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Archive for the ‘VIGILÂNCIA ELECTRÓNICA’ Category

INTEROPERABILIDADE SIGNIFICA “CRUZAMENTO DE BASES DE DADOS”

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O Ministério da administração Interna decidiu criar uma nova secção para controlar a informação.

Nota: num regime político como por exemplo, uma ditadura, este é o tipo de Ministério mais poderoso que um regime totalitário tem ao seu dispor porque lida com informação sobre as pessoas.

Retirado do portal do Conselho de Ministros, do dia 19 de Março de 2009:

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11. Decreto-Lei que cria a Unidade de Tecnologias de Informação de Segurança

Este Decreto-Lei vem criar a Unidade de Tecnologias de Informação de Segurança (UTIS), como serviço central da administração directa do Estado, dotado de autonomia administrativa, cuja organização e funcionamento será assegurado por pessoal das entidades tuteladas pelo Ministério da Administração Interna (MAI).

A UTIS tem por missão assegurar a prestação de serviços partilhados aos serviços centrais de natureza operacional e de suporte do MAI, através da contribuição para a permanente modernização dos sistemas de informação, da promoção da interoperabilidade entre as tecnologias de informação e comunicações das estruturas e organismos, da disponibilização de tecnologia de informação e de comunicações de uso comum ou partilhado, da garantia dos níveis de segurança adequados no acesso, comunicação e armazenamento da informação e da racionalização na aquisição e no uso dos meios e recursos tecnológicos disponíveis.

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Em baixo: notícia Dn de 12 de Abril de 2009

DN - INTEROPERABILIDADE - BASES DE DADOS

1.

Quais são exactamente as tarefas a que se dedicarão os funcionários desta nova unidade, que lida com o cruzamento de bases de dados?

2.

Do cruzamento de informações contidas em bases de dados resulta nova informação.

3.

Para onde vai essa nova informação?

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MULTAS DE TRÂNSITO POR IMPRESSÃO DIGITAL ELECTRÓNICA

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Nos EUA, o país da liberdade e das oportunidades (para atacar a liberdade), a polícia da cidade de Nashville, no Estado americano do Tennessee quer passar a aplicar as multas de transito utilizando um novo sistema.

Até aqui, quando se tem uma multa de transito, assina-se um documento comprovativo de se ter cometido a infracção, após o polícia explicar o que se fez de mal e ter passado a multa.

O Estado americano e esta cidade pretendem mudar isto.

Uma das formas apresentadas para tal foi a de usar uma digital signature pads/ uma maquina onde se assina com uma caneta digital.

Surge – como sempre surge – um argumento anti democrático nestas coisas – que é “muito caro” este tipo de aparelhos.

Para obviar ao “caro” surge outra ideia ainda mais perigosa.

A impressão digital como forma usada para substituir a assinatura da pessoa na passagem da multa.

Existem dois argumentos apresentados para isto:

(1) o “argumento verde” em que o município de Nashville eliminaria o papel;

(2) o argumento económico, em que se pouparia imenso dinheiro com este sistema.

FONTE: AQUI.

POLÍCIA E IMPRESSÕES DIGITAIS NAS MULTAS - MODIFICADA

Tendo em conta que a democracia como sistema custa mais dinheiro que uma ditadura, aguarda-se a altura em que será apresentado o argumento de que a democracia deva ser abolida porque custa muito caro e não é ecológica.

PS: a imagem retirada da notícia e que é aqui mostrada foi por mim alterada em dois lados.

POLÍCIA PODE CONTROLAR POR GPS PESSOAS, SEM MANDATO OU CAUSA PROVÁVEL.

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Fonte Portuguesa: Aberto até de madrugada/Carlos Martins

Fonte EUA: Gizmodo.

