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Posts Tagged ‘DESPEDIMENTOS

O PSD, PEDRO PASSOS COELHO E OS CORTES DE SALÁRIOS MAIS OS DESPEDIMENTOS

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou, este sábado, que fez as contas e está em condições de garantir que não será preciso cortar salários nem fazer despedimentos para consolidar as finanças públicas portuguesas.

“Nós calculámos e estimámos e eu posso garantir-vos: Não será necessário em Portugal cortar mais salários nem despedir gente para poder cumprir um programa de saneamento financeiro”, afirmou Pedro Passos Coelho, no encerramento do fórum de discussão “Mais Sociedade”, no Centro de Congressos de Lisboa.

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Pedro Passos Coelho, declarações à comunicação social , dia 30 de Abril de 2011

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“O primeiro-ministro afirmou que haverá redução de funcionários na «administração indirecta do Estado»,…”
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Pedro Passos Coelho, declarações à comunicação social, dia 30 de Julho de 2011

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O PSD E PEDRO PASSOS COELHO: DESPEDIMENTOS NA FUNÇÂO PÚBLICA

“O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu esta quarta-feira no Parlamento que não haverá despedimentos na Função Pública.”

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Pedro Passos Coelho, notícia da comunicação social, dia 30 de Junho de 2011.

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“Passos confirma despedimentos no sector público.”

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Pedro  Passos Coelho, notícia da comunicação social, dia 29 de Julho de 2011.

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Decorreu APENAS um mês entre as duas declarações deste senhor.

O PSD COMBATE O DESEMPREGO DESPEDINDO PESSOAS

No dia 7 de Fevereiro de 2011, o actual ministro da administração interna afirmou o seguinte:

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“…Domingo, o líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, acusou José Sócrates de mentir quando afirmou que os sociais-democratas querem despedir funcionários públicos como caminho para reformar o Estado.

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Notícia da comunicação social, dia 7 de Fevereiro de 2011.

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Miguel Relvas responde que José Sócrates é que foi insensato quando disse que o PSD queria dispensar funcionários públicos.

Notícia da comunicação social, dia 7 de Fevereiro de 2011.

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“O PSD não vai despedir funcionários públicos caso venha a ser Governo. A garantia foi deixada por Eduardo Catroga, para quem o emagrecimento do Estado “gordo paralelo”, como disse, poderá acontecer “através da gestão dos movimentos de entradas e saídas” e de rescisões voluntárias.”

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Eduardo Catroga, declarações à comunicação social, dia 9 de Maio de 2011.

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Dois terços dos colaboradores das Obras Públicas despedido

Na prática, o Governo não precisa qual será o número de funcionários do antigo Ministérios das Obras Públicas, Transportes e Comunicações que serão despedidos. No final de 2010, este ministério empregava 2.689 funcionários. Se a medida incidir sobre este universo, o despedimento poderá afectar 1.900 funcionários do extinto Ministério das Obras Públicas.

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Notícia da comunicação social, dia 22 de Julho de 2011

A SIC, O JORNAL EXPRESSO, PINTO BALSEMÃO E AS SONDAGENS EM INTERESSE PRÓPRIO

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Na independente comunicação social, chamada “Jornal Expresso”, cujo dono é o fundador número um do partido social democrata, uma sondagem de 31 de Maio de 2011 dá uma RETUMBANTE e esclarecedora vitória ao PSD.

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Aleluia por tanta imparcialidade e despojamento jornalístico.

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Na televisão SIC, cujo dono é o fundador número um do partido social democrata, deseja-se despedir trabalhadores recorrendo à chantagem.

2011/MAI/27
Chantagem na SIC para forçar adesão a rescisões
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) acusa a Comissão Executiva da SIC de estar a pressionar os trabalhadores para conseguir adesões ao “Programa de Rescisão Amigável” que está em vigor até 17 de Junho, com a ameaça de que, se o resultado não for o desejado, a Administração pode vir a recorrer a “soluções previstas nas anunciadas alterações da legislação laboral”.

Em comunicado, que a seguir se transcreve na íntegra, o SJ considera que a forma como foi apresentado o referido programa “configura uma descarada chantagem que só vem confirmar os piores receios deixados pela recente mensagem do presidente da SIC, Francisco Pinto Balsemão, que acompanhou a informação sobre o desempenho da empresa no primeiro trimestre”.

Balsemão faz chantagem com anunciada revisão da lei laboral

1. A Comissão Executiva da SIC comunicou ontem, ao final do dia, aos trabalhadores, a abertura, até ao dia 17 de Junho próximo, de um “Programa de Rescisão Amigável”, no âmbito do qual se propõe pagar a cada trabalhador que aceite rescindir o seu contrato de trabalho uma compensação equivalente a 1,25 do valor médio da retribuição certa mensal dos 12 últimos meses, por cada ano de antiguidade na empresa.

