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Archive for the ‘TRAIÇÃO’ Category

O PSD COMO PARTIDO QUE INCENTIVA A TRAIÇÂO FEITA A PORTUGAL COMO FORMA DE VIDA

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Primeiro o PSD forçou sistematicamente durante anos, para que uma qualquer crise  que ocorresse permitisse que o FMI fosse chamado a “ajudar a corrigir” os problemas que essa crise traria.

Para justificar tal acto, convenientemente colocou-se as culpas no anterior primeiro ministro que passou a ser culpado de tudo, quer o que tinha culpa quer o que não tinha culpa.

Ao ajudar a chamar o FMI, o PSD sabia perfeitamente que a soberania portuguesa enquanto país, seria limitada.

Mas com os traidores é assim – apenas defendem os interesses de quem lhes paga – em valores ou dinheiro, no estrangeiro.

Temos pois que:

Memorando de entendimento com a troika equivale a perda de soberania.

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Não contentes por terem sido traidores a uma dimensão, o PSD decidiu ser traidor numa outra dimensão: o Estado.

Como tal decidiu assumir perante a troika e a esame (entidade que vigia o cumprimento do memorando ) que a falência técnico administrativa do estado acontece.

Os traidores são assim:  capitulam e colaboram.

Mais: fazem-no com satisfação.

Um traidor satisfeito é um funcionário cumpridor.

Temos pois que:

“Grupo de apoio a Portugal” equivale  assumir a falência técnica administrativa do Estado.

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No dia 7 de Outubro de 2011, saiu um comunicado triunfante, arrotando satisfação por todos os poros que tinha sido criada uma entidade ( composta por 5 tachos bem pagos presume-se…) para:

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“Sob proposta e em concertação com o Governo português, a Comissão Europeia estabeleceu uma estrutura de acompanhamento do programa de assistência económica e financeira a Portugal com vista a agilizar a utilização dos fundos comunitários em prol dos objetivos daquele programa”, refere o comunicado do executivo PSD/CDS.

Esta “estrutura flexível, de pequena dimensão e de assessoria técnica” será composta “por um núcleo de coordenação sediado em Bruxelas, uma equipa avançada de cinco funcionários que trabalhará regularmente em Bruxelas junto do gabinete do ministro de Estado e das Finanças e da ESAME, estrutura de acompanhamento dos memorandos, sob tutela do secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, e uma rede de correspondentes nos relevantes serviços da Comissão”.

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Notícia da comunicação social, dia 7 de Outubro de 2011

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Basicamente, para além da traição que isto significa, é também o assumir por parte do grupelho de traidores que somos incapazes de gerir fundos comunitários (mesmo que o sejamos, e que importa, é o princípio da questão chamada “soberania”que está posto em causa com esta decisão…).

Portanto passa a ser Bruxelas a dizer para onde vão os fundos comunitários em que quantidade, e para que áreas (ou seja os interesses dos países que mandam mais na Europa, são assim impostos comercialmente ou industrialmente sobre os interesses de Portugal).

Caminho negocial esse que foi aplainado e  favorecido pelos traidores vendidos – fazendo com que a eficácia dos fundos para o desenvolvimento português passe a ser totalmente condicionada de fora para dentro e não a partir de dentro.

A médio prazo isto pagar-se -à muito caro.

E temos depois o “atirar de um osso” para exaltar o suposto ego nacional e a autoestima, afirmando que Bruxelas está muito reconhecida aos traidores e por aceitarem viver dos lucros da traição e da capitulação.

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De acordo com o Governo, esta iniciativa reflete a “o reconhecimento” por parte dos parceiros europeus “do enorme esforço desenvolvido por Portugal no sentido de alcançar na íntegra os objetivos do programa de assistência económica e financeira e realizar as reformas estruturais necessárias ao aumento da competitividade e ao crescimento económico sustentado e gerador de empregos”.

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Notícia da comunicação social, dia 7 de Outubro de 2011

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Como povo temos que começar a ter respeito pela nossa própria soberania.

PRIVATIZAÇÂO DA AGUA NO CARTAXO: A EXTORSÂO TRANFORMADA EM LEGALIDADE

População do Cartaxo protesta junto à sede da Cartágua

Cerca de 80 cartaxeiros concentraram-se junto à empresa Cartágua na sexta-feira, 15 de Julho, para protestar e pedir esclarecimentos sobre os súbitos aumentos da água cobrados nas facturas de Junho.

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E queixas não faltam, entre os munícipes.

