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Posts Tagged ‘PEDRO PASSOS COELHO

MANIFESTAÇÃO DE 15 DE OUTUBRO DE 2012 ( O PSD e o CDS tem que ir embora)

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1 – Perto das 4 horas da tarde , Praça de Espanha.

2 – Perto das 5 da tarde, Praça de Espanha, onde estava plantada uma das equipas da RTP. O transito estava já cortado e já se verificava existir muita gente nas ruas.

3 – Quase 6 horas da tarde. A primeira vaga chega vinda da avenida de Berna e começa a curvar para se posicionar no centro da praça e na rua.

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4 – 6 e 15 minutos da tarde.  A multidão aumenta.

5 – Imagem auto explicativa acerca da recusa de comer coelho quando se for almoçar/jantar…

6 – Vítor Gaspar está no coração dos portugueses e os amigos de Vítor Gaspar também estão.

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7 – Praça cheia, bem como os declives e inclinações na beira da estrada, junto ao desvio para o Hospital Curry Cabral. A multidão extravasou da praça às  6.30 da tarde, enquanto mais e mais vagas de pessoas ainda vinham a chegar.

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PORTUGAL – JÁ VIVI NESSE PAÍS E NÂO GOSTEI

O primeiro-ministro anunciou que íamos empobrecer, com aquele desígnio de falar “verdade”, que consiste na banalização do mal, para que nos resignemos mais suavemente. Ao lado, uma espécie de contabilista a nível nacional diz-nos, como é hábito nos contabilistas, que as contas são difíceis de perceber, mas que os números são crus. Os agiotas batem à porta e eles afinal até são amigos dos agiotas. Que não tivéssemos caído na asneira de empenhar os brincos, os anéis e as pulseiras para comprar a máquina de lavar alemã. E agora as jóias não valem nada. Mas o vendedor prometeu-nos que… Não interessa.

Vamos empobrecer. Já vivi num país assim. Um país onde os “remediados” só compravam fruta para as crianças e os pomares estavam rodeados de muros encimados por vidros de garrafa partidos, onde as crianças mais pobres se espetavam, se tentassem ir às árvores. Um país onde se ia ao talho comprar um bife que se pedia “mais tenrinho” para os mais pequenos, onde convinha que o peixe não cheirasse “a fénico”. Não, não era a “alimentação mediterrânica”, nos meios industriais e no interior isolado, era a sobrevivência.

Na terra onde nasci, os operários corticeiros, quando adoeciam ou deixavam de trabalhar vinham para a rua pedir esmola (como é que vão fazer agora os desempregados de “longa” duração, ou seja, ao fim de um ano e meio?). Nessa mesma terra deambulavam também pela rua os operários e operárias que o sempre branqueado Alfredo da Silva e seus descendentes punham na rua nos “balões” (“Olha, hoje houve um ‘ balão’ na Cuf, coitados!”). Nesse país, os pobres espreitavam pelos portões da quinta dos Patiño e de outros, para ver “como é que elas iam vestidas”.

Nesse país morriam muitos recém-nascidos e muitas mães durante o parto e após o parto. Mas havia a “obra das Mães” e fazia-se anualmente “o berço” nos liceus femininos onde se colocavam camisinhas, casaquinhos e demais enxoval, com laçarotes, tules e rendas e o mais premiado e os outros eram entregues a famílias pobres bem-comportadas (o que incluía, é óbvio, casamento pela Igreja).

Na terra onde nasci e vivi, o hospital estava entregue à Misericórdia. Nesse, como em todos os das Misericórdias, o provedor decidia em absoluto os desígnios do hospital. Era um senhor rural e arcaico, vestido de samarra, evidentemente não médico, que escolhia no catálogo os aparelhos de fisioterapia, contratava as religiosas e os médicos, atendia os pedidos dos administrativos (“Ó senhor provedor, preciso de comprar sapatos para o meu filho”). As pessoas iam à “Caixa”, que dependia do regime de trabalho (ainda hoje quase 40 anos depois muitos pensam que é assim), iam aos hospitais e pagavam de acordo com o escalão. E tudo dependia da Assistência. O nome diz tudo. Andavam desdentadas, os abcessos dentários transformavam-se em grandes massas destinadas a operação e a serem focos de septicemia, as listas de cirurgia eram arbitrárias. As enfermarias dos hospitais estavam cheias de doentes com cirroses provocadas por muito vinho e pouca proteína. E generalizadamente o vinho era barato e uma “boa zurrapa”.

