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DOHA ROUND: TARIFAS SOBRE A AGRICULTURA E OS SERVIÇOS VÃO BAIXAR

Fonte: MercoPress

DOHA ROUND

  • As negociações pararam porque a Europa não pode aceitar destruir a sua agricultura.

“We are committed to seek an ambitious and balanced conclusion to the Doha Development Round in 2010, consistent with its mandate, building on the progress already made, including with regard to modalities”, said the joint declaration.

“We are committed to advance reform processes in international organisations, including the UN, to reflect contemporary reality and challenges thus enhancing their relevance, legitimacy and efficiency”.

G8 countries also agreed to some of the major demands made by the G5 countries on tackling the present global economic crisis. “

“We have acted more forcefully and cooperated more fully than in any earlier economic crisis. We are fully committed to implementing rapidly the Washington and the London summit decisions, including those to strengthen financial regulation and reform International Financial Institutions (IFIs), and to provide them with adequate resources”.

  • Ficar tudo na mesma parecendo que não.

A strong commitment towards reforms in international financial and other institutions was also included. It said that all participating countries would refrain from competitive devaluations of currencies and promote a stable and well-functioning international monetary system.

  • Manutenção dos actuais problemas.

In a statement issued before the MEF meeting, the EU said that concluding the Doha Round was a question of ”political credibility” and represented ”the best remedy” to protectionist temptations.

  • Uma posição incompreensível da Europa.

ALBÂNIA, KOSOVO, EUA, UE.

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Uma metáfora dividida em três partes e um epílogo. A propósito de uma certa conversa…

PARTE 1.

Uma empresa enorme, a maior do mundo na sua área quer-se expandir para outro continente.
Inicialmente tenta expandir-se para uma zona desse outro continente e não consegue. Os nativos reagem contra isso.

O board of directors/a gestão toma posição perante o revés e perante a humilhação. Declara que, doravante, a existirem expansões, terá que existir uma parceria local.

Surgem outras oportunidades e expandem-se para outra parte do continente – uma relativamente mais acessível, menos defensiva.

Nessa outra parte do continente existem vários candidatos para parceiros locais.

Os candidatos são escolhidos e analisados em função do “pedigree” que tinham… não só comercial…

Inicialmente escolhe-se um candidato “X” e compra-se 20% das acções do candidato “X”. O candidato “X” aceita, mas dá a entender não desejar que a empresa enorme, quando alguma vez vender, o faça ao vizinho do candidato “X”; o candidato “Z”.

Depois ocorre algo.

Devido a problemas financeiros inesperados do candidato “X”, este decide vender a totalidade do capital, à empresa grande, com a condição implícita, de que não seja vendido ao seu concorrente local, o candidato “Z”, e convencido o candidato “X”, que a empresa grande apenas o quer todo para si própria.

A empresa grande diz que sim.

Após a empresa grande comprar 100% vende imediatamente, 50% ao concorrente local “Z”, o tal que o candidato “X” não queria que nada lhe fosse vendido. O candidato “X” percebe/apreende, que a empresa grande teve sempre, desde o início do negócio essa intenção.

Na pratica é o concorrente local “Z”, o tal que queria (pela calada) abocanhar o seu próprio rival local, mas não o podia fazer, “dando nas vistas” que beneficia da empresa grande multinacional servir de intermediário para esta transferência de propriedade…

A empresa grande desta história verdadeira é americana, e os candidatos “X” e “Z” desta história são italianos e o sitio onde não se conseguiram expandir (a empresa grande) é a França.

PARTE 2

Em Portugal existiu algo de semelhante em várias zonas do país, mas especialmente em Abrantes – a que conheço melhor. A Jerónimo Martins ( Feira Nova/Pingo Doce), querendo, na realidade, dar uma facada na sua concorrência fez uma jogada a esta acima descrita, em tudo semelhante.