Teresinha Dias, que reside num apartamento na cidade, nem queria acreditar quando olhou para o valor que consta da última factura que recebeu: 502,58 euros.

“Pensei logo que só podia ser engano”, disse ao nosso jornal esta consumidora, que costumava pagar cerca de 60 euros por mês, em média.

Intrigada com a facturação sobre um consumo de 107 m3 de água, dirigiu-se à empresa, onde lhe disseram logo “que devia ter uma ruptura”.

“Mas não mandaram ninguém para verificar isso. Disseram-me só para pagar e depois reclamar”, conta Teresinha Dias.

Já entregou a reclamação e garante que não paga “um tostão” enquanto “a situação não estiver devidamente esclarecida”, acrescenta.

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José António Silva tem outro caso para contar.

Por morte do pai, há 5 anos, ele e dois irmãos herdaram uma moradia em Vila Chã de Ourique onde “só existe o contador. Não o tirámos porque a casa é para vender, mas não gastamos um pingo de água”.

Pagavam todos os meses cerca de 8 euros, valor que vai subir para perto dos 20 euros, num aumento que considera “abusivo”.

Mas o caso piora; “fomos à Cartágua para mandar tirar o contador e exigiram-nos uma certidão de óbito e uma habilitação de herdeiros para o fazer”,* explica José Silva, para quem isto não faz sentido nenhum.

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Filomena Caetano, também consumidora particular, diz ainda estar para perceber a que se devem os 250 euros que lhe são exigidos.

Costumava pagar entre 35 a 40 euros e garante não ter tido nenhuma ruptura que justifique os 97 m3 de consumo que lhe foram facturados.

Da freguesia da Ereira, Maximina Morgado, que garante dar a “leitura certinha todos os meses”, também não percebe porque pagou 25,39 euros em Maio e agora lhe pedem 60,04 euros, referentes a Junho.

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Francisco Abreu tem uma pequena garagem no Cartaxo com uma sanita e um pequeno lavatório.

Diz que a empresa o obriga a ter um contador industrial, cujo aluguer aumentou de 2,36 euros para 5,86 euros.

“E disseram-me que no mês seguinte vai passar para 21,25 euros, independentemente de gastar água ou não”, acrescentou.

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Além dos consumidores particulares, as instituições, que têm um tarifário próprio, também apresentam queixas em relação aos novos preços da água.

Só do Lar de São João, a Santa Casa da Misericórdia do Cartaxo passou de uma factura de 679,65 euros, em Maio, para uma de 2.122,64 euros, em Junho.

“Com o mesmo consumo, sensivelmente, a facturação triplicou”, constatou ao nosso jornal Luísa Pato**, explicando que o preço do metro cúbico da água passou de 0,31 euros para 1,12 euros, e que a taxa de saneamento variável passou de 0,35 euros para 0,79 euros.

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Noticia da comunicação social regional – jornal do Ribatejo, dia 15 de Julho de 2011

* representa um acréscimo de 100 euros.

** Não deixa de ser uma hipocrisia que a senhora responsável pelo lar da misericórdia, seja também eleita pelo PSD, partido que quer privatizar a empresa “Aguas de Portugal”.

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Isto chama-se “neoliberalismo económico” e é a filosofia abjecta que o Psd (que está no governo)  defende para Portugal e para o país.

O mero facto de a Câmara municipal do Cartaxo ser ocupada por um eleito pelo Ps é apenas uma nota de rodapé no grande esquema das coisas.

Continuem a brincar com estes assuntos e a deixar estes “eleitos” fazer o que querem…e depois não se queixem do que acontece…

RESULTADOS DA INTERVENÇÃO DA TROIKA – FMI

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PRODUÇÃO DE TRAIDORES EM PORTUGAL

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A nossa produção de traidores está dentro dos planos quinquenais previamente definidos.

A nossa produção de bancos comerciais que traem a população portuguesa está em linha.

A nossa produção de cidadãos conformados com a nossa produção de traidores existe.

Written by dissidentex

06/04/2011 at 20:04

DA TRAIÇÃO

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“Roma não paga a traidores nem aos que assassinam os seus generais”.

Quintus servilius Caepio, General romano.

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Já em Portugal, paga-se sempre a traidores.

Written by dissidentex

11/02/2011 at 19:24

Publicado em PAÍSES, PORTUGAL, TRAIÇÃO

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A MITOLOGIA IDIOTA DO EMPRENDEDORISMO

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Nas sociedades anglo saxónicas a ganancia levada aos extremos e o individualismo exacerbado são cultivadas de forma intensa.

