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Posts Tagged ‘TRAIÇÃO

DA EMIGRAÇÃO

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PEDRO PASSOS COELHO - ODIO AOS PORTUGUESES

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De um ponto de vista social, a emigração portuguesa constitui a manifestação de uma forma de escravatura que subsiste ainda hoje.

De um ponto de vista ético, a emigração portuguesa significa a negação constante do direito mais elementar da pessoa: o direito à vida no próprio país.

De um ponto de vista político, a emigração portuguesa supõe a renúncia à revolta”.

in Portugal, a flor e a foice –  Novembro de 1975 – inédito em Português.
 
JOSE RENTES DE CARVALHO - EMIGRACAO
Retirado Daqui

DA TRAIÇÂO

Sendo que os traidores são aqueles que incentivam à emigração.

Written by dissidentex

28/01/2013 at 14:01

O PSD COMO PARTIDO QUE INCENTIVA A TRAIÇÂO FEITA A PORTUGAL COMO FORMA DE VIDA

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Primeiro o PSD forçou sistematicamente durante anos, para que uma qualquer crise  que ocorresse permitisse que o FMI fosse chamado a “ajudar a corrigir” os problemas que essa crise traria.

Para justificar tal acto, convenientemente colocou-se as culpas no anterior primeiro ministro que passou a ser culpado de tudo, quer o que tinha culpa quer o que não tinha culpa.

Ao ajudar a chamar o FMI, o PSD sabia perfeitamente que a soberania portuguesa enquanto país, seria limitada.

Mas com os traidores é assim – apenas defendem os interesses de quem lhes paga – em valores ou dinheiro, no estrangeiro.

Temos pois que:

Memorando de entendimento com a troika equivale a perda de soberania.

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Não contentes por terem sido traidores a uma dimensão, o PSD decidiu ser traidor numa outra dimensão: o Estado.

Como tal decidiu assumir perante a troika e a esame (entidade que vigia o cumprimento do memorando ) que a falência técnico administrativa do estado acontece.

Os traidores são assim:  capitulam e colaboram.

Mais: fazem-no com satisfação.

Um traidor satisfeito é um funcionário cumpridor.

Temos pois que:

“Grupo de apoio a Portugal” equivale  assumir a falência técnica administrativa do Estado.

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No dia 7 de Outubro de 2011, saiu um comunicado triunfante, arrotando satisfação por todos os poros que tinha sido criada uma entidade ( composta por 5 tachos bem pagos presume-se…) para:

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“Sob proposta e em concertação com o Governo português, a Comissão Europeia estabeleceu uma estrutura de acompanhamento do programa de assistência económica e financeira a Portugal com vista a agilizar a utilização dos fundos comunitários em prol dos objetivos daquele programa”, refere o comunicado do executivo PSD/CDS.

Esta “estrutura flexível, de pequena dimensão e de assessoria técnica” será composta “por um núcleo de coordenação sediado em Bruxelas, uma equipa avançada de cinco funcionários que trabalhará regularmente em Bruxelas junto do gabinete do ministro de Estado e das Finanças e da ESAME, estrutura de acompanhamento dos memorandos, sob tutela do secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, e uma rede de correspondentes nos relevantes serviços da Comissão”.

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Notícia da comunicação social, dia 7 de Outubro de 2011

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Basicamente, para além da traição que isto significa, é também o assumir por parte do grupelho de traidores que somos incapazes de gerir fundos comunitários (mesmo que o sejamos, e que importa, é o princípio da questão chamada “soberania”que está posto em causa com esta decisão…).

Portanto passa a ser Bruxelas a dizer para onde vão os fundos comunitários em que quantidade, e para que áreas (ou seja os interesses dos países que mandam mais na Europa, são assim impostos comercialmente ou industrialmente sobre os interesses de Portugal).

Caminho negocial esse que foi aplainado e  favorecido pelos traidores vendidos – fazendo com que a eficácia dos fundos para o desenvolvimento português passe a ser totalmente condicionada de fora para dentro e não a partir de dentro.

A médio prazo isto pagar-se -à muito caro.

E temos depois o “atirar de um osso” para exaltar o suposto ego nacional e a autoestima, afirmando que Bruxelas está muito reconhecida aos traidores e por aceitarem viver dos lucros da traição e da capitulação.

