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EM QUEM VOTASTE NO DIA 5 DE JUNHO DE 2011?

Passaram apenas dois meses desde as eleições e as políticas já estão definidas para os próximos dois anos – apenas o tempo que este governo espera estar em funções.

Apenas o tempo necessário para distribuir negócios entre amigos, via privatizações e cortes de despesa.

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Muitas pessoas que votaram no PSD estão muitos contentes.

Muitas pessoas sentem que o seu voto deu resultado.

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Solicita-se que os cobardes acriançados que agora dizem que “não votaram neles”;

ou se refugiam no silencio com medo que lhes seja recordado a asneira que fizeram;

se apresentem.

E expliquem o que se está a passar.

Written by dissidentex

03/09/2011 at 19:52

O PSD, PEDRO PASSOS COELHO E OS CORTES DE SALÁRIOS MAIS OS DESPEDIMENTOS

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou, este sábado, que fez as contas e está em condições de garantir que não será preciso cortar salários nem fazer despedimentos para consolidar as finanças públicas portuguesas.

“Nós calculámos e estimámos e eu posso garantir-vos: Não será necessário em Portugal cortar mais salários nem despedir gente para poder cumprir um programa de saneamento financeiro”, afirmou Pedro Passos Coelho, no encerramento do fórum de discussão “Mais Sociedade”, no Centro de Congressos de Lisboa.

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Pedro Passos Coelho, declarações à comunicação social , dia 30 de Abril de 2011

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“O primeiro-ministro afirmou que haverá redução de funcionários na «administração indirecta do Estado»,…”
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Pedro Passos Coelho, declarações à comunicação social, dia 30 de Julho de 2011

O PSD E PEDRO PASSOS COELHO: DESPEDIMENTOS NA FUNÇÂO PÚBLICA

“O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu esta quarta-feira no Parlamento que não haverá despedimentos na Função Pública.”

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Pedro Passos Coelho, notícia da comunicação social, dia 30 de Junho de 2011.

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“Passos confirma despedimentos no sector público.”

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Pedro  Passos Coelho, notícia da comunicação social, dia 29 de Julho de 2011.

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Decorreu APENAS um mês entre as duas declarações deste senhor.

O PSD E OS AUMENTOS COLOSSAIS DOS TRANSPORTES PÚBLICOS

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O Governo vai comunicar hoje às operadoras de transporte público que os bilhetes e passes sociais devem sofrer um aumento médio de 15% já a partir do próximo dia 1 de Agosto.

“…o Governo propõe-se a rever a noção de serviço público, o que deverá passar pela redução ou eliminação de algumas carreiras de transporte.”

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Notícia da comunicação social, dia 21 de Julho de 2011.

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A CP vai aumentar em mais de 25 por cento o preço do passe mais simples (zona 1) para os comboios da Linha de Sintra e em mais de 15 por cento o dos bilhetes para a mesma zona.

Segundo as contas feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, o Passe CP para a zona 1 é o título de transporte que mais aumenta na CP – Comboios de Portugal, passando de 22,75 euros para 28,5 a partir de 1 de Agosto.

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Notícia da comunicação social, dia 25 de Julho de 2011.

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O Metropolitano de Lisboa vai aumentar, a partir de 01 de agosto, o preço do passe mensal urbano em 22%, passando dos 19,55 euros para os 23,90 euros, anunciou hoje a empresa em comunicado.

O Governo anunciou na quinta-feira um aumento médio de 15% nos transportes rodoviários urbanos de Lisboa e do Porto, respeitando assim uma das exigências da ‘troika’.

No comunicado, o Metropolitano indica que o passe mensal rede, que permite circular em toda a rede do metro, irá ter um aumento de 11% , passando de 28,70 para 32 euros.

Passe combinado Carris/Metro sobe 15%

O bilhete simples de uma zona aumenta 17 por cento e irá custar 1,05 euros, contra os atuais 0,90 cêntimos. O bilhete simples de duas zonas passará dos 1,15 para os 1,30 euros, que correspondem a um aumento de 13%.

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Notícia da comunicação social, dia 26 de Julho de 2011

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O GOVERNO DO PSD E AS “GOLDEN SHARES” NA EDP, PORTUGAL TELECOM E GALP

Uma golden share é uma participação accionista detida pelo Estado, que apesar de ser minoritária confere poderes especiais.

