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Archive for the ‘INGLATERRA’ Category

FUNDAMENTALISMO DE MERCADO AO NÍVEL DOS COSTUMES – INGLATERRA

Fonte: The Telegraph, 22 Julho de 2009.

Em Inglaterra, o governo opta pelo fundamentalismo ao nível dos costumes.

THE TELEGRAPH - FAMILIAS PECADORAS

Em economia de mercado apenas é permitida a disfuncionalidade familiar que permita o consumo.

Se der origem a comportamentos ainda mais fora da norma, que promovam disrupções então gastar-se-à dinheiro para prender de forma livre estas pessoas.

Dinamiza-se a economia gastando dinheiro com isto.

E diz-se a pessoas como se deve viver, de forma coerciva após se ter passado décadas a criar uma sociedade que diz que cada um pode fazer o que quiser…sem se importar com as consequências.

Adicionalmente chama-se a isto “democracia responsável…

No futuro, as piores famílias a serem consideradas como tal, serão aquelas que não consomem…

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01/08/2009 at 7:04

PORTUGAL PERIFÉRICO

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Um das coisas mais comuns que se aponta à construção europeia é a necessidade que esta ideia  gerou, de definir que a (1) “harmonia territorial” e a (2) “coesão do território” seriam alguns dos valores essenciais para o desenvolvimento europeu, a par de conceitos mais conhecidos como a  democracia, os direitos humanos,etc.

Para tal há que pensar em termos estratégico a nível da Europa, ou até de Portugal.

Como tal é necessário que os decisores políticos pensem nas forças de mudança futuras, que irão influir no espaço e na organização do espaço.

Isto porque as características de um dado território apenas mudam, de forma lenta e continuada, quando bastante tempo passou.

É pois fundamental acelerar ou planear em antecipação. Caso se consiga fazê-lo.

Uma das formas de o fazer é pensar na área de comunicação, encarando como tal nessa área, os transportes – a capacidade de mobilidade de uma dada população num dado sitio ou zona.

Ø

A luta que existe entre decisores divide-se em duas partes:

(A) os que apoiam uma mais forte competitividade global da economia (orientação para a competitividade)

(B) os que apoiam a promoção de equidade e justiça, especialmente num nível local e regional  e  dentro da união europeia isto é ainda mais urgente para países como Portugal que são “periferia”. (orientação para a coesão)

Ø

Para Portugal, é fundamental que seja a ideia da coesão a vingar.(Embora não resolva tudo)

O nosso interesse nacional depende disso. O nosso interesse nacional depende da aplicação de uma lógica orientada para a coesão, sem a qual não conseguiremos sobreviver.

Não temos tamanho, nem escala, para enfrentar uma lógica modelar orientada para uma extrema competitividade europeia.

Não podemos fazer isto que se mostra abaixo:

SARKOZY - GRANDE PARIS

Não temos tamanho nem poder económico para fazer isto. É uma realidade concreta, que discursos bonitos e voluntaristas não conseguem apagar.

Estamos na periferia, afastados do centro europeu.

Num mundo em que se sabe que o numero de empregos a criar – no futuro – será menor, é da natureza das coisas que uma área que faz parte do centro da Europa, os consiga atrair mais facilmente do que uma área que não faz.

É da natureza das coisas que uma área do centro da Europa – melhorada – ainda atrairá mais facilmente mais empregos do que uma periferia.

A “escala” das divergência entre regiões europeias ( o centro e as periferias) terá assim tendência em alargar-se enormemente – mais ainda do que já está.

Um país como Portugal fica “exaurido” de recursos só para pagar um TGV, um aeroporto, uma ponte, que são pequenos empreendimentos, quando comparados com este em França, mas também com outros como os jogos olímpicos de Londres de 2012 ou as constantes requalificações feitas pela Alemanha no seu território.

PRODUTO INTERNO BRUTO EUROPEU ACTUAL

Este é um mapa (não vou indicar a fonte) do produto interno bruto europeu no ano 2000. Quanto mais carregada for a cor, mais alto é o produto interno bruto da área.

Observe-se a “força” (o poder bruto) do centro da Europa (e a correspondente capacidade de atracção de empregos e recursos…)

Repare-se na periferia que dá pelo nome de Portugal.

Embora o produto interno bruto seja apenas um dos critérios de análise em relação a uma sociedade, isto prova, no entanto, como estamos a jogar um jogo, o qual nunca iremos ter hipótese de vencer.

Partimos em larga desvantagem. Nunca a recuperaremos se jogarmos o jogo pelas regras de outros.

É por isso que a França de Sarkozy pode lançar obras gigantes. Tem o seu próprio orçamento de Estado e a sua “enorme escala” e tem países mais pequenos (como Portugal) a ajudarem com contratos para construção de infraestruturas que – após terem sido feitas – continuarão a colocar Portugal numa periferia, onde já está e da qual nunca sairá.

E cito uma parte do post inaugural deste blog:

Como povo, somos vitimas de uma mistificação nacional.

Foi “decidido” internacionalmente; com a ajuda do sentimento de inferioridade, desejo de agradar, recompensas em bens materiais e prestígio, e temor reverencial dos políticos portugueses – da actual classe política – que deveria Portugal aceitar ser pobre, ser um país de “serviços”, um país de turismo, um país de mão de obra apenas qualificada para esses sectores.

O SISTEMA FINANCEIRO É QUE INTERESSA, O RESTO QUE SE LIXE (INGLATERRA)

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Um dos grandes problemas actuais do mundo é o facto de ser o sistema financeiro e todos os apêndices a ele ligados (bancos, seguradoras,etc) mandarem de facto no planeta, apesar de todas as dissertações em contrário que dizem que não é assim…

Outro dos grandes problemas é o facto de a generalidade das pessoas, persistir em não ver que a situação é, de facto, essa.

Q2uando um conjunto de interesses apoiados no dinheiro  contactos privilegiados, e capacidade de persuasão se mexem exigem comando. Exigem poder. Exigem mandar. Exigem um “ambiente” que os beneficie.Exigem um ambiente que aumente o poder que tem.

E como exigem comando e poder e um ambiente favorável, exigem que o resto siga, mesmo que  esse seguidismo seja contra os interesses do resto.

