DISSIDENTE-X

Posts Tagged ‘CRISE FINANCEIRA AMERICANA

CRISE FINANCEIRA AMERICANA – AS TEORIAS MAINSTREAM 2

leave a comment »

Ø

A lista completa de artigos relacionados com este assunto pode ser encontrada na página da barra lateral ” Z – Crise financeira norte americana”

Ø

No post intitulado Crise financeira americana – as teorias mainstream que a explicam, era mencionado o facto de estarem a surgir inúmeras pessoas – as que tem interesses na manutenção do estado em que isto está – que visam legitimar a actual situação.

Isto é, manter o actual modelo de capitalismo económico norte americano tal como está. E – por extensão – criar problemas ao resto do planeta, tal como está.

Nesse post a dada altura era mencionado o seguinte e cita-se uma parte em baixo:

———

Como tal, o discurso médio (falso e mainstream)  que está a ser criado e desenvolvido pelos principais agentes da propaganda (orientados para a manutenção do status quo) e que visa explicar as causas da actual crise baseia-se no facto de tudo isto ter acontecido porque existiu um “acidente” dos mercados.

E as razões para esse “acidente” dos mercados foi o facto de  (1) existirem maus pilotos a a comandar a nau “mercado” ou (2) existirem pessoas corruptas e gananciosas que produziram inúmeras decisões irresponsáveis  – uns quantos intervenientes dentro do mesmo, que “perderam o norte” e se desviaram das boas práticas do mercado, levando ao “acidente”.

———

Ø

E chegámos a um exemplo típico disto: este artigo do Wall Street Journal chamado “Europe is no model for our banks” /A Europa não é o modelo para os nosso bancos” onde um Ceo de uma empresa defende exactamente um certo tipo de discurso que é o discurso conjugado com a prática que nos levou ao que nos levou.

Onde é dito que os acidentes dos mercado por causa de Ceo´s gananciosos e más praticas, não devem ser usados como argumento para mudar o sistema.

Para “vender” essa ideia usa medo, lutas antagónicas entre correntes ideológicas, e mais medos de que “o risco” – caso se retire os instrumentos de risco dos produtos financeiros  – parará a inovação. Até o medo da China e das Treasury bonds compradas por esta é usado como argumento.

Ø

O artigo afirma que actualmente existe uma luta de opinião pública( ou publicada?) nos EUA, entre Paul Krugman/Jornal New York Times VS Lawrence Summers, o conselheiro económico especial do Presidente Obama.

Ø

Paul Krugman argumenta que:

(1) Chegou-se onde se chegou por falta de transparência financeira.

(2) A situação actual dos bancos ainda é “estranha”.

(3) As “perdas financeiras ” que estão fora dos balanços e não se sabe quanto são.

(4) os fundos públicos dados pelo estado americano parecem não querer acabar ou ter fim.

  • A solução Krugman é acabar com produtos financeiros de elevado risco e derivados.

Ø

Lawrence Summers  (um “democrata” e actual conselheiro económico do Presidente Obama) argumenta que:

(1) Eliminar os produtos derivados e os produtos financeiros de alto risco …. elimina o risco.

(2) Eliminar a securitização financeira de produtos financeiros na area dos seguros  impediria que vastas somas de capital sejam usadas para investimentos.

(3) Dinheiro necessário para ajudar a investir nos mercados de exportação dos EUA não estaria mais disponível.

  • A solução Lawrence Summers é deixar as coisas como estão.

Ø

Será evidentemente a visão defendida por Lawrence Summers que irá ser a visão prevalecente.

Porquê?

Porque é uma questão de poder: quem está no governo norte americano é quem,decide através do braço legislativo e financeiro. Não é Paul krugman ao escrever artigos no New York Times, que irá mudar algo.

Porque é uma questão de poder: a elite financeira norte americana, acaso permitisse que a solução Krugman prevalecesse perderia poder de intervir nos mercados e de condicionar a vida dos cidadãos. *

E também, porque se existisse real vontade em mudar algo, não seria Lawrence Summers, nem a sua “corrente” que estariam no governo, mas sim qualquer outra ou Paul Krugman.

Ø

Esta é a lógica típica de um artigo norte americano de jornal, visando querer convencer uma opinião pública semi anestesiada que existem de facto duas alternativas, quando na realidade existe uma e é essa que será adoptada.

E o que será adoptado é mais do mesmo mas feito de maneiras diferentes.

Uma falsa noção de debate e de democracia.

Ø

O inicio desta lógica de argumentação é pretender convencer que existem duas alternativas em cima da mesa; e que se (deve) escolhe (r) uma: mas na realidade isto é uma falácia.

A segunda lógica desta ideia e desta argumentação é definir o inimigo; isto é, o que não se quer.

O que não se quer é o modelo “europeu” (seja lá o que isso for).

Como o modelo europeu é próximo daquilo que Paul Krugman defende, obviamente… não se quer o modelo europeu.

Outros ” perigos” e antídotos são apontados.

(1) Que os “democratas de Paul Krugman” querem nacionalizar os bancos norte americanos, que estão com problemas.

(2) Que os democratas de Lawrence Summers afirmam que nacionalizar os bancos poderia colapsar o sistema.

Uma sub lógica emerge aqui: apontar “perigos” atrás de perigos, atrás de perigos – apelar ao medo atrás do medo.

Porquê?

Porque quem tem medo normalmente não faz nada e opta por ficar como está.  Fica transido de medo.

Ficar como está é não adoptar a solução de Paul Krugman, mas sim a de Lawrence Summers.

Ø

Foram as soluções de Lawrence Summers que levaram isto ao estado em que está. Cita-se o post Crise financeira Americana, Clinton, Rubin, Summers, Geithner, Obama e a desregulamentação :


Demos um salto no tempo e cheguemos ao ano 2000.

No ano de 1999, um senhor chamado Larry Summers, foi promovido. O seu chefe, Robert Rubin, saiu do governo norte americano (em 2000) para ser Vice Presidente do Citigroup (provavelmente uma recompensa por serviços prestados; isto é, pela “ajuda na revogação da Lei Steagall Act; a tal que impediria a fusão do Citigroup com o Travellers Group…) (o mesmo Citigroup de onde tinha saido o livro de Walter Wriston…já citado acima…)

Rubin tinha trabalhado durante 4 anos como secretário do Tesouro do governo de Bill Clinton; quando deixou de ser necessário lá estar, uma vez que o favor necessário estava feito, saiu, deixando Larry Summers no seu lugar.

Summers querendo deixar a sua marca, foi ainda mais longe que Robert Rubin. Ao que parece, convenceu o Presidente Clinton, para que este aceitasse aceitar uma série de propostas de lei do Partido Republicano (os “malandros da direita…).

Apoiou a criação e existência de uma nova lei que tinha o nome de “Commodity Futures Act of modernisation 2000″, uma lei que queria alterar a forma como certos produtos  a serem vendidos nos mercados de futuros (acções ou outros) seriam classificados ( ou não) como tal.

Também fazia o contrário: que certos produtos a serem vendidos no mercado bancário, embora tendo características de acções ou produtos parecidos, passassem a ser classificados como “não o sendo”.

Objectivo: transferir o “risco” de quem vende para quem compra, mas parecendo não o estar a fazer.

