DISSIDENTE-X

Posts Tagged ‘PROPAGANDA

MIGUEL RELVAS, “UM CHICO-ESPERTO” SEM UM PINGO DE VERGONHA NA CARA (O CDS e o PSD tem que ir embora)

Ø

PEDRO PASSOS COELHO E MIGUEL RELVAS - PROPAGANDA

Ø

MIGUEL RELVAS - EXPRESSO - DESEMPREGO JOVEM

Ø

Notícia da comunicação social, sobre um chico esperto que faz propaganda,dia 17 de Fevereiro de 2013

Ø

MIGUEL RELVAS APAIXONADO

Ø

Capar da Revista do Correio da manha, dia 16 de Fevereiro de 2013

Ø

Há um dia de intervalo entre estas duas notícias e é espantosa a lata desta pobre desculpa para ser humano.

Quando é que este tipo ganha vergonha, se comporta como um homenzinho e se vai embora e de preferência pede outra nacionalidade? E desaparece?

Written by dissidentex

19/02/2013 at 13:58

GUIA DE TÉCNICAS DE PROPAGANDA MEDIATICA (5)

leave a comment »

41. Cozinhar as manchetes – 3 simples técnicas.

Técnica 1 – títulos noticiosos enganadores feitos para favorecer uma certa mensagem, mas feitos a partir de notícias verdadeiras.

Técnica 2 – Títulos noticiosos completamente falsos.

Exemplo 1: “armas de destruição massiva encontradas no Iraque”.

Exemplo 2: “A segurança social está falida”.

A partir de determinada altura a maior parte da população começa a acreditar porque a repetição dos títulos noticiosos enganadores ou falsos é constante.

Técnica 3: inserir propaganda dentro de notícias como  tal sendo um facto ou razões para algo acontecer.

Exemplo: o mercado bolsista subiu (ou desceu) hoje porque… (inserir a propaganda que interessa…)

42. A repetição e a confiança daí derivada.

Existem 11 milhões de cidadãos em Portugal.

Os convidados para aparecerem na televisão (nos meios de comunicação social e política)  contam-se pelos dedos das mãos.

O acto de promover o sistemático aparecimento nos  canais comunicacionais das mesmas pessoas é inteiramente do agrado do sistema comunicacional/ político dominante.

O objectivo é o de criar “fontes confiáveis”, que sejam aceites como sendo de “confiança” pelos cidadãos, independentemente daquilo afirmem estar constantemente errado, ou de quanto tenham estado errados no passado.

43. A repetição e a confiança daí derivada 2

Após a criação de fontes confiáveis”; estas passam a ser transformadas em propagandistas.

Estas pessoas encarregues de fazerem propaganda são apresentadas pela comunicação social (ou política) ao publico em geral, como sendo “especialistas”.

Estes “especialistas”, regra geral, não representam a maioria do pensamento político  do público, estiveram quase sempre enganados no passado em relação a inúmeras questões sobre as quais tenham produzido opinião, e estas pessoas, nunca são ou foram responsabilizadas por nada do que tenham afirmado.

Paralelamente, pessoas que tenham estado correctas ou que tenham opiniões que representem semelhanças com as opiniões da maioria das pessoas, são transformadas em pessoas quase anónimas, que raramente ou nunca aparecem a dar a sua opinião, excepto se o objectivo for o de fazer-lhes uma “entrevista hostil”.

É uma técnica usada para criar uma dose de “realidade artificial”.

44. Mensagens subliminares.

Qualquer coisa que se diga envergando uma aparente mensagem patriótica ou uma mensagem que defenda certos e determinados interesses.

Os anunciantes preferem associar-se a coisas positivas, a coisas que o cidadão/audiência; escolha ou se sinta identificado, para dessa forma alcançarem o seu objectivo.

Se fizerem as coisas bem, quase ninguém notará isso.

Ex: um banco comercial que publicita uma representação desportiva nacional, associando os seus interesses em fazer negócio com a ideia de pátria.

45. Reorientação do conteúdo das questões.

Através da realteração das questões ou da subtil alteração das mesmas, uma empresa de comunicação social pode mover a discussão para um âmbito diferente.

A) Esta técnica pode ser usada nos resultados das sondagens.

B) Esta técnica pode ser usada para alterar o tema de um debate.

46. Realidade manufacturada.

Técnica que assenta na força bruta comunicacional. Na comunicação social consiste na alteração dos ângulos de imagem, nos eventos fabricados (numero de pessoas presentes num comício político, por exemplo).