GPS CONTROLA PESSOAS NO WISCONSIN

No anterior post a este chamado “O Erro do Bloco de Esquerda” – sobre um outro assunto, se quisermos, ou sobre este assunto, mas dito e escrito de outra maneira, se também quisermos, escrevia a dada altura o seguinte:

Todas as pessoas, ou pelo menos quase todas, apreciam a tranquilidade de um quotidiano repetido.

Todas as pessoas, ou pelo menos quase todas, gostam de calma e passarinhos a cantar.

Porque o problema é que as pessoas apreciam a tranquilidade de um quotidiano repetido, julgando que será assim que algo mudará.

Nunca uma longa sucessão de quotidianos tranquilos repetidos mudou alguma coisa.

Ø

A tranquilidade dos quotidianos repetidos está a ser observada por GPS no Wisconsin.

Hoje o Wisconsin. Amanhã…quem?

Ø

Será que a tranquilidade do quotidiano repetido ainda o é sendo observada por GPS?

CARTÃO ELECTRÓNICO NAS ESCOLAS

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No dia 25 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) (que escolha tão apropriada e irónica da parte do senhor) Cavaco Silva não perdeu a oportunidade e cravou uma estaca no coração de alguns dos “opositores”. Utilizou como arma um discurso comemorativo de uma data que a ele pessoalmente nada lhe diz. Nesse dia lançou um alerta acerca dos jovens e da sua suposta falta de interesse na política.

O senhor até mandou fazer um estudo que nos informava dos horrores que a democracia portuguesa enfrentaria, qual Dante em viagem até ao Inferno, relacionados com o desinteresse dos jovens na política.

No mesmo dia 25 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) aquele senhor que é primeiro ministro por sorteio reagiu ao discurso. Abriu a boca e declarou que estava disponível para ajudar os jovens a interessarem-se pela política. (Contrariamente à página da TSF de onde retirei esta imagem ao lado que já está indisponível para nos ajudar com uma ligação…)

No dia 23 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) sem dúvida já demonstrando querer interessar os jovens pela política, o Conselho de Ministros (por sorteio) anunciou um “boa nova”.

O “cartão electrónico escolar”. Uma forma “política” e “técnica” de controlar os jovens (mas não só *), fazendo-os sentirem-se interessados pelo facto de o Pais carimbar legalmente uma política de imenso controlo que lhes será aplicada. Notícia Destak de 23 de Abril de 2008

Concordo com Cavaco apenas nesta parte, e estou absolutamente convencido que os jovens deveriam interessar-se POR ESTA POLÍTICA que lhes ataca as liberdades individuais chamada “o cartão electrónico escolar”.

Para fundamentar este ataque à liberdade de movimentos, e à noção de um espaço público livre, é necessário criar argumentos que o justifiquem.

Os argumentos usados para atacar a liberdade individual e a noção de espaço público livre são “argumentos de segurança”.

O jovem estará electronicamente confinado por meio de vigilância, à escola. (na realidade também é apenas mais uma “técnica” usada para vincar o conformismo e a negação da entidade individual).

Uma maneira “subtil” de pôr os pais contra os filhos criando uma situação em que os põe necessariamente em possibilidade de conflito uns e outros através dos dados de um cartão, que identifica perante os pais, quais são os exactos movimentos dos filhos.

Os paizinhos portugueses, as toupeiras sociais que por aí andam, que, regra geral, não fazem ideia nenhuma do que o jovem pensa ou anda a fazer, julgam (tem estado a ser convencidos disso pela mais completa propaganda…) que, com mais este passo para uma sociedade de vigilância; que será assim que os filhos estarão seguros e eles deixarão de se preocupar.

Os argumentos para implementar esta coisa são:

  1. a segurança escolar, mediante controlo de entradas e saídas
  2. Ganhos de eficiência para as escolas, por gerar o uso pelo pessoal docente e não docente
  3. Supressão da circulação do dinheiro
  4. Consulta do processo administrativo
  5. Consulta do percurso académico
  6. Consumo dos alunos nas instalações escolares

O verdadeiro objectivo divide-se em outras duas partes.

