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O PSD E O EXPRESSO – PROPAGANDA ELEITORAL DISFARÇADA DE JORNALISMO

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Capa do jornal Expresso – dia 7 de maio de 2011

O dono do jornal Expresso é o senhor Pinto Balsemão – militante do PSD

O dono do Jornal Expresso é o dono da empresa de comunicação social – televisão que dá pelo nome de “Sic”.

O “PSD” é bastante amigo do senhor Pinto Balsemão (ou será o contrário ?) e uma manchete destas é colocada falando de algo que incomoda o senhor Pinto Balsemão desde sempre: a existência de canais públicos de televisão.

É muito mais fácil e melhor cartelizar o mercado televisivo, com 3 concorrentes privados, do que com concorrentes públicos.

Se o senhor Pinto Balsemão se incomoda tanto com canais públicos de televisão, porque não sai da do negócio da televisão?

Isto é propaganda em interesse próprio, não jornalismo.

Isto é condicionamento da opinião pública e um frete ao PSD (e como eles precisam que lhes façam fretes…)

PROPAGANDA DISFARÇADA DE JORNALISMO.

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Observo por breves instantes no dia 19 de Junho de 2008, o telejornal da TVI; se é que se pode chamar “aquilo” um telejornal.

Um repórter embasbacado e totalmente aparvalhado “entrevista” adeptos portugueses que estão à porta do hotel de onde os astros irão sair para o jogo. A pergunta de cariz transcendente é a seguinte: “já viu algum jogador da selecção”?

E continua entusiasmado sem sequer permitir a resposta à sua própria pergunta, dizendo que os adeptos estão ali e mais não sei quê…

Os adeptos que já viram algum jogador da selecção perderam qualquer sentido de vida útil que pudessem ter tido, este extinguiu-se perante a visão de um jogador da selecção nacional de Portugal.

É favor suicidarem-se já a seguir, porque a vossa vida já deixou de ter sentido. O objectivo que tinham e pelo qual nasceram; observar os jogadores da selecção nacional, já foi cumprido.

Façam o favor de morrer perante tão grande feito alcançado.

A alarvidade continua e creio que em Munique, ou em Basileia ou noutra antecâmara do inferno em que estamos metidos mais um repórter aparvalhado da TVI encontra Fátima Lopes a charmosa estilista e designer portuguesa de roupa, especializada em fazer roupa de P*uta, mas que conseguiu (outra vez) um contrato para fazer os fatos dos jogadores da selecção.

FÁTIMA LOPES- PRIBERAMÉ por isso que a senhora estava lá na Suíça para “apoiar” a selecção oficialmente e extra oficialmente para proteger o “investimento” e dar uma imagem de que até se está com a selecção, se apoia a selecção, se vai aos jogos da selecção etc e tal…

Tudo é altruísmo, e nada é negócio, claro…

A sedutora Fátima é questionada pelo pseudo jornalista acerca do ambiente que se vive “ao redor da nossa selecção” e Fátima Lopes, reconhecida especialista no tema, responde de forma lapidar.

Diz que, deixando-me, confesso, à beira de uma apoplexia ou de um ataque de nervos e com vontade de aprender a fabricar bombas artesanais, diz, escrevia eu, o seguinte: “não tenho dúvidas que todas estas “euforismos” que se vem aqui também acontecem em Portugal.

Deuses do Olimpo.

Gnomos do Purgatório.

Cães de guarda do Inferno.

Eu vos convoco e vos exijo sob penas terríveis que gritem aos quatro ventos o seguinte:

Dissidente- x! és mesmo um estúpido calhau. Então não conheces a palavra euforismos?

Nem tu nem a Priberam, mas a Priberam é anti patriota e não apoia a nossa selecção.

Esta selecção é tão boa que até uma das suas pseudo apoiantes quer dizer “Euforias” e acaba a falar em “euforismos”.

Mas como a senhora desenha umas roupas de P*uta deliciosamente perversas, se calhar esta palavra “euforismos” é alguma subliminar alusão sexual… ou um nova marca/segmento sexual a lançar… digo eu,maldizente…e anti patriótico nesta hora em que a pátria precisa tanto de nós e nós desejamos que ela caia ao mar.

Pelo meio existe a porcaria extremamente suja e a corrupção do costume. Por um lado temos o Correio da manha, a atacar a democracia com as suas capas manhosas de desgaste ao actual governo, para eles identificado como sendo de “esquerda política”- coisa que não é.

Por outro lado temos a notícia que em Maio, (mas provavelmente as portarias a definir isso só saíram convenientemente agora para coincidir com os “jogos da selecção”), o governo mandou aumentar o preço de 121 medicamentos – a pedido dos próprios laboratórios que os comercializam – que é a imagem de marca deste governo; passar a vida de calcinhas na mão recebendo ordens do actual poder económico.

Assim uma má notícia é anulada e abafada por outra aparentemente boa notícia. *

Num blog chamado digital Jornalismo foi enviada uma ligação para aqui, a propósito da selecção nacional. A dada altura o blogger que enviou a ligação escreve o seguinte referindo-se ao que eu escrevi á propósito da selecção neste:

« O blogger vai mais longe ao dizer que considera “perigoso” para Portugal a vitória nesta prova, recusando que “esta selecção seja usada como está a ser usada, para disfarçar outras coisas graves que estão a acontecer”. »

CAPAS CM-RECORD-19JUNHO DE 2008

O que nos leva a perguntar, dada esta operação de propaganda, se PORTUGAL ACREDITA QUE EXISTEM 121 MEDICAMENTOS MAIS CAROS? *

ROCK IN RIO 2008. ASAE. JORNALISMO DE PROPAGANDA.