Com o uso da câmara de filmar uma pequena multidão pode ser feita parecer enorme.

47. Realidade manufacturada 2.

Uma empresa de comunicação social, ou um grupo cartelizado de empresas de comunicação social poderá “minimizar” ou maximizar” um qualquer protesto social ou político; poderá através dos movimentos da câmara de filmar diminuir ou aumentar esse protesto.

Ao fazer tal, um dialogo correspondente que sirva os objectivos pretendidos poderá ser inserido em cima das imagens.

Outra técnica é a de escolher criteriosamente à “mão” pessoas da “audiência” para que estas opinem de acordo com a ideia que se pretende propagandear.

48. Jornalismo de investigação (ou a ausência dele…)

Sob a capa de estar a fazer jornalismo de investigação, os meios de comunicação social, podem  “destruir uma vitima” ou ajudar um “amigo” a salvar-se do problema.

Ou existir apenas uma ausência de jornalismo de investigação.

49. Orientação da cabeça do espectador/ cidadão.

Técnica simples e poderosa que é usada de forma invasiva para introduzir conteúdo editorial, dentro de simples notícias.

50. Orientação da cabeça do espectador /cidadão – técnicas e exemplos

Esta técnica funciona pelo levar do cidadão/ espectador através de formas subtis,  até ao caminho de um pré definida conclusão.

Ou alternativamente, por levar o espectador/cidadão a achar que o objecto de debate é estranho e inadequado pelo facto deste mesmo objecto de debate não estar em conformidade com a propaganda dominante, veiculada, quer pelo meio de comunicação social, quer pela propaganda política. (que é previamente definida pelo “difusor” da mesma).

Exemplos:

(1) “não acha que…” – algo com o qual se deve concorda (em função do que vem a seguir…)

(2) “Não se pode deixar de concordar com…” ( pseudo – perito – especialista de alto perfil mediático que se enganou dezenas de vezes,mas que volta a aparecer semana  sim, semana sim , para despejar mais propaganda…)

(3) “Eu sei que… (ponto de vista propagandista), e você?”

(4) “Muitos portugueses acreditam que (ponto de vista de propaganda) ; qual é a sua opinião?”

(5) “Cada vez menos pessoas acreditam que…” (ponto de vista de propaganda…)

(6) “Toda a gente quer…” (ponto de vista de propaganda)

(7) “O melhor caso é…” (ponto de vista da propaganda…)

GUIA DE TÉCNICAS DE PROPAGANDA MEDIÁTICA (4)

leave a comment »

31. Uso de música, luzes, efeitos especiais, barulho, ruídos, confettis, jornalistas,  etc.

A música e as luzes podem ser poderosos promotores de emoções.

Todos os acima referidos são amplamente usados. E  amplamente usados contra o publico consumidor ou eleitor.

Exemplo: ao promover a linha oficial do partido ou do empresário, é necessário ter-se o alinhamento “certo de luzes e música”.

Exemplo: a criação de ênfase através do uso de “luz dramática”.

Exemplo: Os seus pontos de vista são representados por pessoas igualmente idênticas a si.

32. Evidencias fabricadas.

Técnica que é praticada pela auto promoção; usando-se a si mesmo como ” a fonte” ou repetindo evidencias fabricadas ou inexistentes.

33. Evidencias fabricadas – os métodos.

A auto promoção pode incluir uma “imagem” autenticada  e confirmada por “especialistas” que façam a inclusão da informação que se deseja, a  exclusão ou exagero da informação que é prestada.

Gravações áudio e produções de vídeo podem ser utilizadas, bem como “dossiers” ou documentos escritos.

34. As evidencias fabricadas – os alvos

Os meios de manufacturação  das evidencias fabricadas podem ser apenas alguns utilizados ou todos utilizados, ao mesmo tempo.

Serão “todos” ou apenas alguns apresentados como sendo “a verdade”,.

Podem também apenas ter alguma base de verdade ou serem completamente fabricados.

Podem revestir características de somente serem “pagamento” por troca de promoção.

35. Alargamento e alavancagem do grupo mediático de comunicação social ou política.

O grupo mediático que controla vários canais de comunicação pode usar um das suas companhias “parentes” para fomentar anúncios, propaganda ou “boa vontade” do publico relacionada com a “agenda de assuntos” que se quer fazer impor.

36.Alargamento e alavancagem do grupo mediático de comunicação social – o espectro de actuação.

O alargamento e alavancagem pode ser feito de forma coberta ou de forma explicita.

