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CALL CENTERS IRÃO CONTACTAR PESSOAS ATÉ àS 22 HORAS

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O nosso magnânimo governo pensa em nós.

Alvissaras, senhor.

Decidiu inserir na sociedade portuguesa novos horários de atendimento feitos a partir de Call Centers.

Notícia jornal Público de 11 – 03 – 2009

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Chamou-lhes “novos limites à venda de serviços e produtos” (o argumento de venda é apresentado desta forma invertida) e decidiu – sempre a pensar no nosso bem – que os contactos apenas poderão ser feitos entre as 9 horas da manhã e as 22 horas da noite.

Parece que antes, existiam abusos e condutas impróprias.

Como tal legaliza-se o abuso e a conduta imprópria.

Eu, e a generalidade da população como eu, que não desejo ser contactado por Call centers, a hora nenhuma, sou assim prejudicado (e outras pessoas), porque uma lei feita para agradar aos interesses comerciais de empresas, passa a permitir-lhes que me chateiem a cabeça durante todo o dia e uma parte da noite.

E ainda se diz que isto são limites…

E ainda existem pérolas e fantásticas promoções que nos são dadas; senão veja-se:

“…Outro aspecto relevante para o consumidor é a proibição do consumidor esperar mais de 60 segundos após o atendimento da chamada e antes de chegar a um operador, uma vez que a partir desse momento é o consumidor que está a pagar a chamada.”

De facto isto é extremamente vantajoso.

Não desejando eu, logo desde o inicio, ser contactado pelo call center, sou agora obrigado a aturá-los desta maneira “legal” que é descrita acima. Que passou a  ser legalizada.

No artigo Publicidade – Lista Robinson, que eu publiquei há uns tempos era explicado que existe a possibilidade legal de uma pessoa se colocar numa lista de exclusão – declara que não quer ser contactada por marcas e serviços.

O nosso piramidal governo não obriga as empresas a aderirem todas a esta entidade que gere a lista – a Associação Portuguesa de marketing directo, nem obriga a que exista divulgação da existência da lista de exclusão.

Para que depois as pessoas possam LIVREMENTE optar estar excluídas de contactos ou não estarem excluídas de contactos.

Não. Mas claro que não.

É melhor uma situação em que quase ninguém sabe que a lista de exclusão/ lista Robinson existe.

Vem apenas “cozinhar” uma técnica própria de chicos espertos para legalizar os contactos telefónicos a pessoas que não os querem ter que aturar, pretendendo com isso fazer crer que está a proteger os consumidores e os cidadãos, estabelecendo “regras”.

Dar a hipótese de os cidadãos escolherem não ser contactados (isto é, serem informados disso, dessa opção) não aparece nesta nova legislação…

Devemos desconfiar de um governo – seja de que partido for – que acha que nós não devemos saber…

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Written by dissidentex

31/03/2009 at 16:48

O FUTURO À ESQUERDA

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O partido socialista continua a cuspir para a frente e para o ar, esperando não apanhar com o cuspo que atirou.

O exemplo vem dum “texto” ?!?! completamente absurdo publicado no jornal de propaganda própria “Acção socialista” e republicado no blog PS do Lumiar – um blog neutral…

Ideologicamente o PS é um partido completamente falido, sem ideias, sem ideais, um catavento  político completo onde se muda de opinião consoante a loja ou hipermercado ideológico onde se encontrou a mais recente opinião à venda.

Só existem duas coisas consistentes no programa político do PS

(1) Chegar ao poder e manter-se lá o mais tempo que for possível;

(2) Dar graças a Deus por não serem do partido comunista.

Adicionalmente quando alguém os critica por terem este programa político imediatamente se desencadeia a técnica da “divida de gratidão” que consiste no facto de todos nós, portugueses, devermos estar eternamente agradecidos pelo facto do PS ter ajudado a fazer o alarido inconsequente de 1974 e de em 1975/76 ter existido uma manifestação na Fonte Luminosa que originou o fim político do PCP.

Como tal, de cada vez que alguém comete actos de corrupção ou toma medidas evidentemente erradas e é o PS a estar no governo é-nos nessa altura (assim como em outras…) pedido que fechemos os olhos, porque nós devemos estar eternamente agradecidos …

Já dei para este peditório.

