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SEGURANÇA NAS ESCOLAS: PASTAS REVISTADAS EM FRANÇA OU PROTO TOTALITARISMO?

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Uma das formas de criar uma sociedade totalitária onde as pessoas aceitam ser controladas está perfeitamente explicita nesta noticia do Jornal Expresso (não é por acaso que é dado este destaque, e neste jornal a este tipo de notícia…) em que o Presidente Francês, pretende aumentar controlos nas escolas francesas.

Para fazer tal recorre a um discurso completamente totalitário, demagógico, perverso, que “entala” a esquerda política.

Esta que nunca conseguiu resolver os seus próprios problemas e concepções acerca do que deve ser uma escola e o ensino, e consequentemente “abre” espaço” político e social para que “demagogos” destes produzam um discurso totalmente vazio demagógico e consigam ter êxito na propagação da sua mensagem.

E é o que Sarkozy faz e habilmente.

JORNAL EXPRESSO - SEGURANÇA NAS ESCOLAS 1

Factos: existe uma agressão á facada feita por um aluno de 13 anos  a um professor.

Factos: isso é um caso de polícia simples.

Motivados pelo facto de existir uma opinião pública que”exige” resultados imediatos (essa mesma opinião pública vive numa sociedade cuja economia lhes exige ao trabalharem, que “obtenham resultados imediatos”) e isso leva o Presidente Sarkozy “a fazer o anúncio das novas medidas.

O que deveria preocupar as pessoas aqui é o facto de este senhor ser um mau governante.

Porquê?

Porque só “reage” e não age. Parte-se do principio que este problema ou outros semelhantes já existiam antes do acontecimento. Sarkozy, não agiu. Agora aproveitou a oportunidade e reagiu.

É melhor agir do que reagir.

E aproveitou a oportunidade para quê?

Para lançar uma série de medidas demagógicas e completamente a puxar para o totalitarismo, sob o pretexto da “segurança”. (sempre este pretexto…)

(A) os pórticos para detecção de metais. (Estilo semelhante  ao que se passa nos EUA)

(B) Multas para os pais que deixem os filhos levar armas para a escola.

Os pórticos são uma maneira simbólica de equiparar os alunos a terroristas – o mesmo que se passa em aeroportos…(há uma associação de ideias imediata…)

As multas são uma “forma fiscal ” e de intimidação para com os cidadãos. Um “panóptico” fiscal que aqui está.

Mas alguém acredita que um pai que tem um filho que leva facas para a escola e dá facadas em professores consegue controlar esse mesmo filho de forma eficaz? Já perdeu o controlo há muito tempo…

Consequentemente a multa não VAI resolver nada, excepto para os cofres do estado francês…

Ø

Sarkozy é também esperto e usa o discurso da vitimização e das “lágrimas de crocodilo”, nesta frase:

Claro que é lamentável ter-se chegado aqui, mas como agir de outro modo num tal contexto?

E porque é que é lamentável ter-se chegado aqui? Quais as causas? E só existem estas soluções ou apenas existem estas soluções porque são estas a soluções que Sarzozy e a direita conservadora proto totalitária que se esconde por detrás dele quer aplicar?

Em seguida Sarkozy quer “dar uma facada ideológica na esquerda”,um “beijo de morte” e diz o seguinte:

“A tranquilidade dos estabelecimentos escolares é uma condição absolutamente fundamental para a igualdade de oportunidades”,…”

Fala em “tranquilidade”, uma palavra cuidadosamente usada para ser a palavra substituta da palavra “ordem” uma palavra que sempre foi “associada” à direita política e depois usa a expressão “igualdade de oportunidades”, que é uma expressão sempre usada pela esquerda política em todos os lados quando critica a direita.

O “negócio” político e social que Sarkozy está a propor aos franceses, e por interposta condição, a direita política propõe a todos os cidadãos é muito simples.

Trocar “liberdade” (tranquilidade) por ordem coerciva muito dura para “depois” ser oferecida como recompensa pela “troca” a…… “igualdade de oportunidades”.

Mas… na realidade, ambas as condições não estão em causa aqui. Ainda existe liberdade e ainda existe o principio da igualdade de oportunidades.