É uma vasta arena onde podem coexistir ambas as sub técnicas.

Exemplo: A companhia de música do grupo mediático promove estilos de música que promovem o ponto de vista do grupo mediático – quer através das letras da música, quer através do estilo musical.

Exemplo: A companhia de música do grupo mediático promove estilos de música que impedem o aparecimento de alternativas concorrentes.

37. Alargamento e alavancagem do grupo mediático de comunicação social – os diferentes canais.

O grupo mediático pode promover o seu “lema” em nome das notícias.

O grupo mediático pode promover a sua ideologia massacrando com uma mensagem repetida, usando as suas subsidiárias para isso.

O grupo mediático pode usar séries de televisão, filmes ou outras zonas de actuação para impor as suas mensagens ideológicas – da sua própria escolha.

Os grupos mediáticos de comunicação social ou política, à medida que se tornam mais e mais poderosos e menos numerosos, utilizam esta táctica de formas cada vez mais potentes.

38.Enumeração de uma série de cadeias de acontecimentos conjugada com a falta de memória da população.

Técnica que funciona pela enumeração de “verdades irreconciliáveis”.

Verdades que são absolutamente distintas, não são encaradas como tal; antes são reconciliadas umas com as outras pela desconstrução de todos os acontecimentos, que são convertidos em apenas mais um acontecimento que pertence a uma cadeia de acontecimentos.

Dessa forma descarta-se a informação passada acerca do que aconteceu, e descontextualiza-se, excepto se tal não for útil fazer ou for aconselhável não o fazer.

É uma forma de atacar a memória colectiva.

39.Enumeração de uma série de cadeias de acontecimentos conjugada com a falta de memória da população. A verdade antes e depois.

Se uma pessoa se recorda da verdade “antes” e a versão actual da verdade não é idêntica com a versão da verdade “antes”; então deve ser criada uma situação que apague da memória das pessoas a versão da verdade “antes” ou caso ela exista tenha sido produzida através de “engenharia revertida”.

A ser feito algo em contrário surgem incongruências. Fazendo desta forma evitam-se.

O resultado: forçar o consumidor/cidadão a esquecer-se do passado. E a concentrar-se no que é dito no presente.

O resultado: toda uma série de sound bytes e propaganda desejados e criados para darem um resultado que interessa que seja dado.

40. Cozinhar as manchetes.

Os títulos das notícia são uma oportunidade para os revisionistas ou para os oportunistas para criarem propaganda enganosa ou notícias fabricadas.

A razão é simples: mais pessoas ligam aos títulos do que as notícias propriamente ditas.

Como tal pode-se cozinhar manchetes ou títulos de notícias.

As verdadeiras notícias são afastadas e a propaganda é intensificada.

GUIA DE TÉCNICAS DE PROPAGANDA MEDIÁTICA (3)

leave a comment »

21. Inserir anúncios publicitários e vendas camufladas como sendo notícias.

Fazer sair “histórias cheias de simpatia para com os anunciantes, ou caso seja essa a necessidade; fazer sair histórias cheias de simpatia para com as companhias/empresas/religiões que são as donas da estação de TV, da estação de rádio, ou do jornal.

Alternativamente fazer sair histórias cheias de simpatia para com a empresa religiosa que for a dona/accionista da estação de televisão, da estação de rádio, do jornal.

Tal será feito como se o profissional de comunicação social estivesse a cobrir verdadeiras histórias de “interesse humano” ou verdadeiras notícias.

Ø

22. Conduzir entrevistas de forma hostil ou amigável à vez.

Deve-se entrevistar pessoas que tenham visões com as quais nós concordamos, de maneira “amigável”.

Deve-se entrevistar pessoas que tenham visões com as quais nós discordamos, de forma hostil.

Técnica que será mais eficaz quando o tom de voz, a pose, a atitude são todas mantidas num tom “baixo”.

Ø

23. Convidar entrevistados sob falsos pretextos e depois hostilizá-los.

Convidar um entrevistado estando este convencido que vem sob um determinado pretexto; depois ter uma conversa com o entrevistado de forma pessoalmente agressiva, durante todo o tempo de duração da entrevista.

E repetir durante esse tempo todo, como sendo verdadeiras, coisas que o entrevistado nunca disse ou repetir coisas que tenham sido ditas, mas foram retiradas do contexto.