Ø

Existem coisas curiosas neste artigo do Wall Street Journal que mostram bem o problema que temos que enfrentar, (e somos todos, no mundo inteiro) mas não da maneira como o colunista nos quer impingir.

Por exemplo, a dada altura diz-se:

” Our largest 10 banks control 75% of total bank assets.”

Tradução: Os nossos maiores 10 bancos controlam 75% dos activos bancários.

Do ponto de vista da “liberdade” de actuação dos agentes económicos norte americanos (empresas e particulares)  isto é extremamente problemático. Um oligópolio de 10 bancos está – de facto – em posição monopolista. (acresce a isso o facto de estes grupos bancários serem donos de seguradoras e de posições accionistas noutras empresas…)

(A posição de monopólio acontece quando um determinado grupo de empresas ou somente  uma tem uma tal quota de mercado que consegue “fazer preços” dentro do sistema em que está incorporada, e consegue impedir novas entradas de novos concorrentes no mercado, por exemplo).

Será normal que num país tão grande como os EUA, apenas 10 bancos tenham tanta quota de mercado?

(Será normal que num país tão pequeno como Portugal, 4 grupos bancários tenham à volta de 70% de quota de mercado?)

As teorias económicas de Adam Smith que todos os capitalistas americanos dizem seguir defendem muitas coisas.

Uma das coisas que defendem é a existência de um  “um mercado atomizado”.

Atomizado significa milhares ou milhões de produtores e vendedores, que se encontram num local fictício – o mercado – com os milhares ou milhões de compradores. E acordam entre si o preço.

Num país tão grande como este , com 300 milhões de consumidores, 75% do sistema bancário – que por sua vez controla todo o resto do país * – controla os depósitos e os negócios de 225 milhões de consumidores americanos.

E de quase todas as empresas do país, uma vez que não é crível e lícito pensar que as grandes empresas, como por exemplo a Microsoft ou a GE, sejam clientes de bancos mais pequenos – os restantes 25% do sistema.

Ø

(A) De um lado temos um mercado atomizado – 300 milhões de consumidores.

(B) De outro lado temos um mercado concentrado – 10 bancos que controlam 75% de 300 milhões de consumidores.

Ø

Este nem sequer é o modelo económico capitalista de Adam Smith.

Este modelo capitalista” transfere o poder para um número reduzido de actores.

Este modelo capitalista transfere a informação acerca dos consumidores para um numero reduzido de actores.

Este modelo capitalista não é democrático.

Advertisement

CRISE FINANCEIRA AMERICANA – CLINTON, RUBIN, SUMMERS, GEITHNER, OBAMA E A DESREGULAMENTAÇÃO.

leave a comment »

Ø

A lista completa de artigos relacionados com este assunto pode ser encontrada na página da barra lateral ” Z – Crise financeira norte americana”

Ø

Em 1933, nos EUA, foi feita uma lei que proibia os bancos comerciais de terem actividades   definidas como sendo actividades próprias e atribuídas à banca de investimento.

Chamava-se “Glass – Steagal Act”.

O objectivo desta lei era o de evitar que os bancos comerciais executassem ou participassem directamente em actividades de sectores não financeiros estritos (por exemplo terem (1) participações através de acções no capital social de outras empresas ou (2) actividades mais arriscadas como participações directas em mercados de futuros).

Visava-se separar actividades. Por negócios e área respectiva, para evitar problemas de “contágio financeiro” (falências) entre instituições mal geridas com instituições bem geridas, ou entre produtos financeiros diferentes,  por exemplo.

Ø

Em 1999, a 12 de Novembro, esta separação que existia, para proteger a economia e as próprias instituições foi parcialmente repelida.

Foi feita uma lei chamada Gramm-Leach-Biley Act, que revogou parcialmente muitos  artigos da lei de 1933.

Bancos especializados na emissão de obrigações, de futuros, de derivados financeiros, de acções, etc, passavam a poder concorrer com bancos especializados na concessão de empréstimos para a habitação ou para o consumo, e passavam também a poder concorrer com companhias de seguros; e estas com estes.

Todos contra todos era o mantra neoliberal que estava por detrás desta “reforma” da lei de 1933.

Em termos práticos, o que isto significava era que ANTES de 1999, não seria possível uma companhia de seguros juntar-se através de uma fusão com um banco comercial, por exemplo.

Tal sucedeu devido à pratica de lobbying por parte dos interessados, uma vez que em 1994/95 existiu uma “fusão” entre o Citibank (actualmente conhecido por Citigroup e que vemos a vender cartões de crédito em supermercados portugueses…) e o Travellers Group, uma companhia de seguros e produtos financeiros pré pagos, que fazia por exemplo os Travellers cheques…fusão essa que seria considerada “ilegal” se não existisse a “alteração” da lei Glass Steagall

Ø

Politicamente foi “aquilo” que passa por ser a “esquerda” política norte americana que possibilitou a revogação da Lei Steagall de 1933, substituindo-a pela versão actual. Tudo isto aconteceu durante a administração Clinton.

Ø

Agora mudemos de “cenário” exemplificativo e façamos uma pequena “derivação” através da qual; importa explicar qual era o “ambiente” que existia no inicio dos anos 90.

Durante esses anos, surgiram teorias económicas baseadas nas “teorias dos  jogos”, segundo as quais, todos os elementos de uma sociedade funcionariam apenas baseados no seu interesse próprio, e não na ideia de “um bem comum a atingir” . Ver também “Teoria dos jogos e os seus péssimos sub derivados”.

Caso se acredite nisto, de acordo com as teorias do “interesse próprio”; todos os indivíduos querem maximizar o seu prazer pessoal e rejeitam “um bem comum a atingir”.

Mas aqui surge um problema.

Como é impossível conseguir conjugar todos os desejos de múltiplos indivíduos num mundo assim (chama-se a isto a “teoria da impossibilidade”) então é necessário procurar uma “solução”que “ordene isto”.

(1) A “solução (convenientemente encontrada) que ordena isto” foi apresentada como sendo o “mercado livre”.

(2) Não a política (as acções dos políticos quando governam).

(3) Nem a democracia (um sistema que “pode obstruir” pela sua própria natureza e por lei a acção do mercado”)

A teoria da impossibilidade, também diz que os indivíduos procuram maximizar o seu próprio prazer, quando estão a actuar no mercado,  mas que não o fazem numa situação política – tal como é o caso de uma “votação”.

Ø

Esta é uma visão – baseada em teorias dos jogos – que apela ao pior das pessoas;  uma visão muito limitada do que são as pessoas e do que é a política.

Esta visão leva ao seguinte raciocínio: que (A) os indivíduos são apenas processadores de informação, e que (B) o mercado é um processador de informação melhor do que os indivíduos.

Consequentemente: a votação e/ou a democracia, são processadores de informação fracos. (Ineficientes)

É com base neste “simplismo” que as pessoas na sociedade são vistas – de acordo com estas teorias.

Ø

walter-wrsiton-capa-o-crespuculo-da-soberaniaNos anos 90 este tipo de argumentação totalitária e anti democrática dominou quem trabalhava nos mercados, e dominou quem os tinha que gerir.