2. “Em função do desfecho deste processo”, remata a comunicação, a Administração “poderá implementar, ou não, outras medidas no âmbito da reestruturação relacionada com a área dos recursos humanos, eventualmente recorrendo a soluções previstas nas anunciadas alterações da legislação laboral”.

3. O SJ considera que a forma como esta comunicação é feita configura uma descarada chantagem que só vem confirmar os piores receios deixados pela recente mensagem do presidente da SIC, Francisco Pinto Balsemão, que acompanhou a informação sobre o desempenho da empresa no primeiro trimestre.

4. Este “Programa” da Administração da SIC constitui mais uma prova de que há empregadores, infelizmente em grande número, que conseguiram impor a ideia de que para vencer a crise é necessário reduzir os direitos laborais, ansiando agora pela rápida aprovação das medidas anunciadas para tornar os despedimentos mais fáceis e mais baratos.

5. De facto, tal mensagem significa que um número não determinado de trabalhadores só pode escolher, em prazo muito curto, entre sair de imediato com uma indemnização que a empresa pretende apresentar como razoável ou sair a seguir em condições muito piores, dilema que traduz uma forma de pressão absolutamente inaceitável que não se compagina com os princípios da boa fé negocial.

6. O SJ apela aos jornalistas ao serviço da SIC para que se mantenham unidos e combatam esta ofensa, reafirmando claramente e sem hesitar que, além das duas alternativas apresentadas, existe uma terceira muito mais justa – o direito à manutenção do emprego!

Lisboa, 27 de Maio de 2005

A Direcção

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ISTO É O EMPRESARIADO PORTUGUÊS.

DINÂMICO A DESPEDIR.

SÉRIO A SONDAJAR

IMPARCIAL A NÃO TOMAR LADOS.

GLOBALIZAÇÃO E NEOLIBERALISMO: SUN MICRO SYSTEMS DESPEDE 3000 MIL…

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Neste post feito à propósito da análise de um livro sobre globalização, eram citadas declarações de um responsável da Sun micro systems feitas em 1997, explicando como eram vistos os empregados da Sun pelo seu principal gestor.

Transcreve-se uma parte.

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armadilha-da-globalizacao-capa-portuguesaPágina 10:

”na nossa empresa, cada um pode trabalhar tanto quanto queira…” … os governos e as regras por estes impostas ao mundo do trabalho perderam todo o significado…”contratamos os nossos empregados por computador, eles trabalham por computador e são despedidos por computador“.

Algures no diálogo do texto, David Packard, o co-fundador da Hewlett Packard (produção de impressoras e computadores) faz uma pergunta a Jonh Cage da Sun Mcrosystems:

” …– de quantos empregados necessitas verdadeiramente, John?“ Seis, talvez oito, responde secamente Cage. Sem eles estávamos tramados…” – E quantas pessoas trabalham actualmente para a Sun systems? Gage responde:- …” Dezasseis mil. Tirando uma pequena minoria são reservas de racionalização.”

Não se ouve o mais pequeno murmúrio na sala: para os presentes, a ideia de existirem legiões de desempregados potenciais ainda insuspeitos é algo de obvio. Nenhum destes gestores de carreiras, que auferem chorudos salários, provenientes dos sectores e dos países de futuro, acredita ainda que se possa vir a encontrar, nos antigos países e em todos os sectores, um numero suficiente de empregos novos e correctamente remunerados nos mercados em crescimento, com o seu grande consumo de tecnologia.-no próximo século, para manter a actividade da economia mundial, dois décimos da população activa serão suficientes.- Mas e os restantes? Será possível imaginar que 80% das pessoas que desejam trabalhar não vão encontrar emprego?

– Não há duvida que os 80% restantes vão ter problemas consideráveis, afirma o autor norte-americano Jeremy Rifkin que escreveu o livro “The end of work…”

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Imagem e texto “Jornal Destak”.

Ligação “Revista visão/aieou”

JORNAL DESTAK - SUN MICRO SYSTEMS DESPEDE 3000

Duas notas:

1 – a Sun Micro systems não despede pessoas, dispensa pessoas (A semântica do neoliberalismo é diferente…)

2 – A Sun Micro systems anuncia um ano antes que vai despedir/dispensar pessoas (defensores disto até virão argumentar que a empresa é “organizada” programando “eficientemente” o tempo dos seus despedimentos.

Como afirma o senhor Jonh Cage acima,

contratamos os nossos empregados por computador, eles trabalham por computador e são despedidos por computador“.

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Em Novembro de 2008, a mesma empresa Sun Micro systems anunciava que iria despedir 15% da sua força de trabalho – 6000 pessoas, para “reduzir custos”.

Parte-se evidentemente do principio que a 6000 acrescem – um ano depois – mais 3000.

Mas, sejamos honestos: a preparação para isto já estava a ser feita desde meados dos anos 90.

Cita-se John Cage de novo:

os governos e as regras por estes impostas ao mundo do trabalho perderam todo o significado…”