Ø

24. Convidar entrevistados para uma entrevista “amigável” falsificada.

Convidar alguém e rotular essa pessoa como sendo um “especialista” ou um “professor” ou de alguma outra maneira extremamente favorável ao entrevistado, mas cuja entrevista que é feita  versa sob um assunto diferente do percurso do “especialista”…

O ponto importante aqui é que o espectador/ouvinte/cidadão sai do que viu/ouviu nada impressionado com o conteúdo.

Dessa forma “anula-se a hipótese de o espectador ser informado…mas promove-se a pessoa.

Ø

24. Apresentar o “humor”como arma de propaganda.

Apresentar “actos de comédia” ou piadas como suporte do ponto de vista que se quer fazer prevalecer.

Ø

25. Apresentar o humor como arma de propaganda deselegante ou rasca.

Apresentar “humor” de absolutamente mau gosto, mas que suporte a visão ideológica ou política que se quer impor.

Ø

26.Rotular pessoas de forma elegante ou deselegante para criar efeitos de gueto

Rotulagem de pessoas ou grupos em pequenos guetos, atribuindo conotações positivas ou negativas consoante se necessite.

Ex: “ele é um teórico das conspirações”…(conotação negativa) para afastar para um canto, qualquer um que contrarie o caminho certo das  ovelhas…

Ø

27.Usar o poder das palavras para dar ênfase ou não dar ênfase

Ex: a multidão estava “aquecida”/”apimentada”/ “em fogo” com os discursos que foram antes feitos…

Ø

28. Dividir e reinar.

Criar discussões artificiais e simplistas entre grupos de pessoas/cidadãos para as manter distraídas e a discutirem entre si, as questões o mais completamente triviais que se consigam arranjar .

Ø

29. Uso indiscriminado de “fontes anónimas”.

Geração indiscriminada de notícias usando “fontes anónimas”.

Técnica variada que pode ir da má citação até à mentirola completamente fabricada, tal como, uma fonte anónima que é inteiramente fabricada e ficcional e apenas criada para gerar uma determinada reacção ou realidade artificial.

Ø

30.Uso de imagens/metáforas que guiam o espectador/cidadão num determinado sentido.

Uma técnica “avançada” que está presente em todos os departamentos de relações públicas de todas as grandes empresas.

Se às pessoas é dito que algo é verdade, então esse algo será verdade mais cedo ou mais tarde.

É uma forma de “moldar” a opinião pública.

Ex: afirmar que “70 % da população de um país é a favor da solução “A” para o assunto Xyz.

A ideia é que, a repetição constante de uma mentirola não provada, criará o efeito na opinião publica de passar a ter essa mesma opinião que se quer promover.

Ex: o país “está fora da recessão” ou “o país está a crescer”. Tal visa criar na opinião pública um efeito de confiança e de “consumir” para que a ideia antes veiculada se torne realidade.

GUIA DE TÉCNICAS DE PROPAGANDA MEDIÁTICA (2)

leave a comment »

11. Revisão histórica.

Consiste na omissão de reacções negativas a uma noticia ou opinião que se quer veicular; que são substituídas  pela criação de reacções positivas feitas pelos próprios.

Ø

12. Ganhar o “espectador/consumidor/cidadão”.

Cultivar de forma massiva a boa vontade e a lealdade/fidelidade do “espectador/consumidor/cidadão” fazendo a cobertura de “histórias de interesse humano e “de fazerem chorar as pedras da calçada” .

É feito através do uso de pessoas de “quem se gosta” – que são atractivas para o espectador(consumidor/cidadão e que sejam pessoas com as quais o cidadão/consumidor/espectador se possa identificar e sentir como “próximas de si”.

Ø

13. Com ênfase e muita repetição.

Cobrir histórias/ assuntos/ temas que estejam de acordo com a agenda de interesses de quem os promove sistematicamente… e sistematicamente…e sistematicamente…

Uma variação moderna da expressão “lavagem ao cérebro…”

Ø

14.”Os especialistas”

Convidar frequentemente pessoas que sejam apresentadas como tendo “credenciais”.

Pessoas que possam fazer-se passar por “especialistas”, professores, gurus, Deuses vivos, ou outros títulos que fiquem bem.

