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Posts Tagged ‘“ESQUERDA”

É NECESSÁRIO QUE A ESQUERDA SEPARE AS AGUAS…E VOLTE A SER ESQUERDA…

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FONTE: The Nation.

Obrigado, Sabine.

In other words, in a year of economic meltdown, growing unemployment and declining living standards, significantly fewer people are seeking electoral solutions. And those who are are increasingly abandoning the mainstream parties, prompting an even more striking rise on the hard right than there has been on the hard left. The margins rise, the mainstream falls, the whole is becoming less than the sum of its fragmented parts.

Disaffection, desperation, economic crisis, racial animus, rising nationalism–there is indeed a specter haunting Europe. It is all too familiar. Those who crow about it being an illustration of the demise of the left simply don’t understand it. And that’s a fact.

Ou como diz o autor do texto: numa altura em que o capitalismo neo liberal está a mergulhar em direcção ao abismo, os meios de comunicação social e as tentativas sistemáticas de persuasão das opiniões publicas afirmando que a esquerda está morta ou moribunda manifestam-se em paralelo.

Chama-se negação.

E esta negação e a recusa em reformar este modelo económico que já faliu, está a originar que “The margins rise, the mainstream falls, the whole is becoming less than the sum of its fragmented parts.

E porque é que não haveria de ser assim, dados os cenários que existem?

E o problema está posto claramente quando se diz:”…And those who are are increasingly abandoning the mainstream parties, prompting an even more striking rise on the hard right than there has been on the hard left.”

Ø

E a solução existe e é simples.

Negar o capitalismo neo liberal e negar poder às extremas de ambos os lados, na forma como se governa uma sociedade.

No entanto o mainstream político português aposta no seguinte: “Yet the two principal victors in this period of European politics have been neither the left nor the right but disillusionment and fragmentation.”

Preferem ser reis de nada ou apoiarem a futura constituição de regimes obsoletos antigos do que reformarem o que existe.

E está-lhes a acontecer isto: “People haven’t stopped looking for left alternatives to capitalism. In fact, those alternatives are more popular now than they have been for a long time. People have just stopped looking to the center-left to provide them.”

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Written by dissidentex

09/12/2009 at 12:21

O DECLÍNIO PROGRAMADO DE PORTUGAL E A ESQUERDA POLÍTICA

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Uma das razões para o sistemático declínio de Portugal está na continuada importação de modelos académicos, políticos, sociais, económicos que nos são vendidos por interesses estrangeiros.

Isto acima não significa, obviamente, que o modelo Salazarista de sociedade seja aqui defendido.

Mas significa que, como povo e como país deveríamos ter um pouco mais de brio e de auto estima, e não embarcarmos  sistematicamente em promessas agradáveis e muito bonitas de “saltos tecnológicos” propostos pelos vendedores.

Basicamente porque estes saltos tecnológicos são feitos e propostos para “agarrar” o país chamado Portugal aos modos de fazer as coisas preconizados (neste caso) pelos EUA.

E como efeito disso mesmo, impedir um qualquer desenvolvimento económico, industrial ou tecnológico autónomo e com ideias e princípios próprios.

Ø

E cita-se a partir desta caixa de comentários o Pedro Fontela que diz o seguinte:

“…O facto de andarmos nesta dança de imitações do exterior há mais de 2 séculos (com resultados que vão de mal a pior) parece não fazer ninguém parar para pensar sobre a validade de um simples processo de imitação.

Estão a dar-nos para a mão as correntes que nos irão prender e nós, como bons cosmopolitas cultos que somos, aceitamos pô-las de bom grado.

Estamos dentro de um esquema de poder que não podemos controlar…”

Ø

E chegamos a uma notícia do Jornal Público- 16- 06 – 2009 – apresentada como sendo uma grande façanha.

CARNEGIE MELLON - VANTAGENS COMPARATIVAS

O actual governo de “esquerda” lançou mais  uma “iniciativa tecnológica”. O sitio oficial do evento pode ser encontrado aqui.

Registe-se a ironia de uma economia que nem sequer 2.0 é, esteja a fazer este simpático favor à economia norte americana e a uns certos interesses financeiros norte americanos.

Objectivo: obter mais rapidamente técnicos e “research”/investigação potencialmente grátis, feita por um país pobre – que paga estas contas através da sua fundação para a ciência e tecnologia.

Com o bónus adicional deste “reboot 3.0 ser implementado de acordo com os padrões da Carnegie Mellon, isto é, de acordo com os padrões norte americanos.

Outra ironia consiste no facto de se dizer que isto é feito, porque ” a corrente crise económica” criou problemas no modelo económico.

O problema é que a corrente crise económica assenta precisamente no mesmo tipo de modelo que aqui é exemplificado pela conferencia da Carnegie/ governo Português.

Ø

E como se pode ver lá em cima, é dito que “pode ajudar a definir as vantagens comparativas para Portugal” – garante o responsável coordenador do programa.