O resto pode ser entendido como ” o resto da sociedade…”

Depois surgem os pequenos pormenores que confirmam que está um ataque a ser feito ao “resto” e que estas forças que tem poder tentam moldar e impor a sua visão do mundo.

E como é essa visão do mundo?

É simples.

Afirma-se que um determinado sector – normalmente o sector que pertence ou que gera dinheiro e poder a quem quer definir (ainda mais) as coisas a seu bel prazer – deve ser defendido a todo o custo.

Por oposição a todos os outros sectores dos quais deve ser retirado qualquer tipo de esforço para os conservar.

O sistema financeiro e os poderosos interesses por detrás fazem isto sistematicamente há muitos anos. Os resultados estão à vista.

No entanto continua-se a querer mais do mesmo.

Ø

Este post é dedicado à Sabine.

Uma vez disse-me (e as dúvidas dela eram perfeitamente legítimas e lógicas) numa caixa de comentários (não encontro o comentário…)  que não sabia o que deveria pensar das minhas alegações acerca do Plano nacional de turismo português (dissecado em 4 posts), destinado a transformar Portugal num micro hotel em ponto grande.

Portugal deveria ser rentabilizado turisticamente…

Devendo o país abdicar de outras coisas, nomeadamente manufactura…

Acontece que membros do actual governo Inglês pensam da mesma maneira. Relativamente à Inglaterra e ao que nela deve ser feito.

Numa notícia do The telegraph, 3 de Março de 2009, um alto funcionário /conselheiro o Governo Britânico antes da queda do Banco Northern Rock, produziu, num relatório sobre a industria da defesa inglesa o seguinte:

“Only high-quality professional services, financial services and the City of London have any real value and they should be supported at all costs. The rest of the country can be turned over to tourism.”

Tradução a martelo: Apenas serviços de elevada qualidade, serviços financeiros e a City of London (Bolsa de valores) tem real valor e devem ser apoiados a todo o custo. O resto do país pode ser entregue apenas a actividades turísticas.

turismo-em-inglaterra-gordon-brown

É um alto funcionário de um governo que passa por ser “de esquerda”…a dizer o que diz.

Como se diz na ultima parte sublinhada a azul, desvaloriza-se a defesa e as restantes actividades.

Num país como a Inglaterra, com aspirações a grande potência, os interesses financeiros já se atrevem a dizer publicamente o que pensam.

Que o país apenas deve ser uma plataforma giratória financeira, devendo submeter-se ou deixar que os EUA a defendam… na área da defesa.

O resto?

O resto que se lixe.

O LUCRO DE 25 EMPRESAS NO IRAQUE.

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No dia 22 de Julho de 2008, um blog norte americano chamado http://www.businesspundit.com, decidiu publicar uma lista de empresas – as 25 maiores empresas que retiraram( RETIRAM?) enormes lucros da guerra do Iraque. O artigo do Business Pundit, enuncia quais são as empresas:

1. Halliburton – construção civil – reparação e construção de bases militares e campos petrolíferos e outras estruturas destruídas no Iraque. À volta de 17.2 biliões de dólares durante o período de 2003-2006. Dick Cheney o vice presidente americano, tem interesses nesta empresa.

2. Veritas capital Fund/ Dyn Corp. Este é um “Private equity fund – um grupo de investidores junta dinheiro e depois investe esse dinheiro numa empresa para que esta faça os serviços necessários. A empresa aqui é a “Dyn Corp” e os serviços são o treino das forças policiais do novo Iraque liberto da tirania – pelo qual os investidores no fundo são pagos pelos contribuintes norte americanos, via orçamento de Estado americano.

3.Washington Group International – reparação e manutenção de campos petrolíferos de alto rendimento. Adicionalmente, a construção de sistemas de abastecimento de agua, escolas e bases militares. Nacionalidade americana. 931 milhões de dólares, durante 2003-2006 de lucro.

4. Environmental Chemical. Limpeza de zonas de guerra das munições abandonadas e das cápsulas dos projecteis que ficaram para trás. Tendo em conta que o negócio destas empresa são projecteis abandonados, se a guerra continuar a limpeza dos mesmos não cessará… 876 milhões de dólares no final do anos fiscal de 2006.

5. Aegis. Ao 5º nome temos uma companhia Britânica. Esta companhia é a que coordena todas as operações privadas de segurança no Iraque (isto é os mercenários). É um contrato de 430 milhões de dólares.

6. International American Produts. Para se fazer uma guerra necessita-se de electricidade, energia. Aqui entra esta companhia. É necessário, em zonas próximas do combate, ter energia eléctrica. Esta companhia ganhou 759 milhões de dólares, em três anos por fazer isso.

7.Erinys. Uma companhia baseada em Londres. Esta e a companhia especificamente destinada a guardar as reservas de petróleo iraquianas. 136 milhões de dólares e 20 mil guardas colocados nos poços de petróleo para evitar sabotagens ou ataques terroristas. Como o preço do petróleo sobe as expectativas positivas para a Erinys são muito boas.

8. A Fluor. É uma companhia simples de pessoas simples que conseguiu um contrato em 2004, no Iraque, no valor de 1.1 biliões de dólares, para criar sistemas de agua/tratamento de esgotos.É uma Joint venture/ um empreendimento conjunto entre a Fluor e a empresa baseada em Londres “London AMEC,PLC” divididos em dois contratos. Um de 600 milhões em que a Fluor tem que construir a infraestrutura de transporte de agua e os saneamentos para as maiores cidades iraquianas e a outra companhia faz o mesmo nas cidades mais pequenas.

9. Perini Corporation. Esta empresa sacou um contrato de 650 milhões de dólares para fazer limpeza ambiental?!, mas o dono da mesma é um financeiro chamado Richard Blum, presidente de um fundo equity, e marido da senadora da Califórnia chamada Dianne Feinstein – a pessoa que dentro do sub comité militar de apresentação e apreciação de projectos deste tipo, o aprovou… Dianne Fenstein pertence ao partido do senhor Barack Obama, o tal político que diz que devemos acreditar etc e tal… e que retira do Iraque em meia hora se for eleito.

10.URS Corporation. esta companhia também é controlada pelo senhor Ricahrd Blum. Recebeu só 792 milhões de dólares em avenças para fazer limpeza ambiental em zonas de guerra iraquianas. Imagem Kaos.

