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OS ÊXITOS DO PSD: CONFERÊNCIA PARA ENVOLVER A SOCIEDADE CIVIL NO PALÁCIO FOZ CUSTOU MAIS DE 11 MIL EUROS POR DOIS DIAS

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PEDRO PASSOS COELHO - HONESTIDADE E MENTIRA

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CONFERENCIA DA REFORMA DO ESTADO - 11 MIL EUROS

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” A resposta de Moedas surge depois da polémica que ocorreu aquando da realização da conferência, com vários órgãos de comunicação a protestar pelo facto de os jornalistas não poderem citar os participantes, o que, na opinião dos deputados socialistas autores da pergunta, viola a liberdade de imprensa. Na pergunta, os deputados do PS  Pedro Delgado Alves, Maria de Medeiros e Manuel Seabra criticam que a conferência tenha sido anunciada como iniciativa aberta e afinal ter restringido a cobertura noticiosa, com vários órgãos de comunicação a fazer black out ao evento. Os deputados lembram que, “no quadro constitucional em vigor entre nós, a liberdade de imprensa representa uma liberdade fundamental indispensável à salvaguarda do regime democrático”, e defendem que, tratando-se de uma iniciativa “co-organizada pelo governo, se impõe o respeito integral pelo regime dos direitos, liberdades e garantias”.
Na resposta, Carlos Moedas justifica a opção por uma conferência à porta fechada, sem que os jornalistas pudessem citar directamente os participantes, dizendo que a responsável pela organização do evento, Sofia Galvão, informou o executivo de que “iria utilizar regras sobre atribuição de citações habitualmente aplicadas em encontros nacionais e internacionais, regras essas que visam encorajar uma discussão descomprometida, interactiva e profícua”. O responsável clarifica ainda que, ao contrário do que foi tornado público, o executivo não irá divulgar qualquer síntese do que aconteceu e os registos em vídeo apenas servem para arquivo e que “contribuíram para a tarefa de elaboração do relatório final”.”

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Notícia da comunicação social, dia 20 de Fevereiro de 2013

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PEDRO PASSOS COELHO - CONTRA O DESPESISMO DO ESTADO EXCEPTO SE NOS BENEFICAR A NOS

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CARTÃO ELECTRÓNICO NAS ESCOLAS

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No dia 25 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) (que escolha tão apropriada e irónica da parte do senhor) Cavaco Silva não perdeu a oportunidade e cravou uma estaca no coração de alguns dos “opositores”. Utilizou como arma um discurso comemorativo de uma data que a ele pessoalmente nada lhe diz. Nesse dia lançou um alerta acerca dos jovens e da sua suposta falta de interesse na política.

O senhor até mandou fazer um estudo que nos informava dos horrores que a democracia portuguesa enfrentaria, qual Dante em viagem até ao Inferno, relacionados com o desinteresse dos jovens na política.

No mesmo dia 25 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) aquele senhor que é primeiro ministro por sorteio reagiu ao discurso. Abriu a boca e declarou que estava disponível para ajudar os jovens a interessarem-se pela política. (Contrariamente à página da TSF de onde retirei esta imagem ao lado que já está indisponível para nos ajudar com uma ligação…)

No dia 23 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) sem dúvida já demonstrando querer interessar os jovens pela política, o Conselho de Ministros (por sorteio) anunciou um “boa nova”.

O “cartão electrónico escolar”. Uma forma “política” e “técnica” de controlar os jovens (mas não só *), fazendo-os sentirem-se interessados pelo facto de o Pais carimbar legalmente uma política de imenso controlo que lhes será aplicada. Notícia Destak de 23 de Abril de 2008

Concordo com Cavaco apenas nesta parte, e estou absolutamente convencido que os jovens deveriam interessar-se POR ESTA POLÍTICA que lhes ataca as liberdades individuais chamada “o cartão electrónico escolar”.

Para fundamentar este ataque à liberdade de movimentos, e à noção de um espaço público livre, é necessário criar argumentos que o justifiquem.

Os argumentos usados para atacar a liberdade individual e a noção de espaço público livre são “argumentos de segurança”.

O jovem estará electronicamente confinado por meio de vigilância, à escola. (na realidade também é apenas mais uma “técnica” usada para vincar o conformismo e a negação da entidade individual).