O responsável coordenador do programa aparenta ser uma daquelas pessoas que acha que o mundo só começou desde que o responsável coordenador começou a trabalhar. *

O responsável diz que é um êxito. O responsável não tem interesse próprio nenhum, claro…

Também nos fala de “vantagens comparativas”.

O que são? Mistério.

Deve ser para isso que o responsável coordenador coordena um programa destes. Supõe-se. Entre isto e astrologia…

CARNEGIE MELLON  - VANTAGENS COMPARATIVAS 2

Repare-se que o responsável do programa diz que – de forma cientifica e matemática – que o retorno só no futuro (essa entidade sempre imprevisível ) poderá ser medido.

E que a verba está a ser usada para pagar doutoramentos. No fundo aquilo que interessa mais à Carnegie Mellon/empresas – doutoramentos pagos por verbas de países estrangeiros, mas cujos resultados (os doutorandos) serão aproveitados por empresas ou interesses ligados à Carnegie Mellon.

E no fundo temos os contribuintes portugueses – que são pobres – a subsidiar as diletâncias e os interesses estratégicos de uma potência estrangeira e dos interesses por detrás dela.

A Carnegie Mellon e outras entidades do mesmo estilo concerteza farão isto em outros países.

O resultado?

Multiplicação do numero de doutoramentos e  um “abaixamento” do valor dos doutorados (porque são muitos) e um lançamento para o mercado de doutorandos a pataco.

Para Portugal, directamente, ganho nenhum. Apenas saída de dinheiro. E ilusões. Muitas ilusões.

Ø

E façamos uma pequena caminhada pela avenida da memória.

No post Dissidente-x intitulado ” “Marcas nacionais e o seu desaparecimento” era explicado como tinham desaparecido uma série de marcas nacionais.

E também era dito o seguinte, na sequência da lógica do post, citado em baixo.


Os pressupostos são sempre derivados de Adam Smith. As “vantagens comparativas”.

A versão recauchutada actual de Adam Smith chama-se Michael Porter e sua teoria do diamante competitivo.

Nos anos 90, o governo do senhor Cavaco Silva, encomendou um estudo (um milhão de contos/ 5 milhões de euros) para definir quais os casulos / nichos / “clusters” económicos nos quais a economia portuguesa se deveria “especializar”.

NOTA: sem ter a certeza, e após pesquisa, penso que o estudo em questão é este: PORTER, Michael, “Construir as Vantagens Competitivas de Portugal”, Monitor Company, Edição Forum para a Competitividade, Lisboa, 1993

A equipa de técnicos da Monitor Company (a companhia do senhor Porter) pairou aqui durante uns 4 meses recolhendo informação. Passados seis meses / um ano, apresentaram as suas conclusões.

Algum tempo mais tarde, recordo-me de ter lido uma entrevista de um industrial do norte em que a pessoa dizia que concordava na quase totalidade com o estudo dos técnicos da Monitor, especialmente porque as conclusões do estudo eram idênticas ás de um estudo interno que esse senhor tinha feito para a sua própria empresa. Ele não poderia precisamente por isso, contrariar-se a si mesmo.

O industrial em questão, bastante cavalheiro até, estava na prática a dizer que o que tinha sido feito era anunciar como boa nova aos pacóvios cá do sitio algo que já era conhecido pelos pacóvios cá do sítio.

Acrescento duas notas.

(1) * já nos anos 90 tinha sido feito um estudo e uma “coisa” para definir as “vantagens comparativas de Portugal”, na época, pelo vendedor de banha da cobra do tempo histórico em questão. (que lhes chamou “vantagens competitivas”)

(2) O “estudo Porter” custou sensivelmente um milhão de contos/5 milhões de euros.

Cito o Pedro Fontela lá em cima: “com resultados que vão de mal a pior”.

E insiro uma imagem de uma parte do documento Porter.

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Na altura foi a direita Cavaquista que nos levou para mais uma aplicação de teorias destas. Os resultados?

São conhecidos…

O FUTURO À ESQUERDA

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O partido socialista continua a cuspir para a frente e para o ar, esperando não apanhar com o cuspo que atirou.

O exemplo vem dum “texto” ?!?! completamente absurdo publicado no jornal de propaganda própria “Acção socialista” e republicado no blog PS do Lumiar – um blog neutral…

Ideologicamente o PS é um partido completamente falido, sem ideias, sem ideais, um catavento  político completo onde se muda de opinião consoante a loja ou hipermercado ideológico onde se encontrou a mais recente opinião à venda.

Só existem duas coisas consistentes no programa político do PS

(1) Chegar ao poder e manter-se lá o mais tempo que for possível;

(2) Dar graças a Deus por não serem do partido comunista.

Adicionalmente quando alguém os critica por terem este programa político imediatamente se desencadeia a técnica da “divida de gratidão” que consiste no facto de todos nós, portugueses, devermos estar eternamente agradecidos pelo facto do PS ter ajudado a fazer o alarido inconsequente de 1974 e de em 1975/76 ter existido uma manifestação na Fonte Luminosa que originou o fim político do PCP.