Exemplo: o livro (campeão de vendas) de 1992 de Walter Wriston, chefe do Citigroup, chamado “o Crepúsculo da Soberania” onde ele previu ( estas teorias tem sempre profetas auto designados ou deificados…) uma nova forma de democracia chamada “democracia dos mercados”.

Tese central: o mercado tomaria a responsabilidade por gerir a maior parte da sociedade, em vez dos políticos (em vez da democracia).

Consequência: O mercado seria a única e verdadeira maquina eleitoral (em vez da votação feita pelas pessoas).

Consequentemente, se acreditarmos nestas “teorias“: O mercado teria que ser deixado “à vontade” livre da influencia de políticos e de votos, passando ser considerado como representando a verdadeira vontade da população.

Ø

Em 1992 Clinton ganhava as eleições – através de votação, não de mercado.  Clinton prometeu que faria “política” e que usaria o poder político de que dispunha para fazer a América sair da recessão económica.

Umas 3 semanas antes da tomada de posse, Robert Rubin, chefe da Lehman Brothers, e Alan Greenspan, chefe da Reserva Federal, tiveram uma conversa com Clinton. Rubin era o novo conselheiro económico de Clinton para os 4 anos seguintes…

Ambos trouxeram uma mensagem (totalmente manipulada) que foi entregue a Clinton, relativamente às ideias peregrinas de “fazer política de Clinton”.

Que se resumia ao seguinte: os planos políticos de Clinton eram impossíveis.

(1) Que tinham que existir cortes governamentais na despesa.

(2) Que intervenções políticas do “Estado” não seriam possíveis.

(3) Que não existia alternativa.

(4) Que se Clinton quisesse endividar-se para aplicar os seus programas sociais, isso geraria inflação, e mais recessão.

Rubin certificou-se disso, durante os 4 anos seguintes, em que permaneceu em funções.

Ø

Demos um salto no tempo e cheguemos ao ano 2000.

No ano de 1999, um senhor chamado Larry Summers, foi promovido. O seu chefe, Robert Rubin, saiu do governo norte americano (em 2000) para ser Vice Presidente do Citigroup (provavelmente uma recompensa por serviços prestados; isto é, pela “ajuda na revogação da Lei Steagall Act; a tal que impediria a fusão do Citigroup com o Travellers Group…) (o mesmo Citigroup de onde tinha saido o livro de Walter Wriston…já citado acima…)

Rubin tinha trabalhado durante 4 anos como secretário do Tesouro do governo de Bill Clinton; quando deixou de ser necessário lá estar, uma vez que o favor necessário estava feito, saiu, deixando Larry Summers no seu lugar.

Summers querendo deixar a sua marca, foi ainda mais longe que Robert Rubin. Ao que parece, convenceu o Presidente Clinton, para que este aceitasse aceitar uma série de propostas de lei do Partido Republicano (os “malandros da direita…).

Apoiou a criação e existência de uma nova lei que tinha o nome de “Commodity Futures Act of modernisation 2000”, uma lei que queria alterar a forma como certos produtos  a serem vendidos nos mercados de futuros (acções ou outros) seriam classificados ( ou não) como tal.

Também fazia o contrário: que certos produtos a serem vendidos no mercado bancário, embora tendo características de acções ou produtos parecidos, passassem a ser classificados como “não o sendo”.

Objectivo: transferir o “risco” de quem vende para quem compra, mas parecendo não o estar a fazer.

( Nota: os actuais Clientes do BPN, em Portugal, que estão a queixar-se em tribunal , queixam-se precisamente por isto. Certos produtos que adquiriram, convencidos que eram produtos com características de depósitos a prazo, não o eram afinal, mas sim produtos que tinham características de Credit default swaps – ver mais adiante… * )

Ø

enrononlinescreenEsta lei criou (ajudou a criar), por exemplo, os problemas na Enron, que já foram parcialmente tratados em “Crise Financeira americana – o prévio micro precedente da Enron”, especificamente relacionados com o negócio da Enron Online – uma “habilidade” financeira – contabilística criada para “vender energia eléctrica” pela Internet.

Mas vender energia – também – como se fosse um  mercado de futuros.

O consumidor comprava “agora” energia,  mas só a receberia no futuro, pagando o preço “agora”.

A “lei” foi também “criada” devido ao lobby da Enron, que  a queria, precisamente para poder criar a Enron Online.

Passado um ano e pouco a Enron foi a falência.

Ø

Mas o que é que interessa a questão da Commodity Futures Act of Modernisation 2000?

Interessa porque esta lei visava anular as acções da agência do governo norte americano responsável pela fiscalização de produtos financeiros. (o equivalente à nossa portuguesa CMVM…) e que se chama Commodity Futures Trading Comission.

Esta lei que anulava as acções da CFTC, passava a permitir que produtos financeiros derivados chamados * “Credit default swaps” passassem a ser geridos, emitidos e transaccionados sem que existisse qualquer (1) regulamentação governamental ou (2) fiscalização a controlá-los.

Os “Credit default swaps” são derivados, produtos derivados do negócio principal e que foram segmentados em muitas formas.

Objectivo: diluir o mais possível o risco de incumprimento de um contrato.

Uma parte (o comprador) paga um prémio extra (um preço a mais) mas pode receber em troca uma soma de dinheiro se algo acontecer e que seja previsto neste tipo de contratos.

Ø

Este tipo de manobras – abrir as portas para que estes instrumentos financeiros por um lado (1) deixassem de existir restrições sobre quem os vendia e por outro lado (2) deixassem de existir fiscalizações e controlos sobre o que era vendido possibilitaram que “bolhas de contratos” com riscos de crédito tremendos associados florescessem por todo o lado.

O risco era “diluído” em milhares de produtos e serviços destes, mas todos ligados.

Ø

E saímos de Summers, Rubin, Clinton, Credit default swaps para chegar a Geithner.

Quando Larry Summers era o secretário de Estado do Tesouro, nos anos Clinton,(1992-2000) tinha um ajudante, um senhor chamado Tim Geithner.

Actualmente Tim Geithner é o secretário de Estado do tesouro (o cargo que durante os anos Clinton tinha sido ocupado, respectivamente por Robert Rubin e por Lawrence Summers) e é o responsável pelo “novo plano” de reestruturação da banca norte americana.

Larry Summers, neste momento é o chefe conselheiro económico de Obama…

O novo plano – feito por um herdeiro dos anteriores erros propositados – que geraram o que geraram tem como objectivo “canalizar” dinheiro dos consumidores e outros investidores privados para um determinado grupo de bancos”.

Não existe qualquer objectivo em alterar o modelo de desenvolvimento inserindo dinheiro no sistema que leve a que o crédito possa ser de novo facultado a empresas e particulares.

Antes visa meter dinheiro nas grandes firmas de Wall Street, não exigindo a estas que exista qualquer alteração na forma como fazem negócios; antes poderão continuar a fazê-lo como até aqui, utilizando as mesmas leis que levaram ao estado financeiro em que isto está.

