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O SISTEMA FINANCEIRO É QUE INTERESSA, O RESTO QUE SE LIXE (INGLATERRA)
Um dos grandes problemas actuais do mundo é o facto de ser o sistema financeiro e todos os apêndices a ele ligados (bancos, seguradoras,etc) mandarem de facto no planeta, apesar de todas as dissertações em contrário que dizem que não é assim…
Outro dos grandes problemas é o facto de a generalidade das pessoas, persistir em não ver que a situação é, de facto, essa.
Q2uando um conjunto de interesses apoiados no dinheiro contactos privilegiados, e capacidade de persuasão se mexem exigem comando. Exigem poder. Exigem mandar. Exigem um “ambiente” que os beneficie.Exigem um ambiente que aumente o poder que tem.
E como exigem comando e poder e um ambiente favorável, exigem que o resto siga, mesmo que esse seguidismo seja contra os interesses do resto.
O resto pode ser entendido como ” o resto da sociedade…”
Depois surgem os pequenos pormenores que confirmam que está um ataque a ser feito ao “resto” e que estas forças que tem poder tentam moldar e impor a sua visão do mundo.
E como é essa visão do mundo?
É simples.
Afirma-se que um determinado sector – normalmente o sector que pertence ou que gera dinheiro e poder a quem quer definir (ainda mais) as coisas a seu bel prazer – deve ser defendido a todo o custo.
Por oposição a todos os outros sectores dos quais deve ser retirado qualquer tipo de esforço para os conservar.
O sistema financeiro e os poderosos interesses por detrás fazem isto sistematicamente há muitos anos. Os resultados estão à vista.
No entanto continua-se a querer mais do mesmo.
Ø
Este post é dedicado à Sabine.
Uma vez disse-me (e as dúvidas dela eram perfeitamente legítimas e lógicas) numa caixa de comentários (não encontro o comentário…) que não sabia o que deveria pensar das minhas alegações acerca do Plano nacional de turismo português (dissecado em 4 posts), destinado a transformar Portugal num micro hotel em ponto grande.
Portugal deveria ser rentabilizado turisticamente…
Devendo o país abdicar de outras coisas, nomeadamente manufactura…
Acontece que membros do actual governo Inglês pensam da mesma maneira. Relativamente à Inglaterra e ao que nela deve ser feito.
Numa notícia do The telegraph, 3 de Março de 2009, um alto funcionário /conselheiro o Governo Britânico antes da queda do Banco Northern Rock, produziu, num relatório sobre a industria da defesa inglesa o seguinte:
“Only high-quality professional services, financial services and the City of London have any real value and they should be supported at all costs. The rest of the country can be turned over to tourism.”
Tradução a martelo: Apenas serviços de elevada qualidade, serviços financeiros e a City of London (Bolsa de valores) tem real valor e devem ser apoiados a todo o custo. O resto do país pode ser entregue apenas a actividades turísticas.

É um alto funcionário de um governo que passa por ser “de esquerda”…a dizer o que diz.
Como se diz na ultima parte sublinhada a azul, desvaloriza-se a defesa e as restantes actividades.
Num país como a Inglaterra, com aspirações a grande potência, os interesses financeiros já se atrevem a dizer publicamente o que pensam.
Que o país apenas deve ser uma plataforma giratória financeira, devendo submeter-se ou deixar que os EUA a defendam… na área da defesa.
O resto?
O resto que se lixe.
30 HOTÉIS LICENCIADOS EM LISBOA.
Lisboa, essa magnífica cloaca cidade decadente, vai ter mais 30 hotéis. Porquê?
( Jornal Global, 1 de Agosto de 2008 )
Porque a aposta estratégica ?!?!, os recursos, a velocidade de andamento da burocracia estatal e autárquica, que aqui são rápidas como um F1, serão apontadas para o turismo e a hotelaria.
Porque foi tudo feito “segundo a lei”, isto é, seguindo todas as regras legais que dizem como é que se deve fazer o licenciamento de hotéis. Mas o problema não é esse. O problema está no facto de se permitir o licenciamento de 30 hotéis. De ser esta a “estratégia” ( se é que se pode chamar estratégia a isto…)
Uma “economia” assente em mais 30 hotéis…para uma capital de um país que tem outro tipo de problemas ara resolver…
Resta ainda acrescentar que o “plano” da frente ribeirinha de Lisboa, está previsto a 25/30 anos, conforme explica o arquitecto do regime, ( e que o regime tem amplamente recompensado…) inteiramente de acordo com os cenários e as planificações previstas na Europa (e no mundo) relativamente a regiões como Portugal – a quem foi destinado ser um miserável destino turístico para a terceira idade ou para pessoas europeias ricas, ficando o restante da população a servir de lacaios, de criados na sua própria casa.
São estes os grandes desígnios nacionais por parte das elites portuguesas para a maior parte da população. Um vasto exército de empregados de mesa, semi cultos e apenas mão de obra disponível para servir…
Prostremo-nos em agradecimento a estes visionários…
Isto também ajuda a explicar – acaso as pessoas queiram fazer a amabilidade cerebral de exercitarem o seu direito a fazerem um nexo de causalidade entre uma coisa e a outra – o desinvestimento nas áreas de educação de “saberes-duros” e de saberes e conhecimentos abrangentes na população em idade escolar e sem ser escolar.

