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CORRUPÇÃO EM PORTUGAL: A GERAÇÃO DOS CHICO ESPERTOS

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(…) Os “casos Relvas” pouco tem a ver com o percurso mitificado dos nossos fundadores. Simbolizam antes a geração de “chicos espertos” que, já durante o século XXI, chegou ao poder. Provêm maioritariamente das jotas, chegam a deputados de quarta fila durante a década de 80, com 20 e poucos anos, e rapidamente descartam quaisquer qualificações académicas em detrimento de uma actividade política rapidamente recompensadora. São recrutados com o secundário completo, sem que o sistema os obrigue à conclusão de um grau académico, rapidamente se tornando protegidos e/ou afilhados, categoria que geralmente acumulam com a de cacique empenhado e que lhes possibilita a obtenção de lugar de destaque nas hierarquia da jota e/ou do aparelho partidário. Depois, quando fora do Parlamento, e da intervenção nos “Passos Perdidos”, são encaixados em empresas amigas, escritório de advogados amigos ou no sector Estado amigo. Até regressarem a São Bento e, imaginem, ao Governo de Portugal. Tudo dentro da normalidade construída e cimentada nos últimos 30 anos da democracia portuguesa pelos partidos do arco governamental (porque nestes casos não há ideologia que aguente). Assim não estranha a inconsequência e impunidade política. Ou, o arranjinho para a empresa do amigo, a licenciatura aos 40 anos ou a mania do controlo da comunicação. Afinal, Relvas mais não faz que reproduzir um padrão de comportamento tantas vezes utilizado e reutilizado por uma geração de chicos-espertos que, aproveitando a sedimentação do nosso sistema político, e a entrada de Portugal na CEE, se especializaram na permanência permanente (redundância deliberada) na órbita do sistema, assim fazendo uma vida.

E enquanto esta caravana passa, certamente que muitos dos de 75 levam as mãos à cabeça questionando-se: “como foi isto possível” (os puros); enquanto outros lavam as mãos e batem na cabeça dizendo: “como pude eu fazer isto possível” (os padrinhos).

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Artigo de opinião na comunicação social, dia 17 de Julho de 2012

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MIGUEL RELVAS E A SUA LICENCIATURA DE UM ANO: AGORA NINGUÉM O CONHECE…

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Professores de três das quatro cadeiras de Relvas nunca o viram

Os docentes de três das quatro cadeiras que permitiram ao ministro-adjunto obter o diploma garantiram ao Expresso que nunca viram Miguel Relvas.

“Soube que era licenciado neste curso, esta semana, pelos jornais”. A declaração de um professor do curso de Ciência Política da Universidade Lusófona junta mais uma acha à já mais que acesa polémica sobre a licenciatura do ministro-adjunto.

Segundo o Expresso , só Almeida Tomé, professor de Geoestratégia, Geopolítica e Relações Internacionais, se lembra de ter Miguel Relvas como aluno. “Era um aluno interessado e até modesto. Via-se que tinha bagagem, mas como tinha muitos afazeres veio pouco às aulas”, declarou ao semanário.

Mas será caso único. Os docentes das outras três cadeiras garantem nunca o ter tido como aluno. 

“Nunca o vi, nunca foi meu aluno e nunca constou das listas electrónicas das turmas”, assegura António Filipe,  deputado do PCP e professor de Ciência Política. “Nunca o avaliei. Nem sabia que tinha sido lá aluno”, acrescenta.

 “Nunca avaliei Miguel Relvas, nem foi meu aluno”, declara, por sua vez Feliciano Barreiras Duarte, actual secretário de Estado do próprio ministro Miguel Relvas, embora reconheça que o viu na Universidade.

Nuno Cardoso da Silva, ex-dirigente do PPM, alinha pela mesma convicção: “Não fui professor, nem avaliei Miguel Relvas. Nunca o vi na universidade, soube da licenciatura pelos jornais”. 

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Notícia da comunicação social, relatando um estranho caso de amnésia colectiva, dia 7 de Julho de 2012

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MIGUEL RELVAS, ESSE GÉNIO RÁPIDO QUE SE LICENCIOU À VELOCIDADE DO VENTO…

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“Com vento de feição não há má navegação”

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Na Universidade Lusófona

Miguel Relvas fez licenciatura num ano por causa do “currículo profissional”

O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas fez em apenas um ano uma licenciatura que tem um plano de estudos de 36 cadeiras, distribuídas por três anos. Relvas requereu a admissão à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa) em Setembro de 2006. E concluiu a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Outubro de 2007.

Ao PÚBLICO, António Valle, adjunto do governante, explicou nesta terça-feira de manhã que tal se deve ao facto de a Lusófona ter analisado o “currículo profissional” do actual governante, bem como o facto de ele ter frequentado “os cursos de Direito e de História”, o que permitiu que o curso fosse feito em menos tempo. Valle não esclareceu quantos créditos foram atribuídos nem quantas cadeiras Miguel Relvas fez na Lusófona.

A única cadeira que o actual ministro tinha concluído antes de 2006 era uma de Direito, feita em 1985….(…)

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Notícia da comunicação social,sobre pessoas que se licenciam num ano apesar de fazerem cursos de 3 anos, dia 3 de Julho de 2012.

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Esta semana foi noticiado que Miguel Relvas completou a licenciatura em apenas um ano, em 2007, graças a «créditos» decorrentes da sua «experiência profissional». O ministro licenciou-se em 2007 na Universidade Lusófona no curso de Ciência Política e Relações Internacionais com a média final de 11 valores.

A carreira académica de Mi9guel Relvas iniciou-se em 1985, ano em que se inscreveu no curso de Direito da Universidade Livre (que mais tarde viria a dar origem à Lusíada). No ano seguinte, Relvas pediu a transferência para o curso de História na mesma universidade, tendo se inscrito em sete disciplinas mas não completou nenhuma.

Em 1995/1996, Relvas pediu o reingresso na Lusíada, desta feita no curso de Relações Internacionais. Mais uma vez, não completou qualquer disciplina.

Em 2006, Miguel Relvas inscreveu-se no curso de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona, tendo completado o mesmo em Dezembro de 2007.

Os registos biográficos do Parlamento contêm os dados que os deputados declaram quando são eleitos, contudo, a Assembleia da República não confirma a veracidade das informações, uma vez  que estas «não influenciam o mandato» dos deputados, explicou fonte parlamentar à TVI.

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Notícia da comunicação social, dia 4 de Julho de 2012

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