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JORGE COELHO

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Durante 3 anos, o actual governo português hostilizou, demonizou, atacou todas as classes profissionais, especialmente os funcionários públicos. Todos eram culpados pelo Estado do país. Todos não valiam nada. Todos tinham que ser incomodados. Durante 3 anos foi toda a gente tratada abaixo de cão. Agora temos a hipócrita marioneta que faz a vez de primeiro ministro a tentar convencer-nos que é nosso amigo e boa pessoa. Notícia correio da manhã de SÓCRATES- O BONZINHO VISITA FUNCIONÁRIOS...

Isto é a pior, mais detestável, mais miserável maneira de fazer política. Mais ainda vindo de alguém que se designa como sendo “de esquerda”.

O homem faz isto porque é necessário ocupar espaço político. Também faz isto porque foi deixado sozinho e está a começar a ver as nuvens no horizonte a mexerem-se na área política dele (se é que se pode chamar aquilo área política…).

Mudemos de cenário. Fica sempre bem.

Chegamos a Jorge Coelho.

No dia 1 e 2 de Abril, saiu a notícia que Jorge Coelho, uma pessoa sem qualquer capacidade reconhecida na área de gestão, iria ser o administrador executivo da Mota Engil, uma empresa de construção civil. Aqui temos a notícia do Jornal Público de 3 de Abril.

O senhor Coelho tem uma característica que faz com se lhe deva prestar atenção: é(era) o coordenador do PS – do aparelho do PS desde há 20 anos, mais ano menos ano, e é alguém que fareja o sentido do futuro.

Saiu agora; isso significa que não acredita (ou já não precisa) no pateta que lidera o PS, isso significa que está a prever enormes problemas para o PS ( especialmente por ter sido alguém que criou grande parte deles…), significa que a destruição do PS “por dentro” já foi feita, e começou em duas vertentes.

(1)Danificar a ideia de esquerda na sociedade e (2) e prejudicar a imagem de marca daquele partido. Este senhor sai agora, porque tem dados que lhe permitem perceber que esta é a altura em que deve sair.

Como um jogador de bolsa que tem acesso a informação privilegiada, e sabe que deve sair do mercado quanto antes.

O importante aqui é Coelho, os outros dois são jogadores secundários.

O marioneta que visita funcionários públicos foi largado como lastro.

O Edil posiciona-se.

Todos somos enganados com este jogo de sombras.

jORGE COELHO VAI PARA A MOTANão é só uma questão de ganhar dinheiro que está aqui, embora isso seja importante.

Este senhor está a fugir antes que o barco se afunde e a dimensão do desastre seja visível para todos.

CARTAZ DE CAMPANHA DE A.COSTAE o novo posicionado na grelha de partida, o novo pseudo campeão que no será apresentado como “a nova, a verdadeira, a original esperança da esquerda política”, já está encontrado e em rodagem. Chama-se António Costa, o até agora falhado presidente de câmara de Lisboa. Aleluia, temos um novo campeão. Mas o problema é o mesmo.

Ao aceitar ir para o programa “quadratura do circulo” está a sinalizar a necessidade de visibilidade pública, e que não ficará muito tempo na câmara municipal de Lisboa.

Nos primeiros dias de Abril, um peso pesado saiu, do PS, por saber o que aí vem. Outro posicionou-se para herdar, embora ao mesmo tempo, desmarcando-se e estando à distância, o poder no PS.

Aos dias 1/2/3 saí Coelho. Não saiu de um dia para o outro, demorou algum tempo a negociar.

Horas depois, ou já pré combinado, entra Costa. Costa saberia?

No dia 8 Sócrates começa a ir sozinho amaciar funcionários públicos e fazer campanha eleitoral. Fendas na parede. ( Foi apanhado de surpresa, pensou uns dias e só depois começou a reagir; a reacção é de uma imbecilidade a toda a prova…)

A marioneta visível, demonstra a completa falta de capacidade e o medo, indo fazer precisamente aquilo que não se deve fazer: demonstrar que está agarrado ao poder, com medo, por perceber que está a ser deixado cair. E a decidir tentar enganar de forma nojenta, as pessoas – os eleitores – os cidadãos, com a utilização de técnicas podres de bajulação.

Isto significa que as coisas estão ainda piores do que eu pensava, e do que eu suspeitava. O regime podre está a começar mesmo a rebentar, e as perspectivas económicas são péssimas. O Coelho foi ganhar dinheiro enquanto ainda há dinheiro para ser ganho.

NOTA: DIA 10 DE ABRIL DE 2008

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Written by dissidentex

10/04/2008 at 22:09

PORTUGAL. TRAIÇÃO E MISTIFICAÇÃO NACIONAL.

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  • Micro ensaio inaugural .
  • 416 palavras.

Como povo, somos vitimas de uma mistificação nacional.

Foi “decidido” internacionalmente; com a ajuda do sentimento de inferioridade, desejo de agradar, recompensas em bens materiais e prestígio, e temor reverencial dos políticos portugueses – da actual classe política – que deveria Portugal aceitar ser pobre, ser um país de “serviços”, um país de turismo, um país de mão de obra apenas qualificada para esses sectores.

Os políticos portugueses – aquilo a que se chama “a elite”, decidiu trair.

Trair é o nome do jogo.

Para trair com eficácia é necessário desmantelar todas as áreas que impliquem investimento de dinheiro formando pessoas extremamente qualificadas em áreas que não estas acima descritas.

Pelo meio, alguns dos sectores destas áreas a transformar serão, nalguns casulos e nichos específicos, retirados da concorrência internacional e “oferecidos” aos privados portugueses para que estes continuem a produzir mau serviço, mas com lucros altos garantidos e quotas de mercado asseguradas.

Uma falsa concorrência.

Esta estratégia pressupõe – logo à cabeça – que 2 milhões de portugueses serão considerados “dispensáveis”, e que mais 6 milhões sejam extremamente pobres mesmo vivendo em Portugal.

1,5 milhões viverá extremamente bem e dirá que a culpa dos pobres serem pobres é dos próprios. Que a culpa é apenas deles. 3,5 milhões de outros portugueses viverão num novo patamar de classe média, pobres mas que lutarão para manter esse estatuto de pobreza disfarçada. Assim se garante um país assimétrico de 12 milhões de pessoas – a meta a atingir.

É por isso que o ano passado – 2006 – saíram 100 mil pessoas deste tugúrio e ninguém se importou minimamente com isso.Há imigrantes para importar em quantidade suficiente e a política de aquisição de nacionalidade portuguesa é legalmente generosa.

Quando isto estoirar o mesmo grupo de adeptos de 1580, mas actuantes no inicio do século 21, que agora defende “isto” e defende privatizações e liberalização da economia, mudará radicalmente de discurso e passará a defender as preocupações – muitas – com “o social” e a solidariedade e os pobres e desvalidos, fazendo apelos à unidade de todos os portugueses para – todos juntos – lutarem por um Portugal melhor……

Entretanto o caos é lançado para fora da lâmpada onde está. E não restará pedra sobre pedra de uma organização social “normal”..

Pelo meio temos a paisagem exótica.

Temos os sindicatos e os partidos políticos das margens, bem como os movimentos estilo “Compromisso Portugal”.

Representam aquilo que Eça de Queiroz dizia que os monges e os frades representavam no século 19.

Dão colorido à paisagem.

Um tom pitoresco.

Written by dissidentex

03/11/2007 at 22:01