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Archive for the ‘ULTRA NACIONALISMO’ Category

VIOLÊNCIA POLICIAL NA DAMAIA – 12 – 02- 2009

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No dia 12 de Fevereiro de 2009, entre as 10.30 e as 11 horas, na Damaia, na Rua Vieira Lusitano, junto a uma rotunda ridícula, com uma oliveira no meio, aconteceu uma coisa extraordinária.
Ao que parece, dois pretos, mas bem vestidos e com um carro de alta cilindrada, foram interceptados nessa rotunda, por uma viatura da polícia.

Ao que parece, a viatura policial vinha em busca dos já referidos, porque terão, na Damaia de baixo ou noutro lugar qualquer, atropelado alguém e  em seguida ausentaram-se do local.

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O problema é o que se passou a seguir.

Os membros da forças policiais que vinham em perseguição, mandaram  ou conseguiram mandar parar o carro e fazer sair os ocupantes. Ao mesmo tempo chegou outro carro da polícia, com mais 4 polícias, e alguns deles começaram “imediatamente” a bater num dos ocupantes do carro.

Este, por sua vez, virou-se a um deles e mandou um murro no mesmo o que gerou mais pancada dos policias nessa pessoa, que – entretanto – já estava caída no chão.

Depois chegaram mais policias (a esquadra fica a 150 metros deste local, se tanto ) e já tínhamos uns 15 policias ali. E finalmente após os dois perigosos meliantes terem sido dominados, dado que estavam em superioridade numérica contra uns 15 polícias (2 contra 15 é superioridade numérica dos 2…como se sabe) ainda apareceu mais uma carrinha daquelas de transporte de presos ou policias mas que tem uns 14 lugares, cheia de mais policias, para tratar desta “ocorrência”.

Umas 30 criaturas policiais para dominarem e subtraírem ao convívio social, duas pessoas…

É claro que, em Tribunal, estas pessoas ganharam hipótese de se safarem, uma vez que a “detenção” não foi “limpa”…

Tudo isto sucedeu em pleno dia, com umas 100  ou mais pessoas a assistir entre as quais crianças e entre as quais a minha mãe que me contou o que viu e o que se passou.

Estando espantada pela forma como isto estava a ser resolvido ali á frente dos olhos de todos e dos dela, exclamou para quem a ouvisse que achava muito bem que prendessem as pessoas se tinham feito mesmo aquilo que tinham feito, mas que não existia:

A) necessidade de se estar a bater em pessoas durante largo tempo e com as pessoas caídas no chão e a ficarem cheias de sangue;

B) e muito menos aquele “aparato” todo em que se juntaram mais de 20  ou 30 polícias  para prenderem duas pessoas. (ficando o transito condicionado durante quase uma hora)

E aí surge aquilo em que este país se está a tornar. Outra pessoa que ouviu concordou e uma terceira pessoa, começou a mandar vir – violentamente – com a minha mãe, com umas expressões do tipo “a senhora é como eles”, deviam era levar mais, etc, e segundo as palavras da minha mãe quase a espumar da boca da forma como falava.

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A nota mais “totalitária” disto é o facto de mais de 100 pessoas  estarem a assistir a “isto”  e nenhum protesto, antes aprovação, ou no mínimo” indiferença”.

E como é óbvio, isto não aconteceu, não existiram “câmaras de filmar” a veicular este assunto…

Por acaso eram pretos os que foram atacados, queria saber se com brancos reagiriam os transeuntes da mesma maneira – suspeito que sim.

Este é o “magnifico ambiente” que temos em Portugal.

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Um ambiente de claro atraso totalitário, de claro atraso na implementação do processo totalitário, que não nos honra nesta busca constante por sermos como sociedade cada vez mais totalitários (é evidente que estou a ser irónico e amargo…)

Portanto olhemos para um paradigma da modernidade totalitária, reciclada. A Itália.