Imagem "We Have Kaos in The Garden"

Imagem

11. Parsons. Uma companhia norte americana, que tinha como tarefa construir academias de polícia, estações de bombeiros e centros de dia. Um pequeno contrato de 540 milhões de dólares, e mais tarde apurado por uma comissão do senado, em 13 dos 14 projectos atribuídos a esta empresa existiam erros grosseiros de construção. Um dos erros eram os desperdícios derivados do uso das casas de banho começarem a sair dos tectos da academia de polícia construída.

12. First kuwaiti General trading and contracting. Esta companhia recebeu um contrato de 500 milhões de dólares para construir a embaixada norte americana no Iraque. A companhia recebeu o contrato porque tinha ligações privilegiadas com membros da administração Bush, não pelos méritos. Foi também acusada de ter usado trabalhadores em trabalhos forçados e coacção dos empregados contratados.

13.Armor Holdings. É uma subsidiaria da empresa inglesa BAE SYSTEMS. Desde o inicio do conflito a sua margem de lucro subiu 2.247% / 634 milhões de dólares. É uma companhia que fornece blindagem topo de gama para veículos e pessoas.

14. L3 comunications. Esta companhia fornece serviços de vigilância electrónica. (câmaras de vídeo, scanners de movimento,etc) Treina ainda pessoal e fornece serviços de tradução no terreno. Apenas 359 milhões de dólares em facturação.

15. AM general.(subsidiaria de uma empresa chamada Renco). Fornecedora de veículos todo o terreno (Jipes).

16. HSBC BANK. Na altura do conflito era o terceiro maior banco do mundo. Comprou uma fatia de 70% do recém criado “Banco Nacional do Iraque”chamado Dar es salaam Investment bank. O HSBC já tem 14 agências no Iraque, e é o primeiro banco privado no Iraque desde o inicio da guerra.

17. Cummins. Apenas 45 milhões de dólares obtidos na produção de motores a diesel e estações de produção de energia electrica. A Cummins é de origem inglesa.

18. Merchant Bridge. Esta empresa é apenas um grupo de investimento bancário que criou uma estratégia de conquista de quotas de mercado no Iraque, nas seguintes áreas: construção, telecomunicações, compra e venda de propriedades, hotéis e industrias de tecnologia de informação. A companhia foi transformada no “principal conselheiro económico do ministro iraquiano”da indústria ” e isso abriu caminho à criação de serviços de leasing, a criação de um banco chamado Mansour Bank e tal gerou apenas uns 61 milhões de dólares. 90% de todos os negócios deste grupo foram financiados, isto é, o dinheiro de investimento veio do próprio Iraque – investidores iraquianos.

19. Global risk strategies. Esta empresa é especializada em gestão do risco, Recebeu apenas 24.5 milhões de dólares por serviços prestados: o aconselhamento das forças norte americanas e da coligação acerca de estratégias de ataques terroristas. Adicionalmente fez-se pagar por fazer serviços de ajuda humanitária.

20. Control risks. Atrás de uma companhia de gestão de risco vem outra companhia de controle e gestão de riscos. Firma inglesa que ganhou 37 milhões de dólares. Os seus empregados,forneceram segurança às forças militares (a companhia numero 11 desta lista teve os empregados da control risks a fazer segurança à esquadra de polícia que a Parsons construía, num curioso esquema de umas trabalharem para as outras…)

21. Caci. A empresa Caci, foi “chamada” pelo governo norte americano para fornecer “interrogadores” para se fazer o respectivo interrogatório a prisioneiros iraquianos. Alguns dos funcionários da Caci estiveram em Abu Graib. Parece que o facto de existir mais tortura gerou maiores rendimentos à Caci… Está a ser investigada.

22. A Bechtel. Estava a ver quando esta aparecia… É só a maior empresa de construção civil do planeta que beneficiou imenso devido às suas ligações ao clã Bush. Recebeu 2.4 biliões de dólares para fazer uns projectos no Iraque – a reconstrução de toda a infraestrutura do país. O funcionário público que contratou a Bechtel disto já tinha falhado nos EUA, na construção de uma zona com uma estrada / túnel, chamada “Big Dig”. Os custos iniciais do Big Dig eram na ordem dos 2.6 biliões de dólares e graças à eficiente gestão de Andrew Natsios, chegaram aos 14 biliões e a obra está longe de estar completa. Nesta ligação 450 milhões dólares são o montante que a Bechtel e os seus sócios estão dispostos a pagar em compensação por uma parte do túnel que estavam a construir ter caído.

No Iraque a Bechtel perdeu o contrato para construir o hospital infantil de Basra porque estava um ano atrasada e tinha excedido o orçamento entre 70 a 90 milhões de doláres.

23.Custer Battles. Esta foi a primeira empresa de construção no Iraque a ser directamente acusada de fraude. Basicamente facturas artificialmente elevadas – 10 milhões de dólares a mais.

24. Nour USA. Uma companhia que não existia antes da guerra do Iraque ter começado. Foi criada apenas para isto. Recebeu 400 milhões de dólares em contratos, um dos quais de 80 milhões de dólares para tomar conta dos pipelines de transporte de petróleo. Alega-se que Ahmed Chalabi, o senhor que era para ser o primeiro ministro do Iraque, grande amigo de Kanan Makyia e considerado como grande oportunista. Oportunista porque é estranho que uma companhia criada apenas para isto e sem experiência nenhuma recebesse um contrato destes… William Cohen, membro do partido Republicano, é um consultor desta companhia. William Cohen foi também Secretário da Defesa 1997-2001, durante o mandato de Bill Clinton.

25. General Dynamics. Esta é uma companhia que fabrica armamento militar dos mais variados tipos. Aviões, balas para tanques, veículos de ataque,etc.

Combater a “Tirania” com este tipo de lucros e afastando completamente empresas iraquianas é apetecível.

NOS 4 ARTIGOS – Guerra do Iraque, Custos financeiros 1,2,3,4 pode-se correlacionar o assunto.