Como tal, de cada vez que alguém comete actos de corrupção ou toma medidas evidentemente erradas e é o PS a estar no governo é-nos nessa altura (assim como em outras…) pedido que fechemos os olhos, porque nós devemos estar eternamente agradecidos …

Já dei para este peditório.

O PS também pratica a técnica do engano próprio, isto é, falar para os apaniguados.vendendo os “amanhãs que cantam”  Os fieis adeptos que nunca contestarão nada que se diga acerca do seu “querido partido”.

Para isso era necessário que pensassem pela sua própria cabeça…

Ø

A técnica usada para o fazer é a mesma que os membros do partido comunista usam.

O discurso, retirados os componentes próprios inerentes a cada partido, tem a mesma tipologia do partido comunista.

É o manifesto destino do PS: evoluir para ser um partido comunista “moderno” com a diferença que se chamam PS e que dizem falar em nome da esquerda democrática,embora ao mesmo tempo pratiquem neoliberalismo económico quando governam…

Confusos? Eles também…

Ø

O texto que vou citar abaixo e que é uma pérola de lugares comuns, de discurso redondo, e ultrapassado, de discurso messiânico semelhante aos discursos dos partidos e lideres de esquerda há 90 anos atrás, onde a expressão “amanhãs que cantam” era usada, aqui a expressão “amanhãs que cantam” é substituída por “a resposta está na esquerda” e a esquerda somos nós.

Atente-se numa parte:

“…É óbvio que o futuro está na esquerda, ou seja, no socialismo democrático. Mais precisamente, entre nós no PS….”

Presunção e caldos de galinha cada um toma a que quer, mas a esta altura do campeonato ainda estão aqui……penso que demonstra bem o sarcófago ideológico a cheirar a bafio e a inconsequência política que daqui emana… (tradução: não vêem um boi do que se está a passar; estão completamente ultrapassados pelos acontecimentos…mas julgam que estão na vanguarda…)

Texto em baixo.

Ø

A resposta está na esquerda

É óbvio que o futuro está na esquerda, ou seja, no socialismo democrático. Mais precisamente, entre nós no PS.
O comunismo e o neoliberalismo são o verso e o reverso da mesma concepção.
Fundamentam-se na visão materialista do ser humano. O comunismo, ao negar a liberdade individual exacerbou a economia e o neoliberalismo fez o contrário, com os mesmos resultados. Ambos com a mesma lógica.
No comunismo, negando-se o mercado e planificando-se a economia.
No neoliberalismo endeusando-se o mercado e rejeitando-se a planificação. Hoje sabem-se os resultados.
O comunismo, roído por contradições miseráveis implodiu. O neoliberalismo acossado por desfazamentos gerados pelo próprio mercado, faliu. Um fez cair um muro da divisão. Outro fez cair-nos o tecto da união.
Ambos pretenderam fazer-nos acreditar que a garrafa estava meio-cheia. Ou meio vazia.
O que é verdade é que jamais poderia estar cheia.
Há óbvias consequências dos falhanços em que devemos seriamente meditar.
A primeira delas é que, como se viu, os números não têm alma.
Já nos haviam dito isso por outra forma ao invocarem que as pessoas não são números.
O resultado da falência do neoliberalismo estava nos próprios números se os quiséssemos ler para além das estatísticas.
É que à data do inicio desta crise, que é estrutural, logo profunda e duradoura, os activos bancários que diariamente nos iam sendo atirados, representavam nada mais nada menos de que 3,5 vezes todo o PIB mundial.
A euforia da engenharia financeira e o endeusamento do mercado em que vivíamos, com a direita a marcar o tom da ganância parecia imparável.
De tal forma que alguns dirigentes que se reclamavam do socialismo democrático, na Europa, com Blair á cabeça, renderam-se aos novos ventos da moda.
Sem cuidar de verem que como qualquer moda aquela também seria passageira. Porque sem consistência para ficar.
A pouco e pouco assistimos á ausência da Internacional Socialista até parecer ter ficado mesmo sem voz.
O que não é nada positivo. E não é porque, como salta á vista desarmada, o futuro, aquele que conjuga a defesa da liberdade individual com a economia e ambas com o mercado regulado pelo Estado, também este prestador de serviços, onde a justa repartição de riqueza, a igualdade de oportunidades, o acesso á justiça e á saúde, a defesa da paz, da segurança e a transparência sejam uma realidade, está no socialismo democrático.
Sucede que este futuro depende de nós e o resultado do combate a travar não está decidido.
A direita, como se vê, consciente disso mesmo exige hoje com um mão aquilo que negava ontem com a outra.
Basta vê-la em azáfama constante a reclamar a intervenção do Estado a cada passo, quando ontem defendia o princípio de que a menos Estado correspondia melhor Estado.
A direita é como os gatos, tem sete fôlegos.
Que não haja ilusão sobre isso.
É óbvio que o futuro está na esquerda, ou seja, no socialismo democrático. Mais precisamente, entre nós no PS.
Parece haver poucas dúvidas na sociedade sobre isso.
É preciso que essas duvidas se convertam em certezas.
Como sempre defendi, este objectivo depende do aprofundamento que fizermos do nosso ideário, em prol da defesa das causas do socialismo democrático.
Estas são razões bastantes para ter sido primeiro subscritor de uma Moção Sectorial que apresentei ao Congresso, chamando a atenção que a revisão dos nossos Estatutos não é uma questão meramente administrativa nem deve nunca ser vista como tal.
A revisão dos Estatutos é uma questão que está na essência do aprofundamento do quadro do nosso ideário para que os militantes tenham orgulho em pertencem ao PS e não serem apenas filiados nele.
Tanto mais que os partidos são os pilares da democracia e o fortalecimento desta depender, em muito do reforço e da credibilização dos partidos. Daí ao dever do PS contribuir para este objectivo, como partido estruturante da democracia portuguesa.
Os partidos não se confundem com movimentos de cidadãos, necessariamente conjunturais e inorgânicos por natureza.
É pelo reforço dos partidos que se reconstrói o futuro porque os novos desafios do mundo de hoje exigem novas respostas que são ideológicas. E obviamente de esquerda.
Vitor Ramalho – Acção Socialista