Olhemos duas vezes…

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Em Itália, país desenvolvido, a coisa já é mais moderna.

Já existe a “acção directa” das pessoas, em vez da polícia, e o Estado italiano – mais avançado – dedica-se á parte burocrática-administrativa.

As fontes da imagem são:

Devaneios desintéricos AQUI e AQUI.

Mas devemos ter esperança.

Mais uns 4 anos de partido socialista e “novas oportunidades totalitárias”  por aí á solta… e chegaremos lá.

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PARTIDO DA NOVA LIBERDADE

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E em segundo lugar porque quem já percebeu a realidade em que vivemos está profundamente angustiado com a saída que se irá encontrar para sair deste pântano em que nos meteram… Retirado DAQUI

Notícia Correio da manhã AQUI

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A notícia acima – do Correio da manha – mostra mais uma vez, conjugada com a frase acima citada, aquilo quenos continua a querer ser dado. Neo liberalismo económico e político disfarçado de justicialismo e de reposição da verdade e da honra, patriotismo disfarçado de nacionalismo mas do pior que o nacionalismo tem.

O discurso é um misto de neo conservador, cristão no pior sentido do termo  (mas isso não é dito abertamente), anti imigrantes porque sim, anti Europa porque sim.

Onde antes existia a palavra “nova” junto com democracia, a mesma democracia velha que permitia que alguém criasse um partido político e lhe chamasse “Nova democracia”, existe agora uma ruptura  com esse conceito e passa a existir a “nova liberdade” embora o partido novo se chame apenas de Partido da Liberdade”.

É apenas agora de “Uma nova direita”, embora não uma nova liberdade.

Uns joguinhos de palavras para baralhar a malta e para esconder aquilo que se quer. Um partido profundamente xenófobo, apenas porque sim, encostado ao sacristianismo e ao salazarismo, como conceitos, com laivos residuais de nazismo e misturando o neoliberalismo com tudo isto.( Embora no discurso não pareça…)

E chamandoa isto “Nova direita”…

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Pegando no pequeno pedaço de texto lá em cima citado… São estes “dejectos” que os “magníficos democratas” pós 25 de Abril conseguiram criar e que o pequeno excerto citado apelida de “pantano”.

É precisamente pelo facto de estarmos num pântano de consequências imprevisíveis, que dentro do pantano começa a existir a evolução de pequenas espécies, sub infra, que despejam para fora a sua conversa.

E perante isto, os ” magníficos democratas” não tem qualquer ideia concreta de como lidarem com estes fenómenos, com estes grupelhos de extrema direita disfarçados de libertários.

Porquê?

Porque os” magníficos democratas” precisam comod e pão para a boca que estes grupelhos existam.

Todo o bom herói requer a existência de um bom vilão.

E todos os radicais precisam da existência de ainda mais alguém que aparente ser mais radical e anti sistema e anti democracia do que os próprios.

E como os “magníficos democratas” conduziram isto a um beco pantanoso sem saída e quase sem democracia, agora pretendem enganar-nos.

Como?

Deixando florescer grupelhos deste tipo. Já há para aí uns 4 ou 5 recentes e mais aparecerão.

Eu não estou profundamente angustiado. Estou a amarinhar pelas paredes e com um ressentimento de proporções cósmicas.

Para que fique em acta.

EURO 2008, FUTEBOL E NACIONALISMO NO PIOR SENTIDO DA PALAVRA.

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Ainda sobre o Euro 2008, e de como o nacionalismo no pior sentido da palavra surge, e está a ser explorado, embora seja também denunciado. Orhan pamuk, prémio Nobel da literatura citado a partir de um blog da globo:

O Prêmio Nobel de Literatura em 2006, Orhan Pamuk, diz que o futebol na Turquia serve para alimentar os pensamentos nacionalistas e xenófobos , mas ele afirma que mesmo assim está torcendo pelo país no Euro 2008. Em uma entrevista ao semanário alemão Der Spiegel, ele contesta bastante a maneira com que a imprensa turca encara o futebol. A cobertura do jogo contra a Suíça em 2005 é o seu exemplo favorito. Os seus conterrâneos encaram a derrota em um jogo que acabou com um batalha campal como fruto de péssima arbitragem e de uma conspiração, uma leitura dos fatos que o incomodou bastante. Pamuk venera as transmissões radiofônicas, porque foram elas que nos trouxeram o futebol.