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Este vai ser um artigo a várias dimensões.

ROCK IN RIO 2008

Dimensão 1.

No dia 4 de Junho de 2008, o jornal diário gratuito Global, na sua página 2, trazia uma secção de cartas de leitores. Numa dessas cartas uma leitora que assinava Elisabete Silva” explicava a sua magnifica experiência no recente Rock in Rio 2008. Queixa-se dos preços especulativos dentro do recinto, queixa-se da falta de condições das casas de banho em termos de higiene. Queixa-se da falta de agua nas mesmas.Queixa-se e legitimamente.

Onde está a ASAE? Onde?

Alguém sabe? Alguém tem alguma ideia?

Foram previamente tomadas medidas para obrigar a organização a aumentar o número de casas de banho, por exemplo?

A ASAE interviu?

Está talvez a descansar após ter estado ocupada a fechar 22 padarias no dia 27 de Maio de 2008.

ASAE FECHA PADARIAS

Não se toca no Rock in Rio nem nos magníficos eventos que estão destinados a transformar esta terra num país de comércio e serviços. Conferir “Portugal, traição e mistificação nacional”

Esta entidade chamada ASAE está a ser usada como arma de arremesso contra as pessoas. A lei é usada como cobertura para subverter a actuação desta entidade e para lhe dar pretensa legitimidade induzindo todas as pessoas a pensarem que “isto” que a ASAE está a fazer é que são legitimas acções de fiscalização.

Legítimas acções de fiscalização não incluem fechar os olhos a falhas cometidas por grandes organizações ou empresas e não fechar os olhos a falhas cometidas por pequenas organizações ou empresas.

Legítimas acções de fiscalização não implicam que a lei sobre a qual se apoiam defina multas desproporcionadas em relação aos eventuais prevaricadores, consoante eles sejam de enorme dimensão, quer de pequena dimensão.

Dimensão 2.

Na mesma notícia do jornal Global vem uma outra carta de outra pessoa, José Amaral de Vila Nova de Gaia, que nos explica a situação relativamente ao país da liberdade e da democracia em que Portugal está transformado.

Tão bom é este país e tanto nos pedem para sentir orgulho nele que deveremos ficar extasiados pelo facto de existirem umas 40 mil pessoas em lista de espera para serem operadas às cataratas em Portugal.

Até acontece que na casa dos meus pais tenho uma, a minha avó de 89 anos, que não vê absolutamente nada do olho esquerdo. Mas que importa?

Vê do olho direito… que continue em espera. Não vamos privilegiar quem não deve ser privilegiado.

Por isso, todos em uníssono, sintamos o orgulho de sermos portugueses a invadir-nos pelo facto de Cuba, um país a cair aos bocados conseguir fazer operações enquanto que o dinâmico Portugal do desenvolvimento democrático – do qual devemos sentir orgulho – não o consegue fazer.

Isto é uma nova nova noção de fracasso até mesmo para este país.

Dimensão 3.

Em Portugal o jornalismo está transformado em jornalismo idiota, canalha, manipulador e propagandista.

Na mesma página 2 do Jornal Global temos uma situação de “encher chouriços” – ocupar uma parte da folha uma foto da Grécia. Não é uma foto qualquer;nela vêem-se imagens da sopa dos pobres na Grécia e explica-se que mais de dois milhões de naturais da Grécia vivem na pobreza e que 100 mil pessoas na Grécia são alimentados, em cozinhas humanitárias como esta mostrada na foto – por instituições municipais ou religiosas.

A marca Global notícias pertence a Controlinveste, uma sociedade que detém muitas outras empresas e na qual a Opus Dei tem também uma quota.

O que não percebo é porque se insere uma imagem de um país estrangeiro com pobres no meio de cartas de portugueses a reclamarem pelos mais variados assuntos. Foi para “encher” papel de jornal ou foi para esvaziar as cartas – o efeito delas perante quem a ler?

Foi para “encher” papel ou foi para demonstrar que as queixas dos portugueses na página 2 são “amendoins”, pequenas coisas sem importância ao lado dos “verdadeiros problemas de pobreza dos gregos, dos dois milhões globais, ou dos 100 mil que são auxiliados pelas cozinhas religiosas e humanitárias?

Então porque não se inseriram imagens de pobres portugueses?

Era necessário ir até à Grécia para descobrir pobres?

Cá não há pobres? Os pobres de cá não são dignos de serem fotografados na sopa dos pobres?

Ou é para “encher chouriços” ou é jornalismo manipulador. De ambas a maneiras é mau e mostra o estado de como, através de pequenas coisas se caminha para o que se caminha.

Dimensão 4.

Enviado por mão amiga através de correio electrónico recebo pérolas muito bem feitas do blog “A pente fino”

Pérola 1

Sobre o Jornal Público e as deformações noticiosas que regularmente aparecem lá. Muito se forçam e contorcem as as palavras e as situações naquele jornal. Cita-se o artigo quase todo.