O PS também pratica a técnica do engano próprio, isto é, falar para os apaniguados.vendendo os “amanhãs que cantam”  Os fieis adeptos que nunca contestarão nada que se diga acerca do seu “querido partido”.

Para isso era necessário que pensassem pela sua própria cabeça…

Ø

A técnica usada para o fazer é a mesma que os membros do partido comunista usam.

O discurso, retirados os componentes próprios inerentes a cada partido, tem a mesma tipologia do partido comunista.

É o manifesto destino do PS: evoluir para ser um partido comunista “moderno” com a diferença que se chamam PS e que dizem falar em nome da esquerda democrática,embora ao mesmo tempo pratiquem neoliberalismo económico quando governam…

Confusos? Eles também…

Ø

O texto que vou citar abaixo e que é uma pérola de lugares comuns, de discurso redondo, e ultrapassado, de discurso messiânico semelhante aos discursos dos partidos e lideres de esquerda há 90 anos atrás, onde a expressão “amanhãs que cantam” era usada, aqui a expressão “amanhãs que cantam” é substituída por “a resposta está na esquerda” e a esquerda somos nós.

Atente-se numa parte:

“…É óbvio que o futuro está na esquerda, ou seja, no socialismo democrático. Mais precisamente, entre nós no PS….”

Presunção e caldos de galinha cada um toma a que quer, mas a esta altura do campeonato ainda estão aqui……penso que demonstra bem o sarcófago ideológico a cheirar a bafio e a inconsequência política que daqui emana… (tradução: não vêem um boi do que se está a passar; estão completamente ultrapassados pelos acontecimentos…mas julgam que estão na vanguarda…)

Texto em baixo.

Ø

A resposta está na esquerda

É óbvio que o futuro está na esquerda, ou seja, no socialismo democrático. Mais precisamente, entre nós no PS.
O comunismo e o neoliberalismo são o verso e o reverso da mesma concepção.
Fundamentam-se na visão materialista do ser humano. O comunismo, ao negar a liberdade individual exacerbou a economia e o neoliberalismo fez o contrário, com os mesmos resultados. Ambos com a mesma lógica.
No comunismo, negando-se o mercado e planificando-se a economia.
No neoliberalismo endeusando-se o mercado e rejeitando-se a planificação. Hoje sabem-se os resultados.
O comunismo, roído por contradições miseráveis implodiu. O neoliberalismo acossado por desfazamentos gerados pelo próprio mercado, faliu. Um fez cair um muro da divisão. Outro fez cair-nos o tecto da união.
Ambos pretenderam fazer-nos acreditar que a garrafa estava meio-cheia. Ou meio vazia.
O que é verdade é que jamais poderia estar cheia.
Há óbvias consequências dos falhanços em que devemos seriamente meditar.
A primeira delas é que, como se viu, os números não têm alma.
Já nos haviam dito isso por outra forma ao invocarem que as pessoas não são números.
O resultado da falência do neoliberalismo estava nos próprios números se os quiséssemos ler para além das estatísticas.
É que à data do inicio desta crise, que é estrutural, logo profunda e duradoura, os activos bancários que diariamente nos iam sendo atirados, representavam nada mais nada menos de que 3,5 vezes todo o PIB mundial.
A euforia da engenharia financeira e o endeusamento do mercado em que vivíamos, com a direita a marcar o tom da ganância parecia imparável.
De tal forma que alguns dirigentes que se reclamavam do socialismo democrático, na Europa, com Blair á cabeça, renderam-se aos novos ventos da moda.
Sem cuidar de verem que como qualquer moda aquela também seria passageira. Porque sem consistência para ficar.
A pouco e pouco assistimos á ausência da Internacional Socialista até parecer ter ficado mesmo sem voz.
O que não é nada positivo. E não é porque, como salta á vista desarmada, o futuro, aquele que conjuga a defesa da liberdade individual com a economia e ambas com o mercado regulado pelo Estado, também este prestador de serviços, onde a justa repartição de riqueza, a igualdade de oportunidades, o acesso á justiça e á saúde, a defesa da paz, da segurança e a transparência sejam uma realidade, está no socialismo democrático.
Sucede que este futuro depende de nós e o resultado do combate a travar não está decidido.
A direita, como se vê, consciente disso mesmo exige hoje com um mão aquilo que negava ontem com a outra.
Basta vê-la em azáfama constante a reclamar a intervenção do Estado a cada passo, quando ontem defendia o princípio de que a menos Estado correspondia melhor Estado.
A direita é como os gatos, tem sete fôlegos.
Que não haja ilusão sobre isso.
É óbvio que o futuro está na esquerda, ou seja, no socialismo democrático. Mais precisamente, entre nós no PS.
Parece haver poucas dúvidas na sociedade sobre isso.
É preciso que essas duvidas se convertam em certezas.
Como sempre defendi, este objectivo depende do aprofundamento que fizermos do nosso ideário, em prol da defesa das causas do socialismo democrático.
Estas são razões bastantes para ter sido primeiro subscritor de uma Moção Sectorial que apresentei ao Congresso, chamando a atenção que a revisão dos nossos Estatutos não é uma questão meramente administrativa nem deve nunca ser vista como tal.
A revisão dos Estatutos é uma questão que está na essência do aprofundamento do quadro do nosso ideário para que os militantes tenham orgulho em pertencem ao PS e não serem apenas filiados nele.
Tanto mais que os partidos são os pilares da democracia e o fortalecimento desta depender, em muito do reforço e da credibilização dos partidos. Daí ao dever do PS contribuir para este objectivo, como partido estruturante da democracia portuguesa.
Os partidos não se confundem com movimentos de cidadãos, necessariamente conjunturais e inorgânicos por natureza.
É pelo reforço dos partidos que se reconstrói o futuro porque os novos desafios do mundo de hoje exigem novas respostas que são ideológicas. E obviamente de esquerda.
Vitor Ramalho – Acção Socialista

