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LU XIAOBO, PRÉMIO NOBEL ( (GEO) POLÍTICO) DA PAZ

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A atribuição do prémio Nobel da paz do ano de 2010 não foi uma coincidência.

A atribuição do prémio Nobel da paz é uma cerimónia que concentra as atenções mediáticas do mundo inteiro.

Atribuir o prémio Nobel da paz a um cidadão chinês, no actual contexto geopolítico e económico internacional é uma estratégia. Não um acaso.

O prémio foi atribuído pelo facto de os direitos humanos estarem em causa na China (verdade), mas não só.

Uma rede de activistas de direitos Humanos e ONG´s (organizações não governamentais) alimentou esta candidatura.

Estas ONG´S são controladas pelos Estados Unidos e tem servido fielmente a política externa americana e os seus interesses geopolíticos.

Ø

Ao atribuir-se a este homem o prémio Nobel da paz, por ser activista dos direitos humanos, escritor dissidente e vítima do regime repressivo chinês está-se a também a procurar almejar outra coisa: preparar o terreno (mediático e político) para apresentar a China como o “novo inimigo” do mundo.

Lu Xiaobo é apenas o idiota/oportunista útil que serve de meio para atingir o fim.

Os direitos Humanos que são violados em vários lugares (muito na China) são assim, postos de parte,  desvalorizados e “misturados” , sendo assim usados como arma de arremesso política, e sendo usados como manipulações de origem geopolítica, que nada tem a ver com  a verdadeira defesa dos direitos humanos.

Que deveria assentar em ser sempre feita sem estes interesses particulares geopolíticos por detrás…

Ø

Liu Xiaobo foi “promovido” a Nobel da paz porque existia genuíno interesse pelos seus problemas com o Estado repressivo Chinês e existia interesse em contribuir para ajudar a resolver os problemas da China, no que toca a violações de direitos humanos, ou porque isso serve a política externa dos EUA?

Ø

A posição dos verdadeiros e altruístas  activistas dos direitos humanos é assim contaminada, e descredibilizada, em qualquer parte do mundo em que se encontrem a trabalhar e a arriscar a vida.

Haverá sempre alguém que lhes mandará à cara este tipo de decisões e de “prémios” que tem interesses geopolíticos ocultos por detrás.

Ø

Lu Xiaobo tem amigos curiosos.

Foi presidente de uma organização de escritores (PEN),  na variante chinesa chamada Independent Chinese Center até 2007.

Actualmente tem um lugar no Conselho de administração.

O problema é que o PEN, a organização de escritores em que Lu Xiaobo está presente, não é uma organização de escritores que se decidiram juntar como se fossem uma tertúlia literária, visando defender a liberdade de escrita ou de expressão, por si só,  um valor universal a defender.

Não é um conjunto aleatório de escritores cheio de boas intenções que se decidiram organizar para tal.

Faz parte do conjunto de ONG´s apoiadas e financiadas pelos Estados Unidos.

Essas organizações influenciam e servem como instrumento para conseguirem determinados objectivos políticos dos que as patrocinam.

Ø

O PEN declara-se como sendo a mais antiga organização de defesa dos direitos humanos… (uma tentativa de definir a organização como sendo a verdadeira e legítima…)

Foi criada nos anos 20 do século 20 por H.G. Wells e G.B.Shaw (entre outros).

Só por acaso eram – à época – dois dos mais importantes estrategas geopolíticos do Império britânico.

Ø

Nos dias de hoje, o PEN é apoiado financeiramente por fundações e empresas americanas e europeias, entre as quais as Bloomberg e o ministério norueguês dos negócios estrangeiros.

Entre as suas declarações de intenções está a “criação de uma “cultura mundial”, seja lá o que isso for ou significar… ou seja lá isso uma tentativa de criar um padrão de escrita mundial… organizado segundo os cânones do modelo mental e económico dos E.U.A.

O PEN faz parte de uma rede maior chamada IFEX.

Um dos membros da IFEX ( International Freedom of Express exchange) é a organização Freedom House, um Think Thank financiado pelo Departamento de Estado norte americano.

O NED – National Endowment for Democracy também.