No primeiro artigo intitulado “Guerra do Iraque. Custos financeiros. (1)”

– falou-se do custo do petróleo antes da guerra começar;

– do custo directo da guerra, ao mês, para o governo americano – 12 biliões de dólares

– da privatização de sectores da guerra e de como isso encareceu e aumentou o orçamento de guerra dos EUA.

No segundo artigo intitulado “Guerra do Iraque. Custos financeiros (2)”

– falou-se dos downstram costs – os custos já não derivados directamente dos primeiros custos pagos logo á cabeça.

– falou-se da manutenção diferida do material de guerra – equipamento que não é substituido tão depressa quanto é “gasto”

– falou-se do elevado rácio de baixas/mortes, da ordem dos 15/1.

– falou-se dos empréstimos feitos pelos EUA para financiar a guerra, e de como a Guerra é financiada através exclusivamente, de empréstimos

– Falou-se da segurança social e dos custos futuros que virão a ser gastos com as pessoas que virão ou ficarão danificadas com a Guerra do Iraque.

No terceiro artigo intitulado “A Guerra do Iraque. Custos financeiros. (3)”.

– Falou-se dos aspectos financeiros a ter conta numa eventual retirada do Iraque;

– O tempo que duraria a retirada;

– As muitas outras dimensões financeiras da ocupação do Iraque;

– vários outros tipos de custos indirectos

– Efeitos macroeconómicos na economia americana.

No 4 artigo intitulado “ Guerra do Iraque, Custos financeiros (4)”

– falou-se do impacto da guerra no Iraque e noutras partes do mundo.

– Especificamente, saber se se consegue apurar quanto custou ao Iraque em termos económicos e humanos o lançamento desta guerra.

TONY BLAIR.3.

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Continuação do artigo Tony Blair 1. e 2.

Hoje: Parte 3/3

No primeiro artigo falou-se de:

  1. Introdução feita com base num ensaio critico da Revista Marianne, nº 467 -Abril de 2006.
  2. Ponto 1 descritivo do livro de Phillipe Auclair sobre a visão conservadora de Tatcher e em que isso estava relacionado com o Blairismo.
  3. A ilusão do Blairismo e as comparações com a França, no ponto 2.
  4. O desemprego, os funcionários, públicos e a manipulação de estatísticas, no ponto 3.

No segundo artigo falou-se de:

  1. Análise feita por outros a Tony Blair e ao “perfume Blairista”- ponto 4.
  2. Na contabilidade pública criativa de Blair e Gordon Brown e de como as contas públicas inglesas são uma completa fraude – ponto 5.
  3. De notas laterais exemplificativas relativamente ao que se fez em Portugal
  4. De como as empresas privadas portuguesas e os interesses privados neo liberais estão à espreita.

PONTO 6.
Matemática e contas a esta trapalhada blairista toda.

Com todos estes malabarismos a Revista Marianne faz as contas a extensão da divida britânica:”644 + 1000 + 145 +30 =1819 milliards d´éuros”.

O correspondente ainda se diverte a gozar (a França é um paradigma de sabedoria em face destes resultados…) com os “declinológos franceses”.
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Nota lateral 1:
Os “declinológos” franceses são uma espécie intelectual que proclama que a França está a beira do desastre e que os franceses irão todos arder no inferno, porque a França tem uma divida publica de “1180 milliards de euros”.

Para se ter uma noção do que é um declinológo português que tem ganho muito dinheiro usufruindo dessa condição e do facto de ser membro da Opus Dei é favor ir até AQUI.
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A Grã-Bretanha, o novo paraíso de esquerda neoliberal na terra (e no mar e no ar, e na galáxia…) tem (tinha em 2006) uma divida de “1819 milliards de euros”.

Resta acrescentar que as estatísticas apresentadas pela revista e seu correspondente, são oficiais; do governo inglês e respectivas instituições que ainda por cima, as subvaloriza, e as martela a seu belo prazer. O correspondente menciona a consultora “watson wyatt.”para justificar dados e cita um estudo desta, recente( em 2006).

Os 30 milhões da conta em cima são (eram em 2006) o passivo da “network rail” a companhia de gestão privada dos caminhos-de-ferro, e os 145 milhões lá em cima são das famosas parcerias publico privadas entre o Estado inglês e os glutões privados.

Os 644 “milliards “são a divida oficial” (a que aparece nas contas, de forma visível); e os “1000 milliards” são os que não aparecem à vista, mas são divida à mesma.
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É o mesmo tipo de pulhice que se pretende fazer (já se faz) em Portugal na área da saúde, com as PP- parcerias Público-Privadas…nos hospitais…
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O LEGADO DE TONY BLAIR- THE TIMES

Comentando as contas Blairistas escreve o correspondente:
“Le Royaume uni vit dans un sorte d´amnésie du presente, qui peut passer pour de l´optimisme, mais ne est lé plus souvent qué une manifestation d´ignorance.
Tradução a martelo: ” O Reino Unido vive numa espécie de amnésia do presente, que pode passar por ser optimismo, mas que nada mais é do que uma manifestação de ignorância…

PONTO 7.

Ainda sobre o desemprego e forma como este é contabilizado e outras estatísticas:
Mais estatísticas aterrorizadoras: em Janeiro de 2006 existiam em Inglaterra 1.530.000 desempregados.
E também existiam 2.7 milhões de desempregados “não desempregados”.
Os tais que não entram nas estatísticas.
Não entram porque tem um certificado médico (fabricado administrativamente) a dizer que não são desempregados mas sim doentes ou incapazes de trabalhar. Em 1981 o número dos incapazes de trabalhar era de 600 mil.
Comparação em relação a dois países da Europa e vou citar:” au total, 2.7 millions de malades …en proportion deux fois et demie plus qu´en alemagne; quatre fois plus qu´en italie.
Tradução a martelo: no total, 2.7 milhões de doentes, em proporção duas vezes e meia mais que na Alemanha; quatro vezes mais que na Itália.
O correspondente nota que o “número de “malades” impossibilitados de trabalhar por certidão médica administrativa (fabricada) é maior nas zonas onde existiu desindustrialização e onde esta foi mais brutal. Bacias mineiras do País de Gales, Glasgow, arredores de Liverpool.
O correspondente faz as contas = 1.130 (milhões) malades e handicapés + 1530 (milhões) desempregados identificados como tal = 2660 000 (milhões) de desempregados.
Percentagem: 8.8 por cento de desempregados de população em idade de trabalhar.