Muitas vezes, ou dito de outra maneira, frequentemente, estes exércitos de especialistas auto nomeados ou designados tem conflitos de interesse, um interesse pessoal ou profissional, um interesse financeiro ou familiar  ou de promoção na carreira, investido no assunto para o qual foram “convidados” a debater; ou alguma outra filiação política, religiosa ou ideológica (pertencer a sociedades secretas…) que não é mencionada, e relativa ao ponto de vista que se espera que promovam, e que adultera a “limpidez da opinião…”

Ø

15.”Repetir sistematicamente uma mentira”

A repetição frequente de uma mentira leva a que o cidadão/ consumidor comum comece a acreditar ser verdade aquilo que se diz…pois se a “televisão disse”…

Ø

16.Vilipêndio e criação de vilões e de imagens de vilões…

Pessoas ou personalidades cuja opinião política ou posições acerca de um certo assunto se quer que sejam suprimidas ou abafadas são subtilmente (ou não tão subtilmente, por vezes…) vilipendiadas ou apresentadas como sendo “possíveis vilões”.

Normalmente esta supressão/sabotagem destas pessoas é feita exponenciando ou aumentando assuntos perfeitamente banais ou triviais ou opiniões que estas pessoas e personalidades, por acaso simpatizem, e que não seja considerado de “bom tom”simpatizarem.

Assim se faz uma boa tentativa de assassínio de carácter…

Ø

17.Falar em “Jogo de equipa” e manter apenas os “jogadores de equipa”.

Se, por exemplo, um apresentador de notícias ou jornalista ou editor de notícias tem a opinião considerada como “errada”… é despedido, e substituído por alguém que tenha a opinião correcta.

Passado algum tempo, só as notícias do “sistema” passam para a população…

Ø

18.Opiniões editoriais metidas dentro de notícias.

No “jornalismo”, os artigos de opinião são normalmente o, ou fazem parte do “editorial” .

É ai onde a “opinião” é expressa.

Mas as “visões editoriais” veiculando “opiniões à medida de quem defende certos interesses podem ser introduzidas como sendo “notícias”.

Dessa forma, consegue-se “programar” o leitor ou espectador…

Ø

19.Mentiras apresentadas como sendo “verdades”

Fazer correr uma história ou um “titulo de capa” que se sabe não ser verdade, mas que corrobora o ponto de vista que se quer fazer impor; apenas apoia o ponto de vista que se quer “vender”.

Subtilmente, também, e a seguir, traduz-se algo mal ou cita-se algo incorrectamente para “vender este tipo de história”.

Alternativamente, publicar ou apoiar sondagens que tenham como objectivo mostrar um determinado resultado desejado pelos grupos de interesse que o desejam.

Ø

20.Decidir quem é “saudável e pode ser mostrado ao espectador/ouvinte/cidadão.

Apresentar notícias ou pontos de vista que se quer que sejam “suprimidos” , sendo essas notícias apresentadas como “extremas”, doidas, perigosas ou faltando-lhes legitimidade.

Para reforçar esta situação, chama-se um dos nossos “especialistas” para validar a opinião de que estas notícias são “extremas, doidas, perigosas ou falta-lhes legitimidade”.

GUIA DE TÉCNICAS DE PROPAGANDA MEDIÁTICA (1)

leave a comment »

1. Armadilhar o debate e os termos em que o mesmo é realizado.

Escolher debater e discutir um tema sério com os dois lados políticos representados.

Mas em vez de ter um debate “lógico”, escolhe-se um participante do “centro” político e outro das “extremas”. O debate é assim pré condicionado para obedecer aos interesses do “centro”político.

Alternativamente, escolher “um oponente” forte para o o ponto que se pretende promover e um oponente fraco para a opinião que se quer suprimir ou desacreditar.

Ø

2. Pré programar a resposta dos espectadores.

Uma técnica das mais comuns. Faz-se a cobertura de uma história, mas feita com a cobertura ideológica que quem o faz quer promover.

Depois, continua-se na mesma história, indo entrevistar “pessoas normais” que apoiam estes pontos de vista que se querem divulgar.

Mas são apresentados estes pontos de vista como sendo a “opinião popular prevalecente” ou o único ponto de vista que existe.

O espectador fica “pós programado” com uma atitude e com uma opinião subconsciente acerca do assunto.

Ø

3. Distrair as pessoas do que interessa.

Em vez de fazer a cobertura jornalística de verdadeiras histórias, é antes feita a cobertura de histórias sem relevância nenhuma, como o  saber-se notícias de artistas e demais figuras públicas, sempre sendo isso feito como se de uma produção grandiosa se tratasse.

Ø

4.Histórias de casos de interesse humano e de fazer chorar pedras da calçada.

Histórias que façam as pessoas “sentir-se bem”, em que “no final tudo acaba bem”. O país está bem, as coisas são piores noutros locais. Intensifica-se os assuntos com os quais o espectador se sentirá bem, e isso fará o espectador sentir-se complacente e acrítico.