Caso se aceite a lógica de Sarkozy/da direita conservadora, deixa-se de ter “duas  coisas” (liberdade e igualdade de oportunidades) e passa-se só a ter a “promessa “de ter uma coisa (a igualdade de oportunidades)

No fundo o que este homem propõe é uma troca cujo resultado é zero para os cidadãos.

Como é possível aceitar um negócio em que temos “duas coisas” e passamos apenas a ter a promessa de uma coisa? Qual é o ganho aqui?

Quando o caso que despoleta esta habilidade, é apenas um caso de polícia. O aluno comete um crime, deve ser processado por isso, e posteriormente preso.

Sarkozy usa a oportunidade para “alterar” todo um sistema e torná-lo menos democrático.

JORNAL EXPRESSO - SEGURANÇA NAS ESCOLAS 2

Para reforçar mais ainda esta tentativa de instaurar uma lógica de resolução de um problema adoptando medidas totalitárias, Sarkozy usa uma técnica “norte americana”que nos tem sido enfiada pelas goelas abaixo desde sempre.

A invocação de um”perigo externo”.

Ø

Cita-se Planeta americano, um post do Dissidente-x, á propósito do capítulo 6 desse livro, analisado nesse post.

” No capitulo 6 – A paixão pelo medo – Verdu descreve a total tesão pelo medo que os americanos têm e que é potenciada até às extremas pela imprensa. A ideia psicológica subjacente a tudo isto é a de que os EUA estão colocados numa posição de perigo; em que forças humanas ou sobrenaturais ameaçam, atacam e espiam a população. Existe um conceito muito presente ” o disaster never sleeps/ o desastre nunca dorme. Medo, supra medo, injecções de medo umas atrás das outras. Ou seja, o medo e a sua exploração são as imagens de marca daquela sociedade.”

Ø

A técnica de Sarkozy é muito parecida com o acima descrito. Especialmente quando “invoca” um desastre escolar na Alemanha – um recente tiroteio numa escola.

O mais famoso tiroteio das escolas conhecido mundialmente foi o do liceu de Columbine, nos EUA. Sarkozy prefere falar do tiroteio alemão, uma situação em que  “forças humanas ou sobrenaturais ameaçam, atacam e espiam a população.” (para citar a partir do excerto acima)

Isto é, “alemães” os tradicionais inimigos franceses… (Pode não ser nada, mas em Columbine morreram muito mais pessoas que na Alemanha…)

Ø

E o representante dos sindicatos diz qual é realmente o problema:

” o que se vê diariamente não são as armas, mas a má criação, os insultos e a violência ligeira. O verdadeiro trabalho é educativo, com pessoal adequado.”

Também o que se vê diariamente é isto abaixo mostrado, retirado daqui:

30 ANOS DE EVOLUÇÃO DO ENSINO

Ou seja, uma completa inversão de valores que transforma necessariamente adolescentes em pessoas insuportáveis de aturar.

Ø

Já em Portugal, não temos Sarkozy. Temos a “esquerda” “oficial”, ” normativa”, conservadora e reverente a fazer os mesmos papeis que Sarkozy faz em França. Exemplo retirado daqui:

E de repente … gente que apregoa a sua filiação na esquerda, que enche a boca com o PS – aqui entendido como Partido Socialista – gente que apregoa a superioridade do dito Partido na luta contra a ditadura, acha que sim, que deve passar a haver câmaras e gravadores nas salas de aula, que os bons professores não se importarão por certo de ser gravados e os que se importarem serão, por definição, maus professores, incompetentes, quiçá criminosos…

Written by dissidentex

01/06/2009 at 11:15

EDUCAÇÃO EM PORTUGAL. Formação em publicidade aos alunos dos 1º e 2ºciclos. (2)

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JORNAL 1º JANEIRO- CAPA- PROGRAMA MEDIA SMART

(A) No artigo anterior falou-se do lançamento do programa Media Smart. Uma técnica de meter publicidade a martelo nas escolas portuguesas. Essa “publicidade” e a maneira de a ver, a ser ensinada por empresas. Isto é, por juízes em causa própria a defenderem o seu produto.

(B) Falou-se da dimensão existente na Lei de defesa do consumidor (incumbências do Estado) que estará supostamente existente na mesma lei.