Durante o campeonato, manifestaram-se os polacos com a sua habitual “técnica” intimidatória, vinda do ultra conservador partido católico, chamado precisamente Partido conservador, à propósito de Lukas Podolski e Miroslav Klose, jogadores que jogam pela Alemanha, mas são polacos de nascimento.

Não só foram “excomungados” ?!?! como se exigiu que se “tomasse medidas”.

O mais engraçado é que a Polónia jogou durante o campeonato com um jogador brasileiro naturalizado somente há dois anos. Podolski e Klose vivem na Alemanha há mais de 20 anos. Noticia Record.

Na Croácia, talvez por ser um país recente, a técnica é a música e a exaltação patriótica. Como nos informava o jornal espanhol Marca de 09-06-2008.

Já o nacionalismo português é, de algum modo, diferente. Não é um nacionalismo agressivo como os anteriores – por enquanto – antes é um nacionalismo que pretende fazer de nós – os nacionais de origem do próprio, de parvos.

É um nacionalismo bacoco, misturado com aproveitamento político de situações que se manifesta da seguinte maneira:

Casualmente, inteiramente por coincidência, acaso, destino cósmico, até tínhamos pensado ir até Viseu. Por estranha coincidência e absoluto acaso, até íamos tratar de um assunto particular que não dizia nada a ninguém.

E então juntamos o útil ao agradável e damos um saltinho – que ninguém vê – ali ao lado até Viseu e cumprimentamos os rapazes.

A titulo particular, cumprimentamos publicamente e de forma pública mas privada ao mesmo tempo, os rapazes às 4 da tarde. Nacionalismo pseudo demonstrado de forma discreta, misturado com oportunismo político e uma atitude de “picar o ponto”.

Isto para consumo interno.

Para consumo externo o nacionalismo português manifesta-se através de demonstrações de vaidade e peneiras, totalmente deslocadas de qualquer sentido de lógica ou bom senso.

Vai-se para um encontro europeu para discutir quais serão as novas cedências de Portugal, e uma vez aí chegados, proclama-se acreditar na vitória de Portugal contra a Alemanha nos quartos de final do europeu, e até se diz isso à Chanceler alemã (mensagem subliminar: estão a ver como nós somos fortes e até na cara dos alemães lhes dizemos que vamos ganhar? ).

Extraordinário este nacionalismo de veludo e persuasão. Nada do barbarismo dos turcos, vendo conspirações em todo o lado após derrotas, ou dos barbáros nacionalistas católicos polacos a escreverem em blogs contra jogadores alemães nascidos na Polónia ou – suprema heresia – tipos com brincos que são seleccionadores nacionais e tocam rock nacionalista.

Não.

O nacionalismo português é que é, verdadeiramente, um “caso-de-estudo” e uma originalidade. São viagens nacionalistas/oportunistas políticas a “titulo particular”. Louça fina é outra coisa.

Só é pena este nacionalismo de veludo e persuasão não ter aproveitado já que ia até à Alemanha a titulo de trabalho, (ou seria a titulo particular ?) e ter dito à Chanceler para ela travar a deslocalização da Siemens. Mas enfim, como estamos perante um caso de nacionalismo persuasivo-peneirento, as coisas são o que são.

Os sintomas estão ai, e o futebol é o veículo – é um dos veículos para os disseminar ainda mais. Como não se pode acabar com o futebol, (nem é desejável…) o problema irá manter-se sempre em estado latente.