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Archive for Junho 2011

OS MERCADOS CONTINUAM A IMPRESSIONAR-SE COM O PSD NO GOVERNO

Juros da dívida portuguesa acentuaram a subida e renovaram máximos históricos nos prazos mais curtos. As “yields” das obrigações a dois e três anos estão a subir mais de 50 pontos base.

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Notícia da comunicação social, dia 23 de Junho de 2011.

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” Lisboa, 24 mar (Lusa) — O dirigente do gabinete de estudos do PSD Carlos Moedas defendeu hoje em declarações à agência Lusa que, com as reformas que um futuro Governo social-democrata vai aplicar, as agências ainda vão subir o ‘rating’ de Portugal.

Segundo Carlos Moedas, que é um dos principais conselheiros do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, os mercados “olham para uma nova equipa de gestão como uma boa notícia”, porque “há muito tempo não dão credibilidade ao Governo português”.

No seu entender, “assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, e fará tudo o que for necessário para que se cumpram essas metas até porque foi o PSD que sempre anda atrás do Governo para cortar, essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal”.”

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Carlos Moedas, conselheiro económico de Pedro Passos Coelho, 24 de Março de 2011

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GRÉCIA, UM ANO APÓS O EMPRÉSTIMO DO FMI – OU O CAOS VINDO DO FMI E DA EUROPA

Quadro em baixo com a lista dos maiores credores da Grécia.

Dívida grega: 340 biliões de euros

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O recente pacote financeiro grego ainda não foi aprovado. Faltam despachar para a Grécia 12 biliôes de euros.

Desde que o governo grego aplique ainda mais medidas de austeridade.

Sondagens dão rejeições do acordo de 80%.

Paul Mason da BBC mostra como o desacordo na sociedade grega e a completa distancia entre as elites europeias/ o governo grego e a população grega está ao rubro.

O Estado Grego começa a perder a sua capacidade para desempenhar as suas funções e para ter controlo político sobre os seus agentes.

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There is a social crisis under way and I think it is different from the one our history books teach us to expect. It’s not like the cracking of the state, or mass unrest, but simply that the Greek state – whose reach was never far into society – is beginning to lose its grip slightly on the actual functions a state should do.

It cannot decide its economic policy; it can’t convince its own people of any good intent; the rule of law is imposed hard here – with the impounding of yachts bought through tax evasion – only to break down somewhere else, as people begin to pledge non-payment of bills for the privatised utilities… the violence is a sideshow: it is the political paralysis of the Greek government that is of world importance because – while the European Union bickers about how much bankers should lose versus how much the EU should lose as Greece defaults – you are seeing the lines of defence against financial and social chaos within this part of Europe getting very frayed…

I think the level of mismatch between perception and reality within the Eurozone is worrying. Because last year’s protests were mainly leftist; and the strikes mainly token, a pattern of thinking has emerged that dismisses all Greek protest as essentially this.

But a new situation is emerging: Greek people I have spoken to are beginning to express things in terms of nation and sovereignty – and this makes the Greek situation different, for now, to Ireland and Portugal.

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Os gregos estão também a voltar-se – legitimamente – contra a comunicação social mainstream. Como Paul Mason explica.

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And I will repeat the point about hostility to the media: it’s not a problem for me and my colleagues to be hounded off demos as “representatives of big capital”, “Zionists”, “scum and police informers” etc. But to get this reaction from almost every demographic – from balaclava kids to pensioners – should be a warning sign to the policymaking elite. The “mainstream” – whether it’s the media, politicians or business people – is beginning to seem illegitimate to large numbers of people.

As one old bloke put it to me, when I said: “Don’t you want us to report what’s happening to you?” – “No.”

He was quite calm and rational as he waved his hand in my face: “It’s too late for that.”

PINGO DOCE E OS APOIOS À PRODUÇÂO NACIONAL

“Não vale a pena continuarmos a mentir. Não vale a pena pedir sacrifícios às pessoas sem lhes dizer a verdade. As pessoas têm de saber para que estão a fazer os sacrifícios e não adianta negar que estamos em recessão, porque estamos”, afirmou, durante a apresentação de resultados do grupo em 2010.

Questionado sobre o segredo do sucesso do grupo, que aumentou os lucros em mais de 40% no ano passado, Alexandre Soares dos Santos respondeu: “Os truques é para o Sócrates. Ele [os políticos] é que gosta de truques. O nosso sucesso assenta em trabalho”.

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Alexandre Soares dos Santos, dono das mercearias Pingo Doce, declarações à comunicação social, dia 19 de Fevereiro de 2011

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Notícia da comunicação social, dia 20 de Junho de 2011.

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A Lacticínios das Marinhas entrou em ruptura negocial devido às pressões  grupo Jerónimo Martins – Pingo Doce, para esmagar as margens de lucro desta PME.

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Noticia dos produtores de leite – anilac, dia 29 de Março de 2011

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Questionado sobre o segredo do sucesso do grupo, que aumentou os lucros em mais de 40% no ano passado,…

“Os truques é para o Sócrates. Ele [os políticos] é que gosta de truques. O nosso sucesso assenta em trabalho”.

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A Jerónimo Martins está a trazer produtos da Polónia para o Pingo Doce, aproveitando sinergias da Biedronka, a cadeia que o grupo detém naquele país. A receptividade junto dos consumidores portugueses tem sido grande, mas é ainda maior junto da comunidade do Leste que reside no País.