Esta rede tem perto de 90 ONG´s, todas afirmando estarem a defender ” o direito à liberdade de expressão”. Seja lá o que isso significar, no contexto mundial actual…

Os termos em que esse direito é ou não defendido, são outro assunto, que a IFEX não esclarece… verdadeiramente…

Ø

A Freedom house foi criada em 1941, visando (primeiro) promover a entrada dos EUA na segunda guerra mundial, e subsequentemente(depois) ajudar a desenvolver propaganda anti comunista.

Tem estreitas ligações com a CIA e um dos seus anteriores presidentes  directores foi James Wolsey, que foi director da CIA.

Não é uma organização “neutra”.

A Freedom House desempenhou “papeis” nas recentes actividades revolucionárias nos mais variados países do mundo, desde a Ucrânia até ao Tibete.

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13/11/2010 at 11:48

GLOBALIZAÇÃO E NEOLIBERALISMO: PRIVATIZAÇÃO DE PRISÕES NO ARIZONA

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Apesar de todas as garantias que tem sido despejadas sobre a cabeça dos cidadãos do mundo e de Portugal também, de que o neoliberalismo económico fracassou, a realidade choca sempre com os factos.

Nos EUA, onde, garantem-nos, o neoliberalismo fracassou e agora com o novo Presidente Obama as coisas vão funcionar como deve ser, o Estado do Arizona vai tomar uma medida que é totalmente neoliberal. (Os outros Estados estão à espreita…)

Privatizar as suas prisões. Estas passarão a ser geridas como empresas privadas.

Passarão a obedecer a critérios de “mercado livre” no seu funcionamento.

Aos presos passará a ser exigida “produtividade”…seja lá o que isso significar…

E, suponho, acaso a oferta seja inferior à procura (isto é, acaso o numero de presos seja inferior, ao das instalações prisionais) terá que ser criado um novo mercado que possua capacidade de gerir e absorver mais produto; isto é, (mais) presos para satisfazerem as necessidades económicas  de alocação de recursos maximizada a 100% dos gestores de prisões privadas.

NEY YORK TIMES - 23 OUTUBRO 2009 - ARIZONA PRIVATIZA PRISÕES

Ou, como diz na notícia:

“…It is the first effort by a state to put its entire prison system under private control.”

Ø

Politicamente, isto significará, à longo prazo, a necessidade de criar leis cada vez mais restritivas (e anti democráticas) que consigam sustentar e manter estas estruturas privadas… a gerir prisões. (isto é, gerar novos mercados e janelas de oportunidade e negócio…)

Como diz na notícia:

“…As tough sentencing laws and the ensuing increase in prisoners began to press on state resources in the 1980s, private prison companies attracted some states with promises of lower costs.”

Isto é, providenciar-se para que o “mercado” seja aumentado no tamanho (economias de escala) e na qualidade (aumento da oferta e do valor a oferecer ao cliente…).

Para maximizar o lucro de gerir pessoas presas…

Sendo assim, um assassino será um produto “mais apetecível” para um gestor de prisões, do que um ladrão de carteiras, devido ao tempo de duração da pena do assassino, e consequente “lucro a retirar” por maior tempo de duração da pena…

O marketing e a publicidade terão também que ser adequados a este novo mercado que se abre perante os nossos olhos…

Pode-se também fazer Franchises de prisões e de presos. Enfim… as possibilidades são infinitas neste magnifico mercado segmentado… (vários presos poderão explicar a outros presos de outras prisões, como podem optimizar o seu desempenho noutros canais de vendas; isto é, noutras prisões…)

No entanto, os resultados tem sido “estranhos”.

Como diz a notícia:

“…In pure financial terms, it is not clear how well the state would make out with the privatization.”

Ø

O Estado fica também desprovido do que é o seu principal poder: o de definir e mandar sobre as outras ordens sociais/económicas.

O Estado “aliena” soberania em favor de empresas privadas, se esta vaga for generalizada.

E qual é o argumento principal para o Estado do Arizona privatizar?

Simples. Custa muito caro manter prisões.