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De acordo com o Governo, esta iniciativa reflete a “o reconhecimento” por parte dos parceiros europeus “do enorme esforço desenvolvido por Portugal no sentido de alcançar na íntegra os objetivos do programa de assistência económica e financeira e realizar as reformas estruturais necessárias ao aumento da competitividade e ao crescimento económico sustentado e gerador de empregos”.

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Notícia da comunicação social, dia 7 de Outubro de 2011

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Como povo temos que começar a ter respeito pela nossa própria soberania.

PRODUÇÃO DE TRAIDORES EM PORTUGAL

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A nossa produção de traidores está dentro dos planos quinquenais previamente definidos.

A nossa produção de bancos comerciais que traem a população portuguesa está em linha.

A nossa produção de cidadãos conformados com a nossa produção de traidores existe.

Written by dissidentex

06/04/2011 at 20:04

DA TRAIÇÃO

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“Roma não paga a traidores nem aos que assassinam os seus generais”.

Quintus servilius Caepio, General romano.

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Já em Portugal, paga-se sempre a traidores.

Written by dissidentex

11/02/2011 at 19:24

Publicado em PAÍSES, PORTUGAL, TRAIÇÃO

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NEO LIBERALISMO ECONÓMICO E A DECADÊNCIA PROGRAMADA

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Em 1990 escutei um senhor chamado Arlindo Alegre Donário, Sub secretário de estado da segurança social do primeiro governo de maioria absoluta (1987-1991) do actual Presidente da República – que dá pelo nome de Cavaco Silva, não sei se alguém conhece?

É aquele senhor que fala e se comporta como se nunca tivesse sido primeiro ministro durante 10 anos (1985-1995).

O senhor Donário, quando questionado sobre o que aconteceria às empresas portuguesas da área têxtil, mas não só, submetidas as liberalizações dos mercados, que seriam totalmente abertos no ano 2000 e com as consequências dos acordos que alegremente se assinam e se assinaram pelos sucessivos governos portugueses, respondeu que a grande maioria delas – umas 90% delas – iriam fechar.

E que isso geraria imenso desemprego. ( Dito num tom despreocupado)

Isto aconteceu em 1990.

Já antes dessa data a situação do país tinha sido desenhada para dar um certo resultado.

O que está a acontecer agora e a explodir a céu aberto é apenas a visualização da dimensão de uma traição.

A situação, de acordo com os dados que eu, modesto cidadão disponho, irá piorar enormemente, porque fomos colocados, como país e como cidadãos numa posição de ultra periferia, de sitio semi totalitário e, terra de ninguém, completamente abandonada onde nada será investido.

A classe política/económica portuguesa a troco de aceitar vender o país, também porque é absolutamente incompetente para o gerir de forma séria e eficaz, viu ser-lhe concedida a manutenção de uma espécie de casulo de poder e de relativo fluir de dinheiro.

Situação confortável onde estar relativamente subtraída à concorrência internacional destinando aos portugueses o acto de fazerem o papel de escravos dóceis e bem comportados a quem apenas será permitido os privilégios habituais dos escravos.

Que são viver em casa de segunda qualidade e pagá-la a preços exorbitantes, ter alguma comida, sexo, prazeres de alienação vulgarizados como futebol, música e religião, espectáculos de cor e luz e……mais nada.

É também por isso que temos actualmente – Maio de 2008, este folclore relacionado com a selecção nacional como teremos no futuro festarolas semelhantes.

Cito o senhor José Medeiros Ferreira, na minha opinião, um ilustre Maquiavel de sofá, membro do partido socialista e membro do actual estado de coisas, pseudo democrata que pactua com a censura de caixas de comentários em blogs, em 16 de Dezembro de 2005, no blog Bichos-Carpinteiros:

” Referi no programa televisivo Prós e Contras que Portugal teria tendência a especializar-se na realização de eventos internacionais que exponenciassem o cluster do turismo e dos serviços.Pois a UEFA acaba de atribuir à Federação Portuguesa de Futebol a organização do Campeonato Europeu de sub-21, a realizar entre fins de Maio e princípios de Junho do próximo ano.Lá voltaremos a ter estádios cheios, hoteis com elevado grau de ocupação, comércio solicitado numa época intermédia.
Alguém tem alguma coisa contra?”

O tom totalitário da ultima frase é notável. Apresenta-se uma situação desta forma e depois coloca-se a pergunta “- alguém tem alguma coisa contra”.

Voltando atrás;ás festarolas: Isto é ainda mais grave, num país que não tem indústria, não tem pescas, não tem agricultura, não tem uma única actividade produtiva seja ela qual for que se veja.

