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Posts Tagged ‘CORRUPÇÃO

A CORRUPÇÃO É UMA ÁRVORE.

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“Corruption is a tree, whose branches are
of an immeasurable length: they spread
Everywhere; and the dew that drops from thence
Hath infected some chairs and stools of authority.”

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Beaumont and Fletcher, The Honest Man’s Fortune

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“First they ignore you, then they laugh at you, then they fight you, then you win.”

Mohandas K. Gandhi

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20/04/2013 at 14:51

DOS SUBORNOS E DA CORRUPÇÃO

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Mais um ano que começa, mais subornos (organizados e desorganizados).

Mais um ano, mais corrupção em Portugal.

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Actualmente vivemos sob a forma da corrupção intensificada e aumentada, moderna e austeritária.

Como podemos não estar felizes com isso?

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Como podemos não estar felizes com a elevação a um patamar superior de suborno e corrupção?

Somos mesmo uns ingratos por não apreciarmos devidamente este patamar superior…

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Finalmente começamos a chegar lá, dizem os adeptos desta forma de sociedade.

Finalmente atingimos o nirvana.

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A SOCIEDADE AO CONTRÁRIO

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Vivemos numa sociedade ao contrário.

As sociedades consideradas “normais”, por vezes descritas nos universos da banda desenhada; vivem e coexistem com um “super herói”.

Na sociedade portuguesa actual é o contrário que acontece.

A maior parte das pessoas são super heróis invulneráveis; os restantes apenas pessoas normais.

As pessoas normais estranham o facto de ninguém parecer incomodado com o que se está a passar neste país.

O sentimento de invulnerabilidade destes “felizes super heróis” enjoa.

Julgar-se que as medidas do actual conjunto de psicopatas que estão no comando da situação não irão afectar estes portugueses super heróis é apenas desconcertante de observar.

A orquestra do Titanic continua a tocar.

E para onde quer que se olhe observam-se os subornos a fluir.

O cavaleiro negro fala ao contrário.

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29/12/2011 at 20:23

O PERIGO IMINENTE

Eles são o pior grupo de amigos, compadres e jovens empresários que se juntou depois do 25 de Abril.

Eles são um conjunto maldoso de oportunistas, arrivistas e predadores.

Eles são os que aparecem com o disfarce de beatas e ratos de gabinete teóricos e palavrosos, mas aos quais falta qualquer substancia e qualidade humana. E como poderiam te-la?

Os psicopatas juntam-se uns aos outros precisamente porque são desprovidos de substancia e qualidade humana.

As pessoas “normais” que reparem neles; não os conseguem suportar.

Imediatamente irão olhar para eles e vê-los como aquilo que verdadeiramente são: lixo humano, perigoso para o resto da sociedade.

Eles não tem qualquer contemplação em atingir as  classes sociais mais desfavorecidas.

Ou quem aparente nâo ter poder.

O seu único anseio é “servir”; estar ao serviço dos mais poderosos grupos empresariais.

A sua protecção é oferecida às administrações publicas e privadas, incompetentes e semi responsáveis pelo pré estado de falência em que a localidade se encontra.

A corrupção é a sua arma preferencial, quer seja nas vertentes morais quer seja nas vertentes económicas e financeiras.

O seu método é a falta de palavra e de honra, excepto quando tratam de “assuntos” com os seus interesses e os seus amigos.

Eles são um cancro perigoso, porque maligno ao pior nível da malignidade.

Tem que ser derrubados e a ideia cultural (baseada no mais completo nojo e desprezo pelos seres humanos) que representam tem que ser obliterada.

E de forma permanente!

CORRUPÇÃO

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Existe a corrupção “normal”.

É aquela que é retratada de forma mais ou menos romântica nos filmes e séries de televisão.

Pessoas de aspecto dúbio e vagamente criminoso, recebem malas pretas cheias de dinheiro em caves de prédios sórdidos ou em garagens de hipermercados às 4 horas da madrugada.

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Existe a verdadeira corrupção.

Oferecer a ilusão a todos os membros de um povo de que todos podem lá chegar.

Que todos podem chegar  ao sítio profissional ou pessoal onde pretendem chegar.

Mas os lugares estavam previamente garantidos para uma minoria que soube sempre antecipadamente que os teria.

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Na nova corrupção as coisas acontecem de outra maneira.

Grupos de pessoas sem qualidade reúnem-se para garantir previamente lugares a pessoas sem mérito, mas oriundas dos sítios considerados como certos.

Esse é o nome do novo jogo.

Um  ambiente fétido, corrupto e putrefacto que circula ao redor, por cima, e por dentro da classe dos jornalistas, dos políticos, dos assessores,  da maioria dos professores universitários, dos meios de comunicação social e as relações incestuosas e apaparicadoras de todos eles com o poder económico.

E o resultado do novo jogo é a garantia prévia de lugares para uma minoria medíocre que soube sempre antecipadamente que os teria.