O GOVERNO DO BRASIL VISITA ESTE BLOG?!?!

leave a comment »

Num assomo de vaidade e incentivo á auto estima mostro uma imagem captada hoje, dia 28 de Janeiro de 2009.
Um site pertencente ao governo do Brasil, andou a analisar durante mais de quatro horas, os dois posts dedicados à crise financeira americana, respectivamente:
Crise financeira americana: as razões
Crise financeira americana: a impressão de moeda.

governo-do-brasil-consulta-dx

Outra explicação alternativa será talvez o facto de a pessoa que entrou nos dois posts ter deixado o computador ligado e ter saído durante várias horas para beber um café e/ou trabalhar e ter voltado depois… para fechar o computador…

Mas, se não for assim, muito mal está o mundo quando o Governo do Brasil visita este blog…

Written by dissidentex

28/01/2009 at 20:33

CRISE FINANCEIRA AMERICANA – A ARMADILHA DO CRÉDITO.

leave a comment »

Ø

A lista completa de artigos relacionados com este assunto pode ser encontrada na página da barra lateral ” Z – Crise financeira norte americana”

Ø

Um dos temores mais subterrâneos e mais recentes relacionados com a crise financeira americana é a ideia que ainda não acabou e que irá “estourar” uma nova bolha especulativa – a bolha do crédito, isto é, a bolha do crédito concedido a particulares e empresas através do uso de cartões de crédito ou de outras formas similares.

Como começou e como se está a desenvolver ainda esta situação tem uma história. Que acontece da seguinte maneira:

Uma pessoa tem, de repente, uma súbita necessidade repentina de obter dinheiro, por exemplo, por motivos graves de doença. E usa o crédito disponível nos cartões de crédito que dispõe e que, devido a políticas comerciais generosas de concessão de crédito, nos EUA, são abundantes.

E solicita, digamos, 100 mil dólares em crédito para acorrer à doença ou ao problema súbito que a aflige e para o qual necessita de imenso dinheiro.

Até aqui, tudo normal dentro da anormalidade…

Nos EUA, quando existem dividas, a pessoa pode pedir para se declarar sob a protecção da autoridades, para se defender dos credores, sendo depois um organismo do governo a gerir as finanças da pessoa, de forma a que esta pague faseadamente aos seus credores.

Serve este exemplo para explicar que, após alguém ter sido colocado nesta situação pelos infortúnios da vida, ou por outra razão qualquer, a pessoa passe 3 ou 4 anos a pagar as dividas, até que sai do estado de insolvência e deixe de estar sob “protecção contra credores”. E passe a ser livre da divida contraída.

Nos EUA, o que ainda continua a suceder é que, após a pessoa ter deixado de ter dividas, mas continuando a ter uma situação financeira que aconselha a que entidades que concedem crédito não contactem estas pessoas para conceder empréstimos; estas pessoas continuam a ser contactadas, pressionadas, persuadidas por dezenas de entidades financeiras no sentido de voltarem a adquirir cartões de crédito, cheios de vantagens e benefícios, reais ou imaginários.

(1) Esta pessoas continuam a ter um pobre historial de crédito, (2) continuam a ter dificuldades de pagamento de créditos por cartão, se decidirem usar esse mesmo cartão, (3) mas continuam a ser pressionadas comercialmente e publicitariamente a adquirir mais um cartão de crédito, com o qual se poderão voltar a endividar.

A pessoa colocada nestas condições, tem uma “etiqueta” colocada sobre si, que diz “alvejem esta pessoa com novas ofertas de crédito”, etiqueta essa que todas as entidades financeiras conhecem e usam e por isso, alvejam a pessoa nestas condições.

As instituições financeiras continuam a fazer isto, mesmo sabendo-se que uma das condições para a existência da actual crise financeira americana, foi precisamente a atribuição de crédito a pessoas que (1) não o poderiam nunca conseguir pagar, e que (2) não tinham nenhuma hipótese sequer de o fazer, e como tal, a (3) quem nunca deveria ter sido concedido crédito.

É a “selecção do alvo” a funcionar.

imagem-do-first-premier-bank-credito1Um pequeno exemplo de entidades que concedem crédito a pessoas que não o podem pagar consiste na instituição financeira First Premier bank.

Criou um “produto inovador” e que vende “crédito” através de um cartão de crédito especialmente concebido para as pessoas que tem uma capacidade de crédito “menos que perfeita”/ Less than perfect.

Isto é código semântico e equivale a dizer que vendem crédito para as pessoas que não tem rendimentos nem de perto, nem de longe suficientes para se lhes ser concedido crédito.

Em face do que aconteceu recentemente com a bolha de especulação imobiliária norte americana, seria de esperar que as instituições financeiras se auto restringissem e praticassem “auto regulação”.

Não parece ser o caso. Este “crédito” é oferecido através de um cartão de crédito “Platinum Mastercard“.

O que equivale a dizer que todos os “jogadores” financeiros americanos (como a Mstercard) jogam este jogo de roleta russa financeira conscientemente e sem se importarem com os riscos, dado que sabem que alguém irá injectar dinheiro na economia após ela estourar.

E que são estas pequenas coisas esquecidas – estas concessões de crédito armazenadas em nichos de mercado, que irão fazer rebentar outra pequena bolha financeira daqui a uns meses.

As técnicas de sofisticação publicitária engendradas pelas instituições financeiras para induzirem ao crédito de qualquer forma e de qualquer lado, cresceram de duas maneiras.

(1) A primeira foi pelo aumento do número de métodos e da amplitude dos mesmos ao dispor destas instituições. O objectivo é chegar a mais lados e com mais formas e métodos diferentes de fazer as coisas; isto é, massacrar mais e durante mais tempo os potenciais adquirentes de crédito.

(2) A segunda foi pela crescente sofisticação dos métodos recorrendo à análise dos dados, incluindo análises aos dados e registos de contas bancárias e registos criminais de mais de 100 milhões de americanos. Esta mesma sofisticação depois estendeu-se à Europa; embora as leis na Europa sejam mais restritivas nestes aspectos, por enquanto…

O objectivo é criar perfis detalhados das vidas financeiras das pessoas.

Essa informação ( os perfis) foi também usada de outra forma.

Foi vendida e revendida pelas instituições financeiras entre si, criando “pistas de marketing futuro a aplicar a consumidores” que pareçam ser apetecíveis alvos de crédito. Casas de corretagem financeiras, bancos comerciais e bancos de investimento imobiliário ou de crédito competem depois entre si pelos consumidores não “vigiados” e pelos que já foram identificados.

Após (1) obtenção desta informação (os perfis) e (2) a análise de todos estes (dos perfis) potenciais clientes, é (3) definido um padrão – um perfil do cliente – que depois, é (4) alvo de um estudo que visa oferecer uma “oferta customizada” , (5) feita e criada especificamente à medida, como se um alfaiate financeiro se tratasse, que produz o (6) fato financeiro “único” aplicável aquele “potencial cliente”.

O exemplo acima do First Premier Bank é emblemático disto.

A técnica seguinte e o passo seguinte a desenvolver é o da venda propriamente dita do produto “customizado” para o cliente. A “acção concreta” a desenvolver.

(A) Cartas de marketing atraente aterram nas caixas de correio dos norte americanos, ou (B) funcionários do telemarketing visitam os telefones dos norte americanos.

Ø

Adenda:

Ver Dissidente -x – Telemarketing em Portugal.