É aliás por isso que nos é dito propagandeado para irmos viver de turismo e serviços.

  1. Plano estratégico nacional de turismo 1
  2. Plano estratégico nacional de turismo 2
  3. Plano estratégico nacional de turismo 3
  4. Plano estratégico nacional de turismo 4

Cito André freire no jornal Público de 2-10-2006, referindo-se à direita neo liberal que na altura grasnava através de um pseudo projecto de marketing político/comunicação social, chamado “Compromisso Portugal” e cito uma parte onde o senhor Freire explica exactamente o que esta direita neo liberal e anti democrática quer. Que se entenda a dimensão do que ela quer.

“…Não sei de que cartola tiraram a ideia de reduzir 200 mil funcionários públicos pois, conforme noticiava o PÚBLICO (24/9/06), segundo os dados do Eurostat os 14,3% de funcionários públicos portugueses (face à população activa) estão dentro da média da UE (dados de 2002)! Há um excesso de despesas com o sector público que é preciso reduzir, com certeza. Mas tal dever-se-á mais a uma gestão ineficiente e a problemas na estruturação das carreiras, que aliás estão a ser alvo de reformas.”

” Além disso, tais senhores pretendem fazer o Estado recuar na saúde e na educação para que o capital privado possa expandir-se em áreas relativamente protegidas da concorrência internacional e, ainda por cima, com financiamento público garantido. Ou seja, um recorrente desejo de investimentos privados com pouca exposição à competição internacional e, ainda por cima, protegidos pelo financiamento estatal… Mas se, como frequentemente nos dizem, o país deveria exportar mais, quem iria depois fazê-lo, já que os privados se querem virar sobretudo para o mercado (social) interno? O Estado? ”

EMIGRAÇÃO DE PORTUGUESES PARA FORA DESTA CHOLDRA.

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Antes do 25 de Abril de 1974, a data que celebra a gloriosa revolução que tudo mudou para tudo deixar ficar na mesma, os recém convertidos democratas de esquerda que nasceram como cogumelos a partir dessa data,  explicaram às “massas” que uma das razões pelas quais as pessoas saiam de Portugal era pelo facto de o país ser uma ditadura.

Mas que, dai em diante, tal deixaria de acontecer. A “democracia”, a “Liberdade”, a “Segurança”, o “Progresso”, a “defesa do pão com manteiga e fiambre” e mais 35249 adjectivos igualmente gongóricos seriam todos alcançados em meia hora.

5 MAIO DE 2008 -CAPA DN -EMIGRAÇÃOHoje, dia 5 de Maio de 2008, temos a notícia que agentes subversivos ao serviço de potências estrangeiras, ocuparam o Diário de noticias e serviram-se dessa ocupação para explicarem que mais de 5 milhões de portugueses – metade da população que reside em Portugal – decidiram viver fora do país.

Isto, ao que parece, não incomoda ninguém, o facto de estar tanta gente nascida aqui a viver fora daqui.

Menos ainda incomoda o actual governo que, tendo em conta o ritmo de saída de portugueses pode vir dizer que as taxas de desemprego desceram 00000,00000,0001 décimas no trimestre imediatamente anterior ao anúncio, naquilo que constitui uma grandiosa vitória da estratégia do Estado Português.

Da estratégia “deste Estado Português” e do grupo de corruptos e incompetentes que o ocuparam e que visa deixar sair e esvaziar o país para que assim a dimensão do seu próprio fracasso não seja demasiado visível, continuando, no entanto, a esperar que os emigrantes portugueses continuem a sustentar os vícios desta República de bananas através das generosas contas bancárias e remessas em dinheiro que enviam para cá.

Embora, os actuais emigrantes já sejam cada vez mais clarividentes e comecem a ver que não vale a pena, realmente, investir num charco de corrupção e imbecilidade em que Portugal está transformado.

Observemos também o que se passava em 2006, curiosamente também no dia 5 de Maio:

CM -5 MAIO 2006 -100 MIL SAIRAM

O Correio da manha é um jornal nada recomendável uma vez que usa as “capas” como arma de arremesso, contra valores de esquerda.

No entanto e indo directamente ao conteúdo em questão, em 2006, estávamos a viver já debaixo do magnifico actual governo e das suas medidas brilhantes de governação e mesmo assim 100 mil ingratos não souberam perceber a magnificência disso mesmo e sairam. Na altura os porta vozes do actual gang fizeram de conta que nada se passava e se bem me lembro falaram em qualquer coisa como “apenas 30 mil” que sairam. Os dados 100 mil eram de outras entidades, uma ligada as migracões, outra à Igreja católica, se bem me recordo.