Algumas breves notas:

É preciso de facto ter descaramento e acima de tudo procurar enganar as pessoas querendo convencer que o neoliberalismo económico morreu e que agora apenas existe um vencedor em campo: esta coisa pseudo esquerdóide mas completamente permeada de liberalismo económico e político que é a “esquerda democrática”.

Agora observe-se uma parte do artigo do senhor Ramalho, sublinhados a negrito meus:

“…O que não é nada positivo. E não é porque, como salta á vista desarmada, o futuro, aquele que conjuga a defesa da liberdade individual com a economia e ambas com o mercado regulado pelo Estado, também este prestador de serviços, onde a justa repartição de riqueza, a igualdade de oportunidades, o acesso á justiça e á saúde, a defesa da paz, da segurança e a transparência sejam uma realidade, está no socialismo democrático….”
Ø

Agora leia-se uma parte do que escrevi ontem no artigo“Crise financeira: as teorias mainstream que a explicam?!”

(1) Nos círculos demo- liberais – social democratas (em Portugal o Partido Socialista, aparentemente, está nesta área…) uma sub teoria alternativa para explicar isto surge, e argumenta que os centros de poder – um qualquer governo ou uma qualquer zona económica financeira de um dado país (os EUA, por exemplo) foram “corrompidos” ao nível das mais altas esferas, por uma avassaladora teoria económica que seria uma deturpada ideologia baseada no  mercado livre selvagem ou no laissez faire.

(2) Uma outra sub teoria alternativa que se apoia nesta anterior – nos EUA, surge e deriva da extrema direita como ideia intelectual; afirma que o problema era a ideologia por detrás do conceito laissez faire (tradução: não existiria regulação) enquanto que o que era necessário era “pensamento de mercado livre” (tradução: deve existir alguma regulação nos mercados).

Nota: é espantoso como, em Portugal,  o discurso do PS, relativamente a este assunto está próximo do que será o discurso médio da direita mais à direita nos EUA, que defende “alguma regulação”…

Postas a coisas nestes termos, imediatamente somos levados a pensar que o problema é apenas um de:

– Que tipo de regulação aplicar;

– Quanta regulação aplicar;

– Como aplicar e em que áreas;

E depois partimos contentes com estas pseudo soluções encontradas, para mais problemas…

Ø

Para se corrigir os desfasamentos gerados pelos mercado tem que se tomar medidas que efectivamente corrijam os desfasamentos gerados pelos mercado.

Afirmar – como solução – que o futuro está na esquerda democrática (ou na Lua ou em Marte…), não corrige os desfasamentos do mercado – é apenas uma afirmação gratuita. Retórica. Propaganda. Conversa. Apelos à emoção.

E quatro anos depois continuam sem perceber nada.

Tenho pena deles.

PS: Desejo que ganhem as eleições e com maioria absoluta. Após ganharem terão que resolver problemas, mas aí as pessoas perceberão – de facto – que este partido não existe para resolver problemas.

EMPRESA COMUNICASOM DESPEDE EMPREGADA POR ESCREVER EM BLOG.

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Portugal é um país que cultiva a liberdade.

Uma das democracias mais avançadas do Universo.

Uma senhora chamada Liliana Fernandes foi despedida da empresa onde trabalhava por ter escrito um post no blog mencionando situações que aconteciam na empresa.

A entrada original que motivou esta situação foi apagada pela blogger, devido à própria situação que veio a motivar o despedimento. Através do blog muiomuio – um blog de SEO tem-se o texto do post apagado.

Um amigo ligou-me enfurecido com a empresa onde trabalha. Queria desabafar. Ficou a saber, ontem, que aqueles senhores que andam sempre de um lado para o outro, que têm 1001 reuniões por dia, que têm um telemóvel XPTO e não vão de férias porque se fazem de insubstituíveis, aqueles que se dão o nome de directores ( e nem a própria vida sabem dirigir!), resolveram banir o messenger da empresa. O motivo…não foi claro. Contou-me que falaram em consciência e blá blá blá, mas assertivamente não o disseram.

