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OS MERCADOS CONTINUAM A IMPRESSIONAR-SE COM O PSD NO GOVERNO

Juros da dívida portuguesa acentuaram a subida e renovaram máximos históricos nos prazos mais curtos. As “yields” das obrigações a dois e três anos estão a subir mais de 50 pontos base.

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Notícia da comunicação social, dia 23 de Junho de 2011.

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” Lisboa, 24 mar (Lusa) — O dirigente do gabinete de estudos do PSD Carlos Moedas defendeu hoje em declarações à agência Lusa que, com as reformas que um futuro Governo social-democrata vai aplicar, as agências ainda vão subir o ‘rating’ de Portugal.

Segundo Carlos Moedas, que é um dos principais conselheiros do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, os mercados “olham para uma nova equipa de gestão como uma boa notícia”, porque “há muito tempo não dão credibilidade ao Governo português”.

No seu entender, “assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, e fará tudo o que for necessário para que se cumpram essas metas até porque foi o PSD que sempre anda atrás do Governo para cortar, essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal”.”

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Carlos Moedas, conselheiro económico de Pedro Passos Coelho, 24 de Março de 2011

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O PSD, CARLOS MOEDAS E A FALTA DE CREDIBILIDADE

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” Lisboa, 24 mar (Lusa) — O dirigente do gabinete de estudos do PSD Carlos Moedas defendeu hoje em declarações à agência Lusa que, com as reformas que um futuro Governo social-democrata vai aplicar, as agências ainda vão subir o ‘rating’ de Portugal.

Segundo Carlos Moedas, que é um dos principais conselheiros do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, os mercados “olham para uma nova equipa de gestão como uma boa notícia”, porque “há muito tempo não dão credibilidade ao Governo português”.

No seu entender, “assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, e fará tudo o que for necessário para que se cumpram essas metas até porque foi o PSD que sempre anda atrás do Governo para cortar, essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal”.”

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Carlos Moedas, conselheiro económico de Pedro Passos coelho, declarações à comunicação social,  24 de Março de 2011

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No dia 5 de Junho de 2011, realizaram-se eleições legislativas em Portugal.

O governo mudou.

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Juro de Portugal a 10 anos bate novo recorde

‘yield’ média das obrigações do tesouro (OT) a 10 anos da República Portuguesa está hoje a subir 15,6 pontos base para os 9,886%, cerca do dobro que estava a cotar há um ano.

De acordo com dados da consultora CMA Vision, os CDS sobre a dívida portuguesa são mesmo um dos três mais caros do mundo, com os investidores a assumirem que é mais provável Portugal entrar em incumprimento do que a Ucrânia, o Líbano, o Vietname ou mesmo o Cazaquistão, por exemplo.

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Diário económico, dia 7 de Junho de 2011, após os mercados (e os eleitores)  terem dado “credibilidade” a Portugal com a mudança de governo.

CAVACO SILVA, OS MERCADOS E AS AGENCIAS DE RATING

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...“retórica de ataque aos mercados internacionais”, considerando que é um “erro”…”

“..“A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego,…”

Cavaco silva, em declarações à comunicação social – dia 10 de Novembro de 2010

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(É) “um exagero muito grande” o corte do rating de Portugal em três níveis realizado pela agência de notação internacional Fitch, sublinhando que a situação portuguesa “não o justifica de forma nenhuma”….”

Cavaco silva, em declarações à comunicação social– dia 1 de Abril de 2011

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Donde ficamos a saber que a agência de notação financeira que dá pelo nome de “Fitch” , em Novembro de 2010 era um actor válido dos mercados internacionais, aclamado e elogiado.

Agência essa (os mercados) que não devia ser atacada, porque tal acto não criava um único emprego.

Mas, seis meses (e após a queda de um governo) depois já é atacada.

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“Para serem mais honestos do que eu tem que nascer duas vezes.”

Cavaco silva em declarações à comunicação social – dia 23 Dezembro de 2011.

DÍViDA EXTERNA PORTUGUESA E OS MERCADOS

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Os mercados, essa entidade desconhecida que não foi eleita, exigiram que um país pequeno e cheio de traidores e vendidos em todos os lados, aplicasse um orçamento bizarro.

Um orçamento que significa a implementação da austeridade ( mas não para todos) e a implementação de cortes nas despesas (mas não para todos) para que os mercados finalmente se acalmem.

Apesar de os mercados serem uma entidade desconhecida que não foi eleita, parece que existe a necessidade de os acalmar.

Chá de camomila não funciona.

A diferença no spread da taxa de juro desses magníficos produtos financeiros que dão pelo nome de “Cds”  – credit default swaps” está a aumentar.

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E a maquina de propaganda manifesta-se.

Agora começa a ser-nos explicado que os mercados  – essa entidade que é desconhecida e não foi eleita – estão desconfiados do orçamento e como tal não acreditam no seu cumprimento.

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É uma explicação tão falsa como outra qualquer explicação que se possa inventar.

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Para a semana, os mercados exigirão que se sacrifiquem cabras num altar.

Daqui a duas semanas terá que sacrificar-se uma virgem recém nascida.

E os vendidos aplaudirão com entusiasmo.

Especialmente os que querem chegar depressa ao poder.