Aaldrabice e desonestidade estão a agravar-se no Público

1. Pobreza e desigualdades sociais estão a agravar-se em Portugal diz a capa do Público de hoje. Como este jornal de referência já nos tem habituado, não há um único resquício de verdade nos títulos principais. Repare-se no tempo verbal, o jornal não diz que há pobreza ou desigualdade, diz que elas estão a agravar-se.

Pobreza: nas páginas 2 e 3, onde este tema é tratado só há uma única referência à evolução da pobreza… e indica exactamente o contrário. Diz o autor do estudo em causa, que os índices melhoraram de 2004 para 2005. A subida é irrelevante por ser pequena e ser apenas de um ano, mas quem diz que a coisa está a piorar é o Público.

Desigualdade: o título interior apenas diz que Portugal “continua a ser” um país com desigualdades. Houve aqui sim um agravamento, mas de 2000 para 2004! Nós estamos em 2008, e o Público lá saberá porque usa o presente na capa. (Mais uma vez as medidas mais recentes até indicam uma diminuição numa outra medida de desigualdade – mas altamente correlacionada com o índice de Gini – o rácio dos rendimentos do 20º e do 80º percentil, mas a melhoria é insignificante e irrelevante… apenas questiono a atitude do Público).

2. A conclusão sensacionalista que os pasquins gostam de tirar daqui é que “os pobres estão cada vez mais pobres”. Não há absolutamente nenhuma razão para que isto seja verdade, quando a desigualdade aumenta. É o que faz o Portugal Diário, que também lá saberá porque usa o presente quando fala de valores de 2004.

Penso que o texto fala por si só acerca da manipulação e da constante desinformação que este Jornal pratica. Que é aquilo em que está transformado o jornalismo português.

Pérola 2, transcrita parcialmente.

Sábado, 24 de Maio de 2008
Sexta e portagens

1. O “Sexta” (julgo que vem incluído no Público) diz na capa “Vamos pagar mais portagens em 2011”.

As portagens vão subir acima da inflação em 2011? Não!

Vai haver mais estradas onde as portagens vão ser introduzidas? O Sexta também não o diz!

O que acontece é que em 2011 vai haver mais auto-estradas, e as novas são pagas. Tão ridículo como dizer que em 2011 vamos pagar mais pela internet, apenas porque vai haver mais pessoas com internet em casa.

Não querendo entrar em teorias da conspiração, mas é estranho e estatisticamente improvável que tantos jornais com especificidades e características próprias, destinados a públicos diferentos e diveros tenham todos, ao mesmo tempo, tanta manipulação, tantos erros, tantas imprecisões, tantos disparates e mau jornalismo em tantos artigos, ora fazendo favores de um lado, ora fechando os olhos a outras actividades de outro.

Além disso desagrada-me que se façam criticas ao actual governo, ou melhor, que o Jornal Público faça criticas ao actual governo, mas sendo incompetente a fazê-las. Estes incompetentes devem e merecem ser criticados sem se recorrer a expedientes como os que o Jornal Público recorre.

A quem não esteja muito informado sobre os assuntos isso dá o benefício da dúvida sobre o actual governo. Não devemos ter dúvidas sobre o actual governo, mas uma única certeza: é muito mau, péssimo, imbecil.

Os jornalistas sao mesmo livres?

REVISTA VOGUE.

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GISELE-LEBRON JAMES-REVISTA VOGUE

Nos Estados Unidos surgiu uma polémica recente sobre a capa da revista Vogue relativa à edição de Março 2008.

A polémica foi a escolha de capa feita pela revista e de como isso foi visto como um aproveitamento de uma situação.

A revista foi acusada de se aproveitar para incitar ao racismo e por tentar capitalizar isso mesmo em vendas, e notoriedade e a situação foi amplificada devido ao ambiente social/político norte americano, em plenas eleições.

Nessa capa apareciam duas pessoas. O basquetebolista Lebron James, um preto de mais de 2 metros de altura, e a modelo loura brasileira Gisele Bundchen.

Lebron segura Gisele com o braço esquerdo dando a impressão que a está a agarrar ao estilo de Fay wray.CAPA ORIGINAL DO FILME KING KONG DE 1932

FAY WRAYE quem foi Fay Wray?

Foi a primeira actriz a interpretar no cinema a heroína que era apanhada por King Kong no filme de 1932. A capa da Vogue suscitou clamores nos EUA pelo facto da pose escolhida ser a que é e, supostamente, copiar a pose de 1932.

Esta pseudo controvérsia apenas surge devido às eleições americanas e ao tema do racismo estar presente e ser sempre tema de aproveitamento. Ao lado, temos a imagem original da capa do filme…para estabelecer o contraponto.

Mas as semelhanças entre uma capa e outra são só isso mesmo: semelhanças…e vagas.

Contudo repare-se noutra situação algo diferente e que não suscitou o mesmo tipo de indignação, embora tenha suscitado alguma…

Uma situação em que uma revista, neste caso a GQ, também usou a capa como elemento promocional e de valor e pretendeu ganhar dinheiro com isso.

Mas que fez pior, muito pior.

Cedeu a pressões políticas de uma das candidaturas “democratas”às presidenciais, a de Hillary Clinton.