Ø

5. Realidade artificial.

Uma programação inteira de uma estação de televisão armadilhada, e adicionado uma subtil edição das notícias chegadas; consegue-se criar uma realidade virtual.

Um apresentador de televisão com bom aspecto é necessário.

Ø

6. Programação directa.

Uma história é feita e noticiada com a especifica intenção de fazer o espectador ficar com a opinião que se deseja que fique.

A realidade pode variar da notícia de; sendo ligeiramente falsa a totalmente falsa.

Ø

7.Anúncios especiais com intenções especificas que passam por ser “verdadeiras histórias”.

Nesta técnica interesses privados passam por ser apresentados como sendo “notícias ” e são apresentados como tal.

Ø

8.A técnica da “grande mentira”.

Promover como notícia verdadeira uma mentira de tal forma enorme que ninguém questiona a autenticidade da notícia.

Ø

9.Omissão.

Notícias que não sejam do interesse serem noticiadas, ou que possam causar embaraços  a quem  apoia ou financia não são noticias nem alvo de interesse.

Uma alternativa é evitar convidar uma pessoa proeminente que tem uma opinião discordante daquela “opinião mainstream”que interessa promover.

Ø

10. O fogo amigo.

Escolher para participar em debates pessoas que representam as opiniões que se quer promover, mas chamar estas pessoas sistematicamente.

Ou, em alternativa, chamar pessoas que tenham fracas qualificações para o debate e que representem ideias que se quer que não sejam promovidas.

ANÚNCIO DA ANTENA 1

leave a comment »

Transcrição integral de um artigo de Eduardo da Cintra Torres no Jornal de negócios, 26 de Março de 2009, analisando e criticando o anúncio da Antena Um, em que um automobilista “fala” com a directora da Antena Um, Eduarda Maio, onde esta diz que as greves são contra o automobilista (cidadão) e contra o governo.
É uma amostra do estado onde isto está a chegar.
O artigo de Eduardo Cintra Torres diz tudo e termina com a expressão “… É uma lição sobre o ponto a que pode chegar, numa democracia, a propaganda e a “engenharia das almas” do tipo fascista.”

Os sublinhados a negrito são meus.
Ø

O anúncio da RTP à principal rádio do Estado, a Antena 1, tinha uma mensagem claramente política, sendo absolutamente evidente o seu ponto de partida contra manifestações antigoverno.
O anúncio da RTP à principal rádio do Estado, a Antena 1, tinha uma mensagem claramente política, sendo absolutamente evidente o seu ponto de partida contra manifestações antigoverno. Está tudo tão errado neste caso que é difícil resumir todos os erros. O horror começa na agência publicitária BBDO.Para criar um anúncio de promoção da rádio de “proximidade”, inventou um diálogo entre um imaginário ouvinte, o “Rui”, com uma nada imaginária Eduarda (Maio), subdirectora de Informação da Antena 1 e uma das principais vozes desta estação do Estado na qualidade de “jornalista”.
O anúncio é político.
O “Rui” está no carro, no meio do trânsito; Maio diz que a emissão passará dentro em pouco para o debate da tarde no parlamento.

A cena passa-se às 11h23, o que torna o anúncio errado em termos da sua própria realidade (não tem havido manifestações de manhã). Maio dirige-se ao “Rui” dizendo-lhe para não seguir por certa rua, cortada por causa duma manifestação.

O “Rui” não sabia. Subentenda-se: ele é o cidadão que não liga a “politiquices”, só quer ir trabalhar (enfim, às 11 e meia da manhã), é para quem o governo trabalha, enquanto a manifestação está “contra” o Rui, contra quem trabalha. O “Rui” pergunta: “E desta vez é contra quê?” Nota-se no texto um a priori contrário a manifestações de oposição ao poder instalado, pois não sendo obrigatório que as manifestações sejam “contra”, o texto posto na boca do “Rui” e de Maio aponta para aí.Isto é, autores e intérpretes assumem uma posição contra as manifestações e, por arrasto, a favor do governo, o alvo das manifestações “contra”. Mais grave é a resposta de Maio: “pelos vistos é contra si”. Acrescentando depois: “contra quem quer chegar a horas”. Isto é, a jornalista Eduarda Maio, subdirectora de Informação da Antena 1, declara que manifestações contra o governo são contra os cidadãos. O texto em off também é incrível, dado que, depois deste diálogo opinativo, fala dele como indicador de que a Antena 1 dá a “actualidade” informativa.
A gravidade deste anúncio é enorme, residindo em especial no facto de o anunciante ser uma estação pública, paga pelos contribuintes e dependendo do governo. O anúncio é não só anticonstitucional no seu teor contra as manifestações, como disseram os provedores da rádio e TV da RTP, como, pior ainda, é a favor do governo.
O anúncio é protagonizado por uma jornalista que é, para cúmulo, uma das responsáveis da estação. É gravíssimo que Eduarda Maio tenha dado voz a este anúncio, aceitando o seu teor. A sua desculpa posterior (limitou-se “à leitura em estúdio de alguns textos”!) é vergonhosa.