Paralelamente a isto continua-se, no mais puro acto de esquizofrenia, possível a manter generosas política de imigração, deixando entrar estrangeiros.

O potencial de ressentimento aqui é absolutamente incrível, porque existirão muitos portugueses que, legitimamente, perceberão que aquilo que o país não lhes dá a eles, dará a outros.

Também acontece – irá acontecer aquilo que vi ainda há pouco acontecer: uma ucraniana num centro e saúde a querer marcar uma consulta, tendo chegado à 7 horas da manhã ao sitio, e sendo atendida ÀS 8.30 (centro abre às 8 ) e não tendo consulta para hoje , mas só para daqui a “X” dias.

Ou seja, por pequenos exemplos se percebe que o país, isto é, a elite de corruptos que destrói isto como um vírus, está a rebentar com as expectativas de toda a gente de todas as nacionalidades. Esta ucraniana saiu com uma cara de tempestade do centro de saúde, hipoteticamente julgando que não haveria o “bem” que requereu, porque ela seria ucraniana ou, em alternativa, começando a perceber a cloaca infecta em que isto está transformado e o sítio onde veio parar.

Uma das possíveis razões pode ver-se aqui:

declinio industrial a 30 anos

Um pequeno mapa feito, de forma científica e credível, para analisar o que será o impacto da desindustrialização na Europa desde 2005 até 2030. A azul mais carregado está o maior impacto/áreas de maior impacto, e com menos azul menos impacto. Apesar do “azul” português ser menos carregado do que o azul da área do Ruhr alemã ou do noroeste de Inglaterra por exemplo, para nós, proporcionalmente isto é ainda mais devastador.

Do que para estas áreas, uma vez que, isso significa que as substituições primárias de empregos irão para essas áreas, que fazem parte do centro da Europa e quando existem problemas é o centro que arrebata os “bens” que restam, não as periferias e à escala portuguesa torna-se ainda pior, porque, o desinvestimento de uma fábrica aqui de, vamos supor, a Yazaki saltano, que retira 400 pessoas isso significa um estrago real para 2 ou 3 mil pessoas e toda a depressão de uma pequena área entre 50 a 100 mil pessoas.

Que, de repente, se vêm sem nada. (Olhe-se para a zona branca em PORTUGAL: VAMOS CONCRETAMENTE VIVER DE QUÊ?)

Absolutamente traídos e desprotegidos por um país que não soube tomar qualquer medida séria para as defender.

Aquelas áreas a azul, europeias, pelo tamanho que tem, e pelos países a que pertencem irão concentrar apenas e só, o resto da industria europeia que depois será “renegociada em tratados europeus comerciais habilidosos” para ali ficar, ficando as migalhas para o resto.

O resto somos nós e mais alguns do mesmo estilo, e o grosso dos investimentos europeus de recuperação económica irão para ali, e não para periferias governadas por elites incompetentes e corruptas que venderam o país.

Já agora veja-se outro:atracao e polarização -europa

Este mede a 30 anos a atracção e polarização da áreas geográfica europeias. A previsível polarização. Como se pode reparar apenas Lisboa aparece e como uma pequena luzinha ridícula e medíocre, simbolizada como uma pequena cidade de província , cujo centro mais próximo e evitável,devido à dependência que isso provoca, é ainda por cima, Madrid.

Isto já não é decadência, já nem sequer se pode classificar como decadência, mas sim como um desastre de proporções cósmicas.

Irá existir um “hexágono europeu” de atracção ” de pessoas, serviços, capitais, dinheiro, desenvolvimento, e irá existir a periferia, na qual, o pior do pior é a periferia Portugal.

Cantemos hossanas a quem tão destino idiota e corrupto soube produzir e presenteou com ele os portugueses.

É por estas razões, difusas para a maior parte das pessoas, mas que muitas sentem, que essas mesmas pessoas estão a partir deste inferno cretino daqui para fora e suspeito, para nunca mais voltarem.

Aplaudo-as pela coragem. Desejaria ter a mesma. Desejaria ter sabido disto quando tinha 18 anos. Não devo nada a este país e ele a mim deve-me tudo.

Oportunamente divulgo mais posts sobre este assunto e o estudo que dá origem, a fonte que dá origem a este estudo. Existem lá mais quadros que ainda são mais aterradores que estes.