1

O ex-líder parlamentar do PCP Octávio Teixeira acusou esta segunda-feira o Governo de cometer um crime económico ao prescindir dos direitos especiais que detinha na Portugal Telecom, Galp e EDP.

«O Governo cometeu um crime económico contra o país quando decretou que prescindia dos seus direitos especiais na PT, Galp e EDP, que valiam centenas de milhões de euros, e ofereceu-os de graça», disse o economista e ex-líder parlamentar dos comunistas.

Segundo Octávio Teixeira, as acções que constituíam as golden shares as referidas empresas valiam muito mas, tendo em conta que o Governo prescindiu dos respectivos direitos especiais, quando as mesmas forem vendidas «já serão ações ordinárias com pouco valor económico».

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Notícia da comunicação social, dia 18 de Julho de 2011.

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O QUE ESTÁ A SER MUITO MAL FEITO, MAS MESMO MUITO MAL FEITO: DAR DE OFERTA MILHÕES DE EUROS AOS ACCIONISTAS DA PT, DA GALP. ETC.

A oferta das golden share sem qualquer contrapartida para o estado é o mesmo que dar de mão beijada muitos milhões de euros a vários fundos de pensões, bancos, seguradoras, accionistas individuais, grupos económicos, etc..

O ministro justificou essa oferta argumentando que nas empresas a privatizar isso melhoraria também o valor da parte do estado, logo não se perdia tudo. Pode-se aceitar em parte este argumento. Mas naquelas que foram privatizadas a preço mais baixo, exactamente porque havia a golden share? E naquelas que já estavam todas privatizadas menos a golden share? O caso da Portugal Telecom é o mais significativo. O estado ofereceu aos accionistas uma valorização real do seu património de muitos milhões de euros, sem qualquer contrapartida.

Se não fossem as circunstâncias especiais em que tudo isto se passou, que apontam para uma mistura de pressa e preconceitos ideológicos (estar contra as golden shares é uma coisa, oferece-las sem contrapartidas é outra), seria um caso que alertaria para uma investigação ou de negligência no interesse público ou de corrupção.
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Pacheco Pereira, Revista Sábado, dia 21 de Julho de 2011 (link indisponível)
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O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse hoje, em Estrasburgo, que «o Governo está a aplicar o direito comunitário» quando decidiu pôr fim aos direitos especiais (golden-shares) do Estado numa série de empresas.O presidente da Comissão Europeia explicou que, «de acordo com o direito comunitário, os Estados não podem manter golden-shares a não ser em situações absolutamente bem definidas», tendo dado como um exemplo a «necessidade de segurança nacional».

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Durão Barroso, notícia da comunicação social, dia 5 de Julho de 2011
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Golden shares acabam em Portugal, mas mantêm-se em nove países da UE

“…a pressão que tem sido feita pela Comissão Europeia sobre Portugal, para abandonar estes privilégios, não teve até hoje o mesmo resultado noutros países.”
Em toda a União Europeia (UE)…há pelo menos outros nove estados-membros que ainda detêm golden shares e direitos especiais em grandes empresas, protegendo-as de investidas estrangeiras e controlando algumas decisões estratégicas dos accionistas. É o caso da Alemanha e do Reino Unido.
Há quase quatro anos que a Alemanha foi condenada pelo Tribunal de Justiça europeu, mas a situação mantém-se sem qualquer sanção. Aliás, foi nesse mesmo ano que a chanceler Angela Merkel defendeu publicamente a necessidade de um plano europeu que admitisse goldenshares em áreas estratégicas.
Mais polémica tem levantado a actuação do Governo de Berlusconi, que, apesar de condenado pelas autoridades europeias, continua a manter direitos especiais em quatro empresas estratégicas – curiosamente, três são dos mesmos sectores da Galp, PT e EDP. Em causa estão a ENI (accionista de referência da Galp), a Telecom Itália e a Enel. Outro caso que também gera anticorpos em Bruxelas e continua sem seguir as imposições da UE é a Polónia, onde mais de uma dezena de companhias ainda estão sujeitas a um controlo privilegiado do Estado. Também em França e na Finlândia há registo de pelo menos duas situações: a Thales (defesa) e a Gasum Oy (energia). Portugal deixará de fazer parte desta lista no espaço de um mês.
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Notícia da comunicação social, dia 25 de Julho de 2011.
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É surpreendente como os neoliberais portugueses não ficam chateados com a destruição de valor  que esta situação das Golden share provoca ao Estado português e as próprias empresas….