O anúncio é eticamente inaceitável para qualquer jornalista e, em especial, duma estação pública. O reclame foi visto e aprovado pelos responsáveis da rádio e da TV, ninguém levantou qualquer problema ao conteúdo do anúncio, pelo contrário, todos aprovaram um anúncio claramente político, contra manifestações e de tom favorável ao governo.

É inacreditável e inaceitável o comportamento da BBDO, de Eduarda Maio, da direcção de Informação, da direcção de Programas da RDP, da RTP no conjunto. Marina Ramos, ex-jornalista e agora porta-voz da RTP, limitou-se a dizer que o anúncio promovia um género de programas e que foi aprovado. Parece que estamos numa ditadura, em que as pessoas fingem que não pensam, engolem, e apresentam-se como não responsáveis pelos seus actos.

Só depois de os provedores, Paquete de Oliveira e Adelino Gomes, proferirem um comentário devastador para o anúncio, a Administração da RTP o mandou retirar de antena.
Segundo li, Eduarda Maio ainda veio acusar o Público de “manipulação” (!) por ter ilustrado uma notícia sobre o caso com uma foto do lançamento do seu livro panegírico de inesquecível título, “O Menino de Ouro do PS”.Como se fosse possível dissociar a Eduarda Maio que é responsável numa estação do Estado (e do Governo) da Eduarda Maio que faz um anúncio contra os adversários do governo e da Eduarda Maio que fez um livro de pura propaganda do chefe do governo.O mais grave de tudo? Isto ter sido possível num regime democrático e ter como protagonistas jornalistas, ex-jornalistas, publicitários que deveriam ser cuidadosos e dirigentes empresariais que costumam ter cuidado com as matérias políticas.

E foi possível devido ao ambiente de sufoco das liberdades, de acção continuada e extensíssima de uma central de propaganda do governo, e à cumplicidade, anestesia, medo ou complacência da classe jornalística nos media dos Estado.

Só após quatro anos de um governo inimigo da imprensa livre e fautor da mais massiva propaganda do pós 25 de Abril, um anúncio destes pôde chegar à TV do Estado. Uma coisa assim não acontecia desde 1975.

É uma lição sobre o ponto a que pode chegar, numa democracia, a propaganda e a “engenharia das almas” do tipo fascista.

CARTÃO ELECTRÓNICO NAS ESCOLAS

leave a comment »

No dia 25 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) (que escolha tão apropriada e irónica da parte do senhor) Cavaco Silva não perdeu a oportunidade e cravou uma estaca no coração de alguns dos “opositores”. Utilizou como arma um discurso comemorativo de uma data que a ele pessoalmente nada lhe diz. Nesse dia lançou um alerta acerca dos jovens e da sua suposta falta de interesse na política.

O senhor até mandou fazer um estudo que nos informava dos horrores que a democracia portuguesa enfrentaria, qual Dante em viagem até ao Inferno, relacionados com o desinteresse dos jovens na política.

No mesmo dia 25 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) aquele senhor que é primeiro ministro por sorteio reagiu ao discurso. Abriu a boca e declarou que estava disponível para ajudar os jovens a interessarem-se pela política. (Contrariamente à página da TSF de onde retirei esta imagem ao lado que já está indisponível para nos ajudar com uma ligação…)

No dia 23 de Abril de 2008, (reparar nas datas e na hipocrisia política das mesmas) sem dúvida já demonstrando querer interessar os jovens pela política, o Conselho de Ministros (por sorteio) anunciou um “boa nova”.

O “cartão electrónico escolar”. Uma forma “política” e “técnica” de controlar os jovens (mas não só *), fazendo-os sentirem-se interessados pelo facto de o Pais carimbar legalmente uma política de imenso controlo que lhes será aplicada. Notícia Destak de 23 de Abril de 2008

Concordo com Cavaco apenas nesta parte, e estou absolutamente convencido que os jovens deveriam interessar-se POR ESTA POLÍTICA que lhes ataca as liberdades individuais chamada “o cartão electrónico escolar”.