Uma é fazer aceitar às pessoas uma ideia de sociedade controlada electronicamente, como se isso fosse sinónimo de democracia e de liberdade. Este é um sub objectivo mais vasto.

Outro é controlar os funcionários das escolas*, professores e auxiliares, que serão (in)directamente confrontados através desta vigilância, sendo possivelmente acusados de falhas, pelo facto de os alunos saírem ou não saírem indevidamente da escola. Será o cartão dos alunos a “servir de prova”.

(Apêndice:põe-se os alunos/cartão a servir de “meio de prova” para controlar o serviço dos professores e dos auxiliares, sendo isto ainda mais grave porque desautoriza profissionalmente ainda mais, ambas as classes profissionais).

Por algo que – sejamos claros – nem professores nem auxiliares tem alguma vez hipótese de controlar (E NÃO É DA SUA COMPETÊNCIA…) em pleno. (Se algum aluno “sair” porque quer sair ou precisa, o ónus disso será assacado ao professor e ao auxiliar que “não terão feito o seu trabalho…” (e estarão a boicotar os gloriosos objectivos do Governo) ( Entre isto e o que o Partido Comunista declarava dos seus inimigos “burgueses” há pouca diferença…na linha de raciocínio…)

O controlo que é feito aos alunos irá assim repercutir-se nos professores e os auxiliares. A ideia adicional é também por todos uns contra os outros. Esta é a dimensão da perversidade disto. Este é um sub objectivo mais especifico.

É uma criação de modelos simplificados da sociedade, baseados no controlo – um panóptico electrónico…

Os alunos passam a ser profissionais com horário electrónico.

Se as classes profissionais (professores e auxiliares) contestarem esta lógica estarão a ser considerados como “maus profissionais, por pretenderem exercer o seu direito como cidadãos a não estarem vigiados electronicamente.

Pelo meio existem os argumentos de ordem financeira – gastar menos dinheiro + a elencagem de inúmeras “facilidades” administrativas que o uso do cartão gerará.

(É deliciosa a ideia de “supressão da circulação do dinheiro”, como sendo uma vantagem, insinuando-se que com isso acaba o “bullying”. Como se em vez de alguém exercer violência exigindo dinheiro em troca, não o possa fazer exigindo …… o cartão electrónico escolar…)

Isto afirma a ideia da escola vista como uma prisão.

Os alunos deixam de estar colocados na condição de alunos e passam à condição de prisioneiros oficiosos, impedidos de sair, excepto se o sistema electrónico o autorizar.

Qualquer ideia de liberdade individual e livre arbítrio ataca-se desta maneira, utilizando estes métodos.

Todos são presos e vivem dependentes da lógica do sistema electrónico.

Quem comanda o sistema electrónico?

(E para onde vão os dados electrónicos referentes aos movimentos feitos pelos utilizadores do cartão?)

CHIP ELECTRÓNICO AUTOMÓVEL PARA CONTROLO DE PESSOAS

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Na sua marcha para o totalitarismo e para uma sociedade controlada e onde existe a coacção legitimada sob a forma de lei, o actual governo que diz ser socialista, de esquerda e democrático- coisas que não é – aprovou a instauração obrigatória na livre República Portuguesa de um chip nos automóveis.

Protestos? Nenhuns.

Em Portugal toda a gente gosta de ser vigiada e controlada.

Como este “produto totalitário” é impossível de vender de forma comum e normal é necessário criar pretextos comuns e normais que justifiquem a aplicação destes tiques totalitários.

1. Existe uma óbvia violação da privacidade dos condutores.

2. Existirão sempre dúvidas quanto à entidade que fiscalize isto, especialmente num país como Portugal em que a seriedade das pessoas não abunda.

3. a lógica que está por detrás disto e a de controlo das pessoas vigiando o uso que estas fazem dos seus carros.