Mas o que se percebe é que em vez de se andar a discutir este tipo de assuntos em Portugal discutem-se estudos de sociologia e parvoíces do mesmo estilo.

E espero que os poucos resistentes que vem a este blog percebam – comecem a perceber o porquê de eu escrever sobre certos assuntos e sobre certas coisas.

Porque tem a ver com o que está aqui em cima mostrado e com a análise – raciocínio ao mesmo feito e que qualquer pessoas pode fazer, dai também resultando ser totalmente contra o tratado constitucional europeu, feito da forma que está.

Nada sucede por acaso.

PLANO ESTRATÉGICO NACIONAL DE TURISMO.4

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Finaliza-se hoje a muito pouco aguardada parte final da série: Plano estratégico de turismo nacional. Esta é a parte 4 onde descobriremos o resto da opção política nacional de transformar 15% da população portuguesa em lacaios semi escravos, nos sectores de turismo e serviços, especialmente o Golfe.

No artigo 1 que se pode encontrar AQUI tínhamos que:

” Como povo, somos vitimas de uma mistificação nacional.

Foi “decidido” internacionalmente; com a ajuda do sentimento de inferioridade, desejo de agradar, recompensas em bens materiais e prestígio, e temor reverencial dos políticos portugueses – da actual classe política – que deveria Portugal aceitar ser pobre, ser um país de “serviços”, um país de turismo, um país de mão de obra apenas qualificada para esses sectores.”

No artigo 2 que se pode encontrar AQUI tínhamos que:

Eram analisadas, respectivamente as partes 1, 2, 3 do Plano estratégico nacional de turismo nas suas mais variadas vertentes, especialmente a questão de transformar 15% da população portuguesa em trabalhadores na área do turismo ( e serviços).

No artigo 3 que se pode encontrar AQUI tínhamos que:

a análise ia da parte 3 até à parte 7 e focava o facto de o Golfe e os resorts serem um “tema de conversa sistemático” dentro do Plano Estratégico Nacional de Turismo com os mais variados objectivos geográficos preenchidos com a criação de campos de golfe por tudo o que era sitio e local.

EM BAIXO: CONCURSO “DESCUBRA AS DIFERENÇAS” ( e ganhe um campo de golfe perto de casa como prémio…)

25 de abril  - dia da liberdade

25 de abril  - dia da liberdade - e do golfe livreNeste artigo 4 temos o resto da análise começando pela parte 8 do plano estratégico nacional de turismo…

Na parte 8 do Plano surgem as preocupações com o ambiente. Legislação que não tenha preocupações com o ambiente não é legislação; é de bom tom…

Cita-se e trunca-se uma parte:

“…A existência de hospitais e outros serviços de saúde, nas regiões definidas como prioritárias, com capacidade adequada para dar resposta à procura originada pelos fluxos turísticos é um elemento decisivo para a capacidade de atracção sustentada de mercados mais diferenciados. O planeamento da oferta de serviços de saúde deve atender também aos objectivos agora definidos.”

Tendo em conta os recentes encerramentos de unidades hospitalares, e tendo em conta o que vem dito nesta resolução, e fazendo uma analogia, concluímos que existem regiões, isto é, pessoas que vivem nessas regiões que são consideradas como não prioritárias, uma vez que estão fora das zonas prioritárias – as dos resorts e do Golfe.

Isto porquê? Porque os recursos são escassos. Se são escassos, e se existe um Plano estratégico de turismo isso significa que irá ser dada primazia em investimentos públicos às áreas turísticas em detrimento das áreas não turísticas. Logo, o dinheiro a ser destinado de forma uniforme para todo o território nacional já não o será,mas apenas terá como prioridades certas áreas…… prioritárias.
color: #000000″> E assim se ataca a coesão nacional alegremente definindo planos estatais estratégicos que DE FACTO isolam populações, servindo para criarem zonas turísticas para as quais os melhores recursos são destinados e outras zonas onde … não existirá nada mais que do que o mínimo dos recursos disponíveis. (Existirão pobres de primeira e pobres de segunda…)

Note-se ainda o seguinte:

“…Destaca-se a necessidade de assegurar a limpeza e despoluição ao nível do solo, subsolo, água e ar, o controlo dos níveis de ruído, de assegurar boas condições de saneamento e também a eliminação de depósitos de entulho nas margens dos rios em áreas turísticas…”

È-se forçado a concluir que os sítios que não tenham interesse turístico, e tenham más condições de saneamento serão deixados assim, tal qual estão. O ordenamento do território não será um imperativo ético e lógico, antes será apenas feito por interesses turísticos (isto é, dinheiro…).