Ao serem cultivadas de forma intensa, dai surge a necessidade de serem “marketizadas” e vendidas, para se chegar ao estádio seguinte: a exportação da mesmas como filosofia política a ser usada noutros países e povos.

E um dos produtos derivados que daí emerge é o mito do empreendedorismo. A ideia de que todos podem ser empresários em nome individual, todos podem ser patrões.

Como a lógica (perversa) pressupõe que todos podem ser patrões, isso leva a que a proposição varie nos termos.

Deixa de ser só “todos podem” e passa a ser também “todos devem” ser patrões.

E a partir desta evolução criativa do “poder para o dever” surge uma imposição e uma obrigação psicológica.

Que diz que todos devem ser patrões e “empreender” esse nobre acto de serem patrões, empresários, empreendedores.

Esta “exportação filosófica” desta ideologia tem tanto de estúpido como de perverso e de potencialmente destruidor das  sociedades; especialmente das mais pequenas ou das menos preparadas como é o caso de Portugal.

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E assim têm sido todos os portugueses recentemente convencidos com o uso de tecnologias de propaganda perigosas e recorrendo às maiores e variadas formas de pressão directa ou indirecta que “todos devem ser patrões” e que é isso é que dará dinamismo à uma sociedade – a esta sociedade decadente e corrupta.

Estas teorias esquecem-se que existem pessoas que (1) não querem ser patrões e gostam de trabalhar por conta de outrém (2) não tem feitio ou inclinação para tal (3) não tem preparação técnica de base nenhuma para tal (4) tem condicionamentos familiares que impedem de facto que tal aconteça ( filhos, esposos, idosos familiares a cargo, doenças que impossibilitam tal,etc) (5) não gostam de trabalhar para si próprios.

E que é impossível, numa sociedade de 10 milhões de habitantes – para dar o exemplo da sociedade portuguesa – que existam 10 milhões de patrões, todos a produzirem uns para os outros.(Até pelos problemas de falta de economias de escala que em dados sectores isso originaria…)

Tal sociedade atomizada nunca existiu nem virá a existir, é apenas uma derivação de sinal contrario, um espelho para onde se olha e a imagem sai do avesso; do marxismo, onde se pressuponha que “num glorioso futuro” (A) viria a existir uma sociedade sem classes.

Estas “ideias de empreendedorismo pressupõem que (B) “apenas existe uma classe social: a dos patrões.

Nota: talvez porque quem “defende geralmente estas tretas é ele/ela próprio (a) patrão (accionista).

E assim chegamos a algo de maravilhoso e de tão potencialmente mais destruidor como ideologia do que o marxismo o foi: o neoliberalismo “patronal”, a teoria que pressupõe que “todos devem ser os seus próprios patrões” e que assim a sociedade será economicamente racional.

É evidente que depois, quem quiser argumentar desejar trabalhar por conta de outrém, sejam quais forem os motivos que tenha, será olhado de soslaio e apelidado de “comuna” ou algo de semelhante ou de conformista.

Isto é tanto mais “engraçado” e perigoso como ideologia quando se percebe que “em face dos sistemáticos encerramentos de unidades industriais de grande produção ou empresas do mesmo estilo que empreguem números elevados de trabalhadores, será economicamente impossível voltar a gerar através da difusão do mito do empreendedorismo o mesmo numero de empregos que antes se perderam porque uma qualquer Fábrica se deslocalizou para um qualquer sitio onde os accionistas obtenham mais rendimento.

E assim temos um enorme problema. Mesmo que todos os desempregados que foram alvo de deslocalizações nos sítios onde trabalhavam por conta de outrem, passem, de repente, por passes de mágica, a tornarem-se empreendedores em nome próprio, o “mercado” não chega para todos estes novos “empreendedores” poderem sobreviver nele.

(Nota: uma das soluções perversas que tem sido adoptada para combater este problema tem sido o de atacar os desempregados, tornando-os párias (aos olhos do empregados), através das recusas de atribuição de subsídios de desemprego após “x” meses, exigências de apresentação de 15 em 15 dias nos centros de emprego para “controlo e verificação, etc).

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Estranho paradoxo este, onde os defensores do empreendedorismo do mercado e do “crie você próprio o seu emprego” se esquecem de explicar às vitimas da engenharia social/económica que propõem, que em nome da defesa de mais mercado, este afinal não existe em quantidade suficiente” para nele albergar estes novos “empreendedores”.

E na última campanha eleitoral para as eleições legislativas portuguesas de 2009 viu-se isso mesmo. Nenhum partido político nos conseguiu explicar de forma séria, como irá criar mais empregos, e até existiram alguns que continuaram a dizer-nos que “através do empreendedorismo” se criariam empregos…

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As origens da doença.