Algumas breves notas:

É preciso de facto ter descaramento e acima de tudo procurar enganar as pessoas querendo convencer que o neoliberalismo económico morreu e que agora apenas existe um vencedor em campo: esta coisa pseudo esquerdóide mas completamente permeada de liberalismo económico e político que é a “esquerda democrática”.

Agora observe-se uma parte do artigo do senhor Ramalho, sublinhados a negrito meus:

“…O que não é nada positivo. E não é porque, como salta á vista desarmada, o futuro, aquele que conjuga a defesa da liberdade individual com a economia e ambas com o mercado regulado pelo Estado, também este prestador de serviços, onde a justa repartição de riqueza, a igualdade de oportunidades, o acesso á justiça e á saúde, a defesa da paz, da segurança e a transparência sejam uma realidade, está no socialismo democrático….”
Ø

Agora leia-se uma parte do que escrevi ontem no artigo“Crise financeira: as teorias mainstream que a explicam?!”

(1) Nos círculos demo- liberais – social democratas (em Portugal o Partido Socialista, aparentemente, está nesta área…) uma sub teoria alternativa para explicar isto surge, e argumenta que os centros de poder – um qualquer governo ou uma qualquer zona económica financeira de um dado país (os EUA, por exemplo) foram “corrompidos” ao nível das mais altas esferas, por uma avassaladora teoria económica que seria uma deturpada ideologia baseada no  mercado livre selvagem ou no laissez faire.

(2) Uma outra sub teoria alternativa que se apoia nesta anterior – nos EUA, surge e deriva da extrema direita como ideia intelectual; afirma que o problema era a ideologia por detrás do conceito laissez faire (tradução: não existiria regulação) enquanto que o que era necessário era “pensamento de mercado livre” (tradução: deve existir alguma regulação nos mercados).

Nota: é espantoso como, em Portugal,  o discurso do PS, relativamente a este assunto está próximo do que será o discurso médio da direita mais à direita nos EUA, que defende “alguma regulação”…

Postas a coisas nestes termos, imediatamente somos levados a pensar que o problema é apenas um de:

– Que tipo de regulação aplicar;

– Quanta regulação aplicar;

– Como aplicar e em que áreas;

E depois partimos contentes com estas pseudo soluções encontradas, para mais problemas…

Ø

Para se corrigir os desfasamentos gerados pelos mercado tem que se tomar medidas que efectivamente corrijam os desfasamentos gerados pelos mercado.