Para fundamentar este ataque à liberdade de movimentos, e à noção de um espaço público livre, é necessário criar argumentos que o justifiquem.

Os argumentos usados para atacar a liberdade individual e a noção de espaço público livre são “argumentos de segurança”.

O jovem estará electronicamente confinado por meio de vigilância, à escola. (na realidade também é apenas mais uma “técnica” usada para vincar o conformismo e a negação da entidade individual).

Uma maneira “subtil” de pôr os pais contra os filhos criando uma situação em que os põe necessariamente em possibilidade de conflito uns e outros através dos dados de um cartão, que identifica perante os pais, quais são os exactos movimentos dos filhos.

Os paizinhos portugueses, as toupeiras sociais que por aí andam, que, regra geral, não fazem ideia nenhuma do que o jovem pensa ou anda a fazer, julgam (tem estado a ser convencidos disso pela mais completa propaganda…) que, com mais este passo para uma sociedade de vigilância; que será assim que os filhos estarão seguros e eles deixarão de se preocupar.

Os argumentos para implementar esta coisa são:

  1. a segurança escolar, mediante controlo de entradas e saídas
  2. Ganhos de eficiência para as escolas, por gerar o uso pelo pessoal docente e não docente
  3. Supressão da circulação do dinheiro
  4. Consulta do processo administrativo
  5. Consulta do percurso académico
  6. Consumo dos alunos nas instalações escolares

O verdadeiro objectivo divide-se em outras duas partes.

Uma é fazer aceitar às pessoas uma ideia de sociedade controlada electronicamente, como se isso fosse sinónimo de democracia e de liberdade. Este é um sub objectivo mais vasto.

Outro é controlar os funcionários das escolas*, professores e auxiliares, que serão (in)directamente confrontados através desta vigilância, sendo possivelmente acusados de falhas, pelo facto de os alunos saírem ou não saírem indevidamente da escola. Será o cartão dos alunos a “servir de prova”.

(Apêndice:põe-se os alunos/cartão a servir de “meio de prova” para controlar o serviço dos professores e dos auxiliares, sendo isto ainda mais grave porque desautoriza profissionalmente ainda mais, ambas as classes profissionais).

Por algo que – sejamos claros – nem professores nem auxiliares tem alguma vez hipótese de controlar (E NÃO É DA SUA COMPETÊNCIA…) em pleno. (Se algum aluno “sair” porque quer sair ou precisa, o ónus disso será assacado ao professor e ao auxiliar que “não terão feito o seu trabalho…” (e estarão a boicotar os gloriosos objectivos do Governo) ( Entre isto e o que o Partido Comunista declarava dos seus inimigos “burgueses” há pouca diferença…na linha de raciocínio…)

O controlo que é feito aos alunos irá assim repercutir-se nos professores e os auxiliares. A ideia adicional é também por todos uns contra os outros. Esta é a dimensão da perversidade disto. Este é um sub objectivo mais especifico.

É uma criação de modelos simplificados da sociedade, baseados no controlo – um panóptico electrónico…

Os alunos passam a ser profissionais com horário electrónico.

Se as classes profissionais (professores e auxiliares) contestarem esta lógica estarão a ser considerados como “maus profissionais, por pretenderem exercer o seu direito como cidadãos a não estarem vigiados electronicamente.

Pelo meio existem os argumentos de ordem financeira – gastar menos dinheiro + a elencagem de inúmeras “facilidades” administrativas que o uso do cartão gerará.

(É deliciosa a ideia de “supressão da circulação do dinheiro”, como sendo uma vantagem, insinuando-se que com isso acaba o “bullying”. Como se em vez de alguém exercer violência exigindo dinheiro em troca, não o possa fazer exigindo …… o cartão electrónico escolar…)

Isto afirma a ideia da escola vista como uma prisão.

Os alunos deixam de estar colocados na condição de alunos e passam à condição de prisioneiros oficiosos, impedidos de sair, excepto se o sistema electrónico o autorizar.

Qualquer ideia de liberdade individual e livre arbítrio ataca-se desta maneira, utilizando estes métodos.

Todos são presos e vivem dependentes da lógica do sistema electrónico.

Quem comanda o sistema electrónico?

(E para onde vão os dados electrónicos referentes aos movimentos feitos pelos utilizadores do cartão?)