Se juntarmos a esta forma de vigilância, outras formas de vigilância, algumas que se anunciam, a conjugação de todas permitirá perceber que um qualquer cidadão está vigiado 24 horas por dia.

4. A má fé do governo é enorme. A 16 de Julho de 2008, (Data da imagem em cima é do Jornal de quinta feira, 17 de Julho de 2008) uma altura de férias em que as pessoas estão com a cabeça noutro sítio foi feita esta proposta para legislar. De facto isto é sério…

Como é necessário vender este produto usou-se técnicas de convencimento a martelo.

– Que pretende facilitar o trabalho das forças de segurança;

– Porque terão acesso à informação sobre a inspecção e o seguro automóvel. (Mas não tinham já acesso até aqui? Não existiam já umas bases de dados dentro do carro até para facilitar o pagamento de multas de transito? Então para que é que é preciso mais um sistema?)

– O sistema é de uso obrigatório. (Porquê?)

-Segundo o governo contribuirá para a segurança rodoviária ( uma pessoa despista-se com o seu carro, mas ficamos a saber que pelo facto de ter o chip electrónico já não irá despistar-se com o seu carro? Ou a ideia será outra, controlar a velocidade de carros e onde estão?)

– O chip vai permitir a identificação de veículos furtados, acidentados e abandonados.

Relativamente aos veículos acidentados:

Se a ideia é saber que um carro já foi acidentado,(e quem era o condutor) essa é uma informação que só tem valor para as companhias de seguros. Deveremos pensar que esta informação irá ser comunicada a companhias de seguros? No meio deste nevoeiro parece que sim…

Relativamente aos veículos abandonados:

Actualmente já existe a hipótese de verificar isso através dos pagamentos de seguro e pelos próprios avisos de cidadãos que notificam as câmaras municipais que está um veiculo em qualquer sitio abandonado. Para que é que é preciso um chip? ( Ao menos caso quisessem argumentar como deve de ser, diziam que era para criar rapidez…mas as pessoas já nem se importam com a forma mais ou menos disfarçada como se implementa uma medida totalitária…)

Relativamente aos veículos furtados:

Mas alguém acredita que ladrões profissionais de carros não lhes retirem o Chip antes de os roubarem ou utilizem métodos electrónicos para desabilitar o Chip?

Mas alguém acredita que uma pessoa que faça um roubo de carro apenas para com ele andar durante umas horas será apanhado graças ao Chip?

– Depois temos a ideia de – para dar “racionalidade” e “lógica de utilização” a isto de se afirmar que o Chip vai servir para pagar portagens e outras taxas rodoviárias.

Mas e se eu não quiser utilizar o Chip como meio de pagamento para pagar portagens e outras taxas rodoviárias?

Sou obrigado a pagar com “esta moeda?

E para onde vão as informações relativamente ao meu histórico de pagamentos? Quais é que são as minhas garantias? O que é que vai ser feito a essa informação?

E o que são “outras taxas rodoviárias? O que é que isto significa” outras taxas rodoviárias?

É pagar o selo do carro por Chip? É o quê? São novos impostos a criar?

Outro tipo de problemas tem a ver com o espaço público e a liberdade que nele deveria existir.

Como publiquei neste blog a 12 de Janeiro em Privacidade e negação do espaço público – chips em automóveis o seguinte:

««« O conceito democrático de “liberdade de movimentos”é fortemente atacado. Conceito esse que serviu para legitimar por exemplo, a guerra ideológica- política contra o comunismo na URSS, e satélites – onde ele não existia, mas que – agora – já não é questionado; antes abandonado desta forma suave e despercebida.
««« O espaço público, como local de convívio dos cidadãos é também atacado. Deixa de ser possível estar “anónimo na multidão”.

– O sistema do Chip custa 10 euros e é pago pelo utilizador.

Isto recorda-me que na China existe pena de morte e que os condenados à morte pagam a própria bala que o vais matar.