O PSD, ANTÓNIO NOGUEIRA LEITE E OS CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÂO

“”Como a ponta de um iceberg, os mais notórios globetrotters dos conselhos de administração são Mira Amaral, Nogueira Leite, Joaquim Ferreira do Amaral, Murteira Nabo e Luís Todo Bom.” (Livro: Os Donos de Portugal, 2010, p. 321). “”

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António Nogueira Leite vai ser vice–presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, apurou o Negócios junto de várias fontes. O académico * que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho vai assumir funções executivas, ocupando o lugar de número dois do próximo presidente executivo do banco público.

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Notícia da comunicação social, dia 21 de Julho de 2011.

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* A “actividade Profissional principal deste senhor”, não é a “Academia”, mas sim o Grupo Mello onde estava em vários Conselhos de administração, até ser nomeado para esta nova administração….

Conferir Aqui.

O PSD, PEDRO PASSOS COELHO E A PRETENSA REDUÇÂO DA GORDURA DO ESTADO NA CGD…

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai ter mais administradores do que actualmente. O número total deverá rondar os 11, * embora até ontem à noite o Ministério das Finanças não tenha confirmado nem o novo modelo de governação nem os nomes do novo órgão de gestão do maior banco do país. Porém, o i sabe que haverá menos gestores executivos que os actuais sete e que o novo modelo incluirá administradores não executivos **, que não existiam até agora. Os encargos salariais serão contudo menores que os actuais ***.

“…este modelo contraria as orientações do governo liderado por Pedro Passos Coelho, que se comprometeu a diminuir 15% os cargos dirigentes de toda a administração pública…”

“…A criação de dois cargos de presidente, o não executivo ou chairman – que será ocupado por Faria de Oliveira -, e o executivo, …”

O figurino já tinha sido experimentado na Caixa com maus resultados. No anterior governo de coligação PSD/CDS, a coexistência entre o chairman António de Sousa e o presidente-executivo Mira Amaral foi tudo menos pacífica. Choque de personalidades e uma distinção pouco clara entre as responsabilidades e funções de cada órgão, terá contribuído para o conflito que resultou na demissão dos dois.

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Notícia da comunicação social, dia 22 de Julho de 2011

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“Nós vamos cortar na despesa inútil e na gordura do Estado e haveremos de encontrar uma maneira de que aqueles que mais precisam tenham sempre o mínimo indispensável”, disse.

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Pedro Passos Coelho, declarações à comunicação social, dia 3 de Junho de 2011.

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* Até esta decisão, a Caixa geral de Depósitos tinha um conselho de administração composto por SETE pessoas e um Presidente…

** Administradores que não estão a trabalhar no dia a dia da empresa…

*** Uma piada…

Nota:  a CGD vai ter mais administradores quando se prepara para vender a sua área de seguros e participações em outras empresas – menos trabalho a realizar, para mais administradores contratados…

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Capa do jornal I, dia 22 de Julho de 2011

O PSD COMBATE O DESEMPREGO DESPEDINDO PESSOAS

No dia 7 de Fevereiro de 2011, o actual ministro da administração interna afirmou o seguinte:

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“…Domingo, o líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, acusou José Sócrates de mentir quando afirmou que os sociais-democratas querem despedir funcionários públicos como caminho para reformar o Estado.

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Notícia da comunicação social, dia 7 de Fevereiro de 2011.

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Miguel Relvas responde que José Sócrates é que foi insensato quando disse que o PSD queria dispensar funcionários públicos.

Notícia da comunicação social, dia 7 de Fevereiro de 2011.

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“O PSD não vai despedir funcionários públicos caso venha a ser Governo. A garantia foi deixada por Eduardo Catroga, para quem o emagrecimento do Estado “gordo paralelo”, como disse, poderá acontecer “através da gestão dos movimentos de entradas e saídas” e de rescisões voluntárias.”

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Eduardo Catroga, declarações à comunicação social, dia 9 de Maio de 2011.

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Dois terços dos colaboradores das Obras Públicas despedido

Na prática, o Governo não precisa qual será o número de funcionários do antigo Ministérios das Obras Públicas, Transportes e Comunicações que serão despedidos. No final de 2010, este ministério empregava 2.689 funcionários. Se a medida incidir sobre este universo, o despedimento poderá afectar 1.900 funcionários do extinto Ministério das Obras Públicas.

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Notícia da comunicação social, dia 22 de Julho de 2011