Ver “Lista robinson” – sobre como evitar uma parte do telemarketing em Portugal

Ø

Para complementar as simples cartas e as chamadas telefónicas é necessário escolher a (C) “altura psicologicamente mais conveniente” para “martelar publicitariamente a cabeça do cliente”

Como tal, estas técnicas agressivas de publicidade são também potenciadas pela “altura” em que são “activadas”. Precedem sempre a melhoraltura do mercado” para se incentivar o consumidor para dar o “próximo passo” na sua vida.

E ocorrem porque nos EUA, existem poucas ou nenhumas restrições à venda de informações pessoais.

Nos EUA existem negócios de informação.

Mais propriamente, empresas que se dedicam ao negócio da busca e análise de informação pessoal, financeira ou outra, e que, posteriormente vendem a bancos e empresas de concessão de crédito ou a quem queira comprar e pague por isso.

Estas “pistas de marketing” amontoadas por estas empresas em bases de dados custam muito pouco a obter – uns poucos cêntimos por lar de família.

O custo de fazer estes perfis é muito baixo e arranjar esta informação custa muito pouco.


Esta informação depois de tratada é colocada em listas cheias de perfis de consumo dos mais variados clientes.

São as chamadas “Trigger lists”/ listas de activação. A industria troca entre si (isto é, vendem uns aos outros) as suas listas de consumidores que pediram crédito; a uma outra instituição que a queira obter.

Isto acontece porque a informação pessoal foi transformada num “Marketplace” – “um mercado de compra e venda”. Os dados pessoais de terceiros são produtos de compra e venda.

Acaso sejam criticadas, as companhias que recolhem e vendem estes dados afirmam que apenas estão a (1)”fornecer um serviços que as pessoas querem”, (2) “a dar “escolha ao consumidor”.

justica-no-credito-euaNo entanto, como é óbvio, esta situação faz com que os bancos e empresas que concedem crédito estejam claramente em vantagem negocial perante os seus clientes.

Como aliás se pode verificar, no sitio Americans for Fairness in lending/ “Justiça na concessão de crédito”, um sitio de activistas onde se exige regulamentação a sério para a concessão de crédito e penalidades relativamente à informação pessoal e financeira das pessoas.

Mesmo na situação em que o adquirente e consumidor de crédito tenha alguns conhecimentos do assunto ou seja um consumidor mais sofisticado, aí já será bombardeado com solicitações publicitárias de outro tipo.

Por exemplo, visando fazê-lo mudar da sua actual taxa de juro fixa e mais favorável, para uma outra de tipo variável, com taxas de juro mais altas e pagamentos feitos através de cartões de crédito, criando evidentemente falsas vantagens comerciais e publicitando isso em quantidades industriais.

O pormenor interessante aqui é que devido ao facto de nenhuma regulamentação existir e a informação circular livremente, este tipo de consumidores mais “defendidos” recebe cartas publicitárias onde vem detalhadamente expostas quais as taxas de juro que paga ao banco onde tem a sua hipoteca ou pedido de crédito.

Uma entidade exterior a este processo que – teoricamente- nada devia saber do balanço financeiro pessoal da pessoa “X” sabe a situação financeira dessa pessoa.

Sabe tudo isso porque essa informação pode ser obtida através de entidades como a “Equifax”, a “Experian”, e a “TransUnion“.

Nota 1: Isto é uma prática “Não recente”. A Equifax já existe há mais de 100 anos a recolher informação financeira e historial dos norte americanos.

Nota 2: Este é também o tipo de sociedade vigiada que se quer exportar para o resto do mundo utilizando a palavra “liberdade” como argumento ideológico – publicitário para o fazer. É, apesar de tudo, regulada através do Fair Credit Reporting Act, um simpático PDF de 86 páginas. Ligação Wikipedia AQUI

Contudo, na ultima década, o panorama mudou.

A Informação “não regulamentada” ou “não regulada” passou também a ser oferecida (vendida) por entidades como a “Equifax”.

Antes desta “mudança de paradigma, era oferecido (vendido):

  • nome
  • morada
  • numero da segurança social

Na ultima década foram acrescentados dados demográficos de outro tipo ( bastante mais pessoal).

  • Estado conjugal;
  • Numero de nascimentos na família
  • currículo educacional
  • tipo de carro que possuem
  • serviço que televisão por cabo que aderiram
  • revista que compram e lêem( por serem feitas por assinatura…)

O objectivo disto é o de categorizar as pessoas em grupo. De atribuir um determinado conjunto de características a um grupo. As bases de dados são construídas e feitas” de acordo com estes tópicos.

Exemplos:

– Uma base de dados que contenha (1) lares que façam à volta dos 35 mil dólares/ano, e (2) educação de nível secundário, (3) algumas crianças, (4) profissões de trabalhos manuais ou braçais, e (5) uma casa de valor baixo.

– Uma outra base de dados será, (1) pessoas com rendimentos à volta dos 80 mil dólares por ano, (2) que tenham filhos ou netos, (3) profissões de trabalhos intelectuais e (4) alto nível de escolaridade.

Para criar um “perfil de consumo” as agências de concessão de crédito e os bancos compram a empresas como a Equifax estes dados.

Após o qual, e sendo os “dados trabalhados”; venderem ao grupo demográfico escolhido, o crédito.

  • mesmo que o grupo demográfico escolhido não tenha hipóteses de o pagar;
  • ou tendo essas hipóteses, foi-lhe mesmo assim vendido mais crédito do que deveria ter sido.

(A) Também existem (e continuam a ser aplicadas) técnicas para vender crédito baseadas na estimativa futura de quem serão as pessoas num determinado grupo demográfico que irão necessitar de crédito no futuro, mesmo que essas pessoas ainda – elas próprias – não o saibam.

(B) Outra técnica e uma das maneiras de ver isto – de adquirir perfis de crédito – é analisar à reacção de potenciais clientes quando recebem uma carta prometendo a concessão de crédito.

Duas hipóteses

(1) O cliente rejeita e deita para o lixo;

(2) ou o cliente responde querendo saber informações?

Mesmo que não esteja interessado, o simples facto de responder é identificado pela companhia que concede o crédito como existindo ali um potencial interessado.


equifax-target-point-triggers11Quando a pessoa responde a questionários sobre crédito, os questionários que preencheu, são, nos EUA, usados e aproveitados, mesmo que a pessoa não tenha pedido crédito.

São reunidos e organizados como informação para os bancos que aplicam a informação daí derivada em modelos estatísticos de análise.

Modelos esses que são usados para definir a “próxima vaga de ofertas de crédito a conceder aqueles clientes”.

Sem dar por isso e julgando controlar a situação, as pessoas, os norte americanos, são arrastados para um mundo desconhecido onde nada controlam e onde em tudo são vigiados.

Técnicas avançadas de criação de perfis de consumo e de consumidores, como a que se pode ver aqui ao lado da Equifax, são criadas, e desenvolvidas sendo cada vez mais complexas e sofisticadas.

O ideal é identificar os perfis de consumo, mas aqui há uma diferença.

Já não só os simples perfis de consumo, mas sim a “propensão a consumir” nos próximos 90 dias.

Para assim a empresa ( banco /casa de crédito) se “antecipar” e chegar a este potencial cliente cheio de propensão, primeiro.