Afirmar – como solução – que o futuro está na esquerda democrática (ou na Lua ou em Marte…), não corrige os desfasamentos do mercado – é apenas uma afirmação gratuita. Retórica. Propaganda. Conversa. Apelos à emoção.

E quatro anos depois continuam sem perceber nada.

Tenho pena deles.

PS: Desejo que ganhem as eleições e com maioria absoluta. Após ganharem terão que resolver problemas, mas aí as pessoas perceberão – de facto – que este partido não existe para resolver problemas.

CONGRESSO DO PS – 28 DE FEVEREIRO DE 2009 – A CAMPANHA NEGRA

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Nas festas religiosas os participantes chamam-se romeiros.

São pessoas devotas que fazem uma romagem a lugares exóticos ou distantes para pagarem promessas.

A igreja de nossa senhora do socialismo na gaveta e respectivos romeiros deslocou-se no fim de semana de pós Carnaval, dias 26,27 e 28 de Fevereiro, a um local distante e exótico: Espinho.

Esta festa religiosa é um fracasso total.

Não há qualquer ideia nova na religião do socialismo na gaveta, ou nos seus romeiros, apenas desanimo, reverência graxista, confusão e uma total ausência de percepção de onde se está ou onde se esteve ou onde se poderá vir a estar.

Apenas teorias estapafúrdias, ameaças de ameaças por causa de calunias que estarão a ser feitas contra a Igreja do socialismo na gaveta e contra o seu líder religioso.

Pelo meio atacou-se o movimento religioso BE, um movimento religioso “alarme de carro que apita sempre ” mesmo quando não há barulho (os líderes do movimento agradecem)

A igreja do socialismo na Gaveta, esqueceu-se lamentavelmente  de falar da crise económica e financeira que afecta os seus fieis e a Igreja onde habita e esqueceu-se de oferecer soluções.

Apenas falou de campanhas negras.

Estranhos são os desígnios do senhor.

ψψ

Fui informado que existe mesmo uma campanha negra e uma face inexpressiva de um bruto sem escrúpulos responsável pela mesma:

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É o vilão ignomínioso conhecido pelo tenebroso nome de “Von Talon,” General do exército das campanhas negras.

Written by dissidentex

28/02/2009 at 21:48

CORTE DE MANUEL ALEGRE COM O PS – O IDIOTA ÚTIL

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manuel-alegre-corte1O partido socialista bateu no fundo.

O partido socialista está a escavar o fundo para baixar ainda mais o sitio onde o fundo se localiza.

Uma das “técnicas” para demonstrar que terceiros é que são radicais ´é a seguinte

“A” é absolutamente radical nos seus métodos e nas técnicas que segue. “A” aparece aos olhos de terceiros como sendo não aquilo que parece, mas aquilo que efectivamente é.

Esta é a posição actual do partido socialista.

Um partido que se afirma ser de”esquerda” seja lá o que isso for, mas todas as políticas que desenvolve e pratica são inteiramente de acordo com a área política oposta a que diz pertencer.

Torna-se portanto, “necessário”, de vez em quando, “refrescar esta imagem”, enganar com ilusões as pessoas, acerca da verdadeira natureza da imagem que está – de facto – associada a uma outra faixa política.

Para obter isso, torna-se necessário afirmar que “os radicais são os outros”.

Mesmo que “os outros” estejam no nosso próprio partido.

E depois surge o factor “X”, a situação relativamente anómala que concede esta oportunidade.

Manuel Alegre, afirma numa entrevista neste fim de semana, dia 15 de Novembro de2008, que: “dificilmente” será novamente candidato a deputado pelo PS.

Repara-se no que um dos piores políticos que o actual regime corrupto e ineficaz produziu; afirma, relativamente ás declarações de Alegre:

“Claro!”, respondeu ao DN José Lello, do Secretariado Nacional do PS, quando interrogado sobre se Alegre continua a ter condições para, em 2009, renovar uma candidatura à Assembleia da República. “Manuel Alegre representa um contributo dialéctico muito importante”, acrescentou, querendo com isto dizer que ao vice-presidente da Assembleia, embora com posições “muito previsíveis ao ponto de quase se banalizarem”, é “útil ao PS” para “evidenciar como o partido é menos autoritário do que pensam que é”.