Como existem sempre dúvidas acerca do facto de alguém afirmar, seja eu, seja outra pessoa qualquer que o faça; que o país está ser preparado para ser uma gigantesca quinta de reformados servida por um vasto exército de empregados de mesa e de auxiliares de lares de terceira idade e … nada mais, observe-se em baixo, um mapa de cenários, feito por uma entidade europeia, paga pelo dinheiro da União Europeia, que não vou revelar – a seu tempo indico a fonte – com uma projecção de tendências demográficas (entre outras tendências, quase todas aterradoras para Portugal, no estudo de 69 páginas) a 30 anos de distância.
Com a cor castanha estão indicadas as áreas geográficas em que, por volta de 2030, existirá a maior parcela de população idosa. As maiores bolsas de idosos.

Como é natural, nem sequer acredito nesta extrapolação dos dados.
Uma vez que penso que a área reservada a Portugal e a Espanha ainda será maior na percentagem de idosos, porque a tendência será para que muitos idosos europeus – à medida que os investimentos nesta área em Portugal e Espanha aumentarem e os canalhas privados portugueses conseguírem subornar eficazmente; e à medida que os idosos europeus perceberem que tem aqui uma àrea servil e mais barata a ser-lhes oferecida – a tendência será, escrevia, para que muitos venham – Europa abaixo – assentar arraiais aqui.
Para grande parte da população portuguesa, à medida que os anos passarem; à imigração para a Europa, ou para certos países africanos será a “opção”.
Ou aceitar (motivada pela propaganda, pelo instilamento de medo e de regras cada vez mais coercivas) viver pobre apenas trabalhando e tendo trabalho, nestas “profissões de futuro”.
Paralelamente a viver pobre, continuar a pagar impostos elevados para sustentar um sistema público de organização de estado e um sistema privado de organização de empresas totalmente ineficiente e assente no mais completo proxenetismo (para quem não sabe o que quer dizer a palavra proxenetismo; significa chulos”, os tipos que tomam conta das put*s).
Tudo sempre “democrático” e sempre sob a capa da lei, da feitura de leis para conferir “legitimidade democrática” à criação e efectivação de um regime totalmente antidemocrático e desenhado por canalhas e incompetentes.
Quanto às pessoas, apenas tem duas hipóteses mentais de trabalhar sobre esta ideia:
– ou desvalorizam isto – estas tendências, refugiando-se num optimismo imbecil, próprio de quem não vê um boi à frente dos olhos nem com uma tabuleta de 3 metros de comprimento e de largura a indicar o sítio onde ele está;
– ou começam a perceber para onde este país está a ser levado, curiosamente a ser levado por uma geração de sacanas e medíocres – quer os de esquerda, quer os de direita – que encheram a boca a falar de benefícios de uma revolução que tudo iria mudar mas em que tudo mudou para tudo ficar na mesma.
AVISO: Este post não é especificamente contra o actual governo, (embora os gajos mereçam) mas sim contra um certo estado das coisas.
PORTUGAL E O FUTURO. DIVISÃO EM ZONAS.
Quando um ministro… ou melhor, alguém que chegou ao cargo por troca de favores e conhecimentos, disse, há uns meses atrás, que a margem Sul era um deserto onde não existia nada, lembrei-me de fazer uma coisinha destas.
Agora encontrei-a. Paralelamente inseri mais algumas “opiniões” acerca do que era a “ideia” de Portugal que se estava e está a trabalhar para “vir a acontecer”.
Um país inclinado para o mar, totalmente desequilibrado economicamente. E desequilibrado, também.
Depois lembrei-me de legendar certas partes, e dividir o país em bantustões ou zonas – numa hipotética ideia do que seria cada zona e do que a cada uma delas seria atribuído, como “especialização económica/social”, num futuro próximo.
Infelizmente a realidade não me está desmentir. A nada ser feito caminharemos para uma situação relativamente “parecida” a esta. O Estado português, isto é, o governo português, isto é, o grosso dos interesses económicos que se concentram por detrás doe Estado Português, isto é, os oportunistas que andaram a dizer ás pessoas que elas deveriam estudar uma série de coisas em “profissões duras” com conhecimentos duros, porque daí viriam empregos bem qualificados, concentra afinal os seus esforços na criação de empregos bem remunerados no estrangeiro.
Para que portugueses pertencentes a esta “elite”, presume-se, possam “vender” Portugal como um paraíso turístico especial.
Do qual, supostamente, todos nós vamos viver e comer…para quê ensinar Filosofia ou História, nas escolas?
Para quê, exigência de qualidade em estudos que se façam no secundário se vamos todos fazer serviços ligados ao turismo e actividades adjacentes?
Empregados de mesa de bares e restaurantes e Caddies de golfe, não precisam de estudos elevados, nem de uma coisa tão simples como a noção de “fazer carreira na profissão que escolheram”…
JORNAL PÚBLICO DE 28-07-2008- NOTÍCIA ACERCA DA PEDINCHICE TURÍSTICA. Clicar imagem…