Ele revoltou-se, essencialmente, porque a empresa em questão é dirigida por uma pessoa que se diz de esquerda, comunista, mas na realidade aplica regras que, segunda ele, são de extrema direita. Pior: soube que, antes desta medida, espionavam as conversas que as pessoas tinham e com quem tinham. Queriam, até, saber o conteúdo das conversas. Houve alguém que bateu o pé e disse que não ia espionar os colegas. Como em tudo na vida: “não fazes tu, outro há disposto a fazer isso”. Bem dito, bem feito. Este amigo contou-me que a maioria das pessoas usava aquele programa por questões profissionais e que tal nunca colocou o rendimento do trabalho em causa.

Enfim, viam as janelinhas de conversa abertas e nem tentavam saber do que se tratava e de quem se tratava. Tiravam as suas próprias ilações e, “democraticamente”, resolveram banir o msn do local de trabalho. Nem lhes passa pela cabeça que quem não quer trabalhar (o que, garante-me, não era o caso) não o fará na mesma. Arranjará outros pretextos, outras distracções. A internet é um mundo. Existem milhares de motivos que desviem a atenção das pessoas. “

A empresa Comunicasom espiava os seus empregados, coisa que é ilegal.

Faz discriminação objectiva sobre um empregado despedindo-o por este se recusar a fazer algo que é ilegal,espiar outros empregados e que configura coação o que é também ilegal.

A blogger por divulgar os factos acima foi despedida.

Já para não falar nas outras coisas que são em seguida escritas pela bloger.

No blog muiomuio há mais,a partir de uma notícia da TVI:

” O «Jornal de Negócios» explica que a Comunicasom terá forjado facturas num valor superior a seis milhões de euros, com o objectivo de reduzir os encargos fiscais.

O esquema passaria pela emissão de facturas por empresas sediadas em «off-shores» de forma aparentemente legal, mas que serviria para branquear capitais. O mesmo jornal cita Manolo Bello, sócio-gerente da Comunicasom, que confirma a inspecção do Fisco considerando-a como «a coisa mais normal do mundo em qualquer empresa».”

De facto ser de esquerda é outra coisa.

Assistimos à queda de anjos numa base regular e vemo-los tal qual são.

créditos também para Rui Cruz AQUI e para Paulo querido AQUI

e ao Já mencionado blog MuioMuio de um senhor chamado Mário Andrade.

LIVRO – O QUE RESTA DA ESQUERDA – NICK COHEN.

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Livro: “O que resta da esquerda” do autor Nick Cohen, um jornalista inglês.

Editora aletheia – apresentação no sitio “Critica literária” – 2007.

A editora Aletheia é uma editora recente, lançada por Zita Seabra, ex-membro do pcp há uns anos atrás e actualmente membro do PSD. Explica-se desta forma pelo facto de ser a editora que é; a razão de ser das opções editoriais. Cita-se:

Questionada sobre os critérios de edição, Zita Seabra afirmou que a Alêtheia quer publicar 120 livros por ano, seleccionados de acordo com opções culturais e comerciais.” Diário de Noticias – 08 – 10 – 2005

Mas então a editora não pode escolher editar o que quiser, ò reaccionário?

Claro que pode. Convém é que o faça com pés e cabeça e não cometa erros básicos como este, na ânsia política de publicar algo que representa um esforço comercial mas também uma opção cultural para dar alfinetadas, e fazer guerra ideológica sobre o BE, no PS ( numa parte) e no PCP que até as merece. Ou seja, não fazerem m*erda da grossa como está aqui em baixo.

Clicar imagem e reparar no que está sublinhado

Clicar imagem e reparar no que está sublinhado

Clicar imagem e observar o que está sublinhado a azul

Clicar imagem e observar o que está sublinhado a azul

A imagem em cima pertence à página 10 do livro. A imagem em baixo pertence à contra capa. É evidente que este erro não tem directamente a ver com o conteúdo, mas mostra bem uma série de coisas. Na página 10 temos um professor de inglês, na contra capa temos uma querida e atenciosa professora de Inglês.

Já agora: o livro tem a indicação das fontes feita pelo próprio autor, mas não tem índice remissivo.

Nada mau para um “livro político”…

Este livro é muito difícil de comentar, porque é difícil escrever sobre um livro globalmente muito mau, mas que tem dentro dele partes muito boas.

Entre factos e criticas correctas que Cohen aponta á esquerda, surgem também numa mistura confusa pequenos truques rasteiros e muita desonestidade intelectual de Cohen relacionada com este assunto, bem como “ajustes de contas” sobre a forma de recados e remoques sobre as diferentes actividades de diferentes personalidades, inglesas e estrangeiras.

Uma das religiões que é mais arduamente defendida no livro é a religião do anti-anti-americanismo.

Isto é; quem criticar os americanos, mesmo que salte à vista desarmada que os EUA estão a cometer um qualquer erro ou asneira gigantescos, deverá, por sua vez, ser criticado ferozmente e ser apelidado de “anti americano” em tom absolutamente depreciativo.