As declarações do senhor Lello são a mais completa demonstração de arrogância e demonstram que Manuel Alegre ou quem pense como ele pensa, apenas serve, para ser útil ao PS” para “evidenciar como o partido é menos autoritário do que pensam que é”.

A estupidez política do senhor Lello impede-o de perceber que, ao produzir estas declarações, está a dizer, claramente, que o PS é um partido político autoritário, e que apenas a presença nesse partido, de Manuel Alegre, contribui para o mesmo ser menos autoritário aos olhos das pessoas, dos eleitores.

É quase também como se o senhor Lello estivesse a “convidar” Manuel Alegre para que este saia, e o PS se possa, plenamente, assumir como partido autoritário; quem sabe, até fascista.

DEFICIENTES VOLTAM A TER MAIS BENEFÍCIOS FISCAIS EM 2009 – É MENTIRA…

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O blog o país do Burro, lançou uma iniciativa meritória mas absolutamente votada ao fracasso.

Mas primeiro precisa-se de fazer uma breve introdução à história.

Em 2007 o actual conjunto de políticos que se disfarçam de governo mas ainda não chegaram lá, nem sequer ao conceito do que deve ser um governo; decidiu combater o mal sob todas as suas formas e libertar os portugueses da tirania.

Para tal efeito aplicaram uns toques na parte fiscal e alteraram o regime dos trabalhadores deficientes e dos deficientes em geral, pondo-os a pagar mais impostos.

Como “ratio” (razão para isto) argumentou-se que existiriam benefícios ilegítimos usufruídos por pessoas com deficiência. Os canalhas…

Com efeito todos nós conhecemos pessoas que se auto mutilam de forma selvática, para ficarem deficientes e posteriormente obterem estes benefícios que antes eram legítimos e que agora passaram a ser ilegítimos de novo graças à acção do conjunto de pessoa que estão no governo.

E todos nós conhecemos exércitos de tropêgos e coxos, de surdos e prostéticos a viver à conta do Estado português com as deficiências que tem…

De facto deve ser muito agradável não ter uma perna ou um braço e ser considerado privilegiado por isso…

Como se o facto de alguém ter uma deficiência já não fosse um problema suficientemente grande e complicado de resolver, ainda por cima serem estas pessoas acusadas de usufruírem de benefícios ilegítimos por terem uma problema grande é complicado de resolver atesta bem para a falta de carácter e personalidade do conjunto de pessoas que fingem que estão a governar.

Como se o facto de alguém receber benefícios fiscais evitasse ou fizesse desaparecer a deficiência que tem.

Existe também uma divulgação deste assunto num blog ligado ao movimento dos trabalhadores portadores de deficiência.

Pelo meio existiu a conversa encomendada feita por órgãos de comunicação social falando em reduções de pagamento de impostos por parte dos deficientes,(esses malandros oportunistas que se aproveitam da deficiência que tem para sacar dinheiro ao Estado), embora a realidade seja, que irão pagar mais impostos.

É assim a justiça social de esquerda…

CARTÃO ELECTRÓNICO NAS ESCOLAS

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No dia 25 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) (que escolha tão apropriada e irónica da parte do senhor) Cavaco Silva não perdeu a oportunidade e cravou uma estaca no coração de alguns dos “opositores”. Utilizou como arma um discurso comemorativo de uma data que a ele pessoalmente nada lhe diz. Nesse dia lançou um alerta acerca dos jovens e da sua suposta falta de interesse na política.

O senhor até mandou fazer um estudo que nos informava dos horrores que a democracia portuguesa enfrentaria, qual Dante em viagem até ao Inferno, relacionados com o desinteresse dos jovens na política.

No mesmo dia 25 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) aquele senhor que é primeiro ministro por sorteio reagiu ao discurso. Abriu a boca e declarou que estava disponível para ajudar os jovens a interessarem-se pela política. (Contrariamente à página da TSF de onde retirei esta imagem ao lado que já está indisponível para nos ajudar com uma ligação…)

No dia 23 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) sem dúvida já demonstrando querer interessar os jovens pela política, o Conselho de Ministros (por sorteio) anunciou um “boa nova”.