Podendo construir um local de raiz e com especificações próprias adequadas à sua maneira de trabalhar, em Abrantes( e noutros locais…), preferiu não o fazer; antes “traçou” a concorrência analisando-a. Quando viu a possibilidade de uma brecha, comprou o franchising de um concorrente ( Intermarché), pagou ao franchisado, salvo erro, uns 200 mil contos na altura para este sair do negócio e ainda pagou a penalidade que este tinha que sofrer da marca Intermarché por a abandonar e adquiriu o local (não só ali, mas noutros sítios do país..). O local era (é) muito apetecível à época – Encosta da Barata, a 500 metros de entrada para a auto estrada, e acima de tudo, para quem entrava em Abrantes de um dos lados da cidade estava esta instalação – o que faz com que quem venha às compras se sinta impelido a parar logo ali.

Deu um soco no estômago de um concorrente, pagando um preço mais caro por isso, mas conseguiu o ponto de venda que lhe interessava. E espetou um atraso de 2 anose um ter que recomeçar de novo (a tal facada) num perigoso concorrente.

Isto não é nenhum segredo militar, veio nos jornais e quem contava esta história da “facada” era uma pessoa do Intermarché, ao Jornal Público, creio que isto há uns 8 a 10 anos…

As ” autoridades da concorrência ” que fiscalizam estes atropelos não viram nada, não descobriram nada, não ouviram nada…

mas continua(ara) m a receber ordenados pagos regularmente todos os meses, e a terem contratos de trabalho permanentes…

PARTE 3

Temos uma província de um país, após várias guerras, que é constituida por uma maioria étnica de um outro país e outra nacionalidade. Embora seja globalmente nesse país, uma minoria, só naquela província é a maioria da população.

Uma empresa multinacional que dá pelo nome de EUA decide forçar a entrada neste mercado, para dar uma facada em dois dos seus concorrentes, a UE e a Rússia. Para tal promove activamente o secessionismo desta província (com razões válidas para isso ou não, não é esse o objectivo do post), e usa um produtor local, a Albânia, (a UE não esteve inicialmente disponível e fez o papel da França do exemplo das empresas acima…) para mandar a facada na Sérvia, o outro produtor local recalcitrante e nos outros dois competidores exteriores, um dos quais também faz (UE) ( às vezes) o papel de produtor local dos EUA.

Por enquanto estamos na situação

“…escolhe-se um candidato “X” e compra-se 20% das acções do candidato “X”.

Resta saber se o rival regional/local da Sérvia ( a Albânia) daqui a 5 ou 10 anos não será alvo de uma generosa oferta comercial por parte da multinacional e lhe será ofertado a posição de parceiro comercial estratégico local e passará a ter 50% do negócio, sendo que, metaforicamente, os 50% aqui devem-se entender e traduzir pela palavra “Kosovo”. Ou seja, a unidade comercial “Kosovo” ser fusionada com a unidade comercial Albânia.

Veremos no futuro se não será tudo isto apenas e só, uma simpática forma de transmitir um pedaço de território ao nosso parceiro comercial local, dando uma dentada nos nossos concorrentes. Que sorriem, (uns- UE), e abanam a cabeça ( outros- Sérvia/Rússia) com esta incursão comercial da empresa multinacional…

Resta saber se nunca terá sido esta, desde sempre, a ideia original da empresa comercial EUA.

EPÍLOGO

Quem pagará as contas deste negócio será a “comunidade internacional”. (Quem pagou as contas do negócio de Abrantes acima descrito foram os consumidores locais que viram os preços serem mais altos durante um ano e meio…) Como o território geográfico a que pertencem estes simpáticos personagens é a Europa, a “comunidade Internacional” que pagará será a “Europa”.

Isto é obviamente ficcionado e a similitude de posições em ambas as histórias não é idêntica, mas como criação de cenário muito se poderá extrair daqui, e debater, quer criticamente, quer não.

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Written by dissidentex

21/02/2008 at 7:12

Publicado em ALBÂNIA, KOSOVO, UNIÃO EUROPEIA

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