Custa muito caro combater o crime e aplicar penas, vamos antes vender essa tarefa como se fosse uma concessão…

Com os maus resultados que lá se conhecem:

Como diz a notícia:

“…The private prison boom lasted into the 1990s. Throughout the years, there have been high-profile riots, escapes and other violent incidents. The companies also do not generally provide the same wages and benefits as states, which has resulted in resistance from unions and concerns that the private prisons attract less-qualified workers.”

E os cuidados médicos a presos poderão ser também privatizados.

Como diz a notícia:

“…The state also wants to privatize prisoners’ medical care.”

Ø

Como é óbvio, se os custos de uma empresa privada subirem demasiado, ela apenas terá que reagir da mesma maneira que as empresas privadas que fabricam sumo de morango ou batatas fritas fazem: reduzir custos/despedir pessoal.

Isto é, libertar presos ou aceitar presos mais baratos.

Mas o Estado do Arizona não permite isso.

“…Under the legislation, any bidder would have to take an entire complex — many of them mazes of multiple levels of security risks and complexity — and would not be permitted to pick off the cheapest or easiest buildings and inmates…”

Então como é que estas entidades privadas terão lucro?

É um mistério que só os adeptos da gestão privada neoliberal conseguem explicar. (com o habitual jargão/cassete neo comunista/ neoliberal…)

E quanto a questões de soberania política de um Estado postas em causa, isso são amendoins…para serem eventualmente explicados… também…

O ESCUDO ANTI MISSIL E OS DESTROYERS DE CLASSE AEGIS

A administração Obama tomou uma decisão positiva, provavelmente a única  desde que iniciou o seu mandato.

Numa decisão arrojada, (resta saber se motivada por ter sido forçada a isso, por questões éticas, ou apenas geopolítica…) decidiu suspender a colocação do escudo de defesa anti míssil a ser colocado na Polónia (o sistema de intercepção) e na Republica checa (os radares).

(1) A “teoria oficial” com a qual se procurou “vender a ideia” da aceitação deste sistema de defesa na Europa afirmava que o sistema seria colocado para proteger os EUA e acessoriamente a Europa, de ataques com misseis balísticos intercontinentais, vindos do irão.

(2) A “teoria real” faz perceber que a colocação do sistema visava condicionar e eventualmente atacar um primeiro adversário: a Rússia. (e só acessoriamente o Irão, como segundo adversário…)

ESCUDO ANTI MÍSSIL - ESQUEMA

(3) Também visava condicionar a Europa, e continuar a fazê-la depender dos sistemas de defesa norte americanos. Acaso a Europa decidisse gastar dinheiro a implementar um sistema próprio de defesa e a tornar-se “musculada” com o Irão ( Por Europa entenda-se a França e a Alemanha), esta manobra de suposta altruísta generosidade, desmobilizaria dentro da União Europeia quaisquer veleidades de impor um sistema de defesa próprio europeu. (Os polacos, à cabeça a apoiarem as posições americanas…)

Quanto ao Irão, apesar de representar um perigo, é apenas o primeiro bode expiatório oferecido à opinião publica Ocidental (e do resto do mundo), para tentar ocultar aquele que é considerado o verdadeiro adversário estratégico dos EUA ( o que volta novamente a ser designado por tal).

Se o Irão cair será um agradável beneficio e se se tornar um estado na órbita dos EUA, será mais um bónus dadas as riquezas petrolíferas do país e a posição estratégica do mesmo.

ESQUEMA DE DESTROYER DA CLASSE AEGIS - NROL21_04A não ser assim, e se o perigo fosse mesmo o iraniano, teriam sido colocados misseis defensivos em Destroyers da classe Aegis, a serem colocados respectivamente, no médio oriente (mediterrâneo) e no mar báltico.

Acaso fosse o Irão o “alvo inicial” da política externa norte americana, teria sido desde logo uma solução baseada em Destroyers da classe Aegis a adoptada pela administração Bush.

Até porque sai mais barata, uma vez que o sistema já existe e os EUA tem mais de 50 destroyers desta classe em funcionamento.

Após pressões russas, para não ser implementado um sistema destes e após anuncio pelo russos que iriam colocar um “contra” sistema de misseis no enclave russo de Kaliningrado, localizado entre a Polónia e a Lituânia, estes decidiram imediatamente fazer marcha atrás na implementação do sistema de misseis entre a Polónia e a Lituânia.