Aqui temos a morte da liberdade por coacção em Chip.

SUÉCIA – VIDEOVIGILÂNCIA.

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A Suécia, um país bastante mais livre do que Portugal está também em perigo. Mas na Suécia, apesar de tudo, as pessoas manifestam-se contra os ataques à sua liberdade. E reagem!

A 29 de Junho de 2008, o parlamento sueco votou uma lei que estabelecia nova legislação intrusiva de escutas e vigilância sobre os cidadãos suecos, e quem mais na Suécia vivesse, que foi aprovada apesar dos protestos na rua e online.

A lógica anti democrática foi a mesma que já vimos acontecer por cá. O respeito à “linha partidária” que impôs disciplina de voto. Existiam deputados que já tinham posições prévias contra a existência de leis deste teor e que as votaram favoravelmente na mesma.

O assunto estava e está também ligado aos problemas das supostas infracções do direito de autor através de transferência por bit torrent ou outras formas. Foi também previamente acompanhada de uma “campanha” de publicitação e propaganda para preparar a opinião pública.

O pretexto é exactamente o mesmo que nos ultimos anos tem sido sempre apresentado para criar leis destas: a “segurança nacional”. (O ministro sueco da defesa argumentou que se a lei não passasse, as forças suecas no Afeganistão estariam em perigo… pelos donwloads dos talibans, presume-se…)

Em nome da segurança nacional uma entidade chamada “FRA”, National Defense Rádio Agency, passará a escutar e a monitorizar qualquer tráfego telefónico e por correio electrónico, sem necessitar de uma ordem do tribunal para o fazer.

O critério de escuta fica à escolha de quem controlar a “FRA”.

A proposta foi obviamente critica por advogados, membros de sites de bit torrente como o Pirate bay, blogers, e no que é algo de ainda mais hilariante, o chefe da agência de serviços secretos sueca, chamada SAPO, que, com esta lei não tem acesso a dados, sem ordem do tribunal, mas a “FRA” tem acesso a dados apenas por sua própria iniciativa.

Ou seja, os “serviços secretos oficiais”( não consegui perceber se existiam “dois serviços” ou não) não podem aceder directamente a escutas, mas uma entidade, penso que privada, que supostamente irá combater a copía de ficheiros terá acesso a todos os dados dos cidadaos suecos.

Isto é uma tentativa de privatizar a segurança, e rebentar com a lei, como instrumento que rege as regras entre as pessoas numa dada sociedade.

Entretanto os protestos continuam, e o assunto que começou nos blogs, passou para os meios de comunicação “normais”; tornou-se “nacional”, onde editoriais de jornais em papel e online, falam constantemente do assunto. O mais irónico da coisa é que o Google, uma empresa notoriamente conhecida por ser pouco adepta de resguardar a privacidade dos seus utilizadores e colectar dados sem autorização, se sentiu “pouco à vontade” e (avisou que iria mudar) mudou os seus servidores. Na notícia do Times online, até dá para que o responsável do Google armado em democrata moralista… diga que aquilo – a nova lei sueca- parece algo que a China ou a Arábia Saudita teriam inventado.

A antiga companhia de telecomunicações sueca, Tella, também mudou. E a Bélgica ameaçou que processava a Suécia, se cidadãos belgas fossem escutados indevidamente.

Entretanto, a polémica continuou a aumentar. Vários meses antes da lei ser aprovada os blogs tinham espaço de difusão limitado. Mas começaram a ter os meios de comunicação com eles, através de petições – uma delas gerou 6.6 milhões de emails de protesto enviados para um dos principais representantes do governo que defende a lei.

Parece Portugal não parece?

Hoje, terça feira, dia 8 de Julho de 2008, adeptos do partido pirata (na Suécia há um pequeno partido chamado “Partido pirata” que defende o download livre e sem restrições e a não existência de escutas…) farão protestos sob a forma de festas, nas cidades de Malmoe e Estocolmo para celebrar o facto de a Suécia se ter tornado uma “República de Bananas”.