O “tipo de esquecimento” que os defensores da engenharia do empreendedorismo social/económico é o mesmo tipo de esquecimento (a doença é a mesma; tem apenas cores diferentes) que os defensores da engenharia social/económica da economia colectivista tinham e defenderam: ambas geram a aplicação de ideologias extremamente destrutivas na sociedade e baseadas em utopias perversas.

A utopia infantil de que o Estado trataria de tudo;

A utopia infantil que as pessoas sozinhas tratarão de tudo nas suas próprias vidas e na sociedade.

Bottom line: é impossível sermos todos empresários e não é sequer desejável.

Provavelmente 90% da população não saberia como ser empresário/patrão e caso fosse forçada a ser, teríamos “maus empresários” dentro do mercado a destruírem o que já dificilmente funciona.

E no entanto temos inúmeros casos de políticos e “fazedores de opinião” a defenderem encarniçadamente “mais empreendedorismo.

A defenderem que se atire “mais caos” e impreparação dentro de um local”  – o mercado” –  que já é caótico.

Isto porque se apostou (como um jogo de roleta russa) numa política de desindustrialização e derrube do emprego por conta de outrém, seguindo as lógicas dos dois blocos económicos – políticos que nos emparedaram como país no sitio onde estamos: a UE e os EUA.

E aquilo que os políticos portugueses (a suposta elite) tem para nos oferecer (à população)  como solução é uma ideologia perversa e inadequada para vivermos em condições dignas: o facto de “sermos empreendedores” num local (a economia de mercado) que não tem condições para sermos tal.

Somos um peixe num charco que os defensores do empreendedorismo de mercado estão lentamente a secar enquanto nos dizem para nele nadarmos mais e de outras formas mais empreendedoras.

UM NEGÓCIO CHAMADO EMPREGO

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Este post é dedicado ao Daniel Marques e é um post a várias dimensões.

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Há uns tempos atrás foi-me explicada uma história que depois passou a post. Dava pelo nome de “Gestão de empresas em Portugal”.

Onde eu descrevia o que se passava a nível (péssimo) da gestão de uma determinada empresa.

A mesma pessoa que me contou o que se passava tem-me contado regularmente novidades desde essa altura. E as coisas tem piorado sistematicamente.

E contou-me esta “novidade” que aconteceu com um dos funcionários da empresa em questão, empresa essa que está pelas ruas da amargura.

O funcionário – que trabalhava e ainda trabalha no armazém da empresa, e vendo-a a estar a balões de soro, passou perto de um centro de emprego, no centro de Lisboa, localizado perto da sede desta empresa, e decidiu entrar, mesmo tendo ainda formalmente emprego, para falar com as técnicas do centro.

E isto à propósito de um anúncio de emprego que viu nesse centro de emprego  em que era pedido “um funcionário para armazém com experiência em sapatos.”

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Mais à frente percebe-se a vigarice legal (destinada a facilitar a imigração) e o sistemático estar a gozar com todos nós, organizado pelo Estado português, que aqui está.

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O funcionário desta empresa que estava a pensar concorrer a este anúncio, não tinha experiência em sapatos, mas tinha experiência de trabalhar em armazéns.

E explicou isso mesmo à “técnica do instituto do emprego” (antigamente chamavam-se funcionários que atendiam; actualmente chamam-se técnicos, mas basicamente fazem a mesma coisa agora que faziam antigamente…)

E a senhora explicou-lhe que o anúncio tinha ainda mais um requisito.

E que ele tinha que o preencher.

Obrigatoriamente!

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Era necessário saber falar Mandarim.

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Era necessário saber falar chinês. Uma das variantes do chinês. Como era necessário saber falar chinês e ninguém em Portugal sabe falar isso, sendo português, o “anúncio” é assim construído visando “importar” desta maneira airosa e chica esperta, um cidadão chinês.

Que, evidentemente, obterá o visto de entrada e permanência em território português, porque “até tem emprego”.

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Amanhã ou para a semana que vem, quem inseriu este anúncio, insere outro pedindo uma “ama para tomar conta de crianças”.

Com um requisito.

Que a “ama para tomar conta de crianças, saiba falar Mandarim.

E assim sucessivamente.

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Percebem as poucas pessoas que lêem este blog como estamos a ser comidos por parvos? (e já nem vou dizer nada acerca de multi culturalismo, essa teoria abstrusa… e os perigos que isto encerra…)

E chegamos ao Daniel Marques.