Cito uma parte da notícia do Diário de Notícias de 03- 10-2007

Bill Clinton vai mesmo ser capa da edição de Dezembro da revista norte- -americana GQ. Mas a história sobre as causas humanitárias a que se dedica o ex-presidente esteve em risco de não ver a luz do dia. Porquê? Para ter acesso a esse trabalho, a revista masculina teria de deixar de fora um outro, sobre as tensões que se vivem no interior da estrutura da campanha de Hillary Clinton à presidência norte- -americana. De acordo com o jornal The Politico, foi isso que a candidata propôs, e aquilo que a revista aceitou.”

A Revista GQ vendeu-se politicamente. A revista Vogue foi bastante criticada por algo, em termos de importância, bastante menor.

São interessantes retratos dos EUA, em pequenos pormenores, que revelam que o tal país da liberdade e da democracia, apenas o é, com bastantes excepções em certas coisas e na avaliação de certas questões.

O que é interessante é reparar nas excepções, para dessa forma, não comermos a papa que nos dão a comer.

É necessário sermos nós próprios a escolher a papa a comer.

JORNALISMO SOCIALISTA DA TSF

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Hoje, dia 10 de Março de 2008, dois dias depois da maior manifestação de membros de uma classe profissional realizada em Portugal; uma manifestação de professores realizada sábado, dia 8 de Março de 2008, a TSF, rádio privada, levou a cabo o seu fórum TSF, espaço de debate radiofónico.

Seria “lógico” que o tema de debate escolhido fosse, ” a maior manifestação de uma classe profissional” que aconteceu em Portugal, depois do 25 de Abril de 1974.

Seria “lógico” que ” o tema de debate ” fossem os resultados das eleições espanholas.

Estamos a ser cercados.

Convém que se perceba isso e se rompa o cerco.

Quanto mais não seja, mentalmente.

O tema do fórum da TSF foi a demissão do treinador de futebol do Benfica e a situação no Sporting.

É claro que esta escolha de temas é livremente feita ao abrigo da liberdade de escolha editorial.

Tudo é legal, tudo é livre.

Nada é sério.

Existe diferença entre legalidade e seriedade.

Written by dissidentex

10/03/2008 at 12:16

KABUL, Atentado terrorista.

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Em Portugal o Jornalismo é de qualidade. Frase irónica.

Como é um jornalismo de qualidade fomos informados, nas últimas 3 semanas que, controladores aéreos portugueses tinham descoberto uma tentativa de atentado contra a torre Eiffel. Cita-se, parcialmente, o sempre vigilante DN do dia 12-01-2008:

” Controladores aéreos portugueses a trabalhar na ilha açoriana de Santa Maria interceptaram “comunicações terrestres” onde se falava num “presumível ataque terrorista” contra a Torre Eiffel, em Paris.

Fonte governamental disse ontem ao DN que a informação foi detectada na madrugada de quinta-feira e deverá ter tido origem em radio amadores. “Não foram comunicações aéreas”, assegurou, a estar na origem do alerta enviado às autoridades francesas e noticiado ontem pelo jornal Le Monde. A informação, ouvida em inglês e francês, foi transmitida ao Instituto Nacional de Aviação Civil, que a reencaminhou para a Polícia Judiciária. Foi a PJ, acrescentou a fonte, a contactar com as autoridades francesas.

O teor da intercepção, apesar de ser “vago e confuso”, alarmou a polícia francesa, que se mantém há meses no nível de alerta mais elevado, o vermelho.

Fomos também informados que dois terroristas paquistaneses iriam praticar atentados à tonelada em Portugal. Cita-se o omnisciente Jornal Público de 20-01-2008.

JORNAL PÚBLICO DE 20-01-2008

Também no dia 23 de Janeiro de 2008, o sempre presente e vigilante Diário de noticias afirmava que

” … À parte estes números, irrelevantes, os relatórios estão forrados de múltiplas e variadas referências à prioridade que Portugal dá ao combate no combate ao terrorismo, e também a União Europeia, tanto por via do 11 de Setembro como dos atentados de Madrid (11 de Março de 2004) e de Londres (16 de Julho de 2005). Não há números oficiais em relação à conclusão destes inquéritos.

Mas, não é tão irrelevante a acção da PSP e da GNR relativamente ao número de alertas de bomba. A média é elevadíssima: ambas as forças de segurança responderam, em 2006, a cerca de 1400 suspeitas, ou seja, quatro por dia. Quase todos falsas.

No meio de todos estes alarmes, a PSP detonou três engenhos reais. Um dos casos era o marido que ameaçava matar a esposa tendo-lhe colocado uma bomba lá em casa. A carga explosiva não daria para furar uma parede. Ao que o DN apurou, os outros dois casos foram semelhantes. No total, em 2006, esta força de segurança realizou 1212 buscas, sendo que cerca de metade teve a ver com acções de prevenção relacionadas com visitas diplomáticas a Portugal. A ameaça falsa de bomba ocorreu em 49 escolas.

A GNR efectuou 697 intervenções, tendo percorrido, para o efeito, 87 314 quilómetros. Não há notícia de que tenha detonado um engenho explosivo. Esta força respondeu a 50 alarmes falsos em escolas.| “””

E na capa do Jornal de dia 23 de Janeiro de 2008 dizia-se que:

CAPA DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS DE 23 DE JANEIRO DE 2008


No futuro iremos ter muitas notícias de atentados terroristas em Portugal. Verdadeiras, falsas, assim-assim, talvez, indícios, possibilidades, conversas com um amigo que ouviu um vizinho a dizer que um amigo que trabalha na polícia soube de um atentado.