Apesar dos russos não serem flor que se cheire, ninguém gosta de sair de casa e ter armas (imediatamente) apontadas…especialmente por alguém que é “aliado” como os EUA afirmam ser…

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05/10/2009 at 9:24

O INTERESSE NACIONAL NO CANADÁ

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No Canada existe a defesa do interesse nacional. Fonte: Google News via Reuters.

CANÁDA - CLAUSULA DE BUY CANÁDA

Tradução a martelo:

Junho, 6 , 2009

(Cidade de) Whistler, British Columbia. Presidentes de câmara canadianos aprovaram uma lei que pode potencialmente, impedir que empresas norte americanas possam concorrer a contratos locais canadianos.

Esta lei é uma retaliação feita à Lei “Buy american” (compre americano) que está prevista no plano de estímulos á economia do Presidente Obama. O presidentes de Câmara votaram por uma maioria de 189-175 a lei, na conferencia dos municípios canadianos, realizada na cidade de Whistler, Columbia.

A lei diz que a Federação deve apoiar as cidades que adoptem políticas que lhes permitam somente comprar produtos de companhias, cujos países de origem não imponham restrições ao comércio contra produtos canadianos.

Os Presidentes de câmara também votaram favoravelmente para se esperar durante 120 dias enquanto o Canada continua as negociações com o governo norte americano sobre esta matéria, no sentido de se conseguir chegar a um compromisso.

Ø

No post “Quem são os donos de Portugal” era a dada altura escrito o seguinte:

(1) Primeiro que tudo é necessário definir um conceito de interesse nacional: quais são as coisas que são do nosso interesse nacional, enquanto país, defendermos?

(2) Depois é necessário, dentro do aparelho estatal, criar mecanismos que consigam criar sustentabilidade de políticas, independentemente de quem é eleito para um governo.

(3) Depois é necessário que esses mecanismos e as pessoas que os executam o pensem e o façam a “longo prazo”.

Objectivo: criar uma sustentabilidade das políticas (de defesa do interesse nacional) a executar.

Ø

No Canáda percebe-se, claramente, quando é que o interesse nacional canadiano é posto em causa e quando não é posto em causa.

EUA COMEÇAM A NÃO CONSEGUIR VENDER OBRIGAÇÕES DO TESOURO

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Uma das formas de os EUA se conseguirem financiar quando gastam a mais é emitirem obrigações do tesouro.

Que são vendidas a todo o mundo.

Que, dessa forma financia os gastos norte americanos e os sucessivos deficit´s do orçamento de Estado americano.

Há mais de 50 anos.

DIFICULDADE DOS EUA EM VENDER BONDS

A actual administração Obama criou um pacote de estimulo fiscal, para ser lançado sobre a economia. Quando começou eram só 700 biliões de dólares. Actualmente……

O valor desse pacote é o número: dois triliões de dólares. Só para este ano.

Para chegar a esse número de dois triliões a administração Obama tem que – até Setembro deste ano – emitir obrigações do tesouro, no valor de 900 biliões de dólares. O resto, presume-se, 1.3 triliões de dólares será o que virá do orçamento de estado norte americano.

E como tal, para começar já a arrecadar esse dinheiro a administração Obama através da reserva Federal lançou um ambicioso projecto de lançar já para o mercado dividido em 3 tranches uma emissão de 100 biliões de obrigações/ bonds.

Para continuar a financiar os deficit´s americanos.

Mas o problema é que não há dinheiro no mundo (e começa a não existir vontade dos compradores de obrigações) para continuar a financiar os excessos de deficit´s americanos.

Os EUA tem estado a “enganar” e iludir o mercado imprimindo mais e mais notas de dólares (emitindo obrigações); mas estão a passar um “certo limite”.

O limite chama-se “desvalorização massiva do dólar e consequente “estagflação” (inflação + estagnação do crescimento económico, precisamente aquilo que  supostamente estas medidas deveriam evitar…)

E os EUA dependem fortemente desta continuada política de “financiamento” feita pelos investidores estrangeiros (a não ser assim como pagariam 24 esquadras de porta aviões,, mais os respectivos navios de acompanhamento e respectivas tripulações, por exemplo…).