Na parte do “Plano” designada por parte 9 temos que:

TURISMO 9 - PLANOESTRATÉGICO NACIONAL
…e que estabeleça parcerias com escolas internacionais de referência e com empresas do sector e que promova actividades de investigação na área da gestão da hospitalidade segundo as melhores práticas internacionais.
Deve ainda ser seleccionada uma escola regional por região que dinamize a geração de conhecimento e ofereça formação turística.
Por fim, é necessário estimular o desenvolvimento curricular e os estágios de alunos de várias áreas disciplinares (por exemplo: arquitectura, gestão, engenharia) no sector do turismo e fomentar a especialização em domínios de interesse para o sector.

Ideia 1:
Como grande parte das escolas de gestão turística hoteleira até estarão ligadas a grupos de hotelaria internacionais, o que aqui está será apenas mais uma forma de “atrelar” a formação turística especificamente aos interesses de formação e de remuneração de futuros empregados a formar, por parte das entidades empregadoras multinacionais.

Ideia 2:
Também gera outra ideia aqui altamente perigosa mas de acordo com a lógica que aqui está.
Trata-se da ideia destinada a baixar – de forma artificialmente controlada – remunerações.
Utilizando a “profusão” de escolas. “Uma escola regional por região…”
Ao final de 5 anos o número de formandos será largamente excedentário no sector; isto é existirá um excesso de oferta de profissionais da área turística.

  1. Consequentemente os ordenados baixarão.
  2. Consequentemente teremos inúmeras pessoas que acreditaram em mais uma “oportunidade de formação ” a serem defraudadas por isto mesmo.
  3. Consequentemente irão existir pessoas fora a emigrarem para fora. As pessoas são parvas mas não totalmente…

Quem fica a ganhar? As cadeias internacionais de hotéis, que por um custo baixo, terão um mercado aberto e profissionais amestrados disponíveis para trabalhar por pouco; o Golfe, os resorts que passarão a ter funcionários altamente qualificados a trabalhar por meia dúzia de cêntimos.

Ou seja, uma forma semi moderna de escravatura.
Qual é o interesse disto para o país?
Absolutamente nenhum.500 000 BOLAS DE GOLFE EM CRECHES ATÉ 2009
Na parte 10 entramos na:

10 — Promoção e distribuição
Implementar uma abordagem inovadora na promoção e distribuição. No que respeita à promoção e distribuição, existe necessidade de inovar e de comunicar uma proposta de valor diferenciada, actuando em segmentos alvo por mercado emissor. É fundamental um maior enfoque no canal Internet e na gestão pró-activa da relação com os prescritores. A prioridade de promoção deve ser o destino Portugal.

“…na comunicação dos seus elementos diferenciadores—«clima e luz», «história, cultura e tradição», «hospitalidade» e «diversidade concentrada».

Estão a ver ( os poucos gatos que lerem isto) como somos todos estúpidos que nem uma porta? (Até existem as palavras “enfoque ” e prescritores…só falta a palavra “Vitualhas” para isto ser alta literatura…)

Diz-se no Plano em “abordagem inovadora”. E depois desce-se duas ou três linhas e diz-se “comunicação dos seus elementos diferenciadores.

Ou seja, o sol de Portugal é diferente do sol de Espanha, porque é um elemento diferenciador, assim dito no Plano estratégico de turismo nacional. Diria mesmo mais: só aqui é que há sol diferenciado… Já agora: o que é que será diversidade concentrada?

PARTIDO DE RESISTENCIA ANTI-PRÓ GOLFE E ANTI CRICKETEntretanto e continuando a descer ( nesta resolução é tudo a descer…) na resolução 53/2007 que dá origem a estes 4 posts/artigos surge, a necessidade de dar a ganhar dinheiro a terceiros e de exacerbar a vaidade auto promocional dos nossos governantes, assessores, etc…manifesta-se…

“…O conjunto de meios (mix) de promoção deve reflectir a necessidade de atingir o consumidor final, o que deve ser feito através de comunicação directa, mas também
através de prescritores. Para a promoção directa ao consumidor final, para além do canal Internet, devem ser privilegiados os canais especializados (por exemplo:revistas temáticas, canais de televisão especializados), e utilizada uma abordagem inovadora e oportuna (por exemplo: promovendo a presença de Portugal em filmes ou em programas televisivos de grande notoriedade e divulgando a presença de personalidades mediáticas em Portugal).”