O Eldorado neoliberal socialista de esquerda moderna, o refulgente altar para onde a esquerda portuguesa olha embevecida e com luxúria não conta com menos desempregados que outros países em situação semelhante de suposto declínio.
Foram é transferidos para uma categoria economicamente e socialmente mais aceitável.
O número de pessoas desempregadas, dos 25 anos aos 54 anos – idade de trabalho, em Inglaterra é de 8,6 %.
A média dos outros países da união europeia é (era) de 7.8 %, e DEPOIS do seu alargamento a 25 países, NÃO a 15 países.
Nunca o número de inactivos do sexo masculino foi tão elevado na Inglaterra desde 1971.
Brilhantes resultados da esquerda blairista…
Citação de um analista da Bloomberg ( uma casa de análise financeira norte americana, cujo proprietário é o actual Presidente da câmara de Nova York) ), transcrito na Marianne – Mathew Lymn ao propósito do desemprego: (le chômage) … est affaire de sémantique. Tradução: “O desemprego é uma questão de semântica…”
Mais: comparações com percentagens de riqueza:

  1. 1986 – Tatcher: 1 % da população detia 18% da riqueza.
  2. 2002 – Blair – ultimo ano estatístico publicado – 1% detinha 23% da riqueza.

Em percentagens de aquisição de casas: passa-se a mesma tendência.
25 00 Mortos de frio por ano.
Uma criança em 5 (20%) come menos de 3 refeições por dia.
O correspondente questiona, a propósito de um discurso de Blair em 1999 onde afirmava umas coisas bonitas acerca da erradicação da pobreza numa geração; a quantos anos corresponde uma geração para o primeiro-ministro inglês…
Mais: seis milhões que não têm roupa conveniente para se aquecerem no Inverno.
Dois milhões que não têm aquecimento no Inverno.
Também existem comparações com os ordenados de gestores: que desde 1993 não cessaram de subir astronomicamente mais os “fringe benefits”.
Dá um exemplo fantástico de um gestor do grupo PDG arcádia – gigante da distribuição inglesa que se atribuiu a si mesmo um dividendo de “1.75 milliard de éuros en octobre 2005”, mas o rendimento de exploração da companhia não representava senão um terço desse mesmo valor… e sobre o qual o tesouro britânico não cobrou nada.
O Sr. Phillip Green (ex-Ceo) tomou a precaução de fazer proprietário do grupo a sua esposa que tem o estatuto de residente monegasca, logo escapou ao imposto sobre o rendimento…

————-

Entrada wikipédia sobre Green:

“A UK resident, Green is based in the week at a London hotel, while his South African wife Christina is a Monaco resident with their children Chloe and Brandon, in a multi-million pound apartment.[3]”…

Tax avoidance

Despite being a prominent figure in UK retail and business, Philip Green has chosen to avoid paying tax in the UK. It is estimated that he and his family saved £300m in 2004-2005 by living partly in Monaco, where residents do not have to pay income tax.[10]

Worker rights

Arcadia has made almost no effort to make or demonstrate progress on paying many workers, both overseas and in the United Kingdom, more than a derisory wage and allowing them basic worker rights

Penso que é desnecessário traduzir.
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Escolas: 13 por cento dos adolescentes britânicos até aos 16 anos abandona a escola, 40% até aos 18 anos. Com blair o número subiu mais 2.7% para quem abandonou o sistema de ensino.

A maior parte das pessoas de 18 anos tem um nível inferior escolar ao que é a norma para quem tem 11 anos. Este défice de saber é acentuado com a idade.
PONTO 8.

A privatização das escolas ao serviço das empresas.

O correspondente também explica o “esquema” que o habilidoso senhor Mike Tomlinson – o chefe das escolas – engendrou.
Propõe que, a todos os estabelecimentos do ensino secundário, deveria ser oferecida a possibilidade de se tornarem “independentes ” e saírem do sistema oficial de ensino.
Para lá disso seriam “os directores” (os novos) que teriam o orçamento ao seus dispor (sem constrangimentos) para gerir estes estabelecimentos como quisessem e estes poderiam fazer a escala de salários dos professores e restante pessoal consoante a produtividade e a qualidade.
Sem que se saiba qual seria a efectiva qualidade a avaliar.

A jogada seria complementada com a escolha de alunos em função da sua “especialização” ou seja, na prática, de acordo com os fornecedores privados que tomariam conta destas escolas independentes, ou seja de acordo com as ideias de empresas privadas e não de acordo com um modelo geral de ensino.

Traduzindo: seriam as grandes empresas a gerir o ensino, mas não como escolas e empresas de educação, mas sim como futuros recipientes de fornecimento de mão-de-obra barata e somente com especializações próprias para essas mesmas empresas.

Seria por exemplo a Sonae lá do sítio a gerir escolas ou o Banco Espírito Santo ou a Portugal Telecom a gerirem escolas mas de acordo com as especificações requeridas somente por estas empresas.
Penso que se percebe a fraude totalitária que aqui está…
——————<

Adenda: verificar ainda este artigo do Ricardo Alves, no blog esquerda republicana acerca de mais uma estupidez intensa do blairismo: a criação de escolas confessionais.

Escolas só frequentadas por hindus, ou só por muçulmanos, ou só por cristãos e de como isso gera fundamentalismo disfarçado de liberdade de ensino.

BLAIR CARTOON

Written by dissidentex

03/04/2008 at 12:32

TONY BLAIR.2.

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Continuação do artigo Tony Blair 1.

Hoje: Parte 2/3

No primeiro artigo falou-se de:

  1. Introdução feita com base num ensaio critico da Revista Marianne, nº 467 -Abril de 2006.
  2. Ponto 1 descritivo do livro de Phillipe Auclair sobre a visão conservadora de Tatcher e em que isso estava relacionado com o Blairismo.
  3. A ilusão do Blairismo e as comparações com a França, no ponto 2.
  4. O desemprego, os funcionários, públicos e a manipulação de estatísticas, no ponto 3.

PONTO 4.

Analise feita por outros a Blair no artigo.