Os norte americanos são assim cercados e induzidos através de (1) software complexo e sofisticado, (2) cartas e (3) operadores de telemarketing sempre a vigiá-los em busca da altura em que poderão identificar a “propensão a surgir” para o consumo.

Isto é vendido (“como filosofia?”) como sendo “liberdade”, embora na realidade seja um mecanismo completamente totalitário criado pelo sistema financeiro.


As empresas como a Equifax também tem mecanismos/triggers para a concessão de crédito para hipotecas de casa. Quando o consumidor pede um empréstimo para compra de casa, os bancos contactam estas 3 empresas ( ou outras do ramo) pedindo o historial do cliente – todo o historial.

Em 2005, a Experian, começou a vender estas listas de consumidores à bancos e empresas de venda de crédito. As outras duas seguíram os passos, e os bancos depois – à vez – começavam a contactar os clientes oferecendo as suas soluções.

Uma das principais empresas que fazia telemarketing “preemptivo” deste tipo era a Vision Marketing services.

Ou seja, era o “aríete” que abria o caminho através do telemarketing para a posterior venda,após se ter descoberto a “propensão para o consumo nos próximos 90 dias”.

data-warehouse-boca-ratonO cliente ficava muito espantado por lhe aparecer alguém a saber exactamente o que ele queria.

Mas isto tornou-se ainda mais complexo e pior do que apenas ser a (1) simples invasão de privacidade ou o (2) uso indevido de dados pessoais.

Os mecanismos de prevenção das necessidades de crédito/os triggers, levaram à identificação de pessoas desesperadas.

E estas pessoas desesperadas foram bombardeadas com campanhas de marketing agressivo, com produtos/casas e ofertas demasiado boas para serem recusadas e que depois se viriam a revelar um pesadelo.

Quando eventualmente criticadas por fazerem práticas predatórias, as empresas de coleccionismo de dados e os bancos e empresas de concessão de crédito ou as empresas que criam os perfis e as bases de dados utilizam uma metáfora comparativa.

Afirmam que desempenham o mesmo papel que um doente que peça uma segunda opinião a um segundo médico sobre a doença que tem. Um das companhias principais neste “negócio” é a Datawarehouse Corporation de Boca Raton, Flórida.

CRISE FINANCEIRA AMERICANA – A MOEDA.

leave a comment »

Ø

A lista completa de artigos relacionados com este assunto pode ser encontrada na página da barra lateral ” Z – Crise financeira norte americana”

Ø

Ver: Crise financeira americana:as razões

Um Estado nação aplica impostos sobre a sua população.

Um Estado império aplica impostos sobre os outros Estados.

A habilidade dos Estados Império para aplicar impostos assenta numa economia mais forte. Dessa economia mais forte deriva a existência de umas forças armadas mais poderosas.

Dessa forma, pacificamente ou militarmente os Estados Império aplicam os impostos sobre os outros.

Relativamente ao actual Estado Império:

A data em que os EUA se assumiram – plenamente– como um Império foi o dia 15 de Agosto de 1971. Nesse dia existiu o “corte” entre o valor da moeda dólar e a indexação da mesma ao valor do ouro.

Quando os credores dos EUA, nesse dia, exigiram o pagamento das dívidas que os EUA (o Tesouro americano) tinham com o estrangeiro; e exigiu o pagamento já não em dólares, mas em ouro, os EUA falharam os pagamentos. Quando os falharam declararam-se um império, porque tinham retirado de grande parte do mundo bens e serviços mas não tinham qualquer intenção nem a capacidade de conseguir e querer pagar esses bens e serviços.

Os credores não podiam reaver o que tinham fornecido, nem declarar guerra para reaverem os bens que tinham fornecido. O país em falência continuou a viver de crédito e de inflação até aos dias de hoje, sendo isso pago pelos credores mundiais.

Na prática, e partir daí os EUA passaram a impor ao mundo um “imposto inflação”.

O mundo passou a comprar bens usando dólares que estavam sempre a ser cotados a um valor (mais) alto, mas o seu valor real e verdadeiro era sempre mais baixo.

Os EUA pela primeira vez na história das Nações Impérios aplicaram de forma indirecta, impostos sobre o resto do mundo, não pela obrigação de pagamento de impostos por parte do resto do mundo, mas sim pela disseminação e distribuição da moeda americana pelo resto do mundo – a moeda americana usada como meio de troca para a compra de serviços e mercadorias ( Exemplo:petróleo).

O objectivo deste imposto é o de fazer com que os próprios EUA adquiram as mercadorias e serviços que consomem e mais tarde quando tiverem que consumar o pagamento – feito em dólares – seja já menor (o dólar foi desvalorizando…) e o pagamento seja – quando medido em bens – menor.

É a diferença entre o valor do dólar entre a compra inicial e a desvalorização do mesmo na altura do pagamento que é o “imposto” cobrado pelo Império nação EUA ao resto do mundo.

Vamos partir de um princípio que é o de definir o valor da moeda de um país, neste caso os EUA.

E vamos assumir que o actual valor da moeda americana, mesmo com as recentes descidas do dólar consiste a 90%, não no valor real da moeda (o que efectivamente o dólar vale), mas sim que esse valor que o dólar tem é “apoiado” pela existência das forças armadas dos EUA.

Isto pode-se afirmar porque os EUA valem por 27% da economia mundial, mas a moeda deles ainda é a mais usada como moeda de troca nas transacções internacionais.

Mas mesmo uma economia que vale por 27% do que se produz no mundo, não pode ter o peso monetário que tem em termos de valor da moeda.

Recorda-se que:

Apenas o tem, porque, no inicio dos anos 70, conseguiu convencer o resto do mundo, que este resto do mundo deveria aceitar comprar produtos e matérias primas, não usando a sua própria moeda para o fazer, mas sim a moeda americana.

O que é que acontece quando se aumenta o número de moeda em circulação:

Quando se aumenta o número de moeda em circulação isso significa que há mais dinheiro para gastar, e isso significa que existirá num futuro próximo inflação (a subida continuada e regular dos preços).

Para sustentar esta procura de dólares americanos pelos outros países, foi necessário emitir moeda. Mas a inflação que deveria corresponder a essa “moeda em excesso”, foi “transportada” para fora dos EUA.

O resto do planeta, “sustenta” o alto nível de vida norte americano e a economia americana assente no extremo consumo.

Para manter este estado das coisas serão as forças militares americanas que irão fazer (fazem-no efectivamente) o papel de garantia real desta realidade. São elas que fazem com que o dólar valha 90% mais do que na realidade vale.

Quando (isto é, depois de se ter) se tem um sistema de satélites preparado para a guerra, apoiado pelas melhores forças militares é assim possível que o vice presidente Cheney publicamente tenha dito que “os deficit´s não interessam”

Dessa forma, o financiamento da divida americana, do deficit americano, através da exportação da inflação, que é depois transformada em títulos do tesouro norte americanos a serem vendidos internacionalmente e comprados quer por particulares, quer por países, para sustentar o continuo aumento de despesas dos EUA, muito para cima do que podem fazer; já não é um sistema financeiro de dívida.

Está transformado num sistema global de taxação. É assim que os EUA são um império, mas a forma como imperializam o seu domínio não é (por enquanto) através da força bruta declarada, mas desta maneira

Detalhadamente o método é o seguinte.