(C) De como a médio prazo, os pais, a ser continuada esta lógica, irão ser colocados numa situação em que estarão em conflito com os filhos relativamente ao que comprarem ou não para os mesmos. Querendo contrariar os filhos estarão numa situação em que na escola lhes será dito uma coisa e fora delas( os pais) outra coisa.

  • Continuando para a dimensão direito económico.

(3) A dimensão do direito económico. E das leis justas de concorrência entre empresas.

Aqui chegamos à APAN – associação portuguesa de anunciantes. Na página dos associados verificamos que todas as empresas “pesos pesados” na área da produção/serviços de Portugal, estão lá, ou seja são associados. Os bancos, as empresas de distribuição alimentar, as empresas de Internet, os correios, os produtores de carne, de bebidas, de detergentes, de flocos de milho, de café, peixe e sapatos, combustíveis, roupa, bebidas etc.

Todos os grandes jogadores, estão ali.

LOGOTIPO MEDIA SMARTEstas empresas, ao ser-lhes dado esta ideia ( quero com isto dizer, elas é que fizeram lobby para isto…) de irem para as escolas fazer publicidade, através do programa SMART , conseguiram um privilegiado canal de distribuição comercial das suas marcas e serviços.

Publicidade gratuita paga pelo Estado, isto é, por todos nós, irá através das escolas públicas, sustentar uma parte do orçamento de Marketing de todas estas empresas.

Também providenciará aquilo que as marcas mais gostam: fidelizar consumidores logo desde pequenos. Escravizar mentalmente potenciais consumidores logo desde pequenos.

Demonstra bem a dimensão da insegurança destas empresas que não tem confiança nenhuma no seu próprio produto. Sentindo a necessidade de fazerem lobbi para criarem esta falcatrua gigantesca paga com o dinheiro de todos os contribuintes. Apenas para servir interesses estritamente privados destas mesmas empresas.

O pior ainda é que nada do que aqui está é benéfico para o capitalismo ou para a economia de mercado; nada é benéfico para a sociedade, nada é benéfico para os cidadãos.

É uma forma de comunismo camuflado praticado por empresas. Nada mais.

O mais espantoso é que na lista de empresas existem 4 empresas estatais, pelo menos. CGD e CTT, CP e GALP.

O Estado trabalha contra si próprio.

Ninguém se incomoda com isto.

Mais ainda: conseguem isto, perante a complacência dos partidos políticos os de esquerda ou os de direita, indo objectivamente, contra a lei do país.

Notável.

A APDC, uma honesta, embora pequena associação de consumidores denuncia a situação. Como se pode ver, quer no primeiro artigo – Educação em Portugal, formação em publicidade aos alunos do 1º e 2º ciclo – quer lendo aqui sobre a APDC aqui no jornal Público de 15-02-2008.

Alguém sabe por onde anda a associação de consumidores do partido socialista que dá pelo nome de DECO?

Transcrevo a seguir um excerto da notícia do Primeiro de Janeiro de onde foi tirada a imagem lá em cima e que pode ser encontrada na página institucional da APAN.

O embuste publicitário chama-se “Estimular a análise das crianças face à Publicidade” publicado através de um grande favor no Jornal “O Primeiro de Janeiro” de 22-02-08. Só pode ter sido um grande favor que um jornal com tiragem de 21 mil exemplares, faz publicando uma notícia destas da forma que o faz.

Não é inocente a escolha deste jornal. Pequeno, semi regional. Assim a notícia aparece, mas não aparece muito.

Também é estranho a ideia, isto é, o conceito, de estimular a análise das crianças face á publicidade”. Estimular porquê?

Existe alguma necessidade de ajudar a estimular as análises das crianças face à publicidade?

Há alguma urgência nisso?

Só se for do ponto de vista dos associados da APAN que são, aqui nesta situação, os únicos que tem INTERESSE em que se estimule a publicidade às suas próprias marcas.

Na página de onde se pode fazer o descarregamento do PDF com a notícia do jornal pode ler-se o seguinte:
PROGRAMA SMART- MODULOS E ROBERTO CARNEIRO

O senhor Roberto Caneiro não é perito de coisa absolutamente nenhuma.

Excepto aparecer nos mais variados sítios da área educativa e sem ser educativa a fazer os estragos que se sabem.

Foi o magnifico responsável pela PGA, a prova geral de acesso nos anos 80, que foi o lançamento do ataque ao conceito de escola pública com os tristes resultados que se conhecem.