Como dependem fortemente desta “política” as suspeitas de que o governo americano está a criar uma nova técnica que visa”não pagar” estas novas obrigações está a levantar sobrancelhas nos investidores, especialmente os asiáticos, que podem mesmo decidir “partir a louça”.

E para “impedir” que alguém parta a louça, o FED (o banco central americano) está , ele próprio também a comprar obrigações do tesouro, para assim manter o mercado “running” (a correr e funcionar).

O FED “compra” para evitar que o dólar caia abruptamente. E que ao cair leve a uma crise e os investidores (especialmente os asiáticos partam a louça,etc…)

Mas algum deste jogo terá que partir por algum lado, porque os credores dos EUA estão eles próprios com problemas nos seus próprios deficit´s internos e com dificuldades de se financiarem e portanto com cada vez menos dinheiro para continuarem a sustentar este estado das coisas.

Quando isto parte; e com quem primeiro é o novo nome do jogo.

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25/05/2009 at 19:37

A RÚSSIA ESTÁ A DEIXAR DE FINANCIAR (COMO ATÉ AQUI FEZ) OS EUA…

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Post relacionado: “China deixa de financiar (como até aqui fez) os EUA”.

A Rússia está a “recompor” o cabaz de moedas do seu banco Central, reduzindo o numero de dólares que mantém em reserva e aumentando em termos de força relativa o poder do Euro, no cabaz de moedas de reserva.

(1) É uma recomposição estratégica e um sinal que a Rússia não está interessada em manter o actual “apoio” financeiro aos EUA, detendo dólares em enormes quantidades para manter esse apoio.

(2) Também é um sinal de que a Rússia usará o poder que tem – baseado nas reservas de dinheiro que tem – para dar um sinal aos EUA que “lançará moeda (dólares) no mercado se isso for necessário, mesmo arriscando-se a que não seja paga a divida que os norte americanos tem para com a Rússia.

(3) É um sinal da crescente importância que os negócios entre a Europa e a Rússia tem – o peso dos mesmos – na política externa russa, dando ao mesmo tempo, uma alfinetada sobre os interesses estratégicos dos norte americanos.

(4) A Rúsia é um dos maiores credores dos EUA. 116.4 biliões de dolares em obrigações do tesouro norte americanas.

Fonte Pravda em Inglês. 19-05-2009

PRAVDA - O DÓLAR DEIXA DE SER A PRINCIPAL RESERVA DE MOEDA DA RÚSSIA

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22/05/2009 at 19:42

POLÍCIA PODE CONTROLAR POR GPS PESSOAS, SEM MANDATO OU CAUSA PROVÁVEL.

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Fonte Portuguesa: Aberto até de madrugada/Carlos Martins

Fonte EUA: Gizmodo.

GPS CONTROLA PESSOAS NO WISCONSIN

No anterior post a este chamado “O Erro do Bloco de Esquerda” – sobre um outro assunto, se quisermos, ou sobre este assunto, mas dito e escrito de outra maneira, se também quisermos, escrevia a dada altura o seguinte:

Todas as pessoas, ou pelo menos quase todas, apreciam a tranquilidade de um quotidiano repetido.

Todas as pessoas, ou pelo menos quase todas, gostam de calma e passarinhos a cantar.

Porque o problema é que as pessoas apreciam a tranquilidade de um quotidiano repetido, julgando que será assim que algo mudará.

Nunca uma longa sucessão de quotidianos tranquilos repetidos mudou alguma coisa.

Ø

A tranquilidade dos quotidianos repetidos está a ser observada por GPS no Wisconsin.

Hoje o Wisconsin. Amanhã…quem?

Ø

Será que a tranquilidade do quotidiano repetido ainda o é sendo observada por GPS?

AFRICOM – O NOVO COMANDO MILITAR NORTE AMERICANO

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África é o segundo maior continente da Terra, ocupando 20% da sua área.

África é também o maior depósito de minerais do mundo.