No entanto, apesar desta omnisciência e vigilância, quer dos jornais, quer das rádios, quer das televisões, feitas em Portugal, conseguiu-se não vislumbrar, QUE SE NOTASSE, que no dia 14 de Janeiro, um ataque terrorista em Kabul, Afeganistão, ocorreu.

Afeganistão, aquela terra que tem perto de 200 militares portugueses lá colocados numa força de paz.

Atesta a qualidade do jornalismo português e as permanentes campanhas de desinformação e de instilação do medo falando-se de hipóteses, e sub hipóteses e tri hipóteses de atentados. Mas não se falando do que acontece nos reais atentados e nos sítios verdadeiros onde eles ocorrem propriamente.

↔↔↔↔

No dia 14 de Janeiro de 2008, 4 militantes islâmicos entraram dentro do Hotel Serena em Kabul. É o hotel principal onde as centenas de jornalistas,trabalhadores de organizações humanitárias,professores, pessoal médico, etc.

Um deles fez-se detonar, logo à entrada do Hotel.

Outro, atirou uma granada para dentro da sala que vistoriava as bagagens e o seu conteúdo.

O terceiro, foi atingido a tiro na zona de entradas, o que, ao que parece, fez detonar o colete de bombas suicida que carregava consigo.

O quarto, armado, entrou a disparar para todos os lados, chegando ao Ginásio e à área do SPA – o seu objectivo final. Aí matou a gerente do SPA, uma filipina chamada Zina, e passou ao ginásio onde matou um americano que lá estava. Nos vestiários do Ginásio estava lá o presidente do comité Olímpico Afegão, que foi atacado a tiro, mas conseguiu fugir para a cave.

Neste post AQUI é feita em inglês uma narrativa em primeira mão por uma das pessoas que lá estava no momento do ataque.

Contagem total: 8 mortos.

Mas isto não é um jogo de vídeo.

Written by dissidentex

24/01/2008 at 19:12

TRATADO EUROPEU, afinal aquilo é uma ferramenta operacional.

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Fonte: Diário de noticias, o jornal actual do regime em competição com vários outros, para ver quem é o que pratica jornalismo mais desonesto.

Notícia: de 13 de Dezembro de 2007, não assinada, constituindo pura propaganda.E estúpida ainda por cima. Será que a alimária que escreveu isto ainda não percebeu que são javardices destas que estão a dar cabo das vendas dos jornais?

Técnica: a notícia está dividida em duas partes. Na primeira temos a ladainha pró Tratado europeu, chamando-lhe “Ferramenta operacional”. Podiam também ter chamado a isto “Ferramenta de gestão de crises” ou “Ferramenta institucional” ou “ferramenta contra os desafios do futuro”, ou ” Ferramenta de inovadora visão estratégica” ou demais tretas do mesmo estilo. Assim parece mais conversa de loja de ferragens. Ajusta-se melhor. Transcreva-se a primeira parte:

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Tratado de Lisboa: uma ferramenta operacional

“”” A Europa tem agora as mãos livres para se dedicar à questão central de definir o seu novo papel num mundo globalizado”, afirmou ontem Angela Merkel, no Parlamento alemão. Esta é a questão central daqui para a frente, aberta pelo conjunto de reformas institucionais constantes do Tratado Reformador de Lisboa – que hoje vai ser assinado -, destinadas a arrumar uma casa que vai acomodar mais de três dezenas de inquilinos. Os tratados de Maastricht, Amesterdão e Nice foram fazendo obras parciais de reabilitação do edifício institucional, sem atingir a coerência operativa a mais longo prazo.

Pode argumentar-se que em Lisboa se vai dar um salto em frente com o mesmo alcance do falecido Tratado Constitucional, sem os símbolos próprios de poderes soberanos. O que não o reduz, como pretendem aqueles que advogam uma ratificação rápida e em força, a uma caixa de ferramentas operacional, sem a dignidade e a dimensão suficientes que justifiquem consultas referendárias.

O ponto polémico deste Tratado está na necessidade da sua entrada em vigor rapidamente para aumentar a coerência da projecção externa da União Europeia, o que faz com que não se consiga livrar da suspeição de os povos da Europa, se fossem consultados, poderem negar-lhe o apoio unânime. Por isso, provavelmente, vencerá o sentido prático da ratificação generalizada pela via parlamentar. “””

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Técnica: na segunda parte quem escreve isto demonstra ser uma de 3 coisas: ou é estagiário ( a), ou é estúpido, ou é corrupto. Inclino-me para as 3 hipóteses em conjunto. Trata-se de uma análise económica que saiu de dentro das embalagens de catering da Nestlé, como brinde para compra de outra caixa de flocos Nestlé, mas de figos,não de cereais, cheia de jargão idiota e a predispor as pessoas para mais despedimentos e mais crise.

O cretino que escreveu isto nem sequer consegue ser coerente, uma vez que o Tratado Europeu vai fazer toda a gente – a partir de agora – defecar suavemente com cheiro a Channel 5 tal é a força poderosa do tratado. Não se percebe, pois, como uma coisa tão boa não impede as reestruturações ( isto é – despedimentos) de que fala este “texto” feito por um(a) imbecil.