Uma maneira “subtil” de pôr os pais contra os filhos criando uma situação em que os põe necessariamente em possibilidade de conflito uns e outros através dos dados de um cartão, que identifica perante os pais, quais são os exactos movimentos dos filhos.

Os paizinhos portugueses, as toupeiras sociais que por aí andam, que, regra geral, não fazem ideia nenhuma do que o jovem pensa ou anda a fazer, julgam (tem estado a ser convencidos disso pela mais completa propaganda…) que, com mais este passo para uma sociedade de vigilância; que será assim que os filhos estarão seguros e eles deixarão de se preocupar.

Os argumentos para implementar esta coisa são:

  1. a segurança escolar, mediante controlo de entradas e saídas
  2. Ganhos de eficiência para as escolas, por gerar o uso pelo pessoal docente e não docente
  3. Supressão da circulação do dinheiro
  4. Consulta do processo administrativo
  5. Consulta do percurso académico
  6. Consumo dos alunos nas instalações escolares

O verdadeiro objectivo divide-se em outras duas partes.

Uma é fazer aceitar às pessoas uma ideia de sociedade controlada electronicamente, como se isso fosse sinónimo de democracia e de liberdade. Este é um sub objectivo mais vasto.

Outro é controlar os funcionários das escolas*, professores e auxiliares, que serão (in)directamente confrontados através desta vigilância, sendo possivelmente acusados de falhas, pelo facto de os alunos saírem ou não saírem indevidamente da escola. Será o cartão dos alunos a “servir de prova”.

(Apêndice:põe-se os alunos/cartão a servir de “meio de prova” para controlar o serviço dos professores e dos auxiliares, sendo isto ainda mais grave porque desautoriza profissionalmente ainda mais, ambas as classes profissionais).

Por algo que – sejamos claros – nem professores nem auxiliares tem alguma vez hipótese de controlar (E NÃO É DA SUA COMPETÊNCIA…) em pleno. (Se algum aluno “sair” porque quer sair ou precisa, o ónus disso será assacado ao professor e ao auxiliar que “não terão feito o seu trabalho…” (e estarão a boicotar os gloriosos objectivos do Governo) ( Entre isto e o que o Partido Comunista declarava dos seus inimigos “burgueses” há pouca diferença…na linha de raciocínio…)

O controlo que é feito aos alunos irá assim repercutir-se nos professores e os auxiliares. A ideia adicional é também por todos uns contra os outros. Esta é a dimensão da perversidade disto. Este é um sub objectivo mais especifico.

É uma criação de modelos simplificados da sociedade, baseados no controlo – um panóptico electrónico…

Os alunos passam a ser profissionais com horário electrónico.

Se as classes profissionais (professores e auxiliares) contestarem esta lógica estarão a ser considerados como “maus profissionais, por pretenderem exercer o seu direito como cidadãos a não estarem vigiados electronicamente.

Pelo meio existem os argumentos de ordem financeira – gastar menos dinheiro + a elencagem de inúmeras “facilidades” administrativas que o uso do cartão gerará.

(É deliciosa a ideia de “supressão da circulação do dinheiro”, como sendo uma vantagem, insinuando-se que com isso acaba o “bullying”. Como se em vez de alguém exercer violência exigindo dinheiro em troca, não o possa fazer exigindo …… o cartão electrónico escolar…)

Isto afirma a ideia da escola vista como uma prisão.

Os alunos deixam de estar colocados na condição de alunos e passam à condição de prisioneiros oficiosos, impedidos de sair, excepto se o sistema electrónico o autorizar.

Qualquer ideia de liberdade individual e livre arbítrio ataca-se desta maneira, utilizando estes métodos.

Todos são presos e vivem dependentes da lógica do sistema electrónico.

Quem comanda o sistema electrónico?

(E para onde vão os dados electrónicos referentes aos movimentos feitos pelos utilizadores do cartão?)

CHIP ELECTRÓNICO AUTOMÓVEL PARA CONTROLO DE PESSOAS

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Na sua marcha para o totalitarismo e para uma sociedade controlada e onde existe a coacção legitimada sob a forma de lei, o actual governo que diz ser socialista, de esquerda e democrático- coisas que não é – aprovou a instauração obrigatória na livre República Portuguesa de um chip nos automóveis.

Protestos? Nenhuns.

Em Portugal toda a gente gosta de ser vigiada e controlada.