Africa’s share of the world’s major mineral reserves is estimated as follows: 8% petroleum, 27% bauxite, 29% uranium, 20% copper, 67% phosphorites, and substantial reserves of iron ore, manganese, chromium, cobalt, platinum, and titanium. Algeria, Egypt, Libya, and Nigeria are the major petroleum and natural gas producing countries in Africa. Botswana, Congo (D. R.), and South Africa together produce 50% of the world’s diamonds. Ghana, South Africa, and Zimbabwe together produce nearly 50% of the world’s gold.

Temos um território imenso, com uma população e respectivos estados; frágeis e temos as maiores reservas de minerais – de quaisquer tipos de minerais – lá localizados.

Um sitio “grande”, pouco defendido, com imensas riquezas naturais.

Ø

No dia 6 de Fevereiro de 2007, o malvado George Bush, anunciou que os EUA iriam criar um comando militar destinado a resolver os assuntos de África, (quais assuntos?) chamado Africom. Este novo comando militar teria as responsabilidades que antes eram partilhadas pelos comandos militares Central Command, Pacific Command e European Command.

Este novo comando africano teria que estar operacional o mais tardar a 1 de Outubro de 2008.

O novo comando militar ficou destacado na Alemanha, na base de Rammstein, devido à impossibilidade de se conseguir encontrar um país africano que quisesse lá ter bases militares, representando o “Africom”.

Um grupo de intelectuais africanos criou um movimento destinado a alertar as populações e as opiniões publicas sobre a militarização do continente que este gesto norte americano implicava.

AFRICOM—which becomes operational on October 1, 2008—will oversee the growing array of U.S. military programs already being implemented in Africa. These range from military training, to the delivery of millions of dollars worth of weaponry and other military equipment, to the establishment of a new U.S. military base on the continent, to the deployment of aircraft carrier battle groups to patrol the waters of the oil-rich Gulf of Guinea, to the deployment of U.S. troops on battlefields in Somalia, Chad, and Mali. In fact, it would surprise most people to know that American soldiers are already fighting in Africa.

In January and June 2007, U.S. troops based in Djibouti mounted air and naval strikes aimed at alleged al-Qaeda members—killing dozens of Somali civilians instead—and in September 2007, a U.S. cargo plane flying supplies to Malian counter-insurgency troops was hit by ground fire from Tuareg insurgents, although no Americans were injured and the plane returned safely to its base.

Razões principais (oficiais) para a criação do AFRICOM:

(1) Proteger o acesso dos EUA aos fornecimentos de petróleo oriundos de África.

(2) Expandir a “guerra ao terrorismo” em África.

(3) Contrariar a crescente influência chinesa e envolvimento económico da China em África.

Ø

Ver à propósito uma acção de propaganda num jornal de um dos países  aliados, destinada a dizer o contrário, para salvar a face, através destas notícia do jornal Publico, de 27 de Março de 2009:

A verdadeira razão deve-se ao facto de todos os países africanos terem recusado  -a té à data –  a instalação de uma base militar semelhante à de Rammstein, na Alemanha que é só a maior base militar americana, fora dos EUA.

E não como a notícia nos diz que é.

Ø

Após estas movimentações e a criação do “Africom” seria de esperar que a situação em África ainda se acalmasse mais.

Uma ideia destas – dissuasora – teria tendência a inibir o aparecimento de problemas.

Surpreendentemente …… não.

Imediatamente surgiram as “crises de pirataria” no golfo de Aden,ao largo da Somália.

Na província de Kivu, no norte do Congo problemas também surgiram com crises e rebeldes.

No Djibuti, em 2007 (Janeiro e Junho), tropas americanas montaram operações de combate à membros da Al kaida, quer aqueles que existiam,quer aqueles que não existiam, atingindo civis somalianos,em vez disso.

Na Somália,no Chade e no Mali, existiram “deployments” – tropas americanas ocuparam posições nestes países.

No Mali, os norte americanas estão a apoiar as forças que lutam contra os rebeldes insurgentes, entre os quais estão tuaregs. Um avião americano foi em Setembro de 2007, atacado por Tuaregs.

Fonte: New york Times.

REUTERS - SETEMBRO 2007 MALI - TUAREGUES

É favor reparar no pormenor delicioso da notícia do New York Times segundo a qual, o avião apenas levava “comida”.

Ø

No dia 27 de Outubro em washington, o general  William E. Ward, comandante do Africom, fez um discurso onde designava quais eram os objectivos do comando Africom.