Dois aspectos.

– Não só isto constitui uma isenção de critica aos norte americanos;

– Como é também assim constituída uma quase “excepção oficial”:

O resultado é simples.

Todos podem e devem ser criticados, menos os americanos, porque são os “combatentes da liberdade” e os combatentes da liberdade não são passíveis de serem criticados.

Adicionalmente:

Também é uma maneira de “isolar” pessoas que não sendo esquerdistas, nem de extrema direita, não apreciem as políticas norte americanas nem com molho de tomate em cima ou senhoras de seios volumosos a saírem de dentro de um bolo a amenizar a falta de aprovação dos actos norte americanos.

Somos todos obrigados a gostar de norte americanos e das suas políticas. É como um restaurante onde só se sirva bolo de bolacha e todos tem que gostar, gostem ou não.

O problema do livro não está no conteúdo (opções) do livro, e no facto de “criticar” a esquerda. Mas sim nos truques rasteiros que Cohen – que se diz de esquerda – usa para o fazer e de como, na quase totalidade do livro cria um lógica intelectualmente desonesta ao serviço dos pontos de vista que pretende demonstrar e que, alguns, não são os da esquerda mas os da direita e da mais profunda. (Nesse aspecto o branqueamento de Paul Wolfowitz, de George Bush, de Tony Blair são notáveis…)

Nas páginas 78 a 90 da edição portuguesa isso nota-se bastante e na zona 88-91 faz a apologia de Paul Wolfowitz da seguinte maneira:

Página 91 ” Ouvimos Wolfowitz apresentar um apelo coerente á ajuda ao movimento democrático no Irão contra os sacerdotes. Era difícil não ficar impressionado com a seriedade dos seus objectivos”.

( Após a implementação do “movimento democrático no Irão” teremos evidentemente a implementação da democracia simplificada, assente no modelo económico neoliberal, mas disso, desses “efeitos”, Cohen não diz uma palavra…) *

E é mais irritante ainda porque para “contrabalançar” este elogio totalmente descabido às operações de propaganda do senhor Wolfowitz, o mentor do projecto PNAC, na página 92, imediatamente a seguir, Cohen critica as políticas norte americanas dos conservadores relacionadas com os soldados americanos; após as comissões de serviço no Iraque regressam a casa.

E percebem, que os ricos que detinham o poder durante o tempo em que estiveram fora, a combater pela América, alteraram as leis. Uma das alterações foram as ajudas a veteranos de guerra – tinham sido “retiradas” – os soldados não tinham qualquer tipo de ajuda para reestabelecerem a vida.

Foi a mesma administração da qual o senhor Wolfowitz fez parte que tomou estas decisões.

O livro todo tem exemplificações deste tipo – estes truques rasteiros; o “dar uma no cravo, outra na ferradura”…

Outra coisa altamente irritante é o seguinte:

Partes em que as nacionalidades dos mais variados intervenientes são colocadas antes do nome ( o Irlandês “X” , o Escocês “Y”,etc) mas curiosamente Tony Blair, George Bush e Wolfowitz, nunca são designados por “o americano ” Bush, o “Inglês” Blair…

A associação de ideias é óbvia visando lançar uma “sombra” sobre as nacionalidades dos intervenientes. Que seriam pessoas “anti poder” e anti Grã-Bretanha, ou anti países anglo-saxónicos, ou “anti conceito de liberdade existente nos países anglo saxónicos” ( a única, a verdadeira, a legítima…)

Há uma parte em relação a Eric Hobsbawm, um excelente historiador, mas marxista, que é sintomática. Hobsbawn é citado a dar uma opinião política, mas é apresentado como sendo “o Historiador “Marxista” Eric Hobsbawm.

A opinião citada de Hobsbawm é política, não marxista, nem de “historiador”, mas as palavras ” Historiador Marxista” aparecem no meio daquilo. Todas as pessoas que ele não gosta ou tem interesse em denegrir (justamente ou injustamente, não interessa) desta forma “subtil” são rotuladas depreciativamente. Já Tony Blair é apenas “Tony Blair….ou Bush é apenas George Bush…

Contudo, o livro tem duas partes muito boas:

– a História pessoal de Kanan Makiya, um refugiado iraquiano que em 1981, sob o pseudónimo de Samir Al Khalil, publicou um manuscrito ( com risco da própria vida ), chamado “a República do medo” onde descrevia a vida horrível, o terror completo, no Iraque debaixo do regime de Saddam Hussein.

– Outra parte muito boa, é a descrição da Guerra da Jugoslávia e subsequente fragmentação. E como a política inglesa da altura ( liderada pelo partido conservador de Jonh Major – a direita que não presta…) agiu em relação ao Balkans, bloqueando toda e qualquer intervenção da União Europeia.

( Cohen nesta parte não faz qualquer elogio a franceses e alemães relacionada com o desejo destes intervirem na ex-Jugoslávia. Noutras partes do livro está sempre a dar alfinetadas à “Bruxelas”, à França, à Europa… (justas ou não, mas é este o tipo de lógica deste livro, de parcialidade…)

Estas duas partes são muito boas porque Nick Cohen conhece pessoalmente Kanan Makiya e escreve umas boas 130 páginas sobre a história pessoal de Makyia, da sua família e do Iraque.

