfornelos caso exista.

O ponto é que se demonstra que os “democratas” utilizam a culpa como arma de arremesso, tal e qual a ditadura o fazia.

O que leva a seguinte questão: acreditam mesmo estas pessoas na democracia?

NOTA: Já agora esclareça-se: o texto de Adolfo Casais Monteiro é escrito, nos anos 50, mas reporta a acontecimentos passados em 1926.

NOTA: nada, mas absolutamente nada do que se está a passar neste país é novo ou original.

IGREJA CATÓLICA, ESLOVÉNIA, PORNOGRAFIA.

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Na Eslovénia a pornografia evangeliza. Os actores são os seguintes:

1. Duas empresas de televisão/Internet / telecomunicações. Chamadas ” T-2″ (privada) e ” Slovenia Telecom”(Estatal).

2 . A empresa “privada” vai à frente. Os neo liberais dirão que tal se deve à superior eficiência da gestão privada da empresa. Parece que não é o caso. A única coisa que distingue a superioridade de mercado da empresa privada é a oferta de filmes pornográficos de forma generosa. Estranheza? Nenhuma. Excepto pelo facto de a proprietária da estação de televisão T-2 ser a Igreja católica. Da Eslovénia.

Estranhos são os caminhos do senhor …ESLOVÉNIA-ICAR

O triple play da T-2 tem assim, realmente, uma vantagem competitiva extra. Até um esquilo ou um crocodilo a gerir a empresa obteriam os maiores e melhores resultados de gestão.

3. A empresa fundadora da T-2 e dona chama-se Zvon Ena. A Zvon Ena é uma holding. Uma empresa que congrega várias empresas. A igreja católica da Eslovénia através da conferência episcopal de Maribor detém a maioria absoluta de capital da Zvon Ena. A zvon Ena detem a maioria do capital da T-2

4. A holding Zvon Ena detem várias outras empresas. Bancos, outras holdings, hotéis, etc. É a dona também da « Gospodarstvo rast » a empresa que responde directamente à conferência episcopal da Eslovénia, que foi quem fundou esta empresa e a localização de ambas é na cidade eslovena de Maribor. Quando se fazem buscas no Google, por «Gospodarstvo rast » quem “responde” à busca pela palavra ” Gospodarstvo rast”, é o endereço online da Zvon Ena.
ICAR-ESLOVÉNIA-2

Esta é uma sucursal estrangeira da mesma empresa privada chamada Igreja católica que, em Portugal, há um ano atrás, fez campanha contra a liberalização do aborto até às 10 semanas e tenta condicionar, sempre que pode e a deixam, os comportamentos sexuais dos portugueses, quer na sua vida pública, quer privada. Que só a eles diz respeito.

No entanto, na Eslovénia … não se incomoda com a pornografia, dado que está a ganhar dinheiro – bastante dinheiro com ela. E a obter poder, muito poder com ela. Eu, realmente, não percebo nada de moral. Suspeito que não quero perceber nada de moral.

ADENDA, dia 15 de Janeiro de 2008 – Ver caixa de comentários.

O VATICANO, quer orações mundiais em honra das vitímas de pedófilos.

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Um blogger rival de uma pequena rede concorrente, pediu encarecidamente, uns comentários acerca de 3 míseros posts ( nada mais nada menos que 3 míseros posts, coisa pouca) que produziu para tentar manter a rede rival à tona. Não querendo contribuir para as quebras da concorrência, por falta de solidariedade competitiva e solidariedade em geral oferece-me dizer umas coisas e passar a palavra acerca de, pelo menos, um dos míseros posts. (As notícias segundo as quais isto seria uma fábrica de posts são manifestamente exageradas…)
O post comentado é um post religioso sobre o facto do Vaticano, essa tão pitoresca instituição ter decidido pedir uma “oração mundial” pelas vitimas de pedofilia; praticada essa pedofilia por padres. Isto é, por membros da empresa privada Vaticano. Reacções blasfematórias podem ser também encontradas por aqui.
IGREJACATÓLICA1

Que generosidade. Que altruísmo, meu Deus… É com um Vaticano destes que eu quero casar a minha filha!

Pelo meio, numa operação de marketing e vendas promocionais assaz assinalável, ainda se quer que também se reze pela falta de padres.

Compre dois e pague um.

Pela falta de padres que pratiquem pedofilia ou dos outros? Nunca se saberá que as acções promocionais estão dentro do segredo comercial.
É no entanto de asco o que aqui está dado que estamos a falar de pessoas que, por um lado, tem superioridade intelectual, de experiência e de idade (padres) sobre crianças que apenas tem imbuídos em si mesmos conformismo, temor reverencial, aceitação e obediência.
Para as vitimas a oração não resolve nada. Para o Vaticano é uma maneira de tentar sabotar os sistemas de justiça dos Estados, tentando criar a confusão na cabeça das pessoas. Segundo a qual , a “expiação da pena” será resolvida com oração. E que apenas1% dos padres é pedófilo.
E depois?
A instituição que os forma não é culpada?
Segundo esta lógica que aqui se tenta apresentar, não. Apenas passa pelos intervalos do vento.

Proponho ao Vaticano uma nova oração.

IGREJACATÓLICA2

Written by dissidentex

08/01/2008 at 22:40