‘in concert with other US government agencies and international partners, (to conduct-levar a cabo) sustained security engagements through military-to-military programs, military-sponsored activities, and other military operations as directed to promote a stable and secure African environment in support of US foreign policy.’

As ‘military operations as directed to promote a stable and secure African environment in support of US foreign policy,’ são claramente operações militares desenhadas para bloquearem a presença económica chinesa na região.

Isto na pratica significa que, a criação deste comando Africano que dá pelo nome de Africom, foi feito precisamente para isto.

Se até aqui não existia comando, porque não existia forte presença comercial e económica da China, então uma coisa ajusta-se à outra.

E assim se avança para a militarização de um continente.

E assim se cria na mente dos chineses uma ideia de que serão hostilizados – justamente ou injustamente, e que importa – pelos EUA, onde quer que seja e usando quaisquer métodos.

E assim isso criará uma reacção.

Ø


Quando se avança para uma situação destas – abertamente militarizada ou forçando a militarização de uma área é porque se julga querer proteger algo.

Algo não é a população destes países ou o poder político neles instalado, independentemente da sua raiz democrática ou não democrática.

Algo pode ser o “acesso livre” a esses bens – os minerais e as reservas de hidrocarbonetos, do primeiro texto em inglês que transcrevi em cima.

Mas teremos que traduzir o que significa “acesso livre” do ponto de vista dos americanos. E acesso livre significa duas coisas:

(1) que, por exemplo, grupos de cidadãos armados de um determinado país, que não contentes com a distribuição do rendimento nacional dentro do seu próprio país, se revoltem, invocando uma qualquer ideologia ou religião por detrás da revolta, sejam “contidos”, isto é, impedidos de alterar a ordem vigente.

(2) Que grupos de “interesses estrangeiros” – sejam eles a Rússia,a China, o Japão, a Índia, ou alguma das potências europeias que nisso esteja interessada (ex: França) possam realizar negócios em termos de (A) monopólio que lhes seja atribuído, ou em termos de (B) “tratamento preferencial”.

Ø

É por estas razões, como se viu acima,que no post “Darfur e o petróleo” se escreve a dada altura o seguinte:

” Os mapas são divididos em dois, por razões de espaço. O original é um simples mapa feito pela Usaid em 2006 – uma NGO norte americana que serve, também de guarda avançada exploratória dos interesses dos EUA (do governo dos EUA), no que toca a influenciar países; “através da ajuda humanitária” que mostra quem são os donos dos campos de exploração petrolífera no Sudão. Em 8 dos campos marcados, não existem companhias norte americanas a trabalhar e 3 deles são explorados pela CNPC – China National Petroleum Corporation.”

usaid-darfur-exploracaode-petroleo-mapa-12

Quando não se consegue por meios legítimos recorre-se à força militar.

E o benigno Obama apenas continua a seguir a mesma política externa que o seu antecessor George Bush.

O que prova que o que os EUA designam como sendo “o seu interesse nacional” nada tem a ver com “Direitos humanos”, com “democracia e a sua implementação” ou com quaisquer outras considerações do mesmo teor, mas sim com a imposição de força bruta no terreno e controlo,  através da intimidação derivada do estabelecimento de um comando militar.

E que irá – mais tarde ou mais cedo – começar a ter uma contra reacção dos chineses ou de outros – os próprios povos de África – que começarão a perceber que estão de novo a ser colonizados, mas agora de outra forma – o estado de serem protectorados de facto, submetidos ao interesse de várias potências em disputa.

Ø

É por todo este acumulado de razões que iremos ver assistir nas próximas duas décadas a cada vez mais conflitos em África, mas só na região do Congo, Sudão, Somália, Nigéria, Mali,etc, todas as zonas que não estejam ao alcance dos EUA.

Assim como veremos imensas notícias na imprensa mundial falando de rebeldes, insurgentes, terroristas da al-kaida etc, que tentam derrubar governos, sendo que uma parte deles tentará derrubar governos pró ocidentais e outra parte será patrocinada pelos EUA para derrubar governos anti EUA.

Written by dissidentex

10/05/2009 at 20:24