Fiambre fumado, bacon, salchichas e pickles são alguns dos produtos que chegam “em grandes quantidades” da Polónia, com “preços agressivos”, afirmou ao DN Rita Coutinho, directora de marketing do Pingo Doce.

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Pingo Doce, notícia da comunicação social, dia 23 de Março de 2007

PSD, PEDRO PASSOS COELHO, ONGOING E O DIÁRIO ECONÓMICO

Primeiro nasceu o panegírico… com laivos de prosa…

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“Eu sou um homem de palavra”. Eis como se deve começar, estar, viver. Tem faltado honra, por medo de o princípio matar o frenesim do que, sendo efémero, dura e atrai aplauso.

Pedro Passos Coelho mantém a candidatura de Fernando Nobre à presidência do Parlamento. Faz bem. Pelos valores que o distinguem. E o diferenciam.

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Artigo de opinião panegírica, dia 17 de Junho de 2011, produzido por António Costa, jornalista e director do Diário económico.

O Diário económico é um empresa que é detida pela Ongoing… entidade empresarial que manifestou interesse em comprar a RTP…

Como tal elogia-se o actual senhor que é primeiro ministro por sorteio de mercados eleições…

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A privatização da RTP vai ser um dos temas fracturantes na sociedade portuguesa nos próximos tempos, mas não do ponto de vista social, como a interrupção voluntária de gravidez.

Será fracturante do ponto de vista financeiro e político, entre os grupos que controlam os dois canais privados e os dez milhões de portugueses que pagam, com os seus impostos, o orçamento da televisão pública.

Passos Coelho anunciou em campanha eleitoral que quer privatizar a televisão pública, mas a discussão – que ainda nem sequer começou – entre a RTP como a conhecemos hoje, e financiada como é hoje, e uma RTP privada tem de ser precedida do que se quer para o serviço público.

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António Costa, jornalista do Diário económico, artigo de opinião a favor do patrão, dia 14 de Junho de 2011.

 

THIS IS SPARTA – A GRÉCIA LUTA

HÁ 2480 anos atrás.

2480 Years Ago.

Na actualidade.

Present Day.

Written by dissidentex

18/06/2011 at 7:50

O PSD, PEDRO PASSOS COELHO E AS POLÍTICAS ( DA TRETA) DA CONCORRÊNCIA

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje no Cadaval que é preciso combater a “sociedade de batota” regulando mais a concorrência para fazer crescer a economia nacional.

“Não podemos ter uma sociedade de batota em Portugal. Temos de ter reguladores que controlem a concorrência para haver uma verdadeira regulação e uma verdadeira concorrência”, disse Pedro Passos Coelho, ao falar a uma assistência de setenta pessoas nos Paços do Concelho do Cadaval, onde foi recebido pelo presidente da câmara (PSD).

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Pedro Passos Coelho, declarações à comunicação social, dia 16 de Maio de 2011, sobre “concorrência”.

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O cenário de fusão entre a Zon Multimédia e a Sonaecom tem as condições reunidas para voltar a ser discutido entre os dois grupos. Apesar das partes directamente envolvidas garantirem que o tema, neste momento, não está em cima da mesa, o Diário Económico sabe que têm existido conversas informais entre vários accionistas.

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A este facto acrescem ainda as mudanças no plano político. José Sócrates era um forte opositor à fusão entre as duas operadoras. Recorde-se que o próprio Belmiro de Azevedo, fundador e ‘chairman’ do grupo Sonae, acusou várias vezes o ex-primeiro-ministro de ter inviabilizado a Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Sonaecom sobre a Portugal Telecom (PT). Com a mudança de Governo, o processo poderá agora estar facilitado, acreditam as fontes ouvidas pelo Diário Económico.

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Noticia da comunicação social, dia 16 de Junho de 2011

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Esta é a verdadeira concorrência de Pedro Passos Coelho; a redução do numero de fornecedores de serviços?

Onde está o combate à sociedade de batota e dos mercados garantidos para poucos concorrentes?

Onde está a verdadeira regulação que não se manifesta contra esta fusão? Alguém a consegue avistar?

OS MERCADOS FINANCEIROS IMPRESSIONARAM-SE COM O ACORDO PSD-CDS

” Lisboa, 24 mar (Lusa) — O dirigente do gabinete de estudos do PSD Carlos Moedas defendeu hoje em declarações à agência Lusa que, com as reformas que um futuro Governo social-democrata vai aplicar, as agências ainda vão subir o ‘rating’ de Portugal.

Segundo Carlos Moedas, que é um dos principais conselheiros do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, os mercados “olham para uma nova equipa de gestão como uma boa notícia”, porque “há muito tempo não dão credibilidade ao Governo português”.

No seu entender, “assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, e fará tudo o que for necessário para que se cumpram essas metas até porque foi o PSD que sempre anda atrás do Governo para cortar, essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal”.”

Carlos Moedas, conselheiro económico de Pedro Passos Coelho, 24 de Março de 2011

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Hoje, dia 16 de Junho de 2001, o novo governo português, marcou para as 11 horas da manhã, a cerimónia de assinatura do acordo entre partidos que compõem o novo governo.

Com mérito e competência a assinatura fez-se às 12.20, no meio da maior confusão.

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Já os mercados financeiros, às 13.30 da tarde, mostravam-se altamente impressionados com a assinatura do acordo, subindo os juros da dívida pública.