O “cartão electrónico escolar”. Uma forma “política” e “técnica” de controlar os jovens (mas não só *), fazendo-os sentirem-se interessados pelo facto de o Pais carimbar legalmente uma política de imenso controlo que lhes será aplicada. Notícia Destak de 23 de Abril de 2008

Concordo com Cavaco apenas nesta parte, e estou absolutamente convencido que os jovens deveriam interessar-se POR ESTA POLÍTICA que lhes ataca as liberdades individuais chamada “o cartão electrónico escolar”.

Para fundamentar este ataque à liberdade de movimentos, e à noção de um espaço público livre, é necessário criar argumentos que o justifiquem.

Os argumentos usados para atacar a liberdade individual e a noção de espaço público livre são “argumentos de segurança”.

O jovem estará electronicamente confinado por meio de vigilância, à escola. (na realidade também é apenas mais uma “técnica” usada para vincar o conformismo e a negação da entidade individual).

Uma maneira “subtil” de pôr os pais contra os filhos criando uma situação em que os põe necessariamente em possibilidade de conflito uns e outros através dos dados de um cartão, que identifica perante os pais, quais são os exactos movimentos dos filhos.

Os paizinhos portugueses, as toupeiras sociais que por aí andam, que, regra geral, não fazem ideia nenhuma do que o jovem pensa ou anda a fazer, julgam (tem estado a ser convencidos disso pela mais completa propaganda…) que, com mais este passo para uma sociedade de vigilância; que será assim que os filhos estarão seguros e eles deixarão de se preocupar.

Os argumentos para implementar esta coisa são:

  1. a segurança escolar, mediante controlo de entradas e saídas
  2. Ganhos de eficiência para as escolas, por gerar o uso pelo pessoal docente e não docente
  3. Supressão da circulação do dinheiro
  4. Consulta do processo administrativo
  5. Consulta do percurso académico
  6. Consumo dos alunos nas instalações escolares

O verdadeiro objectivo divide-se em outras duas partes.

Uma é fazer aceitar às pessoas uma ideia de sociedade controlada electronicamente, como se isso fosse sinónimo de democracia e de liberdade. Este é um sub objectivo mais vasto.

Outro é controlar os funcionários das escolas*, professores e auxiliares, que serão (in)directamente confrontados através desta vigilância, sendo possivelmente acusados de falhas, pelo facto de os alunos saírem ou não saírem indevidamente da escola. Será o cartão dos alunos a “servir de prova”.

(Apêndice:põe-se os alunos/cartão a servir de “meio de prova” para controlar o serviço dos professores e dos auxiliares, sendo isto ainda mais grave porque desautoriza profissionalmente ainda mais, ambas as classes profissionais).

Por algo que – sejamos claros – nem professores nem auxiliares tem alguma vez hipótese de controlar (E NÃO É DA SUA COMPETÊNCIA…) em pleno. (Se algum aluno “sair” porque quer sair ou precisa, o ónus disso será assacado ao professor e ao auxiliar que “não terão feito o seu trabalho…” (e estarão a boicotar os gloriosos objectivos do Governo) ( Entre isto e o que o Partido Comunista declarava dos seus inimigos “burgueses” há pouca diferença…na linha de raciocínio…)

O controlo que é feito aos alunos irá assim repercutir-se nos professores e os auxiliares. A ideia adicional é também por todos uns contra os outros. Esta é a dimensão da perversidade disto. Este é um sub objectivo mais especifico.

É uma criação de modelos simplificados da sociedade, baseados no controlo – um panóptico electrónico…

Os alunos passam a ser profissionais com horário electrónico.

Se as classes profissionais (professores e auxiliares) contestarem esta lógica estarão a ser considerados como “maus profissionais, por pretenderem exercer o seu direito como cidadãos a não estarem vigiados electronicamente.

Pelo meio existem os argumentos de ordem financeira – gastar menos dinheiro + a elencagem de inúmeras “facilidades” administrativas que o uso do cartão gerará.

(É deliciosa a ideia de “supressão da circulação do dinheiro”, como sendo uma vantagem, insinuando-se que com isso acaba o “bullying”. Como se em vez de alguém exercer violência exigindo dinheiro em troca, não o possa fazer exigindo …… o cartão electrónico escolar…)

Isto afirma a ideia da escola vista como uma prisão.

Os alunos deixam de estar colocados na condição de alunos e passam à condição de prisioneiros oficiosos, impedidos de sair, excepto se o sistema electrónico o autorizar.