Repare-se, ainda, no delicioso mas perverso pormenor que está aqui: “exemplos reais retirados do mundo da publicidade nacional, o que constitui forma mais estimulante de transmitir ensinamentos sobre os meios e as mensagens que transmitem.

(4) Vamos até à wikipédia. Mensagem subliminar – parte da persuasão subliminar:

“…A persuasão subliminar seria a capacidade que uma mensagem teria de influenciar o receptor. Segundo a hipótese, toda mensagem subliminar tem um determinado grau de persuasão, e pode vir a influenciar tanto as vontades de uma forma imediata (fazendo por exemplo, uma pessoa sentir vontade de beber ou comer algo), como até mesmo a personalidade ou gostos pessoais de alguém a longo prazo (mudando o seu comportamento, transformando uma pessoa tímida em extrovertida). Esse grau de persuasão deveria variar de acordo com o tempo de exposição à mensagem, e a personalidade do receptor. “

Fácil será concluir que, juntando uma parte à outra; “os exemplos reais retirados da publicidade nacional…” tem um determinado grau de persuasão, e pode vir a influenciar tanto as vontades de uma forma imediata (fazendo por exemplo, uma pessoa sentir vontade de beber ou comer algo), como até mesmo a personalidade ou gostos pessoais de alguém a longo prazo (mudando o seu comportamento,..

Ou estamos aqui a enganar quem?

Transmitir “ensinamentos” é uma forma ” amigável “ de dizer que estão a transmitir mensagens subliminares de apelo à compra de produtos destas mesmas empresas. Estão a educar futuros potenciais consumidores das sua marcas e produtos. Estão a ocupar “espaço” mental.

Do ponto de vista do direito económico e das leis da concorrência isto é também interessante.

As empresas que não pertencem ao “clube APAN” ficam colocadas em extrema desigualdade para quererem concorrer com estes “pesos pesados” da APAN. (A longo prazo)

É uma espécie de ataque preventivo que aqui está. Assegurar os clientes do futuro, mas no presente, sendo que é o Estado, todos nós, que pagamos isto.

Isto agora é capitalismo? Então onde é que está concorrência leal? Pensava que em capitalismo existia concorrência e não clubes privados. Afinal parece que não… temos antes comunismo corporativo.

LMP A MARKETIZAR (5) E quem organiza comunicacionalmente tudo isto?

A LPM, empresa de Luís Paixão Martins, a mesma pessoa/empresa que diz que é necessário encharcar os microfones.

Como se podia ver aqui no Sócrates de rosto humano de há uns dias e nesta imagem mais ao lado.

Os tentáculos desta empresa de propaganda comunicação chegam à campanha de Cavaco Silva, chegam para eleger Sócrates, e chegam para fomentar, como se pode ver na primeira imagem do post em cima do lado esquerdo, a publicidade em escolas.

Não critico directamente a empresa, estão apenas a fazer o seu trabalho e a ganharem negócios para si mesmos. No entanto é estranho que a mesma empresa esteja presente em todos os lados do negócio.

É como se existissem dois exércitos a lutar entre si, aconselhados pela mesma empresa, a LPM.

Repare-se que na notícia do Primeiro de Janeiro.

Repare-se quando se tira uma imagem da página institucional da LPM , a passar em nota de rodapé e o que aparece? A APAN entre muitas outras…

LPM-FAIXA COMUNICACIONAL

EDUCAÇÃO EM PORTUGAL. Formação em publicidade aos alunos dos 1º e 2º ciclos. (1)

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Sobre este mesmo tema parte 2 – Educação em Portugal.Formação em publicidade aos alunos do 1º e 2º ciclo (2) .

Durante o período (1995- 2001) em que António Guterres, membro do partido socialista, pseudo esquerdista, padre cura frustrado, mau político, foi primeiro ministro, saiu para as bancas uma lei chamada “Lei de defesa do consumidor”.

Lixo legislativo saído da cabeça das alimárias do Guterrismo; uma coisa vagamente vaga e indefinidamente indefinida que apenas existe para “inglês ver”.

Legislação feita para se mostrar para fora do país e para dentro do país que até parece que somos um país democrático e “normal regido por leis que protegem os cidadãos consumidores.”

