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NOKIA SIEMENS PEDE DINHEIRO EMPRESTADO PARA DESPEDIR 17 MIL EMPREGADOS

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A Nokia Siemens conseguiu um empréstimo de 1,2 bilhão de euros, segundo o jornal Financial Times. O dinheiro será usado principalmente para financiar o programa de demissões, que tem como meta reduzir em 23% a quantidade de funcionários da companhia, o equivalente a 17 mil postos de trabalho ao redor do mundo. O empréstimo será concedido por um grupo de 14 bancos europeus e norte-americanos. Do total acertado, 600 milhões de euros terão prazo de um ano

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Notícia da comunicação social, dia 24 de Janeiro de 2012

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Página 10:

”na nossa empresa, cada um pode trabalhar tanto quanto queira…” … os governos e as regras por estes impostas ao mundo do trabalho perderam todo o significado…”contratamos os nossos empregados por computador, eles trabalham por computador e são despedidos por computador“.

Algures no diálogo do texto, David Packard, o co-fundador da Hewlett Packard (produção de impressoras e computadores) faz uma pergunta a Jonh Cage da Sun Mcrosystems:

” …– de quantos empregados necessitas verdadeiramente, John? – “ Seis, talvez oito, responde secamente Cage. Sem eles estávamos tramados…” – E quantas pessoas trabalham actualmente para a Sun systems? Gage responde:- …” Dezasseis mil. Tirando uma pequena minoria são reservas de racionalização.”

Não se ouve o mais pequeno murmúrio na sala: para os presentes, a ideia de existirem legiões de desempregados potenciais ainda insuspeitos é algo de obvio. Nenhum destes gestores de carreiras, que auferem chorudos salários, provenientes dos sectores e dos países de futuro, acredita ainda que se possa vir a encontrar, nos antigos países e em todos os sectores, um numero suficiente de empregos novos e correctamente remunerados nos mercados em crescimento, com o seu grande consumo de tecnologia.-no próximo século, para manter a actividade da economia mundial, dois décimos da população activa serão suficientes.- Mas e os restantes? Será possível imaginar que 80% das pessoas que desejam trabalhar não vão encontrar emprego?

– Não há duvida que os 80% restantes vão ter problemas consideráveis, afirma o autor norte-americano Jeremy Rifkin que escreveu o livro “The end of work…”

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Post: A armadilha da globalização

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Esta é a sociedade maravilhosa que nos prometeram…

Uma sociedade onde se pede dinheiro emprestado não para investir em novos produtos e serviços, mas para despedir pessoas.

POBREZA. DESEMPREGO. FOME.

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O Magnifico Portugal democrático ( isto é, falsamente democrático), produz isto que se vê aqui ao lado. Uma junta de freguesia gasta metade do seu orçamento a pagar contas dos seus munícipes.

Há a questão de se fazer isto para se ganhar as eleições, mas também há a questão de as pessoas estarem realmente a passar dificuldades.

A população desta área representa um estrato populacional de pessoas com mais idade, de terceira idade, rurais ma sua maioria e com rendimentos baixos. O editorial pertence ao Jornal Global de 1 de Julho de 2008.

Na outra parte do Portugal democrático temos uma notícia do jornal online Kaminhos de Leiria, no dia 27-05-2008, onde democraticamente foram criados novos pobres, pessoas que trabalham e tem supostamente uma vida estruturada, mas são pobres na mesma.

Atrasam-se a pagar as prestações de vários serviços que a sociedade em que vive, psicologicamente e fisicamente, lhes exige que adquiram, sob pena de exclusão social e desintegração.

Democraticamente são mandadas desta forma para o lixo, para o limbo, para uma zona não existente da sociedade.

Estamos a ser todos convencidos de que “isto” é algo de normal e que estas pessoas merecem o que lhes acontece, coisa que na maior parte dos casos não é verdade. Já para não falarmos nas questões económicas subjacentes a isto, que consistem no facto de uma Junta de freguesia não estar a fazer aquilo que uma Junta de freguesia deveria estar a fazer, mas sim a pagar a vida dos seus munícipes. Justificadamente, diga-se, mas esta filosofia que está por detrás – de um assistencialismo que torna as pessoas dependentes em extremo e lhes ataca a sua dignidade enquanto seres humanos é algo do pior.

Esta é a face da subvertida e sabotada democracia portuguesa; democraticamente a pobreza é distribuída por todos, velhos e pobres, urbanos e rurais. Dizem-nos que devemos aplaudir isto. Eu não!

Ainda na Kaminhos do lado esquerdo temos “GARANTIAS” da parte do Governo que não existe um risco de fome em Portugal, que é baixo. Pobre é um Governo que profere este tipo de afirmações , e o mais espantoso ainda é dizer-se que o risco é inexistente caso as instituições de apoio á fome e á pobreza funcionem bem. La Palisse não diria melhor.

Acrescento eu também que, se não chover, as probabilidades de fazer sol são altas.

Já na TSF, notícia de 4 de Julho de 2008, com a maior das calmas desvaloriza-se as falências de empresas dizendo que isso até é normal.

Posso informar se calhar em primeira mão que de forma normal, a Siemens portuguesa, de forma normal e com toda a normalidade vai despedir 300 pessoas no âmbito dos despedimentos de pessoas a nível mundial que visam despachar 17 mil pessoas.

Não é propriamente uma empresa que esteja a reformular a sua base criativa. Mas a irresponsabilidade e o estar-se completamente a borrifar para estes assuntos conjugado com não se saber mesmo o que dizer perante os problemas são as imagens de marca deste governo que, alegremente, desvaloriza aquilo que é óbvio para todas as pessoas.

Devemos sentir orgulho nisto, dizem-nos.

Written by dissidentex

05/07/2008 at 14:09