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DESEMPREGO, GALIZA E CONFLITOS ECONÓMICOS…

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A imagem mais à esquerda corresponde a uma notícia publicada no jornal Global de terça feira 23 de Setembro de 2008, e mostra uma situação que acontece em Portugal.

Acontece mas é convenientemente abafada e submergida dentro de milhares de notícias de todos os tipos feitios e modelos que encharcam os jornais e a comunicação social.

Dessa forma os portugueses ficam sem ter uma clara percepção do que está a acontecer, isto é, da “dimensão” do que está a acontecer neste país.

Impossibilitados de conseguir trabalhar em Portugal e acima de tudo, de ganhar dinheiro em Portugal que dê para viver, os portugueses emigram para a Espanha. Quando percebem onde chegam imediatamente não querem sair.

E do lado esquerdo, na notícia menos à esquerda, temos as consequências concretas da traição que as “elites” portugueses construíram e planearam para o país vir a ser  que é.

Como as pessoas estão, muitas delas, a fugir disto e da miséria que as espera aqui, vão para Espanha. Ao irem para Espanha deflacionam completamente os salários e os empregos de quem já lá está e vive.

É o caso da notícia de 25 de Setembro de 2008 do Jornal gratuito Destak, onde, um grupo de agricultores da Galiza bloqueou leite importado de Portugal. A Galiza, como é mais próxima de Portugal, constitui o mercado natural de combate sem tréguas, o campo de batalha onde estas “regras” de “mercados abertos” que temos que aturar fazem estragos.

Politicamente e economicamente estes são os resultados obtidos e negociados, especialmente do lado da  esquerda política, do facto de não perceberem nada do mundo em que vivem. E fazem gala e orgulho nisso.

As perturbações económicas e sociais que este tipo de coisas (os acordos comerciais de livre comércio)  estão a originar, apenas levam à desregulação de mercados, à mais completa iniciação de sentimentos de xenofobia, à criação de enormes bolsas de desemprego em ambos os lados da fronteira neste caso.

E também a um clima de combate e crispação entre pessoas, que apenas favorece, quem tem imenso dinheiro ou seja que já é rico, que olha do alto os pigmeus a lutarem entre si. (sem que os pigmeus olhem para cima e vejam quem está no alto).

Depois quando os incidentes xenófobos, os despedimentos, a confusão económica acontecem, o que se diz é: “incidentes deste tipo não contribuem para resolver a situação”. (É uma frase do governo espanhol, como poderia ser de qualquer político português…)

Sem pretender apelar à combates de rua e manifestações, pergunta-se: então o que é que contribui para resolver a situação? Retórica?

Voltando à esquerda política portuguesa, TODA ELA, continua alegremente a defender políticas generosas de imigração (deixar entrar generosamente e legalizar generosamente quem cá está e quem se quiser legalizar) isto perante a não existência de qualquer tipo de criação de empregos sustentáveis ou de lógica económica que sustente isto.

Enquanto que paralelamente e ao mesmo tempo, se continua a sorrir de satisfação porque milhares de portugueses saem de Portugal, para irem para outros países e milhares de imigrantes chegam cá.

– São também pessoas, menos pessoas a contestarem cá dentro, o que aqui se passa.

É apenas por isto que a taxa de desemprego portuguesa é relativamente baixa. Se todos os portugueses que tem saído ainda cá continuassem teríamos 15% de taxa de desemprego, em vez dos 8%..oficiais…

No dia 29 de Junho de 2008 inseri um artigo chamado “desemprego,dumping, Galiza”. Nesse artigo a dada altura transcrevia-se uma notícia do Jornal de Destak de 19-03-2008, em que se citavam declarações de um sindicalista galego á propósito do dumping laboral. Re-transcreve-se uma parte:

“”.Disse ainda que os governos «fecham os olhos» porque esta é uma situação que «igualmente lhes interessa sobremaneira». «O Governo português consegue assim uma ‘saída’ para os milhares e milhares de desempregados do País. O Governo espanhol consegue, no caso da linha de alta velocidade, obras mais rápidas a mais baixo custo. E andamos nisto», criticou Xosé Melón….”

