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“DUAS PESSOAS JÁ FAZEM UMA MANIFESTAÇÃO” OU A INCOMPETÊNCIA TOTAL DA PSP COMBINADA COM OS TIQUES DITATORIAIS DO ACTUAL GOVERNO

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A Polícia de Segurança Pública considera que “duas pessoas já fazem uma manifestação” e que qualquer manifestação tem de ser comunicada à Câmara Municipal. É esta a justificação dada para que a PSP tenha proibido a presença do Movimento Sem Trabalho junto de um centro de emprego de Lisboa, em Março. Quinta-feira uma das ativistas foi constituída arguida “por crime de desobediência”.

Um membro do Movimento Sem Trabalho foi chamado quinta-feira à Divisão de Investigação Criminal da PSP, constituído arguído e acusado de “crime de desobediência”, porque, a 6 de março – dia Mundial do Desempregado -, participou numa manifestação de “quatro elementos que tentaram distribuir panfletos sobre as ações dos Sem Trabalho à porta do Centro de Emprego do Conde de Redondo”, em Lisboa, conta Ana Rajado, uma das dirigentes do movimento criado em março.

“Quando lá chegámos, já lá estava a polícia que pediu a identificação de um de nós”, explica. Essa pessoa acabou por ser notificada e acusada de “crime de desobediência por ter convocado uma manifestação sem autorização”.

“Achamos que se trata de uma perseguição política para intimidar as pessoas, afirma Ana Rajado.

“Duas pessoas já fazem uma manifestação”

A porta-voz da PSP, Carla Duarte, argumenta que perante a lei “duas pessoas já fazem uma manifestação” e que “a PSP não tem de justificar a sua atuação”. Acrescenta ainda que no caso em questão se tratou de “um grupo de oito pessoas e não de quatro” e que a notificação da pessoa em causa se deveu a “não ter comunicado à câmara de Lisboa” a organização do protesto.

A PSP invoca o Decreto-Lei n.º 406/74 e um parecer da Procuradoria Geral da República de 1989 que indica que “manifestação será o ajuntamento em lugar público de duas ou mais pessoas com consciência de explicitar uma mensagem dirigida a terceiros”. A legislação de 1974 também diz que “incorrerão nas penalidades do crime de desobediência” quando “as pessoas forem surpreendidas armadas” (artigo 8). Neste caso, os panfletos terão sido a ‘arma do crime’?.

Entretanto, o Movimento Sem Emprego disse ao Expresso que a arguida vai “proceder criminalmente quem fez a denúncia, a PSP e quem deu seguimento ao processo”. Ana Rajado considera que se trata de “um contra o Estado de Direito” digno dos tempos do Estado Novo.

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Notícia totalitária da comunicação social, acerca das tristes figuras a que a PSP se presta a fazer, ao deixar-se tratar com esta indignidade por um governo de proto totalitários, e aceitar respaldar as instruções do incompetente que é ministro da administração interna, dia 27 de Abril de 2012.

O PSD E PEDRO PASSOS COELHO: VAIADOS EM GOUVEIA NO DIA 19 DE FEVEREIRO DE 2012

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Não foi uma receção muito calorosa a de Passos Coelho, à chegada a Gouveia para uma visita a uma feira regional. O primeiro-ministro foi vaiado e insultado por dezenas de populares. Pedro Passos Coelho ainda tentou o diálogo, mas sem sucesso, acabando por ser retirado do local pelos seguranças. Logo a seguir Passos Coelho falou aos jornalistas, salientando que tem de estar preparado para este tipo de situações.

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Notícia da comunicação social, dia 19 de Fevereiro de 2012

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PSP reforçou protecção do primeiro- -ministro com mais uma equipa. Já são 15 os homens que protegem Passos

A previsão de maior contestação social às medidas do governo, maiores riscos de tumultos e aumento das ameaças à integridade física de Pedro Passos Coelho levaram a PSP a reforçar, há cerca de um mês, o Corpo de Segurança Pessoal que acompanha o primeiro-ministro. Passos, que antes teria 10 ou 11 seguranças, tem agora mais uma equipa a assegurar a sua protecção. Ao todo, são já 15 os elementos da PSP que seguem os passos do primeiro-ministro, avançou fonte daquela força de segurança ao i.

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Notícia da comunicação social, dia 20 de Fevereiro de 2012.

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Wikipedia : Caudilho

PSP CORRE O RISCO DE SER PRIVATIZADA

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Notícia DN de 13 de Novembro de 2009.

Muito mal está um país quando um representante sindical de uma força policial  (deve-se ou não questionar a existência de um sindicato numa força policial?) tem que vir a público afirmar algumas coisas que são óbvias.

Que uma força de segurança publica não pode nem deve ser privatizada, através dos serviços que é convidada a prestar.

Que uma força de segurança pública, é pública, e como tal, serve o público (a população toda!)

PSP CORRE O RISCO DE SER PRIVATIZADA

O responsável sindical afirma que existe falta de credibilidade associada à polícia por fazer destes  membros de um serviço público; “porteiros” que estão à porta de discotecas a “controlar” entradas”.

Dá ainda o seguinte exemplo:

“…E recorda o caso de um casal de Cascais que pediu à Direcção Nacional da PSP dois polícias, em serviço remunerado, para levarem os filhos à discoteca e os “manterem em segurança”. “O serviço foi recusado. Aqui há que recorrer à segurança privada”, defende….”

Torna-se necessário perceber a mentalidade que está por detrás de duas pessoas que vivem em Cascais, que querem pagar (como se fossem donos exclusivos de um serviço público adstrito a 10 milhões de pessoas…) a forças estatais para estas servirem o hedonismo dançarino dos rebentos precoces…

E acharem normal terem feito o pedido…

Tal é o sinal dos tempos; pessoas que se sentem à vontade para acharem ser normal fazer pedidos destes…

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Duas ideias centrais.

A) a PSP não deve ser privada.

B) Deve ser a segurança privada a fazer certos serviços.

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Independentemente das simpatias pelas solução A, uma terceira ideia é sempre preferível.

Afastar as causas  económicas que deram origem ao (1) mercado da segurança privada e à (2) descredibilização da polícia.

Isto é, afastar o neoliberalismo económico da esfera pública.