O correspondente da Marianne serve-se de uma citação do filósofo Jamie White (Creio que um neo con, atenção…) – transcrição: «cês mots n´ont aucune signification. Ou, à tout le moins, pas de signification assez claire pour communiquer une information.Mais ils ont un parfum.
Tradução a martelo: “As suas palavras não têm nenhum significado.
Ou, de todas as formas, nenhum significado que seja claro para comunicar uma informação. Mas tem um perfume…”

O correspondente dá 3 exemplos de 3 palavras com “perfume Blairista”. (Em Portugal isto chamou-se, em tempos, «Deus, pátria, família»).

  1. «objectivos»,
  2. «progresso»,
  3. «modernização».

MAGOCRATAS

Também Gordon brown é descascado: “Blair et Brown, ou Luis Xiii et Richelieu, chacun entouré de sa coeur, de ses Pére joseph ,dês ses ou dês hommes du Cardinal.”
Tradução a martelo: Blair e Brown, Luis 13 e Richelieu, cada um rodeado da sua corte, dos seus “Pai Joseph”, dos seus mosqueteiros do Rei ou dos homens do Cardeal.

O correspondente da Marianne explica o porquê desta aura.

O (1) excedente orçamental deixado pelos conservadores em 1997 (quando saíram do poder) conjugado com (2) a venda das licenças aos operadores de telemóveis 3G em 2000 (mais “36,2 milliards d`éuros au trésor publique en 2002”) deixaram o blairismo com toneladas de dinheiro suficiente para implementar o seu projecto.

A tudo isto juntou-se uma (3) forte taxa de crescimento (motivado pela saída dos conservadores do poder e (4) pelo efeito psicológico que isso gerou na economia e sociedade) mais a (5) introdução de “stealth taxes (impostos ocultos) aceites sem grande protesto por uma opinião pública que (6) gozava, inebriada, a prosperidade momentânea.

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( Qualquer semelhança com Portugal é outra coincidência; nos anos do Guterrismo, por exemplo, onde isto se passou mediante injecções massivas de consumo e de favorecimento ao consumo no sistema económico, que os bancos comerciais muito agradeceram… (1)(3)(4)(6))

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( nos tempos actuais, com a eliminação de benefícios em certificados de aforro, por exemplo, ou aumentos da Contribuição autárquica mesmo mudando-lhe o nome para “IMI” (imposto municipal sobre imóveis) formas disfarçadas de Impostos ocultos/ Stealth taxes…(5))

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A opinião pública, por via dessa prosperidade ocasional não se rebelou contra os “stealth taxes”. Tudo isto permitiu a Gordon Brown cumprir a sua regra de ouro pessoal de não exceder a divida publica 40% do PIB…).

A surpresa surge, como nota o correspondente, para aqueles que pensam que a Grã-Bretanha seria um pais neoliberal em sentido estrito do termo: demonstra que entre 1997 e 2002, a maioria dos países europeus (os tais que não valem nada e a Grã-Bretanha é que é boa), reduziram – de facto – a sua carga fiscal.

Na Inglaterra essa mesma carga fiscal subiu 1,6%. Tudo isto apoiado, e também suportado, na pratica, por mais admissões de funcionários públicos.

Bem como, por um aumento colossal do défice do orçamento” zero” em 1998, – “ 15 millards d`éuros fin de 2002, trois fois plus un an plus tard”.”

Isto apesar da “mêlange tout personnel d`optimisme …… Dans ses discours de présentation du budget aux communes – de Gordon Brown… Mistura muito pessoal de optimismo durante o discurso de apresentação do orçamento na câmara dos comuns.

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(Qualquer semelhança com as apresentações do orçamento português, por exemplo, nos últimos 3 anos é coincidência – basta dizer que o último orçamento é feito com cálculos de compra de petróleo a 70 dólares o barril, quando este é efectivamente comprado a mais de 100 dólares o barril… preço de 100 dólares que vai manter-se…ou até ter tendência a subir…(2)(4))

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Tudo isto – re-acrescento – porque Gordon Brown estabeleceu uma regra pessoal que consistia em que o défice do tesouro inglês não excedesse 40% do PIB – ou seja o endividamento do estado não excederia este valor. Mas o valor é – 3 vezes maior após 2002 – ou seja “45 miliiards d`éuros, contra 15 milliards d`éuros fin de 2002, trois fois pluns un an plus tard”…

Ou seja, segundo a lógica das contas da Marianne: 120% do PIB, não 40%.

PONTO 5.

“Martelar” as contas públicas. A contabilidade pública criativa.

No artigo critico da Marianne demonstra-se que, como táctica governativa, existiu sub estimação de receitas e despesas feita pelo então chanceler do tesouro – o Sr. Gordon Brown (actual PM inglês).

Este, desde 2001, subvalorizou sempre a quantidade de dinheiro necessária para pôr de lado visando chegar ao tal valor de 40% do PIB ( conforme explicado no primeiro post) e para manter as receitas e despesas dentro daqueles valores.

O correspondente conclui que nenhuma grande nação industrializada se aproxima deste valor sequer (Não se aproxima porque não “usou” este esquema…).

Cita-se: “… la france, par example, qui accusait un endettement de 1167 miliards déuros en octobre 2005, s`ést donné pour objectif de descendre en dessous de 60% du pib d`íci à 2010”.
Tradução a martelo: “A França, por exemplo, que tem um endividamento de 1167 mil milhões de euros em Outubro de 2005, tem como objectivo fazer descer este valor para menos de 60% do PIB desde hoje até 2010…”

O correspondente da Marianne conclui que toda a Europa pode invejar o Reino Unido (ironia) e gostaria de trocar de lugar, mas essa aparência de prosperidade não se deve às suas finanças públicas embora o pareça.
Isto porque o Sr. Gordon Brown, com o assentimento do gabinete nacional de estatísticas inglês, criou uma maneira de fazer o truque de prestidigitação.

Como? Alterando a maneira de fazer estatísticas para que, de forma efectiva, não fosse possível calcular quantos funcionários públicos teriam entrado no sistema.

Contudo, devido a estas manobras todas de criatividade contabilística, e ao crescimento de funcionários públicos desde 1997 até 2005 isto custa os olhos da cara ao Tesouro inglês, embora esteja “disfarçado”.