Tudo evidentemente, coisas baratas e inovadoras. É absolutamente inovador promover Portugal em filmes ou programas televisivos; ninguém no mundo inteiro faz isso, só nós…temos o exclusivo e esta ideia…

Santa paciência …

Gosto também neste plano do amontoado de expressões inglesas ao longo do mesmo: Mix´S, workshops, open spaces, marketings, todos coabitam numa alegre confusão…anglofónica…

Observe-se mais adiante ainda que :

“…A eficácia e eficiência da estratégia é monitorizada com base em indicadores para avaliar o impacto de cada acção e aperfeiçoar o conjunto de meios (mix) de promoção de cada mercado. Portugal deve ainda ter uma participação activa nas organizações internacionais de turismo, bem como procurar o desenvolvimento do relacionamento institucional com os países de língua portuguesa

Ah ganda Mix, que tens direito a estar em dois lados e ser citado duas vezes…

Na parte 11 entre muita conversa para encher chouriços e morcelas temos que:
“…Por outro lado, deve ser revisto o processo de licenciamento turístico, assegurando um licenciamento de projectos turísticos transparente e ágil, em particular para os projectos com maior potencial de criação de valor para o turismo, nomeadamente através da integração e simplificação da legislação reguladora do acesso e exercício da actividade turística, da revisão de prazos processuais e mecanismos de decisão, e da criação de «via-rápida» para projectos de alto valor acrescentado, sem prejuízo do cumprimento da legislação em vigor e da sua adequada inserção ambiental e territorial.

Tradução: os grandes projectos de turismo, presumivelmente internacionais serão decididos rapidamente, provavelmente em conselho de ministros, que é para serem rapidamente aprovados, fazer-se a propaganda do costume relacionada com os “empregos” que irão ser criados, e demais demagogia do mesmo tipo e lamber as botas depressa aos estrangeiros investidores…

ALGARVE EXTRA 1

ALGARVE EXTRA 2

NOTA: ESTE É UM CARTOON FEITO POR RUI PIMENTEL PARA O JORNAL SEMANÁRIO “O JORNAL” EM E PUBLICADO NA EDIÇÃO DE 4 DE SETEMBRO DE 1992. A PARTE A AZUL FUI EU QUE ACRESCENTEI BEM COMO A FOTOGRAFIA DO SENHOR … ACHO QUE SE PERCEBE…..O AR RASTEJANTE DA PARTE DE BAIXO DO CARTOON COM A SEGUNDA CABEÇA DO FUNCIONÁRIO LACAIO…

E em seguida passamos para o item IV deste plano onde está, resumida toda a lengalenga anterior do plano estratégico nacional de turismo.

PLANO ESTRATÉGICO NACIONAL DE TURISMO- O FIM

Como se vê na imagem:

“atrair investidores de referência internacional”

” uma cultura de excelência de serviço no sector do turismo”

“reforçando a componente de hospitalidade por parte da população”

“o objectivo é o desenvolvimento de uma cultura nacional de turismo”

sendo para isso necessário demonstrar a importância do turismo para a economia nacional e os seus efeitos positivos etc e tal.

Tradução: formação de lacaios dóceis e hospitaleiros que ganhem pouco e trabalhem muito para os investidores internacionais.

Maneiras de o fazer: pressupõe a lavagem ao cérebro da população falando em “”cultura nacional de turismo” e acenando com os benefícios positivos da mesma mandando a cenoura do “ambiente e da melhoria da qualidade de vida” das populações como sendo os supostos bens que viremos a ter com a cultura nacional de turismo.

PAULO GUINOTE-EDUCAR-MESTRADO DE GOLFE

O post onde isto foi desvendado pode-se encontrar AQUI

JOGOS DE PALAVRAS POLÍTICOS.

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Um assassino profissional dispara uma arma.

A bala que dela sai atinge o seu alvo pré-destinado.

Pode-se fazer a pergunta: a bala que atinge a vitima é de esquerda ou de direita?

Nos últimos 3 anos, pelo menos descobrimos algumas coisas novas. Um novo jogo de palavras que é feito pelos políticos portugueses tem acontecido de forma mais definida. Chama-se “Liberalismo de Esquerda”, também conhecido por “Esquerda Moderna”.