O processo de ataque à democracia é feito por “dentro do sistema” e contra as pessoas e é geral, não só em Portugal. Aqui é que se nota mais.

E nota-se mais porque a “apatia” e o deixa andar dos portugueses demonstram a enorme diferença de atitude cívica e apego à democracia que infelizmente existem neste país.

Verificar a lei de segurança Interna.

LIDL, VIGILÂNCIA ELECTRÓNICA

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Artigo do Blog Devaneios desintéricos acerca de empresas alemãs,especialmente de uma que conhecemos bem em Portugal.

Através de uma compilação de várias histórias, verificamos que o novo totalitarismo já não se manifesta através de um ditador e da sua corte de amigos e apoiantes, mas sim através da vigilância electrónica.

Transcreve-se uma parte e acrescenta-se um artigo do Jornal Global de 1 de Abril DE 2008, 3 dias depois da data da reportagem ligada do The Times online:, não assinado e não transcrito de nenhum outro jornal( o Global recorta notícias de outros lados), especificando que a administração do Lidl, pediu desculpa. No artigo do Times Online existe uma descrição do comportamento dos detectives- ex-Stasi que vigiavam os funcionários e as recomendações deles em relação a funcionários que lá estavam.

Estavam porque alguns foram entretanto despedidos através da recomendação de não renovação de contrato.

A vigilância electrónica (e ainda por cima ilegal) ainda por cima, serve para causar problemas a pessoas na sua vida privada e no seu trabalho.

” Saber que a sociedade comercial Lidl, multinacional alemã do sector dos supermercados, espia regularmente os trabalhadores dos seus estabelecimentos na Alemanha e noutros países do leste europeu, detendo um conhecimento chocantemente pormenorizado (v.g. saber quem não paga as contas da TV cabo) das suas vidas pessoais constitui um facto susceptível de chocar qualquer consciência minimamente alertada para os direitos cívicos de cada indivíduo;

Que agora seja descoberto que a Deutsche Telecom (congénere germânica da “nossa” PT) tem vindo a recorrer sistematicamente à espionagem de trabalhadores, administradores, membros de sindicatos e jornalistas para “evitar fugas de informação” que possam debilitar a situação financeira da sociedade no mercado bolsista, não poderá deixar de igualmente nos impressionar;

Como não poderá deixar nos perturbar o facto de agora se saber que Deutsche Bahn, a “CP alemã”, é suspeita de espiar a vida pessoal dos seus próprios gestores, recorrendo não raras vezes, e por exemplo, a escutas telefónicas naturalmente ilegais;

Imensamente mais alarmante, contudo, é saber que os três casos estão ligados entre si pela presença de uma empresa de “investigações secretas privadas” -a Network Deutschland – que utiliza o know-how dos seus membros: nada mais nada menos que ex-agentes da polícia política da Alemanha de Leste, a pouco recomendável STASI – Ministerium für Staatssicherheit.

A História Política tem atestado a dinâmina de permanente reabilitação e reinvenção dos métodos totalitários. Mas, por paradoxal que possa parecer, tal reabilitação tem pouco de inovador, mais a mais quando se evidencia, de forma tão límpida e cristalina, que o Capitalismo modierno, fazendo uso dos mesmos métodos totalitários, não consegue ser muito melhor que o Comunismo mais abjecto.

Sobre comunismo e Stasi mais abjecto verificar o artigo “A vida dos outros” sobre um filme feito na Alemanha à propósito de escutas e vigilância electrónica durante o comunismo.

Agora os rejeitados de outrora são reciclados e recuperados pelo capitalismo actual para atacar a democracia.

Quanto à hipocrisia do pedido de desculpas, é de notar o “à vontade” com que se pede desculpas, mas, presumívelmente, continua-se a fazer o mesmo.