E todos por todo o lado pediam “um jeitinho”, “um empenhozinho”, “um padrinho”, “depois dou-lhe qualquer coisinha”, “olhe que no Natal não me esqueço de si” e procuravam “conhecer lá alguém”.

Na província, alguns, poucos, tinham acesso às primeiras letras (e últimas) através de regentes escolares, que elas próprias só tinham a quarta classe. Também na província não havia livrarias (abençoadas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian), nem teatro, nem cinema.

Aos meninos e meninas dos poucos liceus (aquilo é que eram elites!) era recomendado não se darem com os das escolas técnicas. E a uma rapariga do liceu caía muito mal namorar alguém dessa outra casta. Para tratar uma mulher havia um léxico hierárquico: você, ó; tiazinha; senhora (Maria); dona; senhora dona e… supremo desígnio – Madame.

Os funcionários públicos eram tratados depreciativamente por “mangas-de-alpaca” porque usavam duas meias mangas com elásticos no punho e no cotovelo a proteger as mangas do casaco.

Eu vivi nesse país e não gostei. E com tudo isto, só falei de pobreza, não falei de ditadura. É que uma casa bem com a outra. A pobreza generalizada e prolongada necessita de ditadura. Seja em África, seja na América Latina dos anos 60 e 70 do século XX, seja na China, seja na Birmânia, seja em Portugal. – Isabel do Carmo (Público, 28 de Novembro de 2011)

O PSD, PEDRO PASSOS COELHO E OS SERVIÇOS (SEMI) SECRETOS PORTUGUESES

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“Não há balbúrdia nos serviços secretos”

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Notícia (sobre as balburdias que o produto reciclado mal concebido que é primeiro ministro deita cá para fora)  da comunicação social, dia 3 de Fevereiro de 2012

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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admitiu hoje que não pode garantir que não haja abusos de poder nos serviços secretos portugueses, mas negou que haja “balbúrdia”, como acusou o Bloco de Esquerda.

(…”Não há balbúrdia nos Serviços Secretos”, assegurou Passos Coelho, ressalvando que “nenhum português, membro do governo ou deputado tem garantias absolutas” de que não haja abusos por parte dos detentores de cargos nos serviços de informações.

“Eu não as posso dar”, reiterou o primeiro-ministro, depois de Francisco Louçã lhe exigir “garantias institucionais” de que “não se repete um facto tão grave” como a questão dos contactos no telemóvel de Silva Carvalho, que saiu dos serviços de informação para o grupo económico Ongoing.

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Notícia da comunicação social, dia 3 de Fevereiro de 2012, a um jornal diferente do anterior

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“Não há balbúrdia nos serviços secretos”

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Um pequeno grupo de funcionários públicos que se juntou para recolher informação confidencial  sobre os restantes cidadãos e vender essa informação a empresas privadas de características duvidosas, não é uma balburdia, é um abuso de poder, ou talvez o contrário e passou a ser considerado normal…vejam só…

CAVACO SILVA E O GOVERNO: O SPIN COZINHADO PARA CONFUNDIR A OPINIÂO PÚBLICA

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Jornal Expresso, dia 28 de Janeiro de 2011

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No Domingo, dia 29 de Janeiro de 2011, e para reforçar a dose do dia anterior, tentando dar a entender que estão mesmo zangados (etc e tal) cozinhou-se mais uma “dissensão ficticiamente sangrenta entre estas pessoas do mesmo partido”.