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Pelo meio, passamos pelo Pedro Fontela que diz que:

“… Por muito que custe a muito boa gente admitir estas coisas existem muitas pessoas racionais neste país que não são totalitárias mas que defendem a existência e primazia de um interesse nacional, que estão dispostas a tentar sistemas políticos bem diferentes e mais justos do que aquele que temos sem serem comunistas ou proto-fascistas, que sabem que a esfera pública e política deve fazer uso das ferramentas simbólicas ao seu dispor mas sem objectivos de erodir a individualidade de cada pessoa.”

E o que tem isto a ver?

Tem porque tal qual o Pedro Fontela afirma, se alguém criticar e for contra a importação disfarçada mas legalizada de cidadãos chineses feita desta maneira (ou de outra) que eu descrevo acima (chineses ou de outra nacionalidade ou etnia qualquer; não importa) estará a ser rotulado como

totalitário;

fascista;

comunista;

anti sistema;

anti social;

racista;

xenófobo;

etc,etc…

e enquanto isso, pessoas que querem arranjar emprego não arranjam, e chineses (e de outras etnias ou nacionalidades) contornam a lei airosamente e com a conivência do Estado português e do regime podre que temos.

Mas lá está! Aquilo que acabo de escrever acima, só pode ser “racismo e xenofobia” proto comunismo, etc…

ESPANHA, PORTUGAL E O TGV

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No dia 24 de Setembro de 2008 inseri um artigo chamado “satélite espanhol vigia a costa portuguesa” onde era mostrada e comentada uma notícia do Diário de notícias segundo a qual Madrid estaria a montar um serviço de vigilância da costa portuguesa, com um comando central nas ilhas canárias e um comando secundário em Lisboa.

O governo português, poltrão e alheado de quaisquer valores pelo quais se deva reger, neste tipo de assuntos, assim como noutros, não comentou a questão na altura.

No artigo anteriormente mencionado mencionei vários exemplos de como o governo português (o Estado português) recusa ceder soberania (tropas portuguesas em missões internacionais, juntas com tropas italianas, por exemplo, mas não espanholas) e se comporta geralmente.

No entanto algo está a mudar e são ténues os sinais mas existem. O embaixador espanhol em Portugal fala como se fosse um regente nomeado. Notícia Diário de notícias de 22 de Janeiro de 2009.

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Alguns excertos:

vamos relançar ou acelerar os investimentos públicos em infra-estruturas, investimentos que são estratégicos: a ligação de alta velocidade ou do TGV entre Madrid e Lisboa, Porto e Vigo, para 2013 e 2015, no caso de Lisboa-Porto, e depois a ligação Aveiro-Salamanca e Sevilha-Huelva-Faro”.

Define a política naval de Espanha e de Portugal:

“O porto natural de Espanha devia ser Lisboa e não Valência.”

Define a política de transportes e de energia  portuguesa:

Vamos duplicar a interconexão eléctrica e vamos relançar o MIBEL. Neste momento Portugal está a comprar 20% da electricidade em Espanha.”

E explica que se para Espanha o TGV é sinónimo de coesão e territorialidade, com uma ligação do TGV feita e em funcionamento, essa coesão e territorialidade seria feita entre “Espanha e Portugal…

“Para muitos espanhóis, o TGV é sinónimo de coesão territorial e de prosperidade. Neste momento temos 13 cidades ligadas pelo TGV. Todas as capitais de província espanholas querem o TGV. É uma mudança histórica.”

Já quando se fala de regionalização em Portugal, o embaixador retira-se do assunto dizendo que:

José Sócrates apresentou há dias a sua moção ao congresso do PS onde defende um referendo à regionalização. O que pensa da ideia, dada a experiência da Espanha como estado de autonomias?

Esta é uma decisão que compete aos portugueses.”

Percebe-se porquê.

Se se quer “juntar ” Espanha a Portugal não interessa que Portugal se divida em regiões, aumentando a confusão e a dificuldade do processo político de “anexação” económica-pacifica de Portugal – Espanha.

Nota: se o TGV é tão bom, segundo nos diz o embaixador espanhol, porque é que Madrid não recebe os fundos europeus para o construir, faz isso efectivamente, e depois fica a gerir a linha e o serviço?

Se calhar, mas só se calhar, é porque é bom o TGV, mas para Espanha e desde que exista linha até Portugal, mas que a linha portuguesa seja paga por Portugal, mas servindo estrategicamente Espanha.

Até por este simples pormenor se verifica que o TGV não interessa.

Written by dissidentex

29/03/2009 at 15:41