Resta notar que “despedimentos” são chamados de “reorganização”. Uma das coisas que o Diário de notícias deveria fazer era reorganizar dali para fora a besta elevada ao quadrado que escreve uma porcaria destas. Claramente é um medíocre vendido que entrou lá por cunhas. Transcreva-se o resto da pocilga em forma de texto.

FERRAMENTA OPERACIONAL



“””Muitas empresas vão “atacar” o ano de 2008 reorganizando-se. Uma reorganização que passa, inevitavelmente, por racionalizar custos. E essa racionalização implica, infelizmente, cortar nos empregos.

Um dos sectores onde esta realidade mais se acentua é no das telecomunicações e media. Daí o anúncio do corte de mais 600 empregos na PT, feito há dias por Henrique Granadeiro, e a necessidade de reduzir 200 postos de trabalho na RTP, afirmada ontem por Ponce Leão, o administrador que está de partida e pode arcar com o ónus desta decisão.

2007 já foi um ano de crise. Que tende a manter-se em 2008. E, perante menos receitas, é preciso cortar nos gastos. A PT e a RTP não fazem mais do que adoptar o modelo da gestão privada, no qual o próprio Governo tem vindo a insistir. Depois de anos de maus vícios, em que, enquanto empresas públicas, puderam viver “à grande”, passando ao lado de todas as crises e contratando sem critério como em todo o sector do Estado, é no pessoal que têm agora maior espaço de redução.

Mas a necessidade de reorganização estender-se-á a outras empresas e até a outros sectores. Uma realidade que é preciso enfrentar porque as receitas não vão aumentar.”””

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  • O mais giro é que esta coisa é classificada como “editorial” no Jornal.
  • “Aquilo”não é uma constituição, é uma “ferramenta operacional”.

Altere-se já o currículo das faculdades de direito. Em vez de Direito Constitucional I e II , deveremos passar a chamar às cadeiras ” Ferramenta Operacional Bechtel I” e ” Ferramenta Operacional Bechtel II”.

Written by dissidentex

16/12/2007 at 13:15

NOVOS CÃES DE GUARDA. SERGE HALIMI. Jornalismo.

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Titulo: “Os novos cães de guarda”

Autor: Serge Halimi, jornalista do Le Monde Diplomatique.

Editora: Celta editores

Publicado em 1998 com o preço de 8 euros. Contudo em feiras do livro ou no Mercado da Ribeira do livro usado, pode-se ainda encontrar a 1 ou 2 euros. Não é dinheiro desperdiçado gastar 1 ou 2 euros neste livro.

Tema: o jornalismo e a sua subversão ao serviço da ideologia. Feita por grupos económicos, donos de meios de comunicação. E de como assim fazem propaganda em proveito próprio – agradável a si mesmo e de como os jornalistas de topo se prestam e se vendem a isso.

O livro começa com uma citação do filósofo Paul Nizan:

“Não aceitaremos eternamente que o respeito consagrado à mascara dos filósofos acabe por servir apenas para reforçar o poder dos banqueiros.”

HALIMI1

O livro apresenta no fim um índice remissivo bastante extenso para artigos de jornal, emissões radiofónicas, datas, edições de outros livros que servem de prova e como comprovativo daquilo que o autor afirma – à data da feitura do livro.

A citação de Paul Nizan e o título do livro de Halimi derivam de um ensaio que o filosofo Paul Nizan escreveu e publicou em 1932. O ensaio era um recado destinado a um outro filosofo do seu tempo que “pretenderia dissimular sob um punhado de conceitos grandiloquentes a sua participação na actualidade impura do seu tempo” – página 1 da introdução. Partindo daqui, Halimi descreve que: “ os simuladores dos nossos dias dispõem de um microfone e de uma câmara para falarem de cátedra”.

São “encenadores da realidade social e política, interna e externa, deformam-na continuamente. Servem os interesses dos senhores do mundo .São os novos cães de guarda. No entanto proclamam-se contra poder… Página 1

Halimi continua ao longo dos capítulos, explicando como o contra poder( isto é a imprensa) na realidade se desvaneceu tornando-se a favor do poder, e de como deixou de ser contra poder para fazer fretes ao verdadeiro poder, ou tornar-se parte do poder. A técnica de escrita é “completamente nervosa”, quase panfletária com imensos pormenores e comparações. Halimi demonstra que, os jornalistas, pelo menos na França da época em que o livro foi escrito estavam, na realidade, ao serviço de grupos económicos – grupos esses que tendo um core business diferente, tem, também, jornais e televisões. Logo influem directamente sobre o que é publicado. Isto porque a informação – segundo este conceito anti democrático – deixou de ser informação e passou a ser um produto como qualquer outro, logo susceptível a truques de mercado e a promoções. O jornalista segundo Halimi dispõe de pouco mais poder que uma caixa de supermercado sobre aquilo que produz, sobre o produto que fornece. São as estratégias do seu empregador – mesmo que essas estratégias estejam contra a democracia, que valem.

Não o acto puro do jornalista em informar; em fazer jornalismo “puro”.

Halimi descreve o processo. Nós cá em Portugal conhecemos bem isto.