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01/06/2010 at 19:07

O CORTESÃO PORTUGUÊS; essa sub espécie não reconhecida pelos biólogos…

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O cortesão é uma figura “histórica”. Nasceu nas sociedades de tipo monárquico ou feudal.

O cortesão era uma pessoa que frequentava as cortes ou os locais de reunião de figuras que eram consideradas poderosas ou que eram mesmo poderosas.

O cortesão cultivava o acesso sistemático aos que eram considerados poderosos. Em troca, estes esperavam que o cortesão passasse imenso tempo em redor deles, apaparicando-os.

Como retorno, o cortesão tinha “acesso a informação” e a prestígio.

Os cortesãos não eram todos nobres e existia “ascendência no mérito”; baseada em quem era melhor cortesão; melhor apaparicador.

O cortesão representava ou deveria representar uma hierarquização social própria de sociedades antigas e obsoletas no seu processo político, sociedades baseadas na legitimidade não democrática e num sistema de sociedade primitivo e primário.

Tendo entrado na Idade moderna, nada mais natural do que esperar-se que o cortesão desaparecesse como relíquia do passado que é; precisamente pelo desaparecimento dessas sociedades de relíquia.

A um sistema defunto e enterrado deveriam corresponder os seus excrementos em cemitérios de cortesãos mortos.

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No “antigamente”, a corte ocidental mais famosa era a francesa no seu auge e a oriente a corte de Pequim, maior que a corte francesa, mas ainda mais  isolada da população e com o seu exército mandarinato cortesão.

Nestes viveiros de continentes diferentes e épocas históricas assimétricas,  cultivavam-se  colheitas imensas de cortesãos especialmente seleccionados.

Cortesãos desprovidos de sinceridade, praticando a arte da adulação, a intriga ambígua e amoral, o apaparicamento como forma de vida e desprovidos de qualquer conceito de interesse nacional pululavam como ervas daninhas num qualquer jardim feudal ou monárquico da época.

Na época actual, existe um país que cultiva uma cópia ridícula do mandarinato chinês e do isolamento  da corte de Pequim.

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A cópia ridícula e incompetente das versões antigas originais é o actual ambiente fétido, corrupto e putrefacto que circula ao redor, por cima, e por dentro da classe dos jornalistas, dos políticos, dos assessores,  da maioria dos professores universitários, dos meios de comunicação social e as relações incestuosas e apaparicadoras de todos eles com o poder económico.

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30/05/2010 at 17:55

O VAMPIRO

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No blog 5 dias existe uma “explicação” para a existência dessas figuras tão singulares, pitorescas e inadequadas que são as pessoas – vampiro; enquadrada a “explicação” no capitalismo global e na cultura e arte. E cita-se:

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“… E porque é problemático este terreno pós-colonial das identidades ? Porque facilmente caímos numa espécie de neocolonialismo: Jimmie Durham, por exemplo, em conversa que mantivemos há uns anos, falava-me do «multiculturalismo» como um novo conceito hegemónico que colonizava qualquer discussão sobre identidade e alteridade; Slavoj Zizek caracteriza o «multiculturalismo» como a nova ideologia do capitalismo global; Gayatri Spivak critica a redução do «outro» a uma «identidade» (eventualmente exótica) e, por seu lado, Alain Badiou vê na desterritorialização global uma forma perversa de reterritorialização. Para Badiou, o combate dever ser, hoje, não pelo «direito à diferença», mas sim pelo «direito à igualdade».

São estes os riscos do pós-colonialismo, e é com eles que Fisher se confronta de forma inovadora. Como? Lançando para este debate uma figura de retórica e uma metáfora fortíssima, a figura do «Vampiro».

O vampiro é uma fortíssima imagem universal e singular, é um todo de que nunca se consegue localizar a origem, ou a identidade e raiz, dos múltiplos fragmentos que o compõem: o vampiro não tem idade (é um contemporâneo constituído por sangue ou sangues muito, muito antigos); não tem identidade (o seu sangue, e ele também é sexualmente híbrido, é um puzzle de muitos sangues, é um puzzle de tudo o que conseguiu sorver). Enquanto universal-singular aproxima-se do «il n’y a ni un ni multiple» de Deleuze.

O vampiro pode, de facto, ser uma figura deleuziana, é um «ser em devir» permanente, ele é aquilo que vai sendo, mas é um ser terreno e «planetário».

O vampiro é uma metáfora de resistência e um espectro que ameaça o que está instituído. É um «representante maligno do ancient regime», um aristocrata que perturba o mundo burguês, mas é também um símbolo do capitalismo global predador que nos vampiriza. Por fim, como não ver aqui que o vampiro pode surgir como um «resistente infiltrado», um truque e um prestidigitador contra a mentira do Império global, pagando ao Império com a mesma moeda (vampirizado que vampiriza, colonizado que se alimenta do sangue do colonizador)?

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Tradução simples: o vampiro é corrupto.

Written by dissidentex

04/06/2009 at 12:48