Também conhece pessoalmente no que à Guerra da Jugoslávia diz respeito, o senhor Marko atila Hoare, especialista nesta área, e que escreve no Blog Greater Surbiton.

E também ao conjunto de tipos (entre os quais M. A Hoare) que escrevem sobre o fim das tiranias e quejandos no Harry´s Place

Percebe-se isto claramente no livro – que as melhores partes vem daqui – destas pessoas. O resto de Cohen são ajustes de contas, (Galloway, Gerry Healy e Ken Livingstone, ex- mayor de Londres) (Note-se que Galloway e Healy são do mais detestável que há…) demagogia, anti europeísmo, personificado, especialmente nos sentimentos anti França, Espanha e Europa ( Bruxelas).

( Chomsky e Michael Moore são também arrasados…embora por razões diferentes e no caso de Chomsky bem arrasado…)

Também é interessante notar – notei duas vezes pelo menos ( existem mais, mas estava distraído) – que Nick Cohen cita pessoas e influências sem as citar. Uma série da BBC de 2007 que rebenta argumentativamente com a direita neoconservadora e com a “esquerda Blairista”, bem como um certo filosofo de origem eslovena estão entre os “não citados”… (Mas há lá mais…) (Também faço o mesmo, cito o que ele cita sem citar…)

O núcleo central de questões que Cohen é coloca é o seguinte:

– Existe o mal absoluto e o mal absoluto era o Iraque de Saddam Hussein.

– O mal absoluto deve ser combatido.

– O Iraque de Saddam Hussein, ultrapassou qualquer tirania mais abjecta.

– A esquerda política (no livro designada por liberal, derivado da palavra inglesa “liberals” que será traduzível por pessoas de esquerda), que desde sempre combateu as tiranias não tem outra opção:

tem que ser a favor da deposição de uma tirania- agora e nos dias de hoje – tal e qual o foi no passado.

(A comparação com as circunstâncias do passado é desonesta.)

Esta é basicamente a mensagem – o núcleo deste livro.

Tese central do livro: Cohen coloca quem o lê perante um dilema filosófico e político de resposta impossível para qualquer adepto da esquerda ( e mesmo de direita). Para qualquer cidadão…para o meu gato até…

O dilema é: se não formos contra a tirania do Iraque, seremos obviamente anti democráticos, ou pessoas de extrema esquerda , ou pessoas de extrema direita, nunca seremos “democratas”.

A questão é colocada de uma forma definitiva.

De um lado os defensores da liberdade contra a tirania, e do outro quem não é – imediatamente identificável – contra o derrube das tiranias – quer dizer, desta tirania do Iraque…

Depois Cohen avança e põe outra questão de outra maneira: “o que é que leva a esquerda” liberal (como ele a designa) a adoptar o programa político da extrema direita ou da extrema esquerda?

Esta forma de raciocínio é do pior que se pode encontrar. “Obriga” a que um cidadão, seja de esquerda ou não seja, tenha obrigatoriamente que declarar o seu apoio à invasão do Iraque de 2003, porque, caso não o faça, é apelidado como estando a fazer o jogo da extrema direita ou o jogo da extrema esquerda (ou o jogo do extremo centro…)

As pessoas ficam assim colocadas numa posição em que estão a ser chantageadas – é colocado em causa o seu apego à democracia…

(Isto lembra-me também o Macartismo, quando actores e escritores de filmes em Hollywood dos anos 50 tinham que comparecer numa comissão do Senado americano, para declararem que não eram comunistas nem tinham alguma vez pertencido ao partido comunista. Caso afirmassem que não queriam responder a essas perguntas eram imediatamente colocados sob suspeita e vistos como comunistas e os estúdios deixavam de os contratar. A alternativa era violentarem a sua consciência ou passarem fome… ou traírem terceiros ou desconfiarem de tudo e todos e agirem sempre assim).

( No cinema a história é contada num filme de 2005 – Good Night and Good luck – que mostra o conjunto de reportagens feitas pelo jornalista Ed Murrow acerca do Macartismo e de como isso contribuiu para derrubar as ideias de “caça às bruxas” na América dos anos 50)

A tese acessória deriva da tese central e é a seguinte:

É preferível viver numa “sociedade liberal” do que numa tirania semelhante à iraquiana. Isto é verdade e não se discute. Mas…

Por isso quem vive numa democracia, não pode apoiar manifestações ou protestos que visem impedir o derrube de um regime fascista, porque entre o fascismo e a democracia, o fascismo não se apoia. ( É claro que esta lógica leva inevitavelmente a que outras manifestações contra outros problemas sejam também rotuladas como proto fascismo…por exemplo…)

Mais uma vez colocadas as coisas assim, a desonestidade é evidente, precisamente porque não se pode comparar o incomparável, e porque esta forma de comparação apenas serve de justificação – isto é para que todos nós achemos ser aceitável – que uma “democracia liberal” funcione mal (seja corrupta, injusta, etc), ou que “ditaduras suaves” sejam toleradas.