Os bancos centrais e os fundos financeiros soberanos, compram dólares ou obrigações do tesouro norte americanas.

Existem duas ordens de razões para que os países e as instituições financeiras comprem dólares e obrigações do tesouro norte americanas.

E pergunta-se?

Então não podem parar de comprar?

Não. (Pelo menos por enquanto, não estão a parar)

(1) A primeira razão é para continuarem a comprar obrigações do tesouro e dólares é para garantir que o actual valor do que possuem não perca valor rapidamente, caso não comprem os bens americanos. A opção é esta.

É melhor fazerem isto e irem perdendo valor “devagar”, com uma aterragem controlada do que perderem abruptamente o valor do que compraram.

(2) A segunda razão é porque são forçados a fazê-lo. Existem acordos de comércio, interdependências que são feitos para que as coisas sucedam desta forma, e como tal, porque tem uma “arma financeira apontada à cabeça”

Acaso decidirem “não comprar” estes bens, os políticos/ países/ respectiva população rapidamente serão sujeitos a uma vasta variedade de demonstrações de força física e financeira da qual resultará implacavelmente a perda da qualidade de vida ou da vida ela própria.

É exactamente por estas razões que a procura por moeda americana e por títulos do tesouro americanos continua, “normal” mesmo com o seu valor real e verdadeiro a cair, também devido à recente crise financeira.

O sistema está baseado na força e no poder de um dos jogadores. Poder cadente…

Contrariamente aos impérios do passado, o sistema não cobra a sua taxa às províncias do sistema ( o resto do mundo) através do rendimento que estas produzem, mas sim através da balança de pagamentos. E não existem “contas corrente”nem livros de balanços a assentar onde entra o dinheiro e onde sai

Os legisladores nacionais (do resto do mundo) não tem que fazer aprovar leis para certificar esta situação.

Portanto importa perguntar como se faz e onde se faz?

A enorme vantagem para os EUA, para algumas pessoas dos EUA, é que este sistema de taxação global pode ser implementado globalmente pela “porta do cavalo”, sem que o cidadão global se aperceba. As pessoas não se apercebem que estão a pagar uma taxa para os EUA.

É um sistema invisível excepto para as pessoas financeiramente mais sofisticadas. (E não é o meu caso)

Recorda-se de novo quê:

O valor do dólar e por inerência, da economia americana está relacionado com a força militar norte americana e com a capacidade de projectar poder ; é suportado por isso.

Se existirem ameaças sérias a este poder (esta crisezinha ainda não é isso) poderá surgir a ideia de os EUA combaterem sozinhos esta mesma crise (apenas com a Grâ-Bretanha a ajudar).

As pessoas que comandam a economia americana (e não é o Presidente) irão decidir se vale a pena mexerem os cordelinhos para continuar a suportar o valor mundial do dólar (isto é, o resto do mundo a suportar) ou não.

O valor do dólar (e por inerência, o nível de vida norte americano) é suportado politicamente, através destes esquemas.

CRISE FINANCEIRA AMERICANA – AS RAZÕES.

leave a comment »

Ø

A lista completa de artigos relacionados com este assunto pode ser encontrada na página da barra lateral ” Z – Crise financeira norte americana”

Ø

O inicio.

– A bolha especulativa – como surgiu a bolha do imobiliário nos EUA e como ela rebentou nos mercados accionistas.

No inicio dos anos 90 o mercado bolsista americano entrou em ebulição. Começou a subir e isso, por sua vez, originou um aumento dos negócios (e novas subidas), devido às novas empresas de tecnologia e novos tipos de empresa potencialmente muito lucrativos que passaram a estar cotadas em Bolsa.

Novas empresas de computadores, e empresas da área Internet (as chamadas Dot.com) eram as “novas estrelas”. Tal originou uma subida explosiva nas cotações das acções, misturada com especulação, novos investimentos, geração de novos negócios, expectativas altas…etc.

Especialmente desde 1996 (pelo meio com o crash de 1997, para voltar a ganhar balanço…) até ao ano 2000 o mercado de acções subiu imenso. Em Março/Abril 2000 rebentou a bolha, e o mercado teve uma queda enorme.

A queda do mercado bolsista gerou o medo dos agentes económicos americanos e na parte política; da possibilidade do surgimento de uma enorme recessão ou crise económica.

Querendo evitar a recessão e “ajudar” os interesses financeiros/políticos americanos, Alan Greenspan, o então Presidente da Reserva Federal (o banco central), de acordo com o poder político (Bush), decidiu reduzir as taxas de juro (baixou o preço do dinheiro). Fê-lo simultaneamente de duas maneiras: (1) descendo-as rapidamente e (2) descendo-as muito.

  • Foi a mais rápida descida de taxas de juro nos EUA desde sempre.

Quando se descem taxas de juro está-se a indicar que o preço do dinheiro é mais baixo. Está-se a indicar aos consumidores que é possível pedir dinheiro a bancos ou instituições de crédito em maiores quantidades ou, não o podendo fazer antes da descida, passa a ser possível – agora – fazê-lo.

E, subitamente, nos EUA, foi tornado possível que quase toda a gente pudesse pedir empréstimos pagando pelos mesmos, taxas ridiculamente baixas.

O efeito desejado foi obtido e vendo a oportunidade milhões de pessoas foram pedir dinheiro aos bancos para investir.

Estes novos consumidores, dotados de capital, olharam ao redor em busca de investimentos. Verificaram que não podiam investir na Bolsa de valores – esta tinha caído. Então começaram a investir na compra de casas. O produto substituto.

Isto aconteceu entre 2002 a 2006. Originou que, de repente, o mercado de construção e arrendamento norte americano tivesse uma súbita explosão de procura – uma bolha de consumo de casas (foi a forma como o governo americano e os interesses económicos tentaram resolver as perdas que tinham acontecido no mercado de acções em 2000 ).

Como o volume de dinheiro disponível estava estava noutro mercado diferente do accionista, os bancos e casas de credito “entraram” em força e começaram a emprestar dinheiro para compra de casas em grandes quantidades.

Quando acontece uma explosão descontrolada de pedidos de empréstimo isso faz com que o valor daquilo que se compra tenha tendência a aumentar. O que significa que, também, se pode rapidamente vender esta propriedade que se comprou por preço superior. Origina também uma apetência do consumidor por comprar mais coisas e mais rapidamente em busca do lucro imediato.

O preço de subida torna-se o seu próprio mecanismo de subida – até parar brutalmente.

Dois tipos de corrupção motivaram o rebentamento desta bolha especulativa no mercado imobiliário.

  • A primeira forma de corrupção foi a seguinte.

Um banco ( ou entidade financeira que concedeu o empréstimo) faz uma hipoteca de uma casa a um cliente. Empresta-lhe dinheiro para que este compre. Até aqui, tudo normal.

Uma qualquer entidade financeira que fez isto, viu aqui uma hipótese.

Concluiu que podia vender o “papel” que garante que aquele que pede o empréstimo o irá pagar. Concluiu que poderia vender o seu direito de cobrar às pessoas a quem emprestou (a garantia real que o banco detém para depois forçar o cumprimento da obrigação) a uma outra entidade financeira que estivesse disposta a comprar.