Com a inevitável passagem do tempo, descobriremos, extasiados, e acaso a doutrina se desenvolva de forma sociológica e harmoniosa que isto é tudo normal e que, historicamente ( ser-nos-à assegurado isso) até já existiu o nazismo de esquerda – por oposição ao nazismo de direita.

Ou que até já existiu o fascismo de direita por oposição ao fascismo de esquerda.

Contorcendo mais e mais as palavras, provavelmente, viremos a descobrir que existiu um regime Cambodjano “Khmer Rouge” de direita e o regime Cambodjano”Khmer Rouge” de esquerda.

Embora “rouge” seja um sinónimo de “vermelho” e de vermelho no sentido de esquerda comunista/maoísta.

Ambos os regimes Khmer, o de esquerda e o de direita foram responsáveis por um massacre de 3 milhões de pessoas.

Algumas dessas pessoas eram mortas, apenas pelo simples facto de terem óculos.

Isso indicava que eram intelectuais, aos olhos dos dirigentes Khmers, quer os considerados da tendência esquerda moderna/liberal quer os da tendência direita moderna/liberal.

Tinham óculos, eram intelectuais, deviam ser exterminados.

Qual é a necessidade por parte dos ideólogos da esquerda ( nesta altura já começo a estar confuso para conseguir classificá-los…) de quererem esmiuçar com toda esta precisão metodológica e especificidade semiótica as palavras?

É um problema de orfandade e de infantilidade política.

Incapaz de competir com a produção de fumo intelectual e retórico da Direita neo liberal, com o discurso desta, com o discurso demagógico e simplista desta, a solução é partir para a orfandade.

Após a orfandade ser superada passa-se à comparação.

Se os “outros” usam a expressão “liberalismo” e a associam à Direita, dizendo “Liberalismo de direita” ou só “Liberalismo” então nós também a usaremos e falaremos em “Liberalismo de esquerda” para”salientar as diferenças”.

Este processo psicológico poderoso de auto convencimento permite fazer crer aos próprios que, assim, com estas novas definições, poderão lutar melhor e mais eficazmente, diria mesmo, até ideologicamente, contra a Direita neo Liberal.

Tenho que dar a mão à palmatoria.

Quem criou esta “nova ciência de fumo ” chamada Liberalismo de esquerda” ou “Esquerda Moderna” é um conjunto já razoável de excelentes ilusionistas e prestidigitadores.

Atrever-me-ia mesmo a dizer “Magos do hipnotismo político virtual”.

Quando este produto mostrar as suas insuficiências, especialmente porque é um produto inexistente, existirá sempre um novo segmento de mercado político a explorar.

Especulativamente direi que o “liberalismo de esquerda” corre sérios riscos de ser transformado numa nova fase conceptual de retórica política: a “inteligência emocional de esquerda”.

Desta, um novo Uppgrade tecnológico/retórico conceptual poderá advir daí: “a libertação do feminino escondido na pessoa de esquerda”.

Caso a pessoa de esquerda seja um homem.

Se for uma mulher será ” libertação do masculino escondido na mulher de esquerda”.

Enfim ……. meros jogos de palavras para esconderem o que efectivamente acontece.

Uma prática e um discurso neo liberal. Privatizações sistemáticas. Impostos elevados.

Antes (ou será depois?! que isto já começa a ser difícil cronologicamente de definir…) já tivemos a celebre “Terceira Via” ( que evoluiu para o Liberalismo de esquerda, etc…)

Nota de término: o grupo humorista “gato fedorento”, tinha um sketch assassino na sua série Lopes da Silva.

Num dos sketches existia um candidato político; chamado Doutor “Lopes da silva”.

Gongórico e pretensioso está num comício a falar às massas. Não diz nada de relevante. Mas a multidão entusiasmada acaba – com os gritos que dá de apoio – por não o deixar falar.

Após pedidos insistentes para o deixarem falar a multidão apenas repete a última palavra que ele disse, até que ele inicia uma frase dizendo – NADA.

A multidão interrompe-o, de novo, e grita incessantemente – NADA.

O candidato perante a impossibilidade de continuar junta-se a eles e grita – NADA.

Após isto, no fim do sketch, um transeunte vê numa rua um cartaz de propaganda eleitoral do candidato “Lopes da silva” com o seguinte slogan “NADA PARA PORTUGAL”.

Será este “Nada para Portugal”, de esquerda Liberal ou de direita Liberal”? Alguém sabe?

Written by dissidentex

21/03/2008 at 14:50