Isto baseava-se numa notícia de Março de 2008, e verifica-se que “o problema” continua a existir.

É portanto “uma lógica que se instalou” de pequenos conflitos de agressividade controlada entre interesses de produtores galegos e exportação de mão de obra barata de Portugal para Espanha.

Este conflito, contudo, está longe de ser resolvido e politicamente, continua-se a brincar com uma situação que tem o potencial de gerar xenofobia e movimentos de extrema direita muito poderosos. No mesmo artigo perguntava e transcrevo:

” …E como se irá resolver isto pelos “democratas” de esquerda?

Provavelmente com retórica. Sempre retórica e apelos à “liberdade, à democracia “. Ou, “chantagem emocional”, e insinuar dividas de gratidão que os portugueses terão para com os “democratas” de esquerda, e portanto a pedir que se aceite isto como uma “política de esquerda”. ( A direita política, os neo liberais e todas as forças extremistas de cariz nacionalista agradecem com entusiasmo este tipo de situações…

Quando as coisas rebentarem, irão fazer apelos à “união dos democratas” contra a xenofobia e o racismo. Nessa altura terão a enorme surpresa de verificarem que a generalidade da população receberá com indiferença esses apelos.

Os que ainda cá estiverem e não tiverem emigrado já não estarão com disposição de defenderem a “democracia”. Quer dizer, “isto” a que chamam democracia.

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DESEMPREGO. DUMPING. GALIZA.

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Uma das “técnicas” da mistificação e traição nacional é a seguinte:

“…Esta estratégia pressupõe – logo à cabeça – que 2 milhões de portugueses serão considerados “dispensáveis”, e que mais 6 milhões sejam extremamente pobres mesmo vivendo em Portugal.

1,5 milhões viverá extremamente bem e dirá que a culpa dos pobres serem pobres é dos próprios. Que a culpa é apenas deles. 3,5 milhões de outros portugueses viverão num novo patamar de classe média, pobres mas que lutarão para manter esse estatuto de pobreza disfarçada. Assim se garante um país assimétrico de 12 milhões de pessoas – a meta a atingir.

É por isso que o ano passado – 2006 – saíram 100 mil pessoas deste tugúrio e ninguém se importou minimamente com isso. Há imigrantes para importar em quantidade suficiente e a política de aquisição de nacionalidade portuguesa é legalmente generosa.”

Também podemos considerar o seguinte retirado deste artigo sobre desemprego:

“…O vizinho espanhol, não tem a sua economia tão aberta como é a nossa economia. Como a nossa economia é aberta – totalmente – e como somos pequenos em tamanho e população, as nossas pequenas empresas, são forçadas; por via da tal economia – totalmente aberta – a competirem, não só com o vizinho forte, mas com a liga de amigos chamado EU, e rebentou…”

“…Nota mental para não me esquecer: como a natureza tem horror ao vazio e parece que a economia também, o desemprego português tem que ser exportado para qualquer lado.

A solução óbvia

A solução óbvia é exportá-lo (do lado dos desempregados) para o vizinho do lado. Devido a peculiaridades cá da paróquia, também para ex-colónias, Angola e Moçambique, e para Inglaterra. Mas isto é dual.

É dual porquê? Porque a economia menos aberta (a espanhola), precisamente por ser menos aberta cria na economia mais aberta – a do tugúrio Portugal- um ainda maior aumento do desemprego do que o que já seria expectável.

A conclusão a chegar é a de que a Espanha, está na prática a exportar desemprego para cá, precisamente por ser uma economia muito menos aberta que a portuguesa…”

E tudo isto para dizer o seguinte ou de como as coisas se estão a começar a descontrolar. Notícia Destak de 19-03-2008, mas também apareceu noutras coisas de comunicação social. Apareceu, mas não foi VISÍVEL… apenas marcou o “ponto” para que ninguém dissesse que isto não tinha sido publicado…metida no meio de outras dezenas de “notícias” para passar despercebida…TRABALHADORES PORTUGUESES NA GALIZA-DESEMPREGO

Continuando a citar a notícia do jornal:

...Disse ainda que os governos «fecham os olhos» porque esta é uma situação que «igualmente lhes interessa sobremaneira». «O Governo português consegue assim uma ‘saída’ para os milhares e milhares de desempregados do País. O Governo espanhol consegue, no caso da linha de alta velocidade, obras mais rápidas a mais baixo custo. E andamos nisto», criticou Xosé Melón….”