O cheiro a ganancia espalhou a ideia e bancos e correctores de acções por toda a América viram nisto uma enorme possibilidade de fazer …… muito mais dinheiro. Começaram a comprar estes direitos/estas hipotecas e após comprarem, juntaram-nas em “maços”/bundles de hipotecas.

A partir desses “maços emitiram “acções de bolsa”. Sendo o valor ou o activo financeiro destas acções, o direito a receber uma parte em dinheiro daquelas hipotecas/pedidos de empréstimo.

As pessoas ou empresas que comprassem estas “acções”, tinham comprado o direito a receberem uma parte dos pagamentos que seriam feitos – no futuro – pelas pessoas que tinham comprado a casa e estariam durante 10/20 /30 anos a pagar a casa.

Para tornar isto ainda mais doido, louco, confuso e irresponsável os bancos mais pequenos/locais venderam os seus “maços” pelo valor “100” a bancos regionais. Estes, por sua vez, venderam a bancos nacionais. pelo valor “200”. E os bancos nacionais venderam entre si por “300” ou por “1000” (o que fosse) e também venderam ao estrangeiro.

Para este sistema funcionar sem problemas era necessário convencer os investidores – primeiro os americanos, depois os mundiais – que este sistema tinha garantia e era seguro.

Se os investidores exteriores a este processo pensassem ou percebessem, por um breve momento, que isto não era seguro, nunca esses investidores comprariam e a credibilidade deste negócio terminaria antes de começar.

Para “credibilizar” este negócio foi preciso arranjar “Credit Rating Agencies”. Agências de crédito “idóneas” que classificariam (positivamente) o grau de segurança deste negócio. (Classificariam o risco de se emprestar dinheiro…como sendo …… positivo)

Foram 3 as agências: A Moody´s, a fitch´s , a Standard and Poor.

Sistematicamente, estas três consultoras/empresas de contabilidade atribuíram ratings/classificações positivas a estes negócios.

Estas classificações não tiveram em conta a capacidade das pessoas que pediram os empréstimos de os poderem, efectivamente pagar ou terem capacidade para pagar o empréstimo.

Com todo este “movimento em acção” todos os jogadores deste jogo estavam a fazer dinheiro. Todos tinham interesse em deitar a mão ao dinheiro expectável que ai viria.

O resultado:

O que agora estamos a ver.

Por todo o mundo, os detentores destas garantias virtuais e dos papeis que certificam que o que compraram vale” X” descobrem afinal que o que compraram não vale “X” , mas sim “X” menos 1000 e que as garantias são inúteis.

O problema extravasou para o mundo inteiro, porque neste negócio, ao longo desta cadeia de vendedores e compradores, também bancos estrangeiros, e governos estrangeiros, empresas de seguros internacionais, empresas privadas compraram* acções sobre hipotecas de empréstimos de habitação

Agora são donos de garantias que nada valem.

* Compraram porque lhes foi dado a ver um negócio que oferecia uma (1) alta taxa de retorno e tinha (2)“credibilidade” certificada por prestigiadas empresas internacionais de classificação de risco.

Financeiramente, quando se tem “papeis virtuais” que não valem nada, ou valem menos 1000, fica-se engasgado.

É por isso que, penosamente, os bancos mundiais (e governos e empresas) estão a alterar a sua contabilidade. Reduzindo o valor dos seus activos…recalculando-o para baixo.

  • A segunda forma de corrupção foi a seguinte:

Esta ocorre no inicio do negócio.

Uma família americana, encharcada na ideia de querer obter o “sonho americano”, quer ter uma casa própria, sem ter que continuar a pagar uma renda ao senhorio. Ambos os membros do casal trabalham, mas o que ganham não chega para pagarem o empréstimo.

Subitamente, quando estão na sua casa arrendada a ver wrestling na televisão (algures em 2003,2004,2005), aparece um(a) jovem bem vestido (da companhia “XPTO”) e diz-lhes que tem noticias maravilhosas para lhes dar. Pergunta antes, quanto é que pagam de renda? E a resposta é: 800 dólares por mês.

E o(a) jovem bem vestido declara: posso pô-los na vossa casa própria mas por apenas 600 dólares por mês, menos 200 do que pagam agora.

Milhões de famílias agarraram esta oportunidade.

É claro que as clausulas posteriores em letras miudinhas foram depois explicadas. Só 600 dólares no primeiro ano, etc, mas depois torna-se diferente dependendo da subida ou descida das taxas de juro – taxa era variável.

Mas como a maior parte das famílias não entendia estas subtilezas ou não teve instrução e conhecimentos técnicos para entender claramente estes assuntos, assinou estes contratos…

Várias famílias, imediatamente, também aproveitaram para vender a hipoteca a um outro banco diferente/maior daquele que as contactou. Que por sua vez – dentro de todo este esquema – as juntou em “maços” de outras hipotecas que esteve sempre também a comprar para obter uma segurança negocial e creditícia maior e uma capacidade negocial maior caso pretendesse vender a um banco nacional, por exemplo.

O problema:

O (a) jovem bem vestido que faz a venda desta ideia maravilhosa, ao fim de 5 minutos de estar em casa dos potenciais adquirentes do empréstimo percebia imediatamente que estas pessoas não tinham hipóteses de pagar o empréstimo que lhes estava a oferecer.

Mesmo que não tivessem nenhuma doença ou não viessem a perder o emprego nunca poderiam, no longo prazo, pagar.

Mas o(a) jovem bem vestido tinha interesse em fazer imediatamente as pessoas assinarem os contratos, porque é dessa acção que as suas comissões e ordenado dependiam.

Isto sucedeu em larga escala nos EUA, também porque a administração Bush, sistematicamente, desregulamentou e retirou a fiscalização de todos os sectores ao longo dos anos.

Agora, as empresas que tem empréstimos para receber e acções para reembolsar, verificaram que não tinham dinheiro para pagar aos seus credores – bancos e companhias de seguros – que exigiam o dinheiro (ou garantias reais sobre o mesmo).

É por isso que a “Freddie Mac” e a “Fannie Mae”, as companhias americanas de empréstimos para aquisição de habitação foram à falência apesar de terem sensivelmente cada uma 40 biliões de dólares em activos, que mesmo assim não chegavam, mesmo que vendidos, para pagar as dívidas.

Os principais beneficiados financeiros da “guerra” entre tubarões financeiros são:

  • a empresa Bank Of America.
  • a empresa JPmorgan Chase.

Ambas pertencem ao grupo Rockfeller. O mesmo grupo que em finais do século 19, era dono da Standard Oil – empresa de petróleos.

Após Março de 2008, a seguradora Bear Stearns que estava em iminência de ir à falência, foi adquirida pelo JP Morgan Chase.

Os principais perdedores financeiros da “guerra” entre tubarões financeiros são:

  • Citigroup Inc – em Portugal conhecido por Citibank, com aqueles abutres que rondam nos hipermercados…
  • American Express – os cartões.
  • Goldman sachs – afinal ter lá o senhor António Borges, candidato a chefe do PSD não impediu isto…
  • Morgan Stanley

O maior banco norte americano é o Citigroup.

Os números 2 e 3 são o Bank of America e o JP Morgan Chase.