Como este “produto totalitário” é impossível de vender de forma comum e normal é necessário criar pretextos comuns e normais que justifiquem a aplicação destes tiques totalitários.

1. Existe uma óbvia violação da privacidade dos condutores.

2. Existirão sempre dúvidas quanto à entidade que fiscalize isto, especialmente num país como Portugal em que a seriedade das pessoas não abunda.

3. a lógica que está por detrás disto e a de controlo das pessoas vigiando o uso que estas fazem dos seus carros.

Se juntarmos a esta forma de vigilância, outras formas de vigilância, algumas que se anunciam, a conjugação de todas permitirá perceber que um qualquer cidadão está vigiado 24 horas por dia.

4. A má fé do governo é enorme. A 16 de Julho de 2008, (Data da imagem em cima é do Jornal de quinta feira, 17 de Julho de 2008) uma altura de férias em que as pessoas estão com a cabeça noutro sítio foi feita esta proposta para legislar. De facto isto é sério…

Como é necessário vender este produto usou-se técnicas de convencimento a martelo.

– Que pretende facilitar o trabalho das forças de segurança;

– Porque terão acesso à informação sobre a inspecção e o seguro automóvel. (Mas não tinham já acesso até aqui? Não existiam já umas bases de dados dentro do carro até para facilitar o pagamento de multas de transito? Então para que é que é preciso mais um sistema?)

– O sistema é de uso obrigatório. (Porquê?)

-Segundo o governo contribuirá para a segurança rodoviária ( uma pessoa despista-se com o seu carro, mas ficamos a saber que pelo facto de ter o chip electrónico já não irá despistar-se com o seu carro? Ou a ideia será outra, controlar a velocidade de carros e onde estão?)

– O chip vai permitir a identificação de veículos furtados, acidentados e abandonados.

Relativamente aos veículos acidentados:

Se a ideia é saber que um carro já foi acidentado,(e quem era o condutor) essa é uma informação que só tem valor para as companhias de seguros. Deveremos pensar que esta informação irá ser comunicada a companhias de seguros? No meio deste nevoeiro parece que sim…

Relativamente aos veículos abandonados:

Actualmente já existe a hipótese de verificar isso através dos pagamentos de seguro e pelos próprios avisos de cidadãos que notificam as câmaras municipais que está um veiculo em qualquer sitio abandonado. Para que é que é preciso um chip? ( Ao menos caso quisessem argumentar como deve de ser, diziam que era para criar rapidez…mas as pessoas já nem se importam com a forma mais ou menos disfarçada como se implementa uma medida totalitária…)

Relativamente aos veículos furtados:

Mas alguém acredita que ladrões profissionais de carros não lhes retirem o Chip antes de os roubarem ou utilizem métodos electrónicos para desabilitar o Chip?

Mas alguém acredita que uma pessoa que faça um roubo de carro apenas para com ele andar durante umas horas será apanhado graças ao Chip?

– Depois temos a ideia de – para dar “racionalidade” e “lógica de utilização” a isto de se afirmar que o Chip vai servir para pagar portagens e outras taxas rodoviárias.

Mas e se eu não quiser utilizar o Chip como meio de pagamento para pagar portagens e outras taxas rodoviárias?

Sou obrigado a pagar com “esta moeda?

E para onde vão as informações relativamente ao meu histórico de pagamentos? Quais é que são as minhas garantias? O que é que vai ser feito a essa informação?

E o que são “outras taxas rodoviárias? O que é que isto significa” outras taxas rodoviárias?

É pagar o selo do carro por Chip? É o quê? São novos impostos a criar?

Outro tipo de problemas tem a ver com o espaço público e a liberdade que nele deveria existir.

Como publiquei neste blog a 12 de Janeiro em Privacidade e negação do espaço público – chips em automóveis o seguinte:

««« O conceito democrático de “liberdade de movimentos”é fortemente atacado. Conceito esse que serviu para legitimar por exemplo, a guerra ideológica- política contra o comunismo na URSS, e satélites – onde ele não existia, mas que – agora – já não é questionado; antes abandonado desta forma suave e despercebida.
««« O espaço público, como local de convívio dos cidadãos é também atacado. Deixa de ser possível estar “anónimo na multidão”.

– O sistema do Chip custa 10 euros e é pago pelo utilizador.

Isto recorda-me que na China existe pena de morte e que os condenados à morte pagam a própria bala que o vais matar.