Dá o exemplo na página 13, de Jean Marie Cavada, jornalista que além de ser responsável pelo programa politico semanal da France 3 (à época) e por uma crónica filosófica, na France Inter acaba de ser nomeado também presidente de um novo canal educativo. Halimi ironiza acerca de Cavada, quando este entrevista Jaques Chirac , um candidato que tinha sido previamente ostracizado pelos média… cito: “senhor de tantos talentos” (filosofo, jornalista, educador, produtor) JM Cavada não hesita e faz a pergunta que todos esperam “quantas variedades de maças seria capaz de me recitar ,Sr chirac”.

Isto à propósito da candidatura de Chirac a presidente.

Profundo, Arrebatador, estrondoso.

Halimi descreve também, no livro, todo o ambiente de auto censura das vedetas jornalísticas francesas, de como se tentam fazer candidatos, e puxar por esses mesmos candidatos, mesmo que as sondagens nada dêem de relevante a favor desses candidatos, e de como esta imprensa corrupta e dócil muda rapidamente de tom, quando isso se percebe e o publico/eleitores não passa qualquer tipo de importância a um candidato – Halimi explica como tudo isto se faz…etc.

Explica por exemplo, as omissões da imprensa de referencia, que não conseguiu ver e noticiar que Mitterrand, tinha uma filha ilegítima, que Mitterrand tinha cancro e ocultou isso desde o seu primeiro mandato. De como ia todas as semanas conferenciar com um ex conhecido pessoal dos tempos da republica de Vichy a casa deste, um torcionário da pior espécie. (Cá eu Portugal tivemos Sampaio e os seus problemas de coração e penso que temos Cavaco com Alzheimer ou lá perto…não podemos afastar-nos da Europa e dos métodos que esta segue…)

O livro explica também toda a mistificação à propósito da aprovação /ratificação do tratado de Maastricht, de como toda a imprensa se pós por detrás da aprovação do tratado. Halimi explica – com dados – que em numerosos debates sobre a aprovação do tratado existiam, por exemplo, dois jornalistas a debater, mas eram ambos a favor do SIM tratado. Tudo isto é apresentado como sendo profundamente democrático, claro….

Os adeptos do NÃO a Maastricht, mesmo que fossem democratas de pura gema, eram sempre apresentados como perigosos radicais esquerdistas ou outra coisa pejorativa qualquer.

Explica também a forma como a reverencia jornalística ao dinheiro se processa, com artigos inflamados e opiniões favoráveis a magnatas da imprensa ou da industria. Depois descreve situações em que, por exemplo, existe um qualquer caso de corrupção que é apenas noticiado em 10 segundos sendo depois submergido num mar de noticias banais. Assim toda a gente esquece. Depressa. Em Portugal exemplo; caso Casa Pia, que apesar de não ser um caso económico, continua a ser julgado, mas desapareceu misteriosamente das noticias.

Explica ainda o pensamento único e a técnica dos jornalistas para o servirem. Claro que ao nível da maior estupidez. Um exemplo – página 46 Cito: ” os atletas nacionais obtêm maus resultados nos jogos olímpicos de Inverno? Olivier Mazerrole, director de informação da RTL ,sugere uma explicação inesperada: “os franceses não são bons desportistas porque temos o hábito do estado providencia”.

Cito também uma frase da página 53 de Halimi, que cita outra vez Paul Nizan: “O Sr Michelin tem de fazer crer que só fabrica pneus para dar trabalho a operários que, sem ele, morreriam de fome”.

Isto para levar à demonstração de como a colonização ideológica das rubricas económicas nos jornais (estava) está em movimento. A técnica é muito simples.

Existe o liberalismo, que é o presente (apresentado como tal) e existem os arcaísmos, (apresentados como tal) que são as condições sociais, o estado social.

Halimi dá ainda inúmeros exemplos de jornalistas a proferirem teorias destas, completamente neoliberais e mais ainda a auto glorificarem-se como sendo “pessoas que vão contra a corrente” e que são ousadas …A técnica é simples:

Modernidade.

 

  1. comercio livre,
  2. moeda forte,
  3. privatizações,
  4. desregulamentações,
  5. Europa.

 

Arcaísmo:

 

  1. Estado providencia,
  2. sindicatos ( porque são corporativos – por oposição ás associações patronais que não são corporativas…),
  3. nação ( nacionalista),
  4. sector publico ( monopólio)
  5. e povo ( demasiado populista).

Halimi escreve ainda que foi a confluência ideológica da esquerda e da direita que levou às desregulamentações e privatizações e que isto, sobre o caso especifico do jornalismo levou a uma barragem ideológica feita pelos principais jornalistas /jornais para promover isso mesmo.

Também explica como se manipulam os cidadãos relativamente a conflitos sociais. Exemplo: uma qualquer greve/ conflito que aconteça. Quando não existem greves e coisas do mesmo estilo raramente vemos noticias sobre desempregados e sobre as dificuldades que estes passam. Quando existem greves – de repente – os sem abrigo e as preocupações com as pessoas que tem dificuldades em chegar ao emprego saltam para as primeiras páginas dos jornais.

À pagina 83 do livro surge Bernard henry Levi ou BHL..

Actualmente (2006) BHL escreveu uma treta qualquer em que, pedante e medíocre como é, tentou recriar a viagem que Alexis de Tocqueville fez há 200 anos pela América da qual resultou o livro “Democracia na América”. BHL peneirento e auto promovendo-se, não faz por menos e fez o mesmo. Mas convenhamos: BHL não é nenhum Tocqueville.