Vistas as coisas assim, tudo isto legitima e torna aceitável o rebaixamento dos padrões democráticos de uma qualquer sociedade democrática – liberal.

Isto é, desde que os padrões de vida e de democracia de uma “sociedade liberal” sejam mais elevados do que os padrões de uma ditadura ( e são sempre ), isso autoriza a que os organizadores de uma sociedade liberal/democrática possam descer os padrões até níveis bastante baixos, mas sempre a um nível acima do das sociedades totalitárias.

E a legitimidade democrática – segundo este padrão falso – é assim criada.

Por exemplo, segundo esta lógica, é aceitável a prática da tortura em Guantanámo, porque é feita por uma sociedade “liberal” , e esta sociedade liberal, supostamente, possui mecanismos de correcção e parte de uma plataforma moral superior.

Por oposição a uma ditadura sanguinária que faça exactamente o mesmo que se faça em Guantánamo.

Portanto, de um lado temos algo de mau, e do outro temos algo de muito mau.

Como a classificação “algo de mau” é melhor do que a classificação de “algo de muito mau”, parece Cohen opinar, é legitimo aceitar isto assim.

Sobre Capitalismo, tirania dos mercados e corporações, manipulação de Estados e influência sobre organizações internacionais e da forma como estas condicionam o poder político e a democracia, nada se diz no livro de Cohen, nem se relaciona a esquerda ou a direita com estes contextos.

Nem como os interesses económicos destas mesmas corporações estão a começar a ameaçar e a destruir os sistemas políticos democráticos nos quais Nick Cohen pode livremente escrever livros sobre o fim de tiranias…geograficamente distantes.

* Também é de notar que o facto do petróleo e a posição geo estratégica do Iraque não serem mencionadas por Cohen, nem nunca ter mencionado a possibilidade de uma invasão … sei lá… do Zimbabue, onde um ditador sanguinário existe. O Zimbabue é longe, vale zero geoestrategicamente, e não tem petróleo, só gazelas…

Mas mais perto, temos também a Bielorússia.

– No blog “Esquerda- Republicana” existe um post dedicado a Nick Cohen com uma citação em Inglês onde ele está dar na cabeça de muçulmanos e no multiculturalismo

– No blog “menino rabino” existe a transcrição de uma entrevista de Cohen feita a Teresa de Sousa no Jornal Público em 2005

– No blog Agua lisa 6 existe uma recensão sobre o livro diferente desta feita aqui,onde o objecto da mesma é mais colocado sobre as cacetadas que Cohen dá sobre a extrema esquerda.

– No blog “Mare liberum “existe um conjunto de citações do livro” (que infelizmente só chegam à página 80), que demonstram mais ou menos o estilo global do livro.

O livro é perfeito para atacar ideais de esquerda (os verdadeiros) e para lançar a confusão na cabeça de quem o lê (pelo menos da maior parte das pessoas).

Notas finais:

A) o livro deve, apesar de tudo, ser lido;

B) O livro parece muito bom; não o é; sob qualquer ponto de vista que se queira escolher (excepto pelas duas partes que expliquei mais acima)

C) Era um livro que me gerava enormes expectativas, e que é uma desilusão completa no que interessava perceber…

C) Agradecimentos à Sabine por me ter enviado há um ano notícia acerca deste livro.

Written by dissidentex

04/09/2008 at 11:04

JOSÉ SÓCRATES AMEAÇA DESFAZER OS EMBUSTES…CUIDADO…

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Parece que hoje o senhor que é o primeiro ministro, num colóquio destinado a fazer uma lavagem ao cérebro dos militantes do PS e dos deputados do PS, afirmou que irá combater os embustes e a demagogia.

Penso que deveríamos agarrar o senhor para o impedir de se exaltar, uma vez que ele ameaça combater os embustes e os embusteiros e os reposteiros e os aguaceiros e os canteiros também… vai tudo de caminho.

Isto parece aquela anedota do tipo que é cobarde e está a recuar enquanto diz “agarrem-me senão eu mato-o”…

Notícia Público de hoje, dia 23 de Julho de 2008. Os consultores de imagem estão a falhar e deveriam amestrar melhor este senhor para que ele não fizesse estas figuras tristes…

O facto deste senhor sentir a necessidade de fazer ameaças e estar permanentemente a atacar os partidos de esquerda, quando ainda há uns dias declarou que era o PSD o seu principal inimigo; demonstra bem a desorientação que existe dentro do neurónio solitário daquela cabeça.

Mas percebe-se. Deram-lhe uma encomenda e uma tarefa para cumprir – criar um código de trabalho próximo da escravatura – e ele não pode falhar os seus amos.

Da nossa parte, para que não se diga que não ajudamos a pátria, revelamos o novo medicamento contra os embustes – o Embuste -c.

Pode ser que ajude o nosso pobre primeiro ministro e as suas óbvias deficiências psicológicas .

Written by dissidentex

23/07/2008 at 15:56