Pergunta-se, então, de onde virá o dinheiro para cobrir esta diferença em falta?
Simples.
Das pensões a serem pagas a quem se retirar/reformar do mercado de emprego – ou seja o equivalente a uma descapitalização da segurança social.

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Como a que se pretende efectuar em Portugal, ao sugerir , embora usando outras duas técnicas, que (1) existam pessoas que deixem de descontar para a segurança social pública, ou (2) pretendendo indexar o dinheiro da segurança social a fundos de pensões cotados em bolsa para … “gerar mais receitas… e “profissionalizar a gestão…”

Ninguém diz de onde virá o dinheiro (para quem ficar por não ter alternativas) se existirem massivas saídas do sistema por parte de contribuintes, ou se um fundo de pensões explodir numa bancarrota bolsista…

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Ou seja, o Sr. G. brown “…Est Celui de l`argent que devra prouver l`ètat por prouver lês retraites dês functionaires…” … et que on´a« oublié» de mettre de cotée.
Tradução: Ou seja, o sr Brown “esqueceu-se” de pôr de lado o dinheiro para “repor” esta orgia financeira e descapitalizou as receitas/descontos dos futuros(e antigos) pensionistas e pôs em risco o pagamento de reformas.
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Nota lateral 1:

É um processo em tudo semelhante a, por exemplo, um banco privado (Millenium BCP) comprometer-se a criar um fundo de pensões dos seus funcionários. Após vários anos satisfeito com o fundo, (porque o que tinha de descontar (por de lado) para ele era menor do que os encargos com pensões que tinha com ele) decide não pôr de lado o dinheiro para o prover.
Quando, de repente descobre que existe uma falta enorme, ( devido à política de correr para fora do banco com empregados de idade superior a 45 anos ) e que isso baixará as futuras remunerações dos seus accionistas, propõe ao Estado Português que os seus funcionários passem a “descontar para segurança social pública”, em vez de o fazerem para o “Fundo de pensões do Millenium BCP”.
FUNDOS DE PENSÕES MILLENIUM BCP DESCAPITALIZADOS
Dessa forma, o banco comercial deixa de ter de pagar e de repor valores para o seu fundo de pensões dos seus empregados.
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Como aliás estava explicado numa noticia do jornal Público de 10 de Novembro de 2005, assinada pela Jornalista Cristina Ferreira onde o BCP propunha ao Estado que a segurança social absorvesse o fundo de pensões do BCP e dos seus 4 mil trabalhadores. ( isto é, sustentasse o deficit que o banco não proveu a tempo…)

Embora tenha o texto da mesma completo, não a encontrei online, mas encontrei outras duas que explicam a coisa: como se pode perceber AQUI e AQUI.
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Written by dissidentex

02/04/2008 at 10:55

TONY BLAIR.1.

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TONY BLAIR- O REINO ENCANTADO - FNAC

PARTE 1/3

INTRODUÇÃO.

Em 2006, a revista francesa Marianne, edição em papel, fez uma ensaio/análise critica, ao reinado de Tony Blair, que viria a terminar em 2007.

O número da revista com este ensaio era o 467 (01 a 07 de Abril 2006) e feito a propósito do livro de Phillipe Auclair, da Editora Fayard, 262 páginas, 19 euros de preço, chamado “Le Royaume Enchanté de Tony Blair”.

Os resultados são devastadores, de tão maus são em relação à pobreza da governação da “esquerda (terceira via) Blairista”.

Mais: a revista fornece números comparativos entre a França ( apelidada de estatizada…) e a Inglaterra Blairista (apelidada de “Liberal de esquerda”) onde esta perde em toda a linha.

Em Portugal acha-se (ainda) que Blair é a quinta essência do perfume.

Parece pois, ser útil voltar a lembrar (até para comparar com a “actual esquerda moderna portuguesa”…cheia de sociólogos e outras aves de arribação do mesmo estilo…) que o Blairismo é e foi apenas um desastre neoliberal emanado da direita profunda.

Pior ainda, aquela maneira tortuosa e cheia de esquemas e sorrisos de plástico de fazer as coisas fica associada e de que forma negativa, à ideia de esquerda na sociedade.

PONTO 1.

Isto é um resumo feito a partir do ensaio de análise critica feito pela Revista Marianne do livro de Phillipe Auclair (Auclair foi correspondente da BBC em Londres tendo lá vivido muitos anos; saiu da BBC para ser o correspondente da revista Marianne para o Reino Unido) .

Citação inicial do livro de Auclair…reveladora.

” Même dans ses pires moments M.tatcher avait aou moins le mérite de ne pás avancer masquée”.
Tradução a martelo feita por um pobre Dissidente x- sem grandes conhecimentos de francês: mesmo nos seus piores momentos a senhora Tatcher tinha ao menos o mérito de não avançar usando uma mascara”.

Segundo a Revista Marianne, o livro começa, pela caracterização de M. Tatcher sobre o que é “interesse geral”.

  • Tatcher considerava o conceito de interesse geral numa sociedade uma invenção marxista”.
  • Tatcher considerava que a Europa era ” uma conjura anti grã-Bretanha”.
  • Já os desempregados eram ” uns parasitas que vivem à conta da classe média”.

Este era o “tom” do tatcherismo e da direita neo liberal/conservadora inglesa, que retirou a sua inspiração dos anos Reagan ( 1980-88) nos EUA.

O livro analisa tudo isto nas suas mais variadas vertentes explicando como o clube de fans francês de Tony Blair – a esquerda mole e frouxa tipo “esquerda moderna”, os “neo liberais” franceses e o medef (a organização patronal francesa) viviam todos em êxtase com o Blairismo.

A expedição punitiva desastrosa no Iraque, por exemplo, nunca abalou, junto desta gente, a reputação de Blair que era visto como um visionário. (5 anos após o começo da Guerra do Iraque, “a visão está aí…”)

Os dados de análise da revista compilados a partir do livro, mais as estatísticas oficiais permitem tirar a exacta fotografia negativa do Blairismo.
O livro de Auclair afirma (e prova) que o Blairismo é (apenas foi) política da simulação e estatísticas manipuladas. (isso é provado com números oficiais ingleses).

