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CENARIOS E TENDÊNCIAS PARA OS PRÓXIMOS 20 ANOS -7

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SUPER TENDÊNCIAS PARA OS PRÓXIMOS 20 ANOS

MICRO ANÁLISE SOCIAL E ECONÓMICA.

Processo de longo termo analisando os processos em espectro largo e de grandes tendências, ao nível social, e económico a nível mundial.

A intensidade do impacto e o que causa transformações multi dimensionais nas sociedades.

1. Mudanças no trabalho e como este é feito.

  • avanço geral na automação de tarefas.
  • Da tendência para a automação de tarefas apenas nos processos intensivos repetitivos, para a automação nos serviços.
  • Tendência para práticas de trabalho altamente flexíveis (em qualquer altura, em qualquer lugar),
  • Estruturas de trabalho flexíveis e tendencialmente interactivas entre si.

De uma realidade que existe – a automação de tarefas, como por exemplo nas fábricas de montagem de automóveis em que grande parte do trabalho é desempenhado por estruturas computorizadas, apenas vocacionadas para o trabalho intensivo, a automação irá estender-se para outras áreas.

Problemas:

– Aumento do desemprego, alienação social do consumidor, desconectação entre o consumidor e a empresa que lhe presta o serviço – tornando impossível ao consumidor perceber com quem é que está contactar ; se uma máquina, ou uma empresa de carne e osso.

– Problemas ao longo da linha de contactos do consumidor/cidadão com as empresas que lhe prestam serviços. Necessidade a dada altura de “atendimento humano”, derivado das falhas dos “serviços” automatizados.

As práticas de trabalho altamente flexíveis poderão causar problemas e uma total falta de coesão numa sociedade, em que milhões de indivíduos estão “fora” de contacto uns com os outros e com as estruturas cívicas democráticas de um dado país.

As estruturas de trabalho terão tendência a serem interactivas, criando uma aparente flexibilidade e permanente ajustamento ás demandas do mercado, gerando trabalhadores que apenas vivem para o presente, sem estruturas de controlo aparente, nem rígidas hierarquias.

Problemas:

– Chamar-se ao desaparecimento da hierarquia, “liberdade”

– As pessoas começarem as comportar-se dessa maneira nas suas relações físicas e sociais, sempre em permanente fluidez de relacionamentos, sem “algo” de durável nas suas vidas, levando em última análise para a ideia social de um homem autómato,

– O deslize económico -social para a ditadura não oficial, plasmada num “cidadão padrão” – o que é aceitável, sendo visto como o ” cidadão padrão ” que obtém o emprego porque aceita o controlo não rígido que estas estruturas não hierárquicas originam

– A tendência para a criação ou aumento da vídeo vigilância, dos sensores de nano tecnologias, dos chips cutâneos, como forma de monitorização laboral das tarefas dos trabalhadores descentralizados.

– A segmentação social como prática anti democrática “aceitável”

– O ataque a estruturas como os sindicatos, ou grupos informais de trabalhadores; não possuindo estruturas organizadas entre si, a psicologia destas práticas de trabalho elimina teoricamente a necessidade de estruturas do tipo sindicato.

– o desemprego camuflado de “flexibilidade momentânea parada da produção do trabalho”

– Estruturas de trabalho que interagem entre si, em países e áreas diferentes dentro da mesma empresa ou grupos de empresas. Países ou zonas que não consigam criar “núcleos de empresas” terão problemas massivos de criação de emprego, o que originará a tendência para a imigração, dessas populações – ou migrações internas e instabilidade social/económica daí derivada.

  • Exemplo de desestruturação hierárquica ao nível da grande empresa:

Nenhuma sede social, mas 20 sedes (ou 10 ou 30 espalhadas pelo planeta).

A “força estratégica” das 20 sedes ( ou 10 ou 30) variará consoante os produtos serviços que criarem/fabricarem e o seu sucesso.

Problemas para pequenos países:

Não tem força para determinar quais os 20 (ou 10 ou 30) centros de produção/criação interessam atrair, incapacidade negocial ao nível da atracção de projectos de investimento.

Problemas jurídicos de responsabilização a “nível central”

Os países são vistos com países “porta-giratória”.

Questão: quem não conseguir ser porta giratória, será o quê?

Questão: como conseguir fixar quadros técnicos de qualidade superior, num cenário como este num país que não é porta giratória?

Questão: o remanescente populacional fica em que situação?

2. Novos padrões de consumo emergem

O terceiro mundo entra no jogo. Foi-lhe destinado ser a base da Piramide.

10 países porta giratória perfilam-se no horizonte: China, índia, Brasil, Rússia, México, Coreia do Sul, Indonésia, África do sul, Tailândia. 3.1 Biliões de pessoas.

Este terceiro mundo participa no crescimento económico. Tendência , para que,devido á sua enorme população, lhe seja atribuido o papel de base da piramide.

Problemas:

Porque é que a base da pirâmide aceitará ser a base da pirâmide?

A base da pirâmide produz o que o tendencial topo consome, criação de um dilema estratégico assente na necessidade de criar incentivos à manutenção do status quo da base da pirâmide. Através de guerras?

Os países topo da pirâmide são: EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Canada, Austrália, Holanda.

A colocação destes países como portas giratórias permitirá fazer “girar” a colocação de bens e serviços para os outros países industrializados.

Problemas:

– os países mais pequenos ou com menor força económica, industrializados, pagarão uma taxa oculta de acesso, a estes bens ou serviços, aos países porta giratória.

– Pagarão uma outra taxa de porta giratória, se contactarem com os países porta giratória da base da pirâmide.

– Acentuação da periferia dos mais periféricos em relação aos menos periféricos, ataques à democracia como conceito nessas zonas

-Tendência para o “acordo por detrás” entre os responsáveis dos países periféricos e os países porta giratória da zona industrializada para a aceitação nessas áreas de modelos não democráticos de sociedade – embora paralelamente, os países porta giratória industrializados continuem a fornecer bens e serviços.

– Respostas da políticas nulas como reacção a situações destas, democracia como fachada.

O luxo em países da base da pirâmide – China, índia, Turquia, Brasil,Rússia cria o seu próprio mercado. Tendência para o aumento das desigualdades sociais nessas áreas combatidas com restrição aos direitos civis e políticos.

Tendência no Oeste (segmentado e diferenciado entre quem é país porta giratória e quem não é) para três tendências:

  1. Estilos de vida sustentáveis (LOHAs)
  2. Eco chic
  3. Comércio justo e moral

Problemas:

– Conseguir convencer as pessoas dos países “não porta giratória” a aceitarem estilos de vida que serão quase insustentáveis?

Continua

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Written by dissidentex

30/07/2008 às 22:20

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