Esta é a dimensão da traição e da mistificação ao nível governamental ( e da “elites” ) ; a tal suposta elite que deveria governar no sentido de zelar pela população que governa. Incapaz ( isto é, estão-se a borrifar para o assunto…) de gerar empregos em Portugal dentro de um sistema económico totalmente aberto ao exterior, embora ao mesmo tempo com uma administração e gestão do Estado totalmente obsoleta, o governo português, a “esquerda democrática e moderna”, os tais que arrotam “Liberdade e 25 de Abril” por todos os poros, sempre que abrem a boca, decide “fazer” este acordo tácito.

Exportar como gado humano, trabalhadores portugueses que ainda não decidiram aderir ao carjacking ou arrancarem caixas multibanco da paredes.

Sujeitando-se, em nome da “honestidade” que lhes foi vendida como sendo uma grande valor pessoal a preservar a irem trabalhar em estado de dumping para a Galiza. Como é óbvio e apenas e só, humano, na Galiza, já não se está a achar piada nenhuma à invasão de pessoas, do “país irmão Portugal”, a ganharem menos de metade que os locais.

Daqui aos sentimentos de nacionalismo e de xenofobia é só um pequeno passo.

E como se irá resolver isto pelos “democratas” de esquerda?

Provavelmente com retórica. Sempre retórica e apelos à “liberdade, à democracia “. Ou, “chantagem emocional”, e insinuar dividas de gratidão que os portugueses terão para com os “democratas” de esquerda, e portanto a pedir que se aceite isto como uma “política de esquerda”. ( A direita política, os neo liberais e todas as forças extremistas de cariz nacionalista agradecem com entusiasmo este tipo de situações…Est)

De caminho isto é o que está acontecer, no terreno real. Está-se, também, a esvaziar o país de portugueses. É aliás por isso que a taxa de desemprego oficial apenas está nos 7.5% – 8% , senão já estaria nos 15% ou mais porque, existem portugueses que continuam a sair.

A sair deste inferno ridículo em que o país está transformado com a sua economia de papel, completa e totalmente aberta.

Agora já os próprios espanhóis estão com problemas, mas estão a jogar estrategicamente, circunscrevendo o desemprego apenas a uma área:a Galiza.

E nós, Portugal apenas contribuímos para a economia espanhola com estas “técnicas”.

Pelo meio os traidores políticos portugueses sacrificam mais duas gerações de portugueses, apenas para manterem o actual sistema político completamente obsoleto que está. Sem existir qualquer reforma ou qualquer noção de coesão nacional ou defesa dos interesses do país.

Os beneficiados são os do costume; cite-se o sindicalista:

“…«São só vantagens para as empresas, que conseguem mão-de-obra muito mais barata, e até para os trabalhadores portugueses, que acabam por ganhar muito mais do que ganhariam se trabalhassem em Portugal, e isto se lá arranjassem trabalho. Os únicos prejudicados são os trabalhadores galegos, que se vêem a braços com uma intolerável concorrência desleal», reiterou Xosé Melón….”

Na próxima revolução que acontecer em Portugal terá mesmo que haver sangue.

Foi o que faltou na ultima.

Faltam 19 dias para comemorar 34 anos de uma coisa chamada “25 de Abril de 1974” que, 34 anos depois, apenas dá resultados destes.

Isto são êxitos?

A noção de êxito mede-se, actualmente, por magotes de portugueses irem “dumpingizarem-se” para a Galiza?

Qual é a diferença disto e dos magotes de portugueses que saiam a salto de Portugal antes do 25 de Abril para França?

Alguém sabe explicar?

Há para aí algum ” democrata de esquerda” que arrote e que me consiga explicar?

Ou está demasiado ocupado a comer de alguma manjedoura?

Written by dissidentex

06/04/2008 at 12:40

Publicado em DESEMPREGO, ESPANHA, PAÍSES, PORTUGAL, TRAIÇÃO

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