Analisava ainda Gordon Brown, o homem que queria ser chefe no lugar do chefe e que estava à espreita (à data em que o livro foi escrito), aguardando que o “Estilo Blair” se desvanecesse na floresta de enganos e decepção que, no fundo, é aquilo que o “Estilo Blair” é.

FINALMENTE VOU OCUPAR O LUGAR DO CALIFA

Em Portugal temos neste momento e ao retardador o “Estilo Sócrates” que é uma cópia e mal feita, do estilo Blair + recalcamentos do Guterrismo + pseudo afirmação de liderança poderosa pela demonstração de uma agressividade extrema + cópia mal amanhada do betonismo Cavaquista + uma adenda.

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Adenda: Desde 29 de Março de 2008, passamos a ter, também, José Sócrates, antes Cyborg, agora humano

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O livro ( artigo da Marianne) mencionava àquela data e apesar da barragem de propaganda pró Blair na Inglaterra e na Europa, que, pelo menos metade do eleitorado, estava já a exigir que Blair fosse embora.

Ironizava-se no livro de Auclair, dizendo que os apoiantes franceses, caso ele se fosse embora do cargo, estariam em vias de lhe oferecer asilo político em França…

PONTO 2.

O correspondente da Marianne propriamente dito e o texto da revista.

Começo por duas citações do correspondente + 2 traduções minhas a martelo: “les prosélites francais du blairisme sont de une naiveté desarmante, au fond” – os prosélitos franceses do blairismo são dotados de uma ingenuidade desarmante, no intimo… (acrescento eu: e os portugueses da esquerda moderna e do ” inexistente liberalismo de esquerda” também…)
“Ils ne s´arretent qu´a quelques chiffres, et encore, sans les interroger, comme si l´on pouvait juger un filme et visionnant son générique”. Pour cês transis de tony blair, le royaume uni n´est pás un object d´étude ou de reflexion, mais de désir; on ne analise pás, on transfere…” – eles apenas olham para alguns dados, sem se interrogarem, como é possível avaliar um filme somente visionando o seu genérico … no transe Blairista o Reino Unido não é um objecto de estudo ou reflexão, mas de desejo; nós não analisamos, nós transferimos ( o objecto de desejo Reino Unido…)

O correspondente conclui que se calhar os franceses ainda se vão rir bastante (entre muitas outras coisas) por Paris não ter ganho os Jogos Olímpicos a realizar em 2012.

Devido aos problemas económicos de criação de receitas para sustentar (posteriormente) tão megalómano empreendimento. ( É o velho princípio de “quem vier atrás que feche a porta…)

Parte para uma analise demolidora – com números – da economia e sociedade inglesa blairista em contraposição à supostamente medíocre (ironia) sociedade francesa.

As justificações para isto (à data 2006) aparecem porque a Inglaterra é apresentada num bonito embrulho com – resultados estatísticos fantásticos – bem como, ainda por cima, “roubaram” aos franceses a realização dos jogos olímpicos em Paris, sendo estes atribuídos à Londres.

PONTO 3.

Desemprego, funcionários públicos e estatísticas.

Começa o correspondente da Marianne, desde logo, pela baixa taxa de desemprego inglesa. É baixa porque esconde uma taxa paralela de não empregados (mas não definidos como tal), compensados (estatisticamente) como sendo desempregados de longa duração, que não são considerados para as estatísticas.
Também existe outro logro no Blairismo: o de que existe uma redução do numero de funcionários públicos.

Percebe-se, no entanto é que existem mais 600 mil nos dias de hoje ( isto é, 2006) – do que antes da entrada de Blair em funções. E paralelamente a isto existe (ao mesmo tempo) uma massiva subcontratação ( em Portugal temos o mesmo fenómeno da subcontratação…) a empresas privadas de tarefas que eram realizados (antes de Blair) só por funcionários públicos.

E que eram mais baratas feitos no “sector público”. Tudo isto acontece ao mesmo tempo que, os serviços públicos ingleses, especialmente o serviço de saúde estão de rastos.
Toda esta pseudo prosperidade esconde, também, um endividamento publico colectivo colossal (entre outras coisas, concessões a privados dão este resultado…), ao ponto de começar a criar o espectro de uma crise no sistema financeiro e social inglês.
Também ao mesmo tempo que tudo isto se passa, o sistema blairista ataca as liberdades civis em Inglaterra.
O correspondente oferece exemplos:

  1. o projecto de carta de identidade biométrica, tendo como desculpa (argumento) conveniente o terrorismo;
  2. a interdição de greves de solidariedade;
  3. a suspensão do direito de ser julgado pelos seus pares, etc.

Tudo consequências directas da metodologia blairista. Isto acontece no país da Magna Carta e do Bill of rights

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Qualquer semelhança com o “socratismo neoliberal socialista- esquerda moderna perlimpimpim” e o seu cartão de identidade único, bem como a hostilidade a apoiantes de Manuel alegre na altura da campanha eleitoral é pura coincidência…ou o incentivo à denuncia ou o sistema de queixas electrónicas de “conteúdos” ou a tentativa de avaliar a predisposição dos cidadãos a deixarem que lhes insiram chips em automóveis, ou mandar gravar telefonemas e emails de toda agente para combater o terrorismo etc, são mera coincidência…

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Continua.

Written by dissidentex

01/04/2008 at 8:01

TONY BLAIR. Petição contra.

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TONYBLAIR-GEORGEBUSH

O senhor do lado esquerdo da fotografia chama-se Tony Blair.

Foi até há pouco tempo primeiro ministro inglês.

Foi até há pouco tempo um dos responsáveis por muitas asneiras entre as quais a Guerra do Iraque.
Agora está desempregado e ganha a vida a dar conferências bem pagas em Universidades e sítios do mesmo género.

Agora alguém quer fazer de Tony Blair Presidente da comissão Europeia – para substituir essa grande nódoa chamada Durão Barroso. Mais nódoas não.

Como tal existe uma petição online para se assinar e manifestar o desagrado por alguém vir a ser recompensado com um cargo que paga 25 mil euros por mês fora despesas.

Não se deve recompensar pessoas destas.

  • O texto em Português da petição pode ser encontrado AQUI.
  • A página de entrada para assinar a petição (em Inglês) pode ser encontrada AQUI

Written by dissidentex

06/02/2008 at 23:11