Naturalmente, é absolutamente falso que sejamos um país democrático e normal, antes somos corruptos e totalitários, mas disfarçados de país normal.

A referida lei visa “proteger o consumidor”.

Cite-se o artigo 6.

Artigo 6.º – Direito à formação e à educação.

1- Incumbe ao Estado a promoção de uma política educativa para os consumidores, através da inserção nos programas e nas actividades escolares, bem como nas acções de educação permanente, de matérias relacionadas com o consumo e os direitos dos consumidores, usando, designadamente, os meios tecnológicos próprios numa sociedade de informação.

“…medidas tendentes à formação e à educação do consumidor, designadamente através de:
a) Concretização, no sistema educativo, em particular no ensino básico e secundário, de programas e actividades de educação para o consumo;
b) Apoio às iniciativas que neste domínio sejam promovidas pelas associações de consumidores;
c) Promoção de acções de educação permanente de formação e sensibilização para os consumidores em geral;
d) Promoção de uma política nacional de formação de formadores e de técnicos especializados na área do consumo

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INCUMBE AO ESTADO.

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INCUMBE AO ESTADO.

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Qual é que será a parte de ” Estado ” que não se percebe aqui?

Traição. Da wikipedia

Traição, como uma forma de decepção ou repúdio da prévia suposição, é o rompimento ou violação da presunção do contrato social (verdade ou da confiança) que produz conflitos morais e psicológicos entre os relacionamentos individuais, entre organizações ou entre indivíduos e organizações. Geralmente a traição é o ato de suportar o grupo rival, ou, é uma ruptura completa da decisão anteriormente tomada ou das normas presumidas pelas outros.

Peguemos numa parte do que está ali em cima:

…é uma ruptura completa da decisão tomada anteriormente ou das normas presumidas pelos outros e observemos a imagem do lado esquerdo em baixo com as letrinhas nela escritas e comparemos com o artigo 6º da Lei de defesa do consumidor.

FORMAÇÃO EM PUBLICIDADE AOS ALUNOS NAS ESCOLAS- 15-02-2008

Paralelamente uma nota de lembrança. Este é precisamente o tipo de coisas que qualquer sindicato da educação, plataforma de sindicatos, o que seja, deveria TAMBÉM incluir nas suas lutas e negociações sobre sistemas de educação, por exemplo quando faz acordos vitoriosos e derrota por 15 a 0, o Governo.

(1) Também existe interesse em nos olharmos como cidadãos, e dentro dessa dimensão, em nos vislumbrarmos como pais.

Dizemos por hipótese ao nosso filho(a), no âmbito do nosso poder paternal e do nosso “mando paternal,” que, por exemplo, não gostamos, porque sabemos mais que o nosso filho(a), não gostamos, escrevia, que ele compre chocolates da Nestlé ou de outra empresa qualquer; outro produto qualquer.

O nosso filho vai para a escola e vai socializar-se. Estamos muito contentes com isso

Vai e terá aulas de introdução ao consumo (só ao consumo de certas empresas, note-se…)através da aprendizagem de técnicas de publicidade que contrariam as nossas decisões como pais.

É, estranhamente, a escola pública,que deveria ser, por definição, uma espaço democrático, abrigado de interesses particulares, a defender e apoiar esses mesmos interesses particulares.

É uma nova forma de democracia: a defesa dos interesses particulares.

(2) Também existe aqui a dimensão totalitária e anti democrática disto. Os pais são colocados numa situação onde poderão a vir a ser chantageados a longo prazo, pelos filhos, emocionalmente e psicologicamente, isto quando os filhos são ensinados a aderir – via publicidade, a determinados produtos.

Porque na escola lhes dizem (eles estão a aprender isso) que, através da aprendizagem da publicidade; não só devem aceitar bovinamente as técnicas de publicidade, como isso é bom. E os pais são – para não perderem o amor dos filhos – obrigados a aceitar a longo prazo, a comprar produtos derivados da aplicação e da aceitação dessas mesmas técnicas de publicidade na escola, mas a transportarem essa dimensão para sua própria vida pessoal.

É, interessante que as empresas privadas já tenham conseguido chegar ao ponto em que conseguem chantagear os pais, isto é, os consumidores… usando os filhos para isso.

A diferença entre isto e o crime organizado é ténue.

Continua…