Aqui temos a morte da liberdade por coacção em Chip.

A LIBERDADE FOI REDEFINIDA.

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Vivemos numa altura histórica má para a liberdade.

A liberdade foi “redefinida”.

Sentimentos morais ou sociais, hábitos comunitários, noções de espaço público, olhado como um espaço livre e de livre acesso a todos e por todos, foram subtilmente redefinidas pelo sistema económico/político que existe não só em Portugal, mas também em quase todo o resto do mundo.

Os recursos financeiros, políticos, de vontade e voluntarismo para implementar sentimentos sociais ou morais, para implementar noções de espaço público foram desviados ou eliminados.

Por causa desta redefinição do conceito de liberdade – do que ela é, e qual é que deve ser a lógica que a orienta, ela transformou-se.

Agora significa apenas a liberdade de fazer os indivíduos numa sociedade poderem obter o que quiserem.

É-nos dito que não há contrato social. Que as pessoas não estão ligadas entre si como cidadãos. Que não existem obrigações morais entre indivíduos numa dada sociedade, antes que só deve prevalecer o egoísmo puro e duro.

O passo lógico seguinte nesta lógica distorcida e totalitária é afirmar que só o mercado é que pode – agora equiparado ao estatuto de liberdade – fornecer a capacidade de as pessoas obterem o que quiserem.

Enquanto que a democracia e as eleições não o farão.

Isto pressupõe uma muito pobre noção de como as pessoas são – um modelo simplificado de pessoas – e pressupõe que os indivíduos apenas são uma máquina calculista de calcular com pernas.

Esta é a “visão” que os políticos e os economistas estão sistematicamente a apregoar sempre que podem.

Esta é a visão dos blogs neoliberais da blogosfera portuguesa. Embora não o admitam.

O individuo verdadeiramente livre não se sente como sendo apenas e só uma maquina calculista de calcular com pernas.

O individuo verdadeiramente livre não se aceita como sendo apenas um modelo simplificado de pessoa, mas sim como cidadão e ser humano de pleno direito.

Quanto mais depressa o indivíduo verdadeiramente livre tomar consciência desta sua dimensão pessoal em que habita, mais perceberá quem são os outros que estão contra ele ser verdadeiramente livre.

Written by dissidentex

19/07/2008 at 17:01

Publicado em LIBERDADE

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A LIBERDADE E A FALTA DE TINTA.

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Numa velha piada que se contava na antiga RDA, um trabalhador alemão obtinha um emprego na Sibéria.

Sabedor de que estaria a ser vigiado diz aos seus amigos como lhes iria mandar as suas mensagens por carta.

Se eu escrever as cartas com tinta azul está tudo bem. Se eu usar tinta vermelha significa que estou a mentir naquilo que vos conto.

O trabalhador vai para a Sibéria e escreve a primeira carta, com tinta azul. A carta diz o seguinte:

Tudo aqui é maravilhoso.

As casas são boas e tem aquecimento. O trabalho não custa a fazer. A paisagem é bonita.

Existem inúmeras raparigas disponíveis e todas elas estão prontas para romance.

Os supermercados estão sempre abastecidos. Os cinemas transmitem filmes ocidentais. Estou muito satisfeito por aqui estar.

Só existe um único problema.

Não se consegue encontrar tinta vermelha nem canetas que escrevam com tinta vermelha.

Em Portugal já superámos este estádio de desenvolvimento totalitário e emergimos de forma triunfante para outro: o estádio em que nem sequer existe caneta, quanto mais tinta vermelha…

A história do trabalhador alemão também quer dizer outra coisa: se não soubermos bem qual é o verdadeiro e real estado da nossa liberdade, (individual e colectiva ) isto é, se ele existe, nunca poderemos determinar qual é o estado da nossa não liberdade.

Não temos ponto de comparação entre uma realidade (a liberdade) e outra realidade (a situação de não liberdade).

Falta-nos a tinta vermelha, que permite aferir e comparar entre as duas situações.

É como um desempregado.

Ele é livre, mas devido à sua condição de desempregado, ele não é livre, uma vez que depende de terceiros a sua liberdade e o exercício pleno da sua liberdade.

Quem diz um desempregado diz outras situações.

Falta tinta vermelha e caneta a Portugal e à maior parte dos portugueses.

Written by dissidentex

17/05/2008 at 22:58