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Notícia da comunicação social, dia 29 de Outubro de 2012

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Notícia da comunicação social,dia 30 de janeiro de 2011

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SPIN:

In public relations, spin is sometimes a pejorative term signifying a heavily biased portrayal in specific favor of an event or situation. While traditional public relations may also rely on creative presentation of the facts, spin often, though not always, implies disingenuous, deceptive and/or highly manipulative tactics. Politicians are often accused of spin by commentators and political opponents when they produce a counterargument or position.

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Assessoria (spin)
“A gestão das notícias por profissionais de comunicação e por agências noticiosas, tanto independentes como ligados a governos ou ministérios. A profissionalização da comunicação pública em geral.

Os spin doctors* popularizaram-se no Reino Unido durante a década de 90 e estiveram especialmente associados ao apertado controlo que o novo Partido Trabalhista exerceu relativamente à sua imagem pública, antes do governo Blair, em 1997 (e subsquentemente). As artes negras da manipulação mediática eram usadas não só externamente, para controlar tanto quanto possível o fluxo, e até o estilo, da informação usada pelos jornalistas, mas também internamente, para assegurar que os próprios políticos trabalhistas permaneciam «on message» em todos os momentos.
(…) Nos últimos dias de governação, o governo conservador liderado por John Major foi perseguido pela sordidez e pelo escândalo, o que contribuiu indubitavelmente para a sua derrota nas eleições de 1997. Consequentemente, o «spin» podia operar em ambos os sentidos – como manipulação oficial, para proteger o governo, e como uma vingança dos que não têm voz, para «os manter honestos».
Uma das suas mais peculiares aspirações à fama provinha da afirmação de que o «spin» podia provocar a ocorrência de um acontecimento antes de ele ter acontecido. Parte da arte do «spin» consistia em usar contactos seleccionados e fugas de informação para provocar a cobertura na imprensa e na rádio ou em espectáculos televisivos antes da publicação de algo arriscado – por exemplo, um relatório crítico ou números pouco precisos sobre a economia.

* termo que designa o assessor de comunicação na área política (n. da T.).”

HARTLEY, John, Comunicação, Estudos Culturais e de Media, , Quimera, Lisboa, 2004, págs. 27 e 28

PEDRO PASSOS COELHO – “GOZAR COM OS PORTUGUESES PARA IDIOTAS” – O LIVRO

O livro definitivo que explica tudo.

Written by dissidentex

16/10/2011 at 19:06

O PSD, PEDRO PASSOS COELHO E OS AUMENTOS DE IMPOSTOS

“Não se põe o País a pão e água por precaução”, afirmou Passos Coelho na conferência de apresentação do livro “Voltar a crescer” … (Relacionado com o anúncio do anterior governo relativo ao Pec 4 e hipotética aplicação do Pec 4)

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Pedro Passos Coelho, declarações à comunicação social, dia 15 de Março de 2011 ( Antes das eleições de 5 de Junho de 2011)

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O eco de Pedro Passos coelho, chamado Miguel Relvas, também declarou no dia 15 de março de 2011, que:

“…Pôr os portugueses a pão e água por precaução não se justifica».”

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“…Coelho também falou no aumento de impostos,…”

“Foi por isso que agimos preventivamente, por antecipação, (aumentando os impostos, por precaução…) como agiremos sempre, para fugirmos de perigos bem reais.”

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Pedro Passos coelho , declarações à comunicação social, dia 4 de Setembro de 2011

EM QUEM VOTASTE NO DIA 5 DE JUNHO DE 2011?

Passaram apenas dois meses desde as eleições e as políticas já estão definidas para os próximos dois anos – apenas o tempo que este governo espera estar em funções.

Apenas o tempo necessário para distribuir negócios entre amigos, via privatizações e cortes de despesa.

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Muitas pessoas que votaram no PSD estão muitos contentes.

Muitas pessoas sentem que o seu voto deu resultado.

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Solicita-se que os cobardes acriançados que agora dizem que “não votaram neles”;

ou se refugiam no silencio com medo que lhes seja recordado a asneira que fizeram;

se apresentem.

E expliquem o que se está a passar.

Written by dissidentex

03/09/2011 at 19:52