Qualquer ideia de liberdade individual e livre arbítrio ataca-se desta maneira, utilizando estes métodos.

Todos são presos e vivem dependentes da lógica do sistema electrónico.

Quem comanda o sistema electrónico?

(E para onde vão os dados electrónicos referentes aos movimentos feitos pelos utilizadores do cartão?)

A PRIVATIZAÇÃO DOS 7% DA GALP – RAZÕES

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Com o partido socialista português as coisas são realmente “diferentes”

Primeiro:

espera-se que os mercados financeiros estejam numa enorme crise, como é o caso da recente crise financeira americana e as razões para ela ter acontecido.

Segundo:

Depois faz-se o que é descrito aqui no blog “O país do Burro/Filipe Tourais”

“…O Governo de José Sócrates ressente-se do incómodo de que o Estado tenha em carteira acções de uma empresa que gera lucros chorudos e, depois de ter feito de Américo Amorim o homem mais rico de Portugal (ver gráfico), prepara-se para, novamente, distribuir felicidade com a privatização de mais 7% da mesma empresa. E esses 7% da Galp serão “socializados” por ajuste directo, permitindo a escolha do comprador e favorecimentos no preço, numa altura em que as bolsas estão em forte baixa.”

De facto governar tendo em carteira acções de uma empresa que gera lucros brutais é muito desagradável. Como é desagradável vamos vender a um privado, por ajuste directo.

Terceiro:

O privado compra ao Estado Português por um preço substancialmente inferior, as acções da empresa Galp que ainda restam na posse do Estado. As acções são avaliadas ao preço de mercado e o preço de mercado está baixo. O privado embolsa 400 milhões de euros, isto é, deixa de pagar 400 milhões de euros, isto é paga a menos.

Citando de novo Filipe Tourais:

“…E quanto nos vai custar o negócio? São um pouco mais de 58 milhões de acções. À cotação actual, 12,03 euros, valem cerca de 698,69 milhões de euros. À cotação do máximo de há uns meses, que não é um máximo potencial porque nessa altura as bolsas estavam já em queda acentuada, 19,3 euros, as mesmas acções valiam mais de 1105,25 euros. A diferença é de 406,55 milhões. Uma perda que deverá ser somada aos lucros que o Estado deixa de arrecadar e tem que compensar com mais impostos sobre os contribuintes.”

Este simpático gráfico acima é das cotações da Galp por volta das 13.45 do dia 30 de Setembro de 2008, ao vivo, e ainda tem um preço mais baixo do que aquele indicado pelo Filipe Tourais.
Quando o “negócio” da venda dos 7% for finalmente efectuado, ainda o será numa altura mais estrategicamente escolhida para ser ainda mais baixo e fazer o privado que vai adquirir as acções embolsar, isto é, deixar de gastar na aquisição das mesmas uma valor mais para os 500 milhões de euros do que para os 400 milhões de euros.

E mostra também que no inicio de Janeiro se esta “transacção fosse feita o dinheiro que o Estado português embolsaria, seria substancialmente maior.

De facto o partido socialista é mesmo diferente e outra coisa.

Quarto:

o privado que tem acesso a este generoso negócio é o Sr Américo Amorim, accionista da Galp, (conjuntamente com a empresa italiana, Eni e com a CGD)

e ira ser beneficiado com isto, ficando a gerir um monopólio.

Quinto:

E cito de novo Filipe Tourais:

…quem, mais uma vez, se insurgiu contra mais esta negociata foi Francisco Louçã. O seu partido, o Bloco de Esquerda, segue com cerca de 10,9% nas sondagens. Quem, mais uma vez, está a conduzir um negócio ruinoso para o Estado e muito proveitoso para um particular – que até vai ter o privilégio de poder escolher – é José Sócrates. O seu partido, o PS, segue destacado na dianteira das intenções de voto dos portugueses com 36,1%.”

Sexto:

São estes os “negócios” da esquerda moderna:

Aviso: este artigo não significa apoio ou desapoio ao BE. Que diga-se de passagem, fez um pedido na assembleia e protestou com uma coisa com a qual eu concordo que se devesse protestar. Estas negociatas do partido socialista e do primeiro ministro.