Mas já em 1992, para dar um exemplo, BHL e o jornalismo de sarjeta ridículo andavam de mãos dadas. Na altura o tema do momento era a Bósnia. BHL explora sempre os temas do momento para demonstrar a vacuidade do que lhe sai para fora – BHL explora o filão que esteja a dar.

Transmutou-se de cineasta fazendo um filme chamado Bosna. Paralelamente, para gerar o que actualmente se chama marketing viral ou “Buzz”, mas naquela se chamava “ocupar mais do que um canal de distribuição”, o nosso BHL fez aquilo que os liberais estilo blog blasfémias cá da paróquia nunca terão coragem de fazer: lançar um pseudo movimento politico. Cria uma coisa chamada “Movimento Sarajevo”. Conhecido por lista Sarajevo…para concorrer à eleições e “dar uma volta nisto”( sendo isto a notoriedade de BHL e a sua conta bancária)

Halimi descasca isto tudo.

Conta Halimi, que um jornalista ( François henry de Virieu) aconselha em directo as pessoas a irem ver o filme. No programa politico da France 2. Halimi goza e passo a citar ”… recém chegado( BHL) do festival de Cannes, profetiza: “ o cimento social está a abrir brechas”. Isto a 15 de Maio de 1994.

No mesmo dia às 19 horas, a 3 cabeças de lista às eleições europeias no programa 7 sur 7, é-lhes pedido que comentem (por Anne Sinclair – jornalista…) algumas imagens do filme Bosna.( De BHL)

O filme é comparado a “l`espoir de André Malraux.. Como diz Halimi ” o 7 sur 7 acha que é preciso ir vê-lo”. Depois anuncia a existência da tal lista Sarajevo – qualificada de “lista dos intelectuais”.Deus nos salve desta gente, escrevo eu, e nem sequer acredito em Deus… O mais espantoso é que numerosos intelectuais tinham tomado posição contra a iniciativa…. Halimi diz que o nome da revista “regle du jeu” dirigida por BHL foi citada umas centenas de vezes nesse programa.

No dia 16 Maio de 1994 – dia seguinte, BHL é convidado duma única estação – France inter e em quatro programas diferentes…é o centro das atenções.

Ao dia 19 de Maio, Laurent Jofrin, chefe então do Nouvel observateur considera que BHL “ renova a maneira de praticar a politica, obrigando o Estado e a politica a mudar.”E acrescenta que “ é precisamente para este tipo de correntes que a esquerda deve orientar-se”..HALIMI2

Dois dias depois a 21de Maio de 1994, uma jornalista chamada Catherine Pegard não esconde a admiração falando do êxito do filme Bosna, no seu programa hora da verdade cito “ o escritor marca o despertar de uma certa consciência europeia”

Pergunto: alguém a viu por aí? ( A consciência…)

Cito de novo Halimi: “A 29 de Maio, no 7 sur 7, apesar de algumas sondagens não atribuírem mais de 4% de votos à lista Sarajevo ( que obterá sem o apoio de BHL, 1.56), a jornalista Anne Sinclair anuncia ”a lista dos intelectuais altera profundamente os dados eleitorais, altera o panorama das eleições europeias”

Passemos adiante para Novembro de 1994 – BHL, como a teta da vaca chamada Bósnia, já não estava a dar, vira-se para o integrismo e lança um ensaio. Halimi explica que volta a merecer um “tratamento mediático generoso”

7 sur 7, clube de imprensa da Europe 1, primeira pagina do Le monde. Em 1997 é a apoteose, quando sai o seu segundo filme “La jour e la nuit. – co – produzido pela televisão publica e por Jean Luc lagardere ( o tipo, à época, dono da Matra racing e de uma empresa de armamento francesa, creio que a Thompson…actual Thales-thompson, salvo erro) …primeiras páginas do Le point, Paris Match, Le Fígaro, Evenemeunt de Jeudi, Figaro, Da madame fígaro. Os do Nouvelle Observateur já vários meses antes tinham sido alertados para a gestação da obra.. Pelo meio BHL que tinha um programa/coluna de jornal ou lá o que é… chamado “Bloc de notes semanal onde também se propagandeava a si mesmo.

Já no magazine l`express, pode-se encontrar na revista uma dupla pagina intitulada” as notas de rodagem de BHL. Autor: o próprio BHL…

Apesar desta barragem de propaganda acerca do “ Grande filosofo” , o publico que não vai em grupos, devota total indiferença à magnifica obra de BHL

Halimi nota que apesar de tudo os críticos de cinema, não foram em cantigas e desancaram a obra. O senhor filósofo fica amargurado e no seu bloc de notes escreve amargurado ”fim do reinado do dinheiro louco”. Já agora, a brincadeira BHL – o filme custou 53 milhões de francos – custeados pelos Estado francês e pelo empresário privado saiu mesmo cara..

E a partir daqui Halimi explica como existem lugares privatizados mediáticos arranjados – de facto – para os BHL´s de França e de como 540 mediocratas decidem sobre a vida e a morte de 40 mil autores de livros com as suas criticas arrasadoras ou não.

Portanto é de ler para ser ter uma ideia do que é o jornalismo actual.Ali está a génese da coisa.